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UMA ANÁLISE DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA SOBRE/NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO A PARTIR DE ATAS DOS ÚLTIMOS EVENTOS DE PESQUISADORES DA ÁREA

Danilo Almeida Souza

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVIII
Ano
2020
Data
12/11/2020
Linha de pesquisa
Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física/Políticas Públicas Em Educação E O Ensino De Física/Questões Teórico-Metodológicas E Novas Demandas Na Pesquisa Em Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## UMA ANÁLISE DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA SOBRE/NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO A PARTIR DE ATAS DOS ÚLTIMOS EVENTOS DE PESQUISADORES DA ÁREA

## AN ANALYSIS OF RESEARCH IN PHYSICS TEACHING ON/IN HIGH SCHOOL INTEGRATED FROM ANNALS OF THE LAST EVENTS OF RESEARCHERS IN THE AREA

## Danilo Almeida Souza

Professor EBTT do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Ilhéus. Doutor em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela UFBA/UEFS. E-mail: danilofisico@gmail.com.

## Resumo

Embora o número de vagas em educação profissional tecnológica de nível médio no Brasil tenha experimentado um aumento expressivo nos últimos anos, sobretudo em função da instituição do Ensino Médio Integrado (EMI) (decreto nº 5.154/2004) e nova identidade dos agora Institutos Federais (lei nº 11.892/2008), indicando vagas prioritárias em 50% para a forma de oferta de educação profissional no formato de EMI, as pesquisas em ensino de Física que levam em conta a natureza dessas instituições aparecem de forma tímida atendo-se em sua maioria a tomar o EMI enquanto cenário para investigações de metodologias e estratégias de ensino em Física. Este trabalho se propõe a realizar uma análise qualitativa com pontuamentos descritivos e bibliográficos de investigações em ensino de Física que abordam o universo da educação profissional tecnológica a partir das atas e anais dos três últimos eventos que agregam pesquisadores em ensino de Física no Brasil: o Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF) 2018, o Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF) 2019 e o Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) 2019. Os dados revelam o baixo número de trabalhos publicados com menção aos termos: educação profissional, ensino médio integrado, ensino técnico, e estes em sua maioria o fazem sem uma discussão da concepção teórica da educação profissional. Indicamos a necessidade do fomento de estudos dessa natureza para que as pesquisas em ensino de Física pensem o currículo da disciplina em cursos com essa formatação, que em alguns lugares já figuram a principal forma de oferta de ensino médio, como é o caso da rede federal. Como perspectiva de estudo futuro, queremos investigar os fatores que levam o baixo interesse de pesquisadores em ensino de Física a pesquisas que emergem dessa nova realidade da educação no Brasil.

Palavras-chave : Educação Profissional; Ensino Médio Integrado; Ensino de Física.

## Abstract

Although the number of vacancies in high school technological vocational education in Brazil has experienced a significant increase in recent years, mainly due to the institution of Integrated High School (IHS) (decree nº 5.154 / 2004) and the new identity of the now Federal Institutes ( law nº 11.892 / 2008), indicating priority

vacancies in 50% for the form of offering professional education in the IHS format, the researches in Physics teaching that take into account the nature of these institutions appear in a shy way attending to the majority to take the IHS as a scenario for investigating methodologies and teaching strategies in Physics. This work proposes to carry out a qualitative analysis with descriptive and bibliographic scores of investigations in Physics teaching that approach the universe of technological professional education from the annals of the last three events that aggregate researchers in Physics teaching in Brazil: the Meeting of Research in Physics Education (EPEF) 2018, the National Symposium on Physics Education (SNEF) 2019 and the National Research Meeting in Science Education (ENPEC) 2019. The data reveal the low number of papers published with reference to the terms: professional education, integrated high school, technical education, and these mostly do without a discussion of the theoretical conception of professional education. We indicate the need to foster studies of this nature so that research in teaching Physics thinks the curriculum of the discipline in courses with this format, which in some places already feature the main form of high school offer, as is the case of the federal network. As a perspective for future study, we want to investigate the factors that lead the low interest of researchers in teaching Physics to research that emerges from this new reality of education in Brazil.

Keywords : Professional education; Integrated High School; Physics teaching.

## Introdução

Os cursos técnicos de nível médio, no formato de Ensino Médio Integrado (EMI) tiveram um elevado crescimento tanto no número de cursos, quanto na oferta de vagas no âmbito federal a partir do ano de 2004, incentivados pela política de expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica do então presidente da república Luís Inácio Lula da Silva. Essas políticas fizeram com que o número de unidades da rede federal saltasse de 356 em 2003 para 644 em 2016 (BRASIL, 2016), refletindo diretamente no aumento do público que frequentavam esses espaços. Dois marcos legais demarcam esse movimento: o decreto nº 5.154 de 23 de julho de 2004, que institui oficialmente o EMI e a lei nº 11.892/2008 que cria os Institutos Federais de Educação Tecnológica, oriundos dos antigos CEFETs e das Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais.

