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FORMAÇÃO E SABERES DOCENTES PARA A INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL EM AULAS DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DA ÁREA

Angelita Vieira De Morais, Eder Pires De Camargo

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVIII
Ano
2020
Data
11/11/2020
Linha de pesquisa
Equidade, Inclusão, Diversidade E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## FORMAÇÃO E SABERES DOCENTES PARA A INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL EM AULAS DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DAS PUBLICAÇÕES DA ÁREA

## TRAINING AND TEACHING KNOWLEDGE FOR THE INCLUSION OF VISUAL DISABLED STUDENTS IN PHYSICS CLASSES: AN ANALYSIS OF PUBLICATIONS IN THE AREA

Angelita Vieira de Morais , Eder Pires de Camargo 1 2

1

UFES-Alegre/Departamento de Química e Física, e-mail: angelitamvieira@yahoo.com.br 2

## Resumo

O presente trabalho faz um levantamento de artigos, nos principais eventos da área, sobre a formação docente e o ensino de Física para alunos com deficiência visual. Foram selecionados 24 artigos que foram analisados segundo a técnica da Análise de Conteúdo de Bardin. Essa pesquisa teve como objetivo analisar o foco temático de cada trabalho selecionado e a possível presença, nos seus textos, de ideias que poderiam ser relacionadas aos saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física. Por meio dessa análise constatouse a escassez de trabalhos sobre a temática em questão, principalmente no que tange a questão curricular. Verificou-se também que há pouca discussão sobre os saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física. De forma geral, a pesquisa aponta para a necessidade de se investir em pesquisas sobre a formação do professor de Física na perspectiva da inclusão, no que tange a questão da deficiência visual.

Palavras-chave : formação docente, saberes docentes, deficiência visual, ensino de Física.

## Abstract

The present work makes a survey of articles, in the main events of the area, about the teacher formation and the Physics Education for students with visual impairment. Twenty-four articles were selected and analyzed using the Bardin Content Analysis technique. This research aimed to analyze the thematic focus of each selected work and the possible presence, in its texts, of ideas that could be related to the teaching knowledge for the inclusion of the visually impaired student in Physics classes. Through this analysis, there was a scarcity of studies on the subject in question, especially with regard to the curricular issue. It was also found that there is little discussion about teaching knowledge for the inclusion of students with visual impairment in Physics classes. In general, the research points to the need to invest in research on the formation of the Physics teacher from the perspective of inclusion, with regard to the issue of visual impairment.

Keywords : teacher training, teaching knowledge, visual impairment, Physics education.

## Introdução

A maioria das pesquisas da área de ensino de Física, que engloba o público alvo da Educação Especial, trata da deficiência visual (MORAIS, CAMARGO, 2018).

Muitos artigos que tratam do ensino de Física para alunos cegos ou com baixa visão apontam a falta de preparo do professor como uma dificuldade no processo de inclusão, evidenciando a necessidade de se repensar a formação docente. A partir dessa evidência, levantou-se a seguinte questão: As publicações da área, que tratam da formação docente e o ensino de Física para alunos com deficiência visual, abordam quais temáticas?

Camargo (2012) ao tratar da questão da formação docente, levanta algumas especificidades da disciplina de Física e aponta alguns saberes docentes necessários para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física. A leitura do texto mencionado conduziu à segunda questão: As publicações da área trazem, em seus textos, alguma semelhança com os saberes docentes propostos por Camargo (2012)?

- O referido levantamento teve como objetivo analisar o foco temático de cada trabalho selecionado, e a possível presença, nos seus textos, de ideias que poderiam ser relacionadas aos saberes docentes propostos por Camargo (2012), sob a perspectiva da inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física.

## Referencial Teórico

Camargo (2012) aponta e discute alguns saberes docentes que, segundo ele, são necessários ao professor para que ocorra a inclusão do aluno com deficiência visual (cego de nascimento, que perdeu a visão ao longo da vida e com baixa visão) em aulas de Física. Segundo o referido autor, esse conjunto de recomendações se fundamenta 'nas condições de acessibilidade do discente, isto é, a consideração de sua potencialidade sensorial mediante as linguagens e contextos geradores de viabilidade comunicacional' (CAMARGO, 2012, p.249).

