O USO DE MEMES NA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: O HUMOR COMO FORMA DE ENGAJAMENTO CIENTÍFICO EM REDES SOCIAIS
João Eduardo Fernandes Ramos, José Marcelo Severino Da Silva Filho
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2020
- Data
- 10/11/2020
- Linha de pesquisa
- Comunicação Em Práticas Educativas Formais, Informais E Não Formais E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O USO DE MEMES NA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA: O HUMOR COMO FORMA DE ENGAJAMENTO CIENTÍFICO EM REDES SOCIAIS
## THE USE OF MEMES IN SCIENTIFIC COMMUNICATION: HUMOR AS A FORM OF SCIENTIFIC ENGAGEMENT IN SOCIAL NETWORKS
Jose Marcelo Severino da Silva Filho 1 , João Eduardo Fernandes Ramos 2
1 UFPE-Campus Agreste/Núcleo de Formação Docente, marcelo99998@gmail.com 2 UFPE-Campus Agreste/Núcleo de Formação Docente, joao.framos@ufpe.br
## Resumo
Na internet é possível encontrar variados gêneros humorísticos, dentre eles o meme. Os memes são todo tipo de ideias que se propagam rapidamente na internet, geralmente manifestado por expressões, desenhos padronizados, em sua grande maioria de carinhas ou fotos, e que ultimamente tem se tornado uma forma de expressão e discussão pública. Nossa proposta nesta pesquisa foi investigar de que maneira os memes são usados na comunicação científica em páginas de divulgação nas redes sociais. Para a realização deste estudo fizemos uma busca com as palavras chaves 'humor', 'ciência' e 'memes' na internet e redes sociais. Encontramos poucas páginas que fazem isso de forma específica. Como resultado encontramos diversos memes com temáticas variadas relacionadas a ciência, tanto quanto ao fazer científico quanto a conceitos. Também observamos que a fotografia do buraco negro apresentada em 2019 acabou se tornando um meme . Com isso pudemos observar que os memes são uma linguagem interessante para a apresentação de conteúdos científicos nas redes sociais e que podem gerar um engajamento para a ciência.
Palavras-chave : Humor; Memes; Redes sociais; Divulgação científica, Engajamento.
## Abstract
On the internet it is possible to find several humoristic genres, such as the meme. The memes are every kind of ideas that rapidly propagates on the internet, usually in the form of expressions, patterned cartoons, mostly little faces and pictures, that lately have become a form of expression and public debate. Our proposal in this research was to investigate how memes are used in scientific communication on dissemination pages on social networks. For this study we searched with the key words 'humor', 'science' and 'memes' on the internet and social networks. We found a few pages that do this specifically. As result we have found several memes with several thematic related to science, science making e to scientific concepts. We have also observed that the black hole image that was presented on 2019, became one meme . With these we could observe that the memes are a interesting language to present scientific subjects on social networks and that may promote a scientific engagement.
Keywords : Humor; Meme; Social network; Science communication; Engagement.
## Introdução
Na internet é possível encontrar variados gêneros humorísticos como: piadas, charges, fotografias, fotomontagens, paródias, vídeos, memes, blogs, entre tantos outros. Gêneros que já existiam ou são frutos da própria internet, que ganham importância à medida que vão virando moda no mundo virtual.
Os memes de internet são todo tipo de ideias que se propagam rapidamente, geralmente manifestado por expressões; desenhos padronizados, em sua grande maioria de carinhas, fotos, e até mesmo vídeos que, dentro de algum contexto, abruptamente se tornaram populares na internet e ganharam valores simbólicos para representar alguma situação ou sentimento, de modo lúdico (SILVA, 2012). A origem do nome meme , teria sua origem em uma definição de Richard Dawkins ao se referir à memória a as ideias com capacidade de se auto propagar (SILVA, 2012; PASSOS, 2012). Para a pesquisadora Limor Shifman (2014, p. 123), memes de Internet são formas de expressão e discussão pública cuja manifestação da opinião política é feita de maneira acessível, barata e prazerosa.
Sírio Possenti, em uma análise sobre as histórias cômicas no suporte eletrônico, afirma que embora apresentem uma nova roupagem, mais incrementada, não parece haver nada de novo no humor virtual. Para Possenti (2010, p. 120), 'incrementam-se os suportes, mas continua-se a rir do baixo ou do que se rebaixa e dos jogos de linguagem; há também ingredientes de surpresa.'. Mas, para o autor, o principal diferencial do suporte virtual é o seu alcance.
De fato, dado a facilidade de acesso e a liberdade de acessar os conteúdos sem ser incomodado, ou vigiado (como em muitos casos), faz com que o humor presente na internet alcance leitores que os suportes impressos muitas vezes não alcançam. No entanto, este maior alcance traz o problema da qualidade e da veracidade do que é acessado pelo internauta. Há também a sensação de gratuidade ao se acessar conteúdo na internet.
