CIÊNCIA NACIONAL E ENSINO DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DE PUBLICAÇÕES NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS
Fabiano Fernandes De Oliveira, Andreia Guerra De Moraes, Cristiano Barbosa De Moura
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVIII
- Ano
- 2020
- Data
- 11/11/2020
- Linha de pesquisa
- Filosofia, História E Sociologia Da Ciência E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## CIÊNCIA NACIONAL E ENSINO DE FÍSICA: UMA ANÁLISE DE PUBLICAÇÕES NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS
## NATIONAL SCIENCE AND PHYSICS TEACHING: AN ANALYSIS OF PUBLICATIONS IN THE LAST TEN YEARS
Fabiano Fernandes de Oliveira , Andreia Guerra , Cristiano B. Moura 1 2 3
1
Colégio Pedro II / Departamento de Física / prof.fabianof@gmail.com 2 CEFET - RJ / PPG Ciência, Tecnologia e Educação / andreia.guerra96@gmail.com 3 CEFET - RJ / PPG Ciência, Tecnologia e Educação / cristiano.moura@cefet-rj.br
## Resumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar como a Ciência Nacional é apresentada nas publicações mais recentes em trabalhos que tenham alguma relação com o Ensino de Física e tentar identificar tendências na área. Foi realizada uma busca nos últimos 10 anos visando publicações que trabalhassem de alguma forma a Ciência Nacional. Ao analisar os trabalhos encontrados buscou-se identificar se esses trabalhos utilizam algum tipo de abordagem histórica e quais questões eles buscam discutir. A partir da análise feita, algumas características foram percebidas, como por exemplo a tendência à utilização de episódios de Física Moderna e Contemporânea ao abordar temas da Ciência Nacional. Alguns dos trabalhos utilizam episódios históricos e outros fazem análise de material didático. Também foi perceptível que os trabalhos encontrados não fazem articulação entre a Ciência Nacional e as Práticas Científicas, indicando que a aproximação entre esses tópicos ainda é muito embrionária e pouco explorada, sendo um possível caminho a ser seguido para agregar novas discussões ao tema.
Palavras-chave : Ciência Nacional, Práticas Científicas, História da Ciência
## Abstract
The present work aims to analyze how the National Science is presented in the most recent publications in works that have some relation with the Teaching of Physics and try to identify trends in the area. A search was carried out in the last 10 years aiming at publications that worked in some way with the National Science. In analyzing the works found, it was sought to identify whether these works use any type of historical approach and what issues they seek to discuss. From the analysis made, some characteristics were noticed, such as the tendency to use episodes of Modern and Contemporary Physics when addressing themes of National Science. Some of the works use historical episodes and others analyze educational material. It was also noticeable that the works found do not articulate between National science and Scientific Practices, indicating that the approach between these topics is still very embryonic and little explored, being a possible way to be followed to add new discussions to the theme.
Keywords : National Science, Scientific Practices, History of Science.
## Introdução
Diversos autores (ALLCHIN, 2010; KHALICK; LEDERMAN, 2000; MATTHEWS, 1991; 1995; FORATO, 2011; BRAGA, GUERRA, REIS, 2012) defendem que um ensino de ciências com enfoque histórico-filosófico é capaz de contextualizar melhor os conteúdos e permitir aos estudantes uma compreensão mais ampla do papel da ciência na sociedade contemporânea.
Apesar destas defesas, a literatura da área (MARTINS, 2007; FORATO, 2009, 2011; HOTTËCKE, HENKE, 2014) aponta obstáculos para a implementação dessa abordagem, como: a falta de formação específica dos professores, a qualidade do conteúdo histórico nos livros textos, o risco do anacronismo e de pseudo-histórias, a cultura didática, a simplificação excessiva das narrativas históricas, dentre outros.
Reconhecemos as vantagens e dificuldades apontadas pela literatura e concordamos com autores (MOURA, GUERRA, 2016) sobre a importância de que as abordagens históricas em aulas de ciências criem espaços de discussão sobre o processo de construção das ciências, na perspectiva de formar cidadãos capazes de tomar decisões em relação a temas científicos que envolvam o bem público.
