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ENSINO DE FÍSICA E INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL- UMA DUPLA INDISSOCIÁVEL

Thais Cristina Dos Santos, Camila Tonezer

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVIII
Ano
2020
Data
13/11/2020
Linha de pesquisa
Formação E Prática Profissional Do Professor De Física / Ciência, Tecnologia, Sociedade E Ambiente No Ensino De Física / Equidade, Inclusão, Diversidade E Estudos Culturais E O Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## ENSINO DE FÍSICA E INCLUSÃO DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL - UMA DUPLA INDISSOCIÁVEL

## PHYSICS TEACHING AND INCLUSION OF THE STUDENT WITH VISUALLY DISABILITIES - AN INDEPENDENT DOUBLE

## Thais Cristina dos Santos 1 , Camila Tonezer 2

1 Universidade Federal do Paraná/ Curso de Licenciatura em Ciências Exatas - Física, thaiscrisblanger@gmail.com

2 Universidade Federal do Paraná/ Departamento de Engenharias e Exatas, ctonezer@ufpr.br

## Resumo

O presente trabalho apresenta uma pesquisa a fim de propor inclusão nas aulas de Física. Diante do fato de termos um aluno com deficiência visual no ensino médio na rede pública de ensino, através de observações na turma do estudante, notou-se que não há inclusão, o aluno está apenas inserido no meio escolar. Tendo experiência no ensino de ciências exatas para pessoas com deficiência visual, através de projetos realizados na Universidade Federal do Paraná, setor Palotina, propomos o ensino da disciplina buscando a inclusão, sendo o nosso desafio: como efetivar a inclusão através das aulas ministradas partindo da realidade e concepções dos alunos? Para isso foi necessário realizar entrevistas com os alunos, a fim de verificar as concepções existentes na turma e realizar uma revisão de literatura, buscando atividades de Física desenvolvidas que promovessem a inclusão. Objetivando oferecer o ensino de forma inclusiva, analisar e verificar os benefícios que a inclusão proporciona para a aprendizagem de uma turma. Após a análise das entrevistas feitas aos alunos, foram preparadas intervenções a fim de promover a inclusão na turma, com respaldo na revisão da literatura com práticas que efetivaram a inclusão. Conclui-se que para a promoção da inclusão do deficiente visual no ensino de Física é necessário abandonar velhos preceitos e apropriar-se dos demais órgãos do sentido para que alcancemos a 'educação para todos' almejada.

Palavras-chave : Inclusão, ensino de Física, deficiência visual, interação.

## Abstract

This work presents a research in order to propose inclusion in Physics classes. Given the fact that we have a visually impaired student in high school in the state school system, through observations in the student's class, it was observed that there is no inclusion, the student is only inserted in the school environment. Having experience in teaching exact sciences to people with visual impairment, through projects carried out at the Federal University of Paraná, Palotina sector, we propose teaching the discipline seeking inclusion, our challenge being: how to effect inclusion through classes taught starting from reality and conceptions of students? For this, it was necessary to conduct interviews with students in order to verify the existing concepts in the class and conduct a literature review, looking for developed Physics activities that promote inclusion. Aiming to offer teaching in an inclusive way, analyze and verify the benefits that inclusion drives for the learning of a class. After analyzing the interviews made with the students, interventions were prepared in order to

promote inclusion in the class, supported by a literature review with practices that made the inclusion effective. We conclude that in order to promote the inclusion of the visually impaired in the teaching of Physics, it is necessary to abandon old precepts and take ownership of the other organs of sense so that we achieve the desired 'education for all'.

Keywords : Inclusion, Physics teaching, visual impairment, interaction.

## Introdução

A educação é um direito humano, garantido no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, no comentário geral nº 13 do Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU existem subsídios para a acessibilidade e adaptabilidade, afirmando que a educação precisa adaptar-se as necessidades de seus alunos e deve ser acessível a todos.

Na Constituição Federal de 1988, no artigo 206, inciso I afirma-se: 'Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.' Diante disso e após a aprovação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pela Emenda Constitucional através do Decreto Legislativo nº 186/2008, assegura um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino, concedendo o acesso de alunos, público-alvo da educação especial, às classes comuns de ensino regular.