Mas, Maria Aparecida Ottoni (2005) questiona se este humor acessado na internet seria um humor de reprodução ou problematização? Uma vez que o humor também pode alienar. Assim, a proposta de Ottoni é de que se procurem caminhos para que se desenvolva um trabalho crítico de leitura de diferentes gêneros discursivos humorísticos.
Além do mais o humor virtual acaba sendo bastante acessado, o que pode ser visto pelo grande número de acesso nas páginas virtuais. Em parte, isso se deve pela relação entre o jovem e a internet. De forma geral os que são mais diretamente atraídos pelo mundo virtual são os jovens. Afinal, já estão em contato com ele desde que nascem. Um exemplo que vem à mente é o vídeo da criança que tenta folhear uma revista como se fosse um tablet. Sinais cada vez mais comuns desta mudança de paradigma tecnológico. De certa forma, a idade de alguns desses jovens é justamente a idade da internet, e muitas transformações passam a ocorrer mais rápido.
No ambiente escolar não é diferente, seja de maneira proposital ou não. Proposital no sentido da utilização de tecnologias para o ensino, como tablet e softwares. Por outro lado, é difícil encontrar um aluno que já não possua um
smartphone, fruto de uma sociedade voltada para o estímulo ao consumo. Assim, dado este contexto, como o jovem se relaciona com o ambiente virtual? Ele é utilizado de forma proveitosa? Claro que há momentos em que ele é utilizado para o lazer, mas vai além disto?
Em sua tese de doutorado, Cláudia Prioste (2013) realiza um estudo com o objetivo de identificar os hábitos e os interesses dos adolescentes no ciberespaço buscando apreender os possíveis efeitos em sua constituição subjetiva. E conclui que os jovens são atraídos pelo ciberespaço principalmente pela possibilidade de exercitar fantasias virtuais e se sentirem aceitos pelo grupo. Segundo Prioste, entre os meninos, prevaleciam as fantasias onipotentes e sádicas, com as seguintes temáticas: o terrorista/policial, o herói/sobrenatural, o hacker/expert . Entre as meninas, eram frequentes as fantasias românticas, cujos temas principais envolviam: a amada/escolhida, a mãe/bebê, a celebridade. Em relação ao conteúdo e as atividades, ela constatou que as atividades preferidas dos adolescentes consistiam em frequentar as redes sociais, jogar, assistir a vídeos, visitar homepages de celebridades e de pornografia.
Desta maneira, para a autora, os adolescentes têm seu psiquismo violado e há a contribuição para uma alienação, onde o que poderia servir de diferencial, atua como mecanismo de opressão. Faz-se necessária uma atuação na formação efetiva dos jovens de maneira a apresentar um olhar crítico a estas mídias virtuais. Um levantar a cabeça. Além disto, devemos ter em mente, como sugere a autora que a alfabetização digital não se resume ao acesso à tecnologia. Ela envolve também elementos como a habilidade de pesquisa e a capacidade de aprendizagem. A escola pode tentar dialogar com o gosto inicial que o estudante possui sobre estes temas do mundo virtual e tentar levá-lo além.
É neste contexto do mundo virtual, do humor e da divulgação científica que situamos a nossa pesquisa. Queremos investigar de que maneira os memes são usados na comunicação científica em páginas de divulgação nas redes sociais, principalmente o Facebook e o Instagram, e observar quais as características desse tipo de linguagem e quais possíveis contribuições para a divulgação científica, pois, é um resultado conhecido de que o humor é uma ferramenta interessante para a comunicação científica, pois, o humor acaba funcionando como uma forma de cativar o público e facilitar a comunicação (RIESCH, 2015; PINTO et al , 2015). Não é à toa que cientistas como Neil de Grasse Tyson utilizam o humor em programas de divulgação (HOSLER, 2013). Em seu programa de divulgação científica, Star Talk, Tyson tem o costume de sempre ser acompanhado por um comediante que participa da entrevista e dos temas apresentados.
Em relação ao uso do humor algumas abordagens apontam o fato do humor possibilitar manter o foco e a atenção da audiência (PILCHER, 2010; MCCRORY, 2010, p. 85; VIEIRA, 2007). Além de também possibilitar se aproximar do público como aponta do 'comediante da ciência', Brian Malow, colaborador do show de rádio StarTalk com Neil DeGrasse Tyson, por mostrar que somos humanos e temos uma história (SANTISI, 2011). Assim o mote de Abrahams, criador do IgNobel, acaba sendo utilizado, rir e depois pensar.