Seguem abaixo os saberes citados por Camargo (2012):

- 1Saber sobre a história visual do aluno.
- 2Saber explicar a estrutura semântico-sensorial dos significados físicos veiculados.
- 2.1- Saber que significados vinculados às representações visuais sempre poderão ser registrados e vinculados a outro tipo de percepção (tátil, auditiva, etc ).
- 2.2- Saber que significados indissociáveis de representações não-visuais, de relacionabilidade sensorial secundária e sem relação sensorial não necessitam de referencial visual para serem compreendidos.
- 2.3- Saber que existem fenômenos físicos que não podem ser observados empiricamente, e que, nesse caso, a visão ou qualquer outro sentido não contribui à compreensão deles.
- 3- Saber abordar os múltiplos significados de um fenômeno físico.

- 4Saber construir de forma sobreposta registros táteis e visuais de comportamentos/fenômenos físicos de significados vinculados às representações visuais.
- 5Saber destituir a estrutura empírica audiovisual interdependente: É importante eliminar códigos auditivos associados aos códigos visuais.
- 6- Saber trabalhar com linguagem matemática.
- 7Saber explorar as potencialidades comunicacionais das linguagens constituídas de estruturas empíricas de acesso visualmente independente.
- 8- Saber realizar atividades comuns aos alunos com e sem deficiência visual.
- 9- Saber promover interação entre discentes com e sem deficiência visual, utilizando em tal interação os materiais de interfaces tátil-visuais.

## Metodologia

A partir de uma planilha, elaborada pelos autores, que contém trabalhos relacionados ao ensino de Física e o público alvo da Educação Especial, nos principais eventos da área, foram selecionados todos os artigos que abordavam a temática da formação docente e o ensino de Física para alunos com deficiência visual. A referida planilha se constitui parte de um projeto de doutorado de um dos autores do presente artigo. Para a construção da mesma foi feito um levantamento, em todas as edições, em dois eventos da área: o Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF) e o Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF). Nesse processo foram selecionados aqueles trabalhos que abordavam a deficiência visual, auditiva, física e intelectual, o transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação (público alvo da Educação Especial).

Retomando, os artigos que abordavam a temática da formação docente e o ensino de Física para alunos com deficiência visual, selecionados a partir da planilha mencionada anteriormente, foram buscados por meio da linha de pesquisa, título, e palavras-chave. Buscou-se por palavras que remetem à formação docente (formação docente, PIBID, formação inicial, dentre outras) e à deficiência visual (cego, cegueira, baixa visão, deficiência visual). No total, foram levantados 24 trabalhos , sendo 18 artigos do SNEF e 6 artigos do EPEF. 1

Para fazer a análise dos dados optou-se pela técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). A referida técnica é constituída por três etapas: 1- préanálise, 2- exploração do material, 3- tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

Vale destacar que a análise apresentada aqui, não se trata de uma análise fechada e definitiva. Afinal, é uma análise a partir da percepção dos autores dessa pesquisa.

## Resultados e discussões

A tabela 1 apresenta os dados relacionados à temática central dos artigos analisados.

Tabela 1: Categoria 1- Foco Temático

Sobre os artigos que se constituem uma revisão de literatura, todos evidenciam a escassez de trabalhos sobre a temática 'formação docente e a inclusão das pessoas com DV nas aulas de Física'.

No que se refere ao item 1.2, este incluiu a construção de maquetes táteis, materiais auditivos, sequências didáticas, planos de aulas, dentre outros. Dos trabalhos que se enquadram nesse item, metade deles está relacionado ao ensino de mecânica, dois abordam física moderna e outros dois estão relacionados ao ensino de ótica. Esses dados apontam para a necessidade de se investir em pesquisas relacionadas à construção e aplicação de recursos didáticos, visto que diante do currículo de Física da Educação Básica, uma vasta quantidade de conteúdos ainda não foi abarcada nos trabalhos da área. Deve-se considerar também que a falta de recursos didáticos é apontada, por muitos autores, como uma dificuldade dos professores no que diz respeito ao ensino de Física para alunos com deficiência visual (MORAIS, CAMARGO, 2018).