A criação dos Institutos Federais, mais do que a nova condição de institucionalidade, define a prioridade dessas instituições quanto a oferta de vagas para os cursos técnicos de EMI, seja para os concluintes do ensino fundamental ou no formato da educação de jovens e adultos, como pode ser visto no artigo 8º da legislação,

no desenvolvimento da sua ação acadêmica, o Instituto Federal, em cada exercício, deverá garantir o mínimo de 50% (cinquenta por cento) de suas vagas para atender ao objetivo de ministrar educação profissional técnica de nível médio, prioritariamente na forma de cursos integrados, para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos. (BRASIL, 2008)

Esse caminho nos aponta que a oferta de educação profissional estaria como uma das prioridades do então governo, como pode ser verificado se compararmos o número de campi dessas instituições de educação profissional antes de 2004 e no ano de 2010, como apresentado no trabalho de Tavares (2012).

O EMI, como sinaliza a própria legislação, é ofertado para 'quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio, na mesma instituição de ensino, contando com matrícula única para cada aluno' (BRASIL, 2004). Trata-se de um ensino médio no qual seja garantida uma formação básica, comum ao ensino médio regular, mas também uma habilitação profissional tecnológica, partindo de uma integração das diferentes áreas de conhecimento que contribuem na formação de um determinado curso técnico.

Nesse contexto, uma questão que merece atenção é o currículo das disciplinas propedêuticas (aqui incluso a Física) nos cursos técnicos de EMI e os desafios da integração dessas disciplinas aos cursos de educação profissional desde a concepção do projeto do curso até a sua consolidação, para que essas disciplinas não sejam apenas um aporte de pré-requisito, mas que contribuam de forma efetiva para o sujeito que se pretende formar.

Nas pesquisas em educação, muitos teóricos vêm se dedicando a uma análise sobre o EMI, seu percurso e implicações para o contexto do país. Um exemplo desses esforços está condensado no texto 'Ensino Médio Integrado: Concepções e contradições' de Ramos, Frigotto e Ciavatta (2012). Fato totalmente oposto é verificado quando nos voltamos para discussão do ensino das disciplinas do núcleo comum nessa forma de oferta da educação profissional tecnológica e mais ainda para a disciplina de Física.

Um dos primeiros estudos que discute a Física na educação profissional, levando em conta a natureza dessas instituições na área de ensino é feito por Nilson Garcia (1995). Neste trabalho o autor apresenta uma discussão sobre o ensino de Física nas Escolas Técnicas Federais, buscando identificar de que forma e sob que condições a Física é ensinada nas escolas da Rede Federal de Ensino Técnico Industrial (embora nesse momento o ensino técnico na Rede Federal não carregasse o nome de EMI, na época de realização da pesquisa a configuração era muito próxima do que é praticado hoje nos Institutos Federais).

Motivados pela escassez de estudos que pesquisem o ensino e a aprendizagem de Física a partir da realidade dos cursos de EMI, nos propomos nesse trabalho a analisar como estão apresentadas (e se estão) as pesquisas em ensino de Física que abordam o universo da educação profissional tecnológica. Para isso, fazemos uma busca de trabalhos nas atas e anais dos três últimos eventos que agregam pesquisadores em ensino de Física no Brasil: o Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (EPEF) 2018, o Simpósio Nacional de Ensino de Física (SNEF) 2019 e o Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (ENPEC) 2019, seguido de uma análise qualitativa dos trabalhos que retornaram nossa busca; por fim, trazemos algumas considerações no sentido de pontuar a importância de pesquisas que agreguem EMI e o currículo de Física para o ensino nos diferentes níveis.

## Metodologia

A investigação é de natureza qualitativa, com pontuamentos descritivos e bibliográficos dos registros de pesquisas apresentadas nos eventos da área de ensino que agregam pesquisadores em ensino de Física: o EPEF 2018, o SNEF 2019 e o ENPEC 2019. A seleção dos trabalhos em cada um dos eventos, é feita tomando as seguintes palavras de busca: educação profissional, ensino médio integrado, ensino técnico, a partir da lista de trabalhos incluídos na programação (no caso do ENPEC, por não ser um evento exclusivo para pesquisadores em ensino de Física, verificamos de forma adicional, trabalhos com temas curriculares da Física, seguido da leitura dos resumos para busca das palavras mencionadas).