Nessa perspectiva, consideramos que a abordagem historiográfica da História Cultural da Ciência (HCC) se destaca como um caminho possível para proporcionar esse tipo de discussão em aulas de ciências (MOURA, GUERRA, 2016). Para a HCC, a ciência é uma construção histórica, cultural e local. Ao pensarmos numa abordagem pautada nessa perspectiva historiográfica teremos nossa atenção voltada para o estudo histórico das práticas científicas (MOURA, GUERRA, 2016; PIMENTEL, 2010).
Dentro dessa perspectiva, Galison (2008) destaca que o foco nas práticas científicas (PC) oferece a oportunidade de discutir certos conceitos e comportamentos sem que se faça busca pelo que é verdadeiramente científico ou meramente exterior à ciência. Dessa forma, a abordagem das práticas científicas se faz uma possibilidade de fugir da antiga dicotomia entre abordagem internalista x externalista.
- É importante ressaltar que as PC não se limitam a práticas performáticas manuais, como manusear certos instrumentos, coletar dados experimentais, analisar dados em tabelas, etc. Nessa perspectiva, todas essas habilidades estão associadas aos fatores socioculturais da comunidade científica em que o episódio está inserido, como comunicação entre pares, relações interpessoais, etc (MOURA, GUERRA; 2016; DASTON, 2015; STROUPE, 2015).
- O estudo histórico das PC na perspectiva da HCC tem como característica um forte olhar para o caráter local das atividades estudadas. A localidade das práticas é um fator importante e que permite a discussão das particularidades da ciência que está sendo abordada. Quando pensamos em alguma atividade científica, ela apresenta algumas práticas universais e outras que são mais locais, que estão atreladas a questões do lugar em que ela é desenvolvida.
Por exemplo, a ciência brasileira faz parte do cenário internacional, e compartilha de algumas práticas internacionalizadas, como o intercâmbio entre entidades científicas e cientistas de diversos países, certos procedimentos técnicos, publicação de trabalhos em congressos internacionais, dentre outras. Mas há uma
localidade tal que nos permite entender sua especificidade em relação à ciência desenvolvida em outros locais do mundo, como por exemplo, quais matérias primas são mais usadas para desenvolver certas tecnologias, quais temas são mais pesquisados em função de demandas da sociedade, quais são os principais financiadores das pesquisas, porque algumas áreas possuem mais financiamentos do que outras (LIVINGSTONE, 2003).
A comunidade científica brasileira tem sofrido nos últimos anos, em função das mudanças de políticas públicas, com cortes de verbas, mudanças bruscas nas áreas priorizadas e tipos de financiamento e descontinuidade de programas de incentivo à ciência. Apesar das manifestações dos cientistas, parece haver falta de apoio popular às causas da ciência.
Considerando as demandas históricas da população brasileira em relação à ciência (como por exemplo, o fato de termos um país gigantesco e que até hoje não tem saneamento básico universalizado), entendemos que mesmo que o anticientificismo não seja um fenômeno exclusivamente brasileiro, ele pode ter causas e consequências que dialogam profundamente com a realidade local.
Gandolfi (2018) argumenta que o uso constante de cientistas europeus na ciência escolar tem o risco de solidificar uma imagem da ciência como uma conquista exclusivamente europeia e que é fundamental proporcionar aos estudantes uma visão mais multicultural da ciência, apresentando o modo como outras culturas também desenvolvem conhecimento científico, a partir das suas próprias práticas científicas.
Tendo em vista o exposto acima, defendemos que abordar temas de ciência envolvendo cientistas brasileiros e produção de ciência nacional se faz importante em aulas de Física, pois ao discutirmos as PC da Ciência Nacional e suas especificidades, pode-se fazer com que os estudantes percebam as relações entre a Física e o contexto atual do Brasil em que ela é produzida, contexto esse no qual o próprio estudante está inserido.
Essas considerações levaram-nos a desenvolver uma pesquisa bibliográfica com vistas a responder à seguinte pergunta: Como a área da pesquisa em ensino de Física vem trabalhando questões relativas à Ciência Nacional em aulas de Física? Para isso foi feito um levantamento de trabalhos que envolvam a Ciência Nacional (CN), analisando quais pontos são destacados e discutidos por eles.