Dos trabalhos relacionados ao item 'concepções alternativas', estes, de forma geral, se referem às concepções de alunos da educação básica, professores e/ou licenciandos da área de Ciências Naturais sobre a inclusão dos alunos com deficiência visual nas escolas regulares e na carreira científica. Alguns desses trabalhos discutem a questão da necessidade da visão para a compreensão dos fenômenos da natureza.

Por se tratar de um trabalho relacionado ao levantamento de pesquisas voltadas para a formação dos professores de Física, o item 'Legislação/Projeto político Pedagógico' foi elencado na tabela. Entretanto, nenhum trabalho teve como discussão central essa temática, embora muitos autores apontem a necessidade de discutir a formação inicial docente no que tange a questão da inclusão dos alunos com deficiência nas escolas regulares.

- O último item da tabela 1 se refere ao dia-a-dia da sala de aula, às dificuldades enfrentadas pelos professores e aos saberes docentes envolvidos no contexto do presente trabalho. Nenhum artigo traz os saberes docentes como assunto central da discussão.

A tabela 2 está relacionada aos saberes docentes apresentados por Camargo (2012). Vale destacar que, embora apenas um trabalho utilize a referência em questão na discussão dos dados, muitos dos artigos analisados apresentam em seus textos algumas semelhanças com alguns dos itens apontados na tabela 2, seja de forma explícita ou implícita.

Tabela 2: Categoria 2- Saberes Docentes

Conhecer a história visual do aluno possibilita ao professor uma escolha adequada dos recursos que serão utilizados durante as aulas para que todos os alunos tenham acesso ao conteúdo. Dois dos artigos analisados citam a importância desse saber, associando-o à metodologia e às estratégias de ensino.

A maioria dos artigos analisados aponta e/ou discute, de alguma forma, a relação da visão com o ato de conhecer algum fenômeno físico. Embora os textos enquadrados na categoria não façam menção ao 'saber identificar a estrutura semântico sensorial dos significados físicos veiculados', esses, de alguma forma, apresentam a necessidade de desvincular o sentido da ação 'conhecer' do 'ver/enxergar', o que traz uma aproximação com o segundo saber apresentado por Camargo (2012). O significado de um determinado fenômeno, vinculado às representações visuais, pode ser registrado e vinculado a outro tipo de percepção (CAMARGO, 2012). O tato, por exemplo. Logo, a representação de uma linha de campo elétrico pode ser feita de forma tátil. Alguns significados indissociáveis de representações não visuais não necessitam de referencial visual para serem compreendidos (CAMARGO, 2012). Alguns elementos histórico-filosóficos, por exemplo, se mostram acessíveis a todos os alunos. Ademais, existem aqueles fenômenos físicos que não podem ser observado empiricamente, a noção de campo, por exemplo. Nesse caso, a visão ou qualquer outro sentido não contribui para a compreensão deles (CAMARGO, 2012).

De acordo com Camargo e Nardi (2007, p.9):

'Parece haver, uma relação entre conhecer e ver, na medida em que o convencimento de que se conhece apenas se estabelece pela visualização ou representação visual do objeto de conhecimento. Superar tal relação e reconhecer que a visão não pode ser utilizada como pré-requisito para o conhecimento de alguns fenômenos como os de física moderna, pode indicar alternativas ao ensino de física, alternativas estas que enfocarão a deficiência visual não como uma limitação ou necessidade educacional especial, mas como perspectiva auxiliadora para a construção do conhecimento de física por parte de todos os alunos'.

Apenas um artigo aborda a importância de considerar os múltiplos significados de um fenômeno nas aulas de Física. O referido trabalho apresenta, por meio das respostas a um questionário, a visão de alunos finalistas de um curso em licenciatura em Física sobre o ensino de Física para alunos com DV. No decorrer da análise, os autores estabelecem uma relação entre as respostas dadas pelos licenciandos e alguns dos saberes docentes discutidos por Camargo (2012).