Para cada um dos eventos, selecionamos as áreas temáticas no universo dos trabalhos pesquisados como discriminadas abaixo, por terem maior aderência e possibilidade de trazerem estudos sobre a Física na educação profissional.

## Resultados e discussões

Com o objetivo de perceber como estão apresentadas (e se estão) as pesquisas em ensino de Física que abordam o universo da educação profissional tecnológica, partimos inicialmente da busca dos trabalhos nas áreas temáticas elencadas na seção anterior. Em termos quantitativos, nosso mapeamento retornou 3 trabalhos no EPEF, 3 trabalhos no SNEF e 8 trabalhos no ENPEC. No caso do EPEF e do ENPEC o quantitativo de trabalho retornado foi extremamente baixo, representando uma razão de 3/93 e 8/393, o que nos fornece uma taxa percentual em 3,23% e 2,04% respectivamente. Esse cálculo não é feito para o SNEF já que tomamos apenas os trabalhos destinados a área O Ensino de Física na Educação Profissional .

## a) Os trabalhos do EPEF (2018)

A análise dos trabalhos do EPEF retornados na busca, nos revela que dos três trabalhos, nenhum deles remete a uma discussão da natureza dos cursos onde as propostas didáticas ou investigações foram realizadas. Em todos, os cursos técnicos no formato de EMI se constituem apenas enquanto cenários de aplicação, e as análise foram feitas por outros vieses teóricos. Nem mesmo nos resultados é mencionado como as propostas didáticas reverberam nos cursos técnicos os quais os alunos integram.

Em síntese, o trabalho de Basílio, Lacerda e Detoni (2018) se preocupam em analisar um formato de avaliação para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do curso técnico de Manutenção e Suporte em Informática, mas a discussão

vai mais no sentido do público EJA e na perspectiva de educação, Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), do que referente ao curso técnico, sobre o qual há menção apenas no resumo, e na descrição do público onde a experiência didática foi realizada. O mesmo caminho é trilhado nos trabalhos de Pereira, Sá e Fonseca (2018) e Cid e Sasaki (2018), onde nem mesmo o critério de escolha das turmas em função dos cursos que pertencem é evidenciado. Ou seja, importa o fato de ser ensino médio, e não o fato de ser um curso técnico na forma de EMI.

Embora não relacionado ao EMI, destacamos que o trabalho de Pereira et al. (2018), onde discute-se os desafios, limitações e possibilidades de um curso de Física para a graduação em arquitetura, traz um dos pontos que se constituiria no pensar a Física para cursos técnicos do EMI já que pensa a Física a partir de uma dada realidade profissional. Outro trabalho nesse sentido é o feito por kroetz (2018) ao refletir sobre a disciplina de Física em um curso de graduação em Agronomia numa universidade federal, no entanto, seu interesse é o desempenho dos estudantes, e não o pensar o currículo da Física, enquanto integrante do ciclo básico, para essa formação.

## b) Os trabalhos do SNEF (2019)

O SNEF realizado na cidade de Salvador- BA carrega a especificidade frente aos demais eventos, pelo fato de ser o único que agrega uma área temática específica para o ensino de Física nos cursos técnicos: 'o Ensino de Física na Educação Profissional' . Mesmo com essa diferenciação, que poderia incentivar a submissão de trabalhos na área, a quantidade de trabalhos aprovados é pouco expressiva.

Das comunicações orais, apenas o trabalho de Souza e Penido (2019) integra a área temática. Na Sessão de painéis, esse número sobe para dois, no entanto, continua sem grande representatividade, pois apesar de esses estudos englobarem o ensino profissional técnico, seus objetos de estudo são outros. Rocha e Melo (2019) abordam um relato de experiência, cujo objetivo é descrever a elaboração e aplicação de um material paradidático distribuído para alunos de uma turma de nutrição do ensino técnico profissionalizante para o estudo da calorimetria, enquanto França (2019) fundamenta-se na teoria da aprendizagem para abordar uma sequência didática para o de conceitos de mecânica quântica utilizando os raios X sob a perspectiva sociocultural.

Dos três trabalhos retornados na busca do SNEF 2019, apenas o de Souza e Penido (2019), aborda aspectos teóricos no campo da educação profissional, no entanto, mesmo este tem um caráter de pesquisa que mais se aproxima ao campo do currículo do que o ensino de Física nesses ambientes. Os autores discutem como é desenvolvido o ensino de Física a partir do plano de curso do Instituto Federal da Bahia e tecem proposições para melhorias de escrita desses planos de curso.

Mesmo o trabalho de Rocha e Melo (2019) não discutindo a concepção da educação profissional, os autores encontram no curso técnico a motivação para o conteúdo que está sendo abordado no relato de experiência para avaliação da aprendizagem significante; compreendemos esse ser um caráter positivo no caminho de integração da Física a educação profissional. Já no de França (2019) não há qualquer menção ao curso técnico, e o mesmo entra no nosso universo de pesquisa apenas por estar nessa área temática específica.

