O Enem COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA
Jonas De Paula Oliveira;Shirley Takeco Gobara
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2020
- Data
- 12/11/2020
- Linha de pesquisa
- Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física/Políticas Públicas Em Educação E O Ensino De Física/Questões Teórico-Metodológicas E Novas Demandas Na Pesquisa Em Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O Enem COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO ENSINO DE FÍSICA
## Enem AS AN INSTRUMENT FOR THE ASSESSMENT OF PHYSICS TEACHING
## Jonas de Paula Oliveira 1 , Shirley Takeco Gobara 2
1 UFMS/INFI/PPEGDU, jonadep@gmail.com
2 UFMS/INFI/PPEGDU, stgobara@gmail.com
## Resumo
Esta pesquisa tem como objetivo analisar se a avaliação das competências e habilidades das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) apresentam coerência para servir de parâmetro de diagnóstico para o ensino de Física. A metodologia utilizada é qualitativa com análise dos microdados do Enem. Em 2009, o Enem foi proposto pelo Ministério da Educação (MEC) como uma política educacional voltada para induzir à construção de um currículo nacional para a educação básica. Esse processo de indução curricular deveria ocorrer por meio da avaliação das habilidades e competências previstas na matriz de referência do Enem, que é dividida por áreas do conhecimento, sendo que na área de ciências naturais estão previstas habilidades e competências da disciplina de Física. Após analisar as habilidades e competências que avaliaram questões da disciplina de Física nas provas do Enem, identificamos situações em que não há coerência e casos que apresentam coerência, o que aponta a existência de uma complexidade que dificulta o uso desses resultados como parâmetro para diagnosticar o Ensino de Física.
Palavras-chave : Ensino de Ciências. Avaliação de competências e habilidades. Política educacional.
## Abstract
This study aims to analyze if the assessment of competences and abilities in the tests of the National High School Examination (Enem) shows coherence to serve as a diagnostic parameter to the teaching of Physics. The methodology used is qualitative with analysis of Enem microdata. In 2009, Enem was proposed by the Ministry of Education (MEC) as an educational policy aimed to induce the construction of a national curriculum for basic education. This process of curricular induction should take place through the assessment of the skills and competences provided for the Enem reference matrix, which is divided by knowledge areas, once that in the area of natural sciences, skills and competences of the discipline of Physics are provided. After analyzing the skills and competences that evaluated issues of the discipline of Physics in the Enem tests, we identified situations in which there is no coherence and cases that present coherence, which points to the existence of a complexity that makes it difficult to use these results as a parameter to diagnose Physics Teaching.
Key words : Science teaching. Assessment of skills and abilities. Educational politics.
## Introdução
Melhorar o processo de ensino-aprendizagem na disciplina de Física no ensino básico é visto como um dos grandes desafios no processo de formação de cidadãos para o mercado de trabalho, para continuidade dos estudos e para a vida. Conforme previsto na LDB/1996, na formação de nível básico, devem ser desenvolvidas nos alunos a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos, relacionando a teoria com a prática. Da mesma forma, os Parâmetros Curriculares Nacionais + da área de Física (PCN+ Física) preveem que nesse processo de formação os alunos devem compreender a realidade de um mundo técnico e científico em que estão inseridos, por meio de um processo de ensino estruturado em competências e habilidades. Nesse contexto, de acordo com Carvalho Junior (2011), o MEC vem utilizando o Enem como uma avaliação da aprendizagem que leva em conta uma relação coerente entre habilidades, competências e itens.
O Enem foi criado em 1998, com a finalidade principal de servir como uma autoavaliação dos egressos do ensino médio, momento em que já fazia sua avaliação baseada em uma matriz de referência. Ao longo dos anos, o Enem foi sendo modificado e tornou-se um dos principais instrumentos de acesso à educação superior no Brasil. Em 2009, o Enem foi modificado e proposto pelo MEC como um dos principais instrumentos de política educacional, tendo em vista que a partir dessa proposta, várias universidades públicas passaram a usar os resultados das provas do Enem como instrumento de acesso aos seus cursos. Nesse processo de mudança, foi dado ênfase ao objetivo do Enem de induzir à construção de um currículo nacional para a educação básica com base em competências e habilidades, sendo esse objetivo reforçado em 2018, por regulação do poder executivo, conforme consta no artigo 7º do Decreto 9.432/2018 que 'O Enem tem como objetivo aferir o domínio das competências e das habilidades esperadas ao final da educação básica' (BRASIL, 2018, p. 1).