- O item 3.4 se refere a um saber relacionado à construção de maquetes táteis e visuais de fenômenos físicos de significados vinculados às representações visuais, tornando as informações acessíveis aos alunos videntes, cegos e com baixa visão. Entretanto, alguns autores evidenciam que o material proposto em seus trabalhos é de utilização exclusiva daqueles com deficiência visual, propondo materiais diferentes para os videntes. Optou-se por manter esses trabalhos classificados no item em questão, pelo fato dos autores do presente artigo entenderem que os recursos propostos podem ser acessíveis a todos os alunos.

Um dos textos analisados, além de apontar a importância de desvincular códigos auditivos dos códigos visuais e/ou da descrição oral detalhada (saberes 5 e 7), também aborda a questão de saber trabalhar com a linguagem matemática. Segundo os autores, é importante que

'o docente que trabalhe com explicações orais em conjunto com representações visuais na lousa ou no computador, seja oralmente descritivo em suas ações, disponibilizando aos alunos com deficiência visual, referenciais de observação não visuais dos objetos de ensino, como por exemplo, gráficos e figuras em alto relevo, sistema de resolução de equações que proporcione simultaneidade entre representação não visual, raciocínio e contato não visual com tais representações' (CAMARGO, NARDI, 2007, p.4).

Saber realizar atividades comuns aos alunos com e sem deficiência visual implica na não realização de atendimentos particularizados quando isso representa um ambiente separado de ensino. Saber promover a interação entre os alunos com e sem deficiência visual, utilizando as maquetes tátil-visuais, implica na organização de contextos comunicacionais que favoreçam a interatividade. Um dos artigos descreve um experimento sobre centro de massa, realizado por todos os alunos de uma turma de um curso de licenciatura, incluindo um aluno com baixa visão. A atividade envolveu discussão e levantamento de hipóteses, dentre outras ações, utilizando o material tátil-visual, favorecendo a interação entre os alunos, em um único ambiente de ensino.

Pensando na interação entre os alunos com e sem deficiência visual, algumas propostas, dos artigos analisados, apontam a construção de gráficos que podem ser lidos de forma tátil ou visual. Ademais, uma delas, com o objetivo de que todos os alunos pudessem construir os seus gráficos, utilizou uma tábua do geoplano. Sendo assim, fica evidenciado, em alguns textos, a construção dos materiais de interface tátil-visuais para promover a interação entre os discentes.

O artigo de Veraszto et al. (2019) é um dos trabalhos que apresenta, em seu texto, conteúdos próximos aos saberes docentes propostos por Camargo (2012). Os autores apontam a necessidade de utilizar abordagens que desvinculem os fenômenos físicos das representações visuais e caso esse rompimento não seja possível, orientam a contextualização histórica e/ou tecnológica do tema. Durante a discussão, também é feito um alerta sobre as barreiras comunicacionais que dificultam a participação efetiva dos alunos com DV. Além de proporem a construção de maquetes tátil-visuais, aponta que a utilização desse material deve possibilitar a interação entre os alunos com e sem deficiência visual.

Vale destacar que em alguns artigos não foram identificadas semelhanças com os saberes docentes propostos por Camargo (2012). Entretanto, cabe reiterar que essa análise não se constitui um resultado fechado.

Diante do exposto, percebe-se que poucos trabalhos fazem menção à necessidade de se conhecer a história visual do aluno, de se abordar os múltiplos significados de um fenômeno físico e de trabalhar com a linguagem matemática de forma acessível aos alunos com DV. A questão da necessidade de desvincular os códigos auditivos dos códigos visuais, descrição oral detalhada, saber realizar atividades comuns aos alunos com e sem deficiência visual, em um único ambiente de ensino, e promover a interação entre discentes com e sem DV, utilizando os materiais de interfaces tátil visuais, também estão pouco presentes nos trabalhos da área.