Porém, as práticas educacionais não foram reestruturadas, para a efetivação da inclusão, sendo apresentadas dificuldades em tornar a escola um espaço inclusivo, são ministradas aulas que focam apenas em alunos medianos, sendo esquecido que não temos uma homogeneidade de alunos, dificultando assim a aprendizagem dos mesmos.

Após conhecermos a realidade do ensino e da aprendizagem do indivíduo com deficiência visual por meio de um projeto que visa o ensino de ciências exatas para alunos não videntes na Universidade Federal do Paraná, Setor Palotina e termos no município de Palotina um aluno cego no ensino médio na rede pública de ensino, durante o estágio curricular obrigatório observou-se que o mesmo está inserido no meio escolar. A fim de promover o ensino de Física de forma inclusiva, propomos uma análise da turma e posteriormente uma intervenção.

Hodiernamente a inclusão é um assunto importante quando discutimos a mesma no âmbito educacional e social. Partindo da realidade vivenciada pelos alunos por meio de questionário, temos como desafio: como efetivar a inclusão através da realidade e concepções dos alunos? Objetivando promover a inclusão do aluno com deficiência visual na intervenção a ser realizada. Sabendo que não basta inserir as pessoas no ensino regular é necessário possibilitar práticas que contribuem para a aprendizagem de todos os alunos.

Para isso, o trabalho desenvolvido contou com algumas etapas, sendo elas: observação das aulas, aplicação de questionário a fim de averiguar a realidade existente na turma, revisão da literatura para conhecer práticas que efetivaram a inclusão.

## Definições sobre Deficiência Visual

Ao falarmos sobre deficiência visual precisamos levar em consideração que existem diferentes níveis, Figueiredo (2014, p. 45), apresenta um agrupamento organizado em três grupos das pessoas com os diferentes níveis de deficiência visual, sendo:

a) alta deficiência: sujeitos com cegueira congênita, sem nunca terem tido qualquer percepção de imagem; b) média deficiência: sujeitos com alguma percepção visual, mas não habilitados para a leitura e escrita no sistema comum; c) baixa deficiência: sujeitos com resíduo visual funcionalmente desenvolvido, conseguem ler e escrever no sistema comum de leitura e escrita.

Para construirmos uma sociedade inclusiva, precisamos cuidar com a expressão utilizada para designar a pessoa com deficiência, a utilização correta ajuda a superar algumas barreiras enfrentadas no momento de tornar a sociedade um espaço inclusivo. Os termos corretos para designar a pessoa que não enxerga é pessoa com deficiência visual ou o termo cego (NOGUEIRA, 2015).

## Indissociabilidade entre Ensino de Física e Inclusão

- O ensino e a aprendizagem são fundamentais para a construção do conhecimento, para que se tenha um ensino de qualidade é necessário conhecer a realidade do educando, conforme apresentado as expectativas em relação ao ensino por Freitas (2016, p.3) 'O ensino visa estimular, dirigir, incentivar, impulsionar o processo de aprendizagem dos alunos.'

… a educação inclusiva deve ser entendida como uma tentativa a mais de atender as dificuldades de aprendizagem de qualquer aluno no sistema educacional e com um meio de assegurar que os alunos, que apresentam alguma deficiência, tenham os mesmos direitos que os outros…' (SANTOS, 2012, p. 25).

## Segundo Hoppen e Barby:

'...a construção do conhecimento que se dá a partir das relações consigo mesmo e com o outro, transforma o sujeito não apenas em ativo, mas interativo. O aluno é o verdadeiro sujeito do processo educativo, e não o seu objeto'. (2007, p.10).

Para possibilitar a inclusão é necessário aulas nas quais as peculiaridades educacionais dos alunos com ou sem deficiência sejam atendidas, para tal é importante possibilitar diversas formas de interação entre os participantes das atividades, assim ocorre um maior convívio entre os alunos e viabiliza a troca de saberes entre os estudantes (CAMARGO, 2012).

É necessário considerar o formalismo exigido na Física, para isso ao ensinar determinado conteúdo o professor deve detalhar verbalmente equações, gráficos e todos os conteúdos descritos no quadro, sendo importante sempre que possível se aproveitar dos demais sentidos de todos os alunos. (BARBOSA - LIMA; CATARINO; TATO, 2016).