Tendo em vista a importância do Enem para o ensino básico, pesquisas da área de Ensino de Física analisaram os usos do Enem enquanto política educacional, assim como a qualidade das questões dessa prova para a área de Física. E, de acordo com Hernandes et al (2013), as questões do Enem atendem as orientações propostas nos PCNs e PCN+, mostrando um alinhamento com as políticas nacionais. Ainda, conforme Silva e Martins (2014), 56% das questões de Física no Enem, no período de 2009 a 2013, tinham abordagem com dimensões conceituais. Para Silveira et al (2014), a proposta do novo Enem para a disciplina de Física distribuiu de forma aleatória as questões de Física na prova de ciências da natureza, apresentando assim uma proposta de interdisciplinaridade equivocada. Posteriormente, Silveira et al (2015) também observam que os enunciados das questões de Física nas provas do Enem apresentavam contradições e não abordavam o conteúdo de Física moderna. Para Gonçalves Junior e Barroso (2014), as provas do Enem dos anos de 2009, 2010 e 2011 possuíam longos enunciados e pouca exigência de raciocínios mais complexos. E ainda, uma distribuição de questões por objetos de conhecimento que não contemplavam o padrão tradicional do ensino médio. Mesmo com as críticas sobre o formato e os conteúdos exigidos nas questões da disciplina de Física nas provas do Enem, esse instrumento é visto como um caminho para avaliar e diagnosticar o processo de ensino de Física. Barroso et al (2018) afirmam que os resultados das provas de Física do Enem permitiram mapear algumas dificuldades permanentes na aprendizagem de mecânica, fenômenos térmicos e ótica. Nesse sentido, de acordo com Carvalho Junior (2011, p. 89) 'É importante que tenhamos em
mente que o Enem é um processo de medida e, como tal, precisa ter os instrumentos de medida - as questões - de boa qualidade técnica e que consigam fazer a medição das habilidades como se pretende.'
As reflexões observadas anteriormente apontam a importância de analisar as políticas instrumentalizadas pelo Enem para o Ensino de Física, visando identificar as utilidades, potencialidades e os problemas que necessitam ser corrigidos para aperfeiçoar esse instrumento de política educacional. Nesse sentido, essa pesquisa tem como objetivo analisar se a avaliação das competências e habilidades das provas do Enem, no período de 2016 a 2018, usadas especificamente para avaliar as questões da disciplina de Física, apresentam coerência pedagógica para servir de parâmetro de diagnóstico para o ensino. Desse modo, questionamos: as avaliações das competências e habilidades da área de Física das provas do Enem de 2016 a 2018 apresentam uma coerência pedagógica que sirva para identificar e diagnosticar as dificuldades no ensino?
Esta pesquisa é parte da tese de doutorado que está em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que tem como objetivo analisar os efeitos do Exame Enem nas políticas curriculares para o ensino básico na área de Ensino de Física e na prática de professores.
A metodologia de análise utilizada é qualitativa, conforme a proposta de Bogdan e Biklen (1994), e também fizemos uso de uma análise estatística, de acordo com Novaes e Coutinho (2013), para leitura das informações dos microdados do Enem, disponibilizados no site da ZBS 1 , sendo que na delimitação dessa pesquisa são analisados dados do Brasil, do Estado de Mato Grosso do Sul e da cidade de Dourados/MS. Inicialmente, identificamos nas provas do Enem, entre as 45 questões da área de ciências da natureza e suas tecnologias, as correspondentes à disciplina de Física nos anos de 2016 a 2018. Em seguida, foram selecionadas somente as habilidades e competências que avaliavam apenas as questões de Física.
Dessa forma, abordamos nos tópicos seguintes a análise dos dados, relativos ao recorte da pesquisa, sobre os resultados das avaliações das questões da área de Física que, de acordo com o MEC, são usadas para a verificação das habilidades e competências dos alunos nessa área. Por fim, são tecidas as considerações finais, nas quais observamos as discrepâncias existentes nos resultados, que apontam a complexidade no uso dessa política como um instrumento de diagnóstico para Ensino de Física.