## c) Os trabalhos do ENPEC (2019)

Dos três eventos avaliados, o ENPEC é o que retornou maior número de trabalhos com menção ao público da educação profissional tecnológica de nível médio, no entanto o comportamento se assemelha ao encontrado nos demais eventos, qual seja, a natureza e o ensino de Física nos cursos técnicos de EMI não é o foco da análise. Um retrato está no trabalho de Pereira e Reis (2019), que apesar de trazer o termo Ensino Médio Integrado no título, sequer menciona o curso técnico vinculado; o mesmo acontece em Pereira, Sá e Fonseca (2019). Barbosa e Souza (2019), apesar de anunciarem o curso técnico no qual a pesquisa é avaliada, não relaciona como o ensino de Física na perspectiva adotada (para este caso, Natureza da Ciência) contribui na formação profissional do sujeito pesquisado.

Queremos destacar que 2 dos 8 trabalhos mapeados, abordam estratégias de ensino e reflexões curriculares pensadas para o ensino de ciências no universo da educação profissional atrelado a natureza dos cursos técnicos onde a discussão é constituída. São eles, 'Alimento e gastrite: possíveis contribuições da Situação de Estudo para o PROEJA' de Batista et al. (2019) e 'Reflexões sobre o ensino de biologia no contexto da educação profissional tecnológica de nível médio' de Azevedo, Braga e Seles (2019). No entanto, nenhum deles fazem referência a conteúdos que nascem ou encontrem motivação na disciplina de Física, reforçando a lacuna na literatura do ensino de Física e educação profissional.

No âmbito da Física, Cardoso et al (2019) no seu trabalho 'Da Semiótica às Ilhas de Racionalidade: Uma possibilidade interdisciplinar entre a Matemática, a Química e a Física' embora centrem sua discussão na interdisciplinaridade, recorrem esses temas 'a partir de um estudo sobre os programas pedagógicos curriculares do ensino médio integrado dos cursos de Mecatrônica e Edificações'. Mesmo entendendo que a Física nos cursos de EMI não seja o objeto de estudo desses autores, a natureza dos cursos é levada em conta para definir os temas que motivarão o estudo interdisciplinar evidenciado no trabalho.

## Considerações finais

Ao início desse estudo, nos propusemos a investigar como estão apresentadas (e se estão) as pesquisas em ensino de Física que abordam o universo da educação profissional tecnológica e o fizemos com base nos três principais eventos do Brasil de pesquisadores em ensino de Física. Os dados da pesquisa revelaram que há poucos trabalhos publicados nas atas e anais desses eventos que discutam o ensino de Física atrelado a uma discussão da concepção teórica da educação profissional e mais especificamente do EMI.

Dos trabalhos encontrados no nosso mapeamento, alguns poucos se propõem em discutir o ensino de ciências em cursos técnicos de EMI, e quando nos voltamos especificamente para a Física esse número fica ainda mais restrito. Para maior parte deles, os cursos técnicos aparecem enquanto cenário de aplicação, importando mais o fato de ser um ensino médio, do que um ensino médio integrado a uma formação tecnológica.

Uma das questões que surge como perspectiva de estudo é entender os fatores que levam ao baixo interesse de pesquisadores em ensino sobre a disciplina de Física em espaços de educação profissional, com destaque no EMI. Aventamos a possibilidade dessas pesquisas estarem concentradas em programas de pós-

ões profissionais e apenas publicadas no formato de trabalhos finais de curso, ou que pesquisadores em ensino de Física optem por abordar essas questões em reuniões acadêmicas específicas do campo da educação, ou ainda que esses pesquisadores acreditem que as atuais áreas de pesquisa em ensino de Física já contemplam as necessidades que emergem desse 'novo' formato de oferta de ensino médio.

Da nossa parte, advogamos que a comunidade de pesquisadores em ensino de Física deve se apropriar desse debate, tendo em vista o grande protagonismo e importância que desempenha o EMI no sistema de educação do Brasil. Olhando especificamente para o ensino médio, enquanto o número de matrículas geral apresenta uma queda acumulada entre os anos de 2014 e 2018 em 7,12%, a matrícula no formato de EMI teve crescimento em 24,85% no mesmo período (INEP, 2019, p. 25).

Para além da importância acadêmica, pesquisas nessa área devem repercutir em reformulações do currículo de Física e qualificação docente para a educação profissional, trazendo melhorias imediatas em espaços reais onde cursos técnicos no formato de EMI acontecem.

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