## Metodologia

A presente pesquisa foi realizada em uma cidade da região oeste do Paraná, em uma turma de terceiro ano do ensino médio, da rede pública de ensino, sendo realizada com 21 alunos, dos quais 20 são videntes e 1 é não vidente.

Neste trabalho, a fim de examinar a relação entre o aluno público-alvo da educação especial com os demais membros da comunidade escolar e as concepções dos estudantes da turma sobre a inclusão, foram realizadas duas entrevistas fechadas, sendo uma para os alunos videntes e outra para o aluno não vidente.

Ressaltamos que durante a realização da pesquisa, primeiramente houve observação da turma para a verificação da interação entre os alunos. Após houve uma intervenção para a aplicação de ambos questionários (para alunos videntes e não vidente), a fim de verificar as convicções dos alunos e promover a inclusão.

Para continuar o desenvolvimento do conteúdo visto pela turma, nesta mesma intervenção realizamos uma atividade com os alunos utilizando o Gerador Eletrostático disponibilizado pelo laboratório de ensino da universidade. Sendo trabalhado a eletrização por contato e a eletrização por indução, depois trabalhamos com a garrafa de Leyden (carga e descarga), foram convidados alguns voluntários para 'espetar' os cabelos no gerador.

Ao término da aula todos os alunos foram convidados a fazer um círculo de mãos dadas, para um choque coletivo. Em todas as práticas contamos com a participação de todos os alunos (videntes e não vidente), sendo possível os esclarecimentos sobre os processos de eletrização.

A entrevista feita para o aluno com deficiência visual continha quatro questões, sendo todas discursivas. Encontra-se na tabela 1 as perguntas realizadas, as mesmas objetivavam averiguar se o aluno perdeu a visão no decorrer da vida ou nasceu sem enxergar. Conhecer as dificuldades de aprendizagem enfrentadas pelo aluno. Descobrir como é a interação da turma, tendo conhecimento que uma turma com uma boa relação favorece a promoção da inclusão. Verificar a concepção de inclusão do aluno e descobrir se o mesmo acredita que a inclusão é possível.

## TABELA 1 - QUESTIONÁRIO PARA ALUNO COM DEFICIÊNCIA VISUAL

- 1. Perfil: Qual é a causa da deficiência visual? Há quanto tempo?
- 2. Como você percebe o seu processo de aprendizagem? Quais são suas dificuldades?
- 3. Como ocorre a interação da sua turma? O que você acredita que pode ser feito para melhorar essa interação?
- 4. Você acredita que a inclusão é possível? Qual a sua concepção sobre a inclusão? Explique.

## Fonte: As autoras (2020).

A entrevista feita aos 20 alunos videntes continha três questões, sendo que duas eram objetivas e uma discursiva.

Na tabela 2 encontram-se as perguntas realizadas para os alunos videntes, sendo o objetivo das perguntas: investigar como os alunos analisam sua própria relação com os demais colegas de classe, tendo conhecimento que um ambiente onde os membros possuem uma boa interação é favorável para o processo de ensino e aprendizagem. Descobrir as percepções de inclusão de um colega, tendo conhecimento que na turma ocorre exclusão. Analisar as concepções dos alunos

sobre inclusão. Tendo em vista que para que a inclusão seja efetivada precisamos conhecer e trabalhar sobre as convicções dos mesmos.

## TABELA 2 - QUESTIONÁRIO PARA ALUNOS VIDENTES

- 1.

Como ocorre a interação de sua turma?

- ( ) A interação da turma é boa.
- ( ) A interação da turma não é muito boa, também não é muito ruim.
- ( ) A interação da turma não é boa.

2.

- O que você pode fazer para que seu colega se sinta incluso?
- ( )Ser amigo dele e ajudá-lo com as dificuldades.
- ( ) Tentar ajudá-lo, porém não sei como.
- ( ) Outra
- 3. Você acredita que a inclusão é possível? Qual sua concepção sobre inclusão?

Fonte: As autoras (2020).

Após, realizamos uma dinâmica, na qual os alunos videntes foram vendados e tiveram contato com representações tridimensionais e de alto-relevo das cargas elétricas, campo elétrico e o modelo de atração e repulsão. Sendo o objetivo da realização da dinâmica a compreensão dos conteúdos acerca de eletrostática, promover o pensamento empático e a conscientização sobre o colega com deficiência visual.