## Análise dos dados sobre competências e habilidades
Para identificar as competências e habilidades relacionadas à área de Física nas provas do Enem, utilizamos duas fontes principais de dados: o resultado das avaliações do Enem e as questões das provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. A análise foi feita no período de 2016 a 2018, observando os percentuais de acertos dos candidatos no Brasil, no estado de MS e na cidade de Dourados/MS. O recorte para análise das competências e habilidades da disciplina de Física foi realizado incialmente por meio de uma análise nas 45 questões das provas de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias do Enem, no período de 2016 a 2018, momento em que foram separadas as 15 questões que abordaram a disciplina de
Física. Em seguida, utilizando os microdados do Enem, identificamos e selecionamos, para essa análise, apenas as competências e habilidades que foram usadas para avaliar especificamente as questões da disciplina de Física em 2016, 2017 e 2018, que contabilizaram três competências e cinco habilidades. Esse grupo de competências e habilidades são os seguintes:
Competência de área 1 - Compreender as ciências naturais e as tecnologias a elas associadas como construções humanas, percebendo seus papéis nos processos de produção e no desenvolvimento econômico e social da humanidade. H1 -Reconhecer características ou propriedades de fenômenos ondulatórios ou oscilatórios, relacionando-os a seus usos em diferentes contextos (INEP, 2009, p. 18). Competência de área 2 - Identificar a presença e aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais em diferentes contextos H5 - Dimensionar circuitos ou dispositivos elétricos de uso cotidiano (INEP, 2009, p. 18). Competência de área 6 - Apropriar-se de conhecimentos da física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas. H21 - Utilizar leis físicas e (ou) químicas para interpretar processos naturais ou tecnológicos inseridos no contexto da termodinâmica e (ou) do eletromagnetismo. H22 - Compreender fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria em suas manifestações em processos naturais ou tecnológicos, ou em suas implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais. H23 - Avaliar possibilidades de geração, uso ou transformação de energia em ambientes específicos, considerando implicações éticas, ambientais, sociais e/ou econômicas. (INEP, 2009, p. 18-19).
As análises realizadas a seguir buscaram comparar as similaridades entre os resultados encontrados nas habilidades H5, H23 e H22, assim como nas habilidades H1 e H21, as quais foram interpretadas por meio de uma análise estatística descritiva com a intenção de '[...] ter uma visão global, facilitando a leitura de informações, a percepção de padrões, regularidades, etc.' (COUTINHO e NOVAES, 2013, p. 24).
Gráfico nº 01 - Percentual de acertos na habilidade 5 das provas do Enem de 2016 a 2018Fonte: construção própria a partir dos microdados do Enem disponibilizados no site ZBS
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No gráfico 1 e nos seguintes ocorrem discrepâncias entre os resultados encontrados no Brasil, no estado do MS e na cidade de Dourados/MS, e que estão relacionados a fatores tais como as diferenças educacionais, culturais e sociais que abrange o país. Contudo, nessa reflexão focamos nossa análise nas variações dos resultados em cada dependência administrativa a partir das informações dos resultados gerais de acertos. Não faz parte do escopo desse artigo analisar as causas dessas discrepâncias.
Na habilidade H5, apesar de apresentar uma discrepância de aproximadamente 5% quando comparamos os anos de 2016 e 2018 em todas as situações observadas, é a que apresentou um maior equilíbrio nas variações de
acertos dos candidatos, levando-se em conta que na cidade de Dourados, 2016 e 2017 apresentaram um equilíbrio que possibilita notar que as habilidades dos alunos em dimensionar circuitos elétricos foram as mesmas, mas em 2018 diminuiu o percentual de acertos em todos os cenários observados.
Gráfico nº 02 - Percentual de acertos na habilidade 23 das provas do Enem de 2016 a 2018Fonte: construção própria a partir dos microdados do Enem disponibilizados no site ZBS
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No gráfico 2, observa-se que na habilidade H23 a escala de discrepância é maior do que a apresentada em H5 no gráfico 1, sendo que no Brasil o percentual de acertos de 2017 para 2018 diminuiu em aproximadamente 3%, enquanto que na cidade de Dourados diminuiu aproximadamente 8%.
Fonte: construção própria a partir dos microdados do Enem disponibilizados no site ZBS
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No caso da habilidade 22, apresentada no gráfico nº 3, é possível verificar que os acertos do ano de 2017, quando comparados aos dados de 2016, melhoraram mais de 35%, tanto nos casos nacionais e regionais. No entanto, em 2018 os acertos nessa mesma habilidade caem mais de 25% em todas as situações apresentadas no gráfico 3. Esse percentual de acertos descreve que, em 2016, 90,03% dos candidatos que fizeram a prova do Enem no Brasil não dominava a habilidade H22, ou seja, não tinha habilidade para compreender a situação apresentada sobre fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e a matéria, porém, em 2017 esse percentual cai para 54%, o que teoricamente deveria representar uma melhora no processo de ensino do Brasil. Contudo, em 2018, 80,2% dos candidatos não apresentaram essa habilidade, praticamente se aproximando do percentual de 2016. Portanto, quando considera-se essa alta oscilação no percentual de acerto dessa habilidade, e também levando-se em conta que o processo de ensino nas instituições públicas e privadas de todo o
Brasil não poderia oscilar com essa magnitude no período de um ano, permite-se questionar se a avaliação que vem sendo realizada pelo Enem na área de Física está realmente identificando as competências e habilidades dos candidatos. Conforme já observado, as habilidades H23 e H5 tiveram comportamentos semelhantes ao da H22, mas com uma escala menor de variação dos percentuais de acerto.