Ao entrevistar diversos profissionais da comunicação científica e da educação informal sobre o papel das emoções na comunicação, Paul McCrory (2010, p. 85) observou que todos afirmaram que o humor era uma ferramenta importante para a apresentação de shows de ciência, sejam na televisão ou em
museus, por exemplo. As justificativas são bastante variadas como a possibilidade de aliviar a tensão ao explorar diferentes concepções (p. 85), quebrar o gelo (p. 86), mostrar o cientista como uma pessoa real (p. 86), por exemplo. McCrory (2010, p. 87-88) observou também que o principal tipo de humor é que o surge naturalmente na interação, algo que também é apontado por Malow ao afirmar que é preciso conhecer o seu público e usar o humor de acordo com ele (SANTISI, 2011).
Sobre a relação específica entre a divulgação e o uso dos memes, encontramos o estudo de Gunthier ( et al ., 2019, p. 1005), que como resultado sugere a utilização de memes científicos como forma de combater fake news ligadas à ciência. Ou seja, há uma indicação de que pode ser interessante o uso de memes na comunicação científica. O estudo de Gunthier visava entender meios de engajar a população alemã na marcha pela ciência.
Para a realização deste estudo preliminar, fizemos uma busca com as palavras chaves 'humor', 'ciência' e 'memes' na internet e redes sociais. Visitamos os perfis de revistas de divulgação nacional, como Superinteressante e Galileu, em busca de piadas ou memes. A partir desta seleção de páginas, buscamos observar as postagens que utilizaram os memes relacionado a algum conteúdo científico, especificamente de física ou astronomia. De posse do material, realizamos uma interpretação da piada e tentamos identificar a recepção da postagem por meio de comentários e curtidas, a fim de tentar identificar o seu impacto.
## Os 'memes científicos'
Não encontramos muitos perfis, específicos com a temática estudada. Algumas páginas continham algumas centenas de seguidores, e acabamos focando nas que possuíam pelo menos 15 mil seguidores. Das páginas visitadas, observamos que os principais portais de divulgação, como os da revista Superinteressante, Galileu, entre outras, não apresentam memes nas suas páginas virtuais nas redes sociais. No geral, são links para as publicações e notícias no site específico da revista. As postagens com memes acabaram sendo encontradas em páginas produzidas por estudantes de física, tanto brasileiros quanto estrangeiros. Destacando, aproximadamente, 5 perfis nacionais de impacto e 3 internacionais. Por esse motivo, acreditamos que o tom informal das páginas, acaba permitindo um espaço para a publicação de memes e outras piadas. Apresentamos a seguir alguns dos resultados encontrados.
A página do Quase Físico no Facebook (110 mil seguidores), apresenta diferentes memes e brincadeiras com o universo do graduando de Física. Criado, por um estudante de física, com a ideia de 'integrar as pessoas à física e derivar humor', como indicado no blog da página 1 . Como a própria descrição da página indica o site não está preocupado em necessariamente explicar tudo o que está lá, se voltando para a ideia de que 'entendedores, entenderão'. Como é o caso da piada romântica abaixo:
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Figuras 01 e 02 : Piada sobre grandezas vetoriais e o gato químico. Fonte : Blog quase físico e Blog humor na ciência.
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Neste caso o blog convida o leitor que tiver interesse de ver a explicação da 'cantada científica'. É um exemplo onde há a veiculação de um conteúdo além da piada em si. No exemplo, há uma brincadeira com a definição de grandeza escalar que diferente da grandeza vetorial, não possui direção e sentido, puro romantismo. A veiculação da imagem do Feynman na piada, devido a sua pose, também contribui para a instauração do humor e caracterização do gênero meme.
Além destes, outras páginas como Ciência com Humor 2 e Humor na Ciência 3 (21mil seguidores), que reúne piadas científicas desde 1999, e outros exemplos de memes e piadas que circulam pelo mundo virtual como ' o gato químico' .
No caso do meme do gato, o que acaba ocorrendo é que uma piada já existente é acompanhada de uma imagem engraçada, e inesperada, de um gato como cientista. Chama atenção, no quadro negro, ao fundo, os estudos do gato para conseguir capturar um rato. Ao mesmo tempo, gato está com uma pose também de professor. Como característica dos memes, a mesma imagem pode ser utilizada para outras piadas, dependendo apenas da criatividade dos autores e da temática.
Nestes dois casos, no entanto, ocorre o que Possenti pontuou em relação ao humor virtual apenas dar uma nova cara a piadas antigas. E são piadas que sozinhas não problematizam a ciência, mas brincam com o trocadilho de palavras e conceitos.
Duas páginas do Instagram apresentaram conteúdos na forma de memes, a Decifrando Astronomia e Science Explosion . A primeira, que também possui página no Facebook, tem como objetivo compartilhar informações sobre novidades e curiosidades, de uma forma leve e focada em astronomia, astrobiologia e astrofotografia. No Facebook a página é curtida por 369 mil pessoas e no Instagram por 67 mil. Esses números apontam o alcance deste tipo de páginas. Evidente que não é um número grande comparado a portais maiores. A página está ativa desde 2016, com bastante material produzido. São postagens majoritariamente sobre astronomia, mas dentre elas se destacam postagens com memes.