Após as respostas dos questionários realizamos uma análise das mesmas para planejar a aula de modo a promover a inclusão, tendo conhecimento da realidade existente nesta turma e as concepções dos alunos ali inseridos.

## Análise dos dados: Respostas dos questionários

Os questionários foram respondidos por 21 alunos, dos quais 1 é deficiente visual e 20 são videntes. As respostas dos questionários encontram-se a seguir.

Na entrevista fechada realizada com o aluno não vidente, o mesmo foi questionado a causa da deficiência visual e a quanto tempo o aluno não enxerga, o mesmo nos contou que perdeu a visão aos 3 anos de idade, devido a um glaucoma. Por meio desta resposta, Borges e colaboradores (2018, p.5) afirmam: 'Considerase deficiência visual congênita aquela decorrente de doenças congênitas ou hereditárias que se desenvolvem até os 5 anos de idade.', sabemos que o aluno se classifica como cego congênito e que não possui memória visual, necessitando de mais informações sobre imagens, conforme apresentado por Borges e colaboradores (2018, p.5) 'as crianças que possuem deficiência visual congênita demandam necessidades educacionais diferentes das que possuem deficiência visual adquirida'.

Após foi questionado como o aluno com deficiência visual percebe o seu processo de aprendizagem e quais são as dificuldades que ele enfrenta, sendo o enfoque as aulas de Física, o mesmo respondeu: 'Não tenho muita facilidade, muitas vezes a professora faz as atividades no quadro e eu preciso imaginar o que está acontecendo'.

Camargo (2012) apresenta que para que ocorra a inclusão os professores devem planejar aulas e atividades que contemplem todos os alunos, com e sem deficiência, atendendo as particularidades educacionais dos mesmos. Torres e Santos (2015) expõe que para estudantes cegos, o meio de adquirir informações são os demais órgãos do sentido, sendo importante a utilização de material tátil, para que esse alcance o conhecimento através do toque.

Na questão que perguntamos aos alunos videntes o que fazer para que o colega se sinta incluso, os mesmos responderam:

## GRÁFICO 1 - RELAÇÃO PERCENTUAL DAS RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE O QUE PODE SER FEITO PARA QUE O COLEGA SE SINTA INCLUSO

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Por meio do gráfico 1, podemos observar que onze dos vinte alunos entrevistados possuem a concepção que para que o colega se sinta incluso é necessário ser amigo dele, oito alunos consideram que deve tentar ajudá-lo, porém não sabe como e um aluno marcou a opção outra, respondendo que: 'deve tentar ajuda-lo com às dificuldades.'

Percebemos que todas as respostas dos alunos estão relacionadas em ser amigo da pessoa e tentar ajudá-la. Segundo Borges (2016) a interação com os colegas feita em sala de aula auxilia na efetivação da inclusão, existindo como barreira apenas ausência de adaptação necessária para que a sala se torne um espaço inclusivo. Mantoan (2003, p. 35) afirma que por meio da educação inclusiva todos os alunos têm a oportunidade de aprender e conviver junto, sendo as escolas espaços educativos em que: 'ensinam-se os alunos a valorizar a diferença pela convivência com seus pares'.

Fizemos uma questão igual para todos os alunos (videntes e não videntes), na qual questionamos como ocorre a interação da turma e o que pode ser feito para que essa interação seja melhorada.

## GRÁFICO 2 - RELAÇÃO PERCENTUAL DAS RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE COMO OCORRE A INTERAÇÃO NA TURMA

Fonte: As autoras (2020).

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Podemos observar que dez alunos consideram a interação da turma boa, que nove alunos consideram que a interação da turma não é boa, porém isso não os

incomoda e um aluno considera que a interação da turma não é boa, o aluno com deficiência visual respondeu que a interação da turma é 'normal, não precisa melhorar em nada'.

Borges (2016) aponta que é importante para o desenvolvimento cognitivo e para a aprendizagem uma boa interação entre os indivíduos do meio, sendo fundamental um convívio em que existe companheirismo entre os estudantes.

A última questão de ambas entrevistas questionou as concepções dos alunos relacionadas a inclusão. Nesta questão selecionamos algumas respostas, tentamos selecionar as respostas das mais variadas.