Por outro lado, as habilidades H1 e H21 praticamente apresentam um comportamento oposto aos verificados em H22, H23 e H5, tendo em vista que os resultados de 2017 no Brasil e no Estado do MS decresceram quando comparados aos dados de 2016.
Fonte: construção própria a partir dos microdados do Enem disponibilizados no site ZBS
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No caso da habilidade H1 apresentada no gráfico 4, é possível ver que de 2016 para 2017, em todos os cenários observados, o percentual de acertos cai aproximadamente 5% e posteriormente, sobe aproximadamente 10%.
Fonte: construção própria a partir dos microdados do Enem disponibilizados no site ZBS
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Analisando o gráfico nº 05 verifica-se que na habilidade H21 o percentual de acertos diminui de 2016 para 2017 no Brasil em aproximadamente 6%, sendo semelhantes as situações do Estado do MS e da cidade de Dourados, contudo de 2017 e 2018 o percentual de acertos cresceu mais de 20% em todos os cenários analisados, ou seja, o que sugere que aproximadamente 40% de todos os candidatos do Enem que realizaram a prova em 2018 dominavam a habilidade de interpretar recursos naturais relacionados à termodinâmica ou ao eletromagnetismo. A amplitude de variação para as habilidades analisadas chegou a aproximadamente 6% para H5,
9% para H1 e 12% para H23, porém, destaca-se que essa variação chegou a 23% em H21 e 36% em H22.
Observa-se que as avaliações das habilidades interdisciplinares como H21, H22 e H23 apresentam uma variação de discrepância superior às habilidades que são disciplinares, ou seja, que avaliam isoladamente os conhecimentos da Física, como é o caso de H5 e H1. Levando-se em conta que seria natural ocorrer pequenas oscilações no processo de ensino-aprendizagem da disciplina de Física como foi o caso de H5 e H1. O caso de H23 acaba servindo de alerta para questionarmos se a aprendizagem dos alunos na disciplina de Física em nível nacional teria condições de melhorar ou perder qualidade em 12% no período de um ano. A falta de coerência na verificação das habilidades das questões de Física nas provas do Enem acaba sendo explicitada a partir dos resultados nacionais de H21, que subiu mais de 23% de 2017 para 2018 e de H22, no momento em que o percentual de acertos subiu aproximadamente 36% em 2017 e em 2018 decresceu aproximadamente 26%.
## Considerações Finais
Ao questionar nessa pesquisa se as avaliações das competências e habilidades da área de Física das provas do Enem de 2016 a 2018 apresentam uma coerência pedagógica que sirva para identificar e diagnosticar as dificuldades no ensino, destaca-se que, de acordo com Barroso et al (2018), os resultados do Enem podem ser usados para identificar problemas na aprendizagem dos conhecimentos de Física, mas é necessária uma análise cuidadosa sobre essa política educacional, considerando que outros fatores devem ser levados em consideração como, por exemplo, a ocorrência de equívocos na elaboração das questões de Física dessa prova como os identificados por Silveira et al (2014), a equivalência quanto ao grau de dificuldade das questões, as diferenças regionais e socioculturais dos alunos, etc.
O Enem, enquanto política educacional voltada para avaliação das competências e habilidades dos alunos ao final da educação básica, deveria ser um instrumento que tivesse condições de gerar um conjunto de dados para que escolas e professores conseguissem subsídios para avaliar o seu processo de ensinoaprendizagem e corrigir os problemas identificados. Na situação da disciplina de Física, quando são avaliadas as habilidades dos alunos de reconhecer os fenômenos ondulatórios em diferentes contextos e de dimensionar circuitos elétricos do cotidiano, verifica-se que existe a possibilidade de usar esses resultados para acompanhar o desempenho dos alunos e a qualidade do ensino. A avaliação das habilidades de utilizar as leis da Química e da Física para interpretar processos naturais relacionados à termodinâmica e ao eletromagnetismo e a de compreender fenômenos de radiação da matéria e suas implicações ambientais, econômicas e biológicas, apresentaram resultados discrepantes, mas que não são suficientes para identificar e retratar a realidade do Ensino de Física.
Por fim, os resultados sugerem que algumas habilidades como H1 e H5 podem ser usadas pelas escolas e professores de Física como parâmetro de avaliação e identificação de problemas e diagnósticos do ensino, enquanto outras como H21 e H22 não apresentam coerência pedagógica nos seus dados, indicando que não seriam viáveis para essa finalidade. Contudo, esse problema é complexo e gera espaço para análises mais amplas para que possamos avançar na compreensão desse tema.
## Referências
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