Figura 03 : meme de Einstein.
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Fonte : Facebook.
No exemplo da figura 03, há uma quebra de expectativa com a expressão 'faça comigo o que faz de melhor na cama'. Enquanto o leitor por esperar algo ligado ao sexo, aparece uma resposta sobre ao invés de namorar, ficar explicando física. Há uma brincadeira com a imagem do Einstein, mas, tirando isso, é uma forma de piada conhecida. O destaque fica pelo número de compartilhamentos, 1,4 mil, que é um aspecto do meme e do humor virtual o seu compartilhamento.
A segunda página, é uma página em inglês chamada Science Explosion . Destacamos esta por ser uma página especificamente para memes científicos. São piadas que irão falar sobre a temática dos estudantes de física e da ciência em geral.
Figura 04 : meme Nazaré Tedesco e relatividade. Fonte : Instagram.
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Neste exemplo selecionado o meme da Nazaré Tedesco pensando é usado para dar contexto a questão 'tentando entender como c+c=c na relatividade'. A imagem dialoga com o texto e mostrando que é um conceito realmente estranho. O que destacamos aqui é a interação que a rede social permitiu. Há um comentário pedindo explicação e outro abaixo explicando que é preciso o fator de Lorentz para mostrar que a velocidade fica constante. De alguma maneira a pergunta instigou a curiosidade. Não é a postagem de maior curtida, mas é um exemplo interessante de como a questão junto como meme produz uma interação humorística.
Os exemplos apresentados servem para dar uma noção de como o humor relacionado com a ciência pode aparecer na internet. Corroborando com Possenti, não é um humor novo, mas tem um impacto na divulgação e no compartilhamento das piadas, o que aponta para um possível auxílio na divulgação das temáticas.
## O caso da imagem do buraco negro
Um aspecto curioso observado nas redes sociais foi a transformação da "foto" de um buraco negro em um meme. Nas imagens abaixo a foto ganha diferentes significados tanto pela sua forma quanto pelo seu conteúdo ligado ao conceito deque o buraco negro atrai tudo ao seu redor. Encontramos estas piadas tanto em sites de divulgação como em páginas puramente humorísticas expandindo assim o alcance da divulgação e da temática.
Figuras 05, 06 e 07 : memes criados com a fotografia do buraco negro
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Fonte : https://m.megacurioso.com.br/artes-cultura/111198-13-das-melhores-piadas-que-fizeram-coma-primeira-foto-de-um-buraco-negro.htm
Nos exemplos selecionados diferentes aspectos da foto estão presentes, com características diferentes para causar o riso. Na primeira, há uma brincadeira relativa à semelhança da imagem do buraco negro com o olho de um gato. Na segunda, uma brincadeira com a relação entre um modelo teórico e a realidade, comparando com a propaganda de um hamburguer. Já a terceira, brinca com a falta de dinheiro de um estagiário, indicando que o dinheiro é 'sugado' da carteira para um buraco negro.
Este caso dos memes com o buraco negro é interessante por indicar o alcance de certas notícias científicas que extrapolam o espaço da ciência. Como aponta Sifman (2014), o meme serviu como linguagem para esta manifestação da opinião pública em relação a imagem do buraco negro.
## Considerações finais
De certa maneira, o que se tem observado é que o engajamento do público em relação à ciência tem se tornado cada vez menos formal e mais aberto a outros meios como os festivais de ciência e shows de comédia (HOSLER, 2013). Como pudemos observar, de nosso breve levantamento, este engajamento também tem se tornando informal nos espaços virtuais com a presença dos memes.
Portanto, a proposta desta pesquisa foi mostrar e analisar alguns casos em que a ciência se torna engraçada a partir do uso dos memes. São exemplos que servem para ilustrar alguns conceitos e estas relações. Não seria possível ensinar um curso inteiro de física só utilizando piadas, e nem é esta a proposta. Aqui elas surgem como motivadoras. No entanto nada impede, e esses exemplos mostram isso, que qualquer assunto possa virar uma piada.
Os temas que geram humor na Física e na Ciência são muito gerais. Há temas políticos, temas sobre a produção científica e o cientista, temas do universo nerd, e até temas da própria ciência, como os exemplos que brincam com conceitos.
E os tipos também variam, desde a ironia até o deboche ou sarcasmo. Aprofundar o estudo desta temática e, quem sabe, realizar um estudo sobre o seu real impacto, tanto no espaço da escola quanto nos espaços informais, é algo que tem um bom potencial de ser estudado.
## Referências
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