A construção de materiais tátil-visuais e a relação do fenômeno físico com a visão, apesar de serem situações mais recorrentes nos artigos analisados, ainda são situações discutidas, em sua maioria, de forma superficial. A falta de referência no corpo do texto, quando esses itens veem à tona, evidencia essa superficialidade. Ademais, em consonância com Morais e Camargo (2018), percebe-se que ainda faltam muitos conteúdos da disciplina em questão para serem abordados. Ainda faltam materiais de apoio aos professores. No que tange de fato à formação docente, nenhum artigo discute de forma incisiva a questão curricular dos cursos de licenciatura em Física.

Vale reiterar que essa análise não se trata de uma análise fechada. A mesma é feita a partir da percepção dos autores desta pesquisa.

## Considerações Finais

O presente trabalho apresentou uma revisão dos trabalhos, de todas as edições, dos principais eventos da área de Ensino de Física, sobre a formação docente e o ensino de Física para alunos com deficiência visual. Por meio desse levantamento, foi possível perceber a escassez de pesquisas voltadas para a formação docente e o ensino de Física para alunos com DV. Principalmente no que diz respeito à questão curricular. O que causa estranheza visto que, dos trabalhos analisados, muitos deles apontam a formação docente, a falta de preparo do

professor, como um empecilho à inclusão do aluno com DV nas aulas de Física. Os trabalhos analisados são, em sua maioria, recursos/propostas didáticas e análise de concepções alternativas dos estudantes e/ou professores.

Verificou-se também que muitos dos trabalhos analisados trazem, no seu texto, alguma semelhança com os saberes docentes apresentados por Camargo (2012). Entretanto, constatou-se que ainda há pouca discussão sobre o assunto. Discutir os saberes necessários ao professor, dentro dessa perspectiva, é relevante para a construção do currículo desse profissional. Saberes docentes e currículo estão atrelados. Muitos dos artigos aqui estudados apontam a falta de preparo do professor como um empecilho ao ensino de Física de forma inclusiva, evidenciando a necessidade dessa discussão.

Vale destacar ainda que Camargo (2012) não apresenta os 'saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física' como um corpo fechado e definitivo de conhecimento. A ideia do autor é contribuir com a prática da sala de aula e discutir sobre a influência das percepções sensoriais nos significados de fenômenos físicos.

Diante do exposto, os resultados dessa análise apontam para a necessidade de se investir em pesquisas sobre a formação do professor de Física na perspectiva da inclusão do aluno com deficiência visual.

## Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo . Tradução de Luiz Antero Reto e Augusto Pinheiro. 1 ed. Lisboa: Edições 70, 2016.

CAMARGO, E. P. Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física . São Paulo, Editora UNESP, 2012. Disponível em: < http://books.scielo.org/id/zq8t6/pdf/camargo-9788539303533.pdf>. Acesso em: 23/08/19.

CAMARGO, E. P. NARDI, R. Planejamento de atividades de ensino de mecânica para alunos com deficiência visual: dificuldades e alternativas. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA, 17, 2007, São Luís . Anais eletrônicos ... São Luís, 2007. Disponível em: < http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xvii/atas/resumos/T0510-2.pdf>. Acesso em: 27/02/2019.

MORAIS, A. V.; CAMARGO, E. P. O ensino de Física e a Deficiência Visual: uma análise das publicações dos EPEF's. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, 8., 2018, São Carlos. Anais eletrônicos ... São Carlos, 2018. Disponível em: < https://proceedings.science/cbee/cbee-2018/papers/oensino-de-fisica-e-a-deficiencia-visual---uma-analise-das-publicacoes-dos-epef---s->. Acesso em: 27/09/19.

VERASZTO, E. V. et al. Inclusão escolar e formação de professores: análise de propostas de ensino de óptica geométrica para alunos deficientes visuais. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA, 23, 2019, Salvador. Anais eletrônicos... Salvador, 2019. Disponível em:

<https://sec.sbfisica.org.br/eventos/snef/xxiii/programa/trabalhos.asp?sesId=21 >.

Acesso em: 12/01/2020.

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