TABELA 3 - RELAÇÃO DAS RESPOSTAS DOS ALUNOS SOBRE INCLUSÃO

FONTE: As Autoras (2020).

Através das respostas transcritas na tabela 3 podemos perceber que os alunos acreditam que a inclusão é possível, sendo importante cada um fazer a sua parte, ter comprometimento e empatia para alcançarmos uma educação inclusiva.

## Considerações finais e aulas de Física inclusivas

A presente pesquisa possibilitou analisar as concepções dos estudantes do ensino médio. Por meio das respostas do questionário verificamos que a turma considera a inclusão importante e necessária, facilitando assim a nossa intervenção. Possibilitando assim a empatia, através da experiência de se colocar no lugar do colega, a autonomia, o pensamento crítico e conhecimento sobre os fenômenos físicos.

Através da presente pesquisa conseguimos alcançar o objetivo verificando as concepções dos estudantes e descobrindo meios de promover a inclusão do aluno com deficiência visual nas aulas de Física, através da utilização de materiais táteis, detalhar verbalmente os conteúdos transcritos no quadro e sempre que possível promover interação entre os alunos, promovendo o desenvolvimento cognitivo.

A execução da inclusão e a mudança de padrão social é demorado e difícil, porém, precisamos de uma sociedade inclusiva, que respeita as diferenças, autônoma, cooperativa e empática, para tanto precisamos iniciar o desenvolvimento dentro da escola, sendo realizada com o apoio de professores e alunos.

## Referências

BARBOSA-LIMA, M. da C. de A.; CATARINO, G. F. de C.; TATO, A. L. Reflexões sobre o Ensino de Física para Deficientes Visuais. Ciência em Tela , Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, 2016.

BORGES, T. C. B. Deficiência Visual: Dificuldades e estratégias do professor no processo de inclusão escolar no Ensino Médio. 195 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2016.

BORGES, T. C. B.; SILVA, S. M. M. da.; CARVALHO, M. B. W. B de. Inclusão Escolar e Deficiência Visual: Dificuldades e estratégias do professor no ensino médio. Revista Educação e Emancipação. São Luís, v. 11, n. 2, Maio/Ago. 2018.

BRASIL. Constituição (1988), artigo n° 206. Constituição: República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL, Decreto nº 186, de 9 de julho 2008. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil , Brasília, DF, p. 1, 9 jul. 2008. Seção 1, pt. 1.

CAMARGO, E. P. de; Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de Física. São Paulo: Editora Unesp, 2012.

FIGUEIREDO, J. R. M. Deficiência Visual. In: Figueiredo, J. R. M. O presente pelo passado: variação verbal em narrativas de deficientes visual. (Ed.). Rio de Janeiro: Instituto Benjamin Constant, 2014. p. 43-54.

FREITAS, S. R. P. C. de; O Processo de Ensino e Aprendizagem: A Importância da Didática, VIII Fórum Internacional de Pedagogia, Maranhão, 2016.

HOPPEN, M. F.; BARBY, A. A. de O. M. Inclusão de Alunos com Dificuldades Educacionais Especiais na Escola Regular - Um Olhar Sobre a Diversidade. Curitiba: SEED/SUED, 2007. Disponível em: &lt;http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1040-4.pdf&gt;. Acesso em: 10 abr. 2020.

MANTOAN, M. T. E. Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2003. Coleção cotidiano escolar.

NOGUEIRA, S. M. I. Educação Inclusiva. FACIMED - Núcleo de Educação a Distância. 2015.

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ONU. Comité de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. Aplicación del Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales. Observaciones generales 13 (21 periodo de sesiones, 1999): ﹾ El derecho a la educación (artículo 13 del Pacto). Disponível em:&lt;https://www.escr-net.org/es/recursos/observaciongeneral-no-13-derecho-educacion-articulo-13&gt;. Acesso em: 16 jun. 2020.

SANTOS, E. de A. Diferente é ser igual: a inclusão de crianças com deficiência no Ensino regular e as contribuições da família e do serviço social. 68 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) - Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Faculdade de Serviços Sociais, 2012.

TORRES, J. P.; SANTOS, V.; Conhecendo a deficiência visual em seus aspectos legais, históricos e educacionais. Educação , Batatais, v. 5, n. 2, p. 33 - 52, 2015.

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