## Metodologia
Na construção da pesquisa, consideramos o fato do tema ter uma origem multidisciplinar. Logo, não optamos por fazer uma busca sistematizada a partir da relação de alguns periódicos da área de Ensino de Física, pois percebemos numa primeira busca que nem sempre trabalhos que abordem a Ciência Nacional são publicados em revistas e eventos relacionados a essa área. Dessa forma, ampliamos o escopo dos periódicos e anais de congressos analisados, abarcando materiais publicados em áreas como História da Ciência e divulgação científica. Com vistas a encontrar esses materiais delimitamos a base de dados Scielo, como espaço para o encontro de dados da pesquisa.
Realizamos, então, uma busca inicial na referida base nos últimos 10 anos, procurando as seguintes palavras-chaves: 'Ciência Nacional', 'Ciência Brasileira',
'Cientista Brasileiro', 'Ciência no Brasil'. Com vistas a ampliar o escopo do material a ser analisado, examinamos para cada artigo encontrado na base Scielo a lista de referências citadas nos artigos encontrados.
A partir do cruzamento dos trabalhos encontrados na base Scielo com as referências citadas nesses trabalhos construímos nossa base de dados, incorporando artigos publicados em anais de congressos científicos.
Devido ao escopo deste trabalho, foi feito um direcionamento para analisar somente os artigos que explicitassem abordagem de Ciência Nacional no ensino de Física.
Após finalizadas as buscas, foram encontrados um total de 21 trabalhos que abordavam temas da Ciência Nacional, porém apenas 8 trabalhos se enquadraram nos critérios previamente determinados.
Os trabalhos encontrados e que estivessem dentro do recorte determinado foram então lidos integralmente e analisados, tendo sempre como objetivo identificar como as questões relativas à Ciência Nacional vem sendo exploradas.
## Resultados e Análises
A partir dessa busca, foram encontrados 8 trabalhos dos quais 4 trabalhos completos apresentados em eventos da área de Ensino de Ciências e outros 4 publicados em periódicos.
Nos trabalhos de N° 1, 2 e 6 os autores discutem o conceito de identidade cultural, analisando a percepção dos estudantes sobre qual o perfil identitário que uma pessoa deve ter para ser um cientista. As pesquisas avaliam que a identidade que eles atribuem a si mesmos geram uma incompatibilidade cultural entre a ciência (e o perfil identitário dos cientistas) e os estudantes, afastando esses estudantes da ciência, e, em particular, da Física.
Com vistas a tencionar a problemática da identidade cultural, nesses trabalhos os autores propõem uma sequência de atividades sobre tópicos de Física Moderna e Contemporânea a serem trabalhadas em aulas de Física. Uma das atividades proposta foi uma visita a um laboratório de Física. Os resultados apontam que a visita dos estudantes a um laboratório brasileiro de Física, possibilitou aos estudantes conhecer a ciência nacional na prática, fazendo-os perceber que o Brasil pode fazer ciência. Segundo os autores, isso poderia ajudar a criar uma identidade que superasse as barreiras relativas à identidade cultural.
No trabalho N°3 os autores apresentam argumentos para defender que discutir episódios da Ciência Nacional pode estimular os estudantes na escolha por carreiras científicas e que a História da Ciência é uma abordagem adequada para discutir esses episódios. Com base nisso apontam nove episódios históricos que podem ser explorados em sala de aula. Assim, destacam o estudo dos acordos nucleares como tema a ser explorado quando da abordagem do tema Energia Nuclear no ensino de Física. Como exemplo, os autores exploram o trabalho desenvolvido por Barão de Mauá e a construção das ferrovias no Brasil no século XIX quando do estudo da Termodinâmica, os trabalhos do padre Landell de Moura relativos à eletricidade e magnetismo, dentre outros.
O trabalho N°4 apresenta uma sequência de aulas que foram aplicadas para discutir Energia Nuclear, explicitando em alguns momentos a Ciência Nacional. O trabalho busca discutir questões sociais, políticas e ambientais que se relacionam com o tema. Nesse caminho o trabalho destaca a questão do financiamento público de pesquisas, apontando o acelerador brasileiro Pelletron e o LHC e detalhes da produção de energia como o aproveitamento da energia liberada, os riscos envolvidos nesse processo e a questão do lixo atômico.
O trabalho N°5 apresenta uma pesquisa realizada com licenciandos com o objetivo de analisar o conhecimento dos mesmos sobre a ciência produzida no Brasil, a partir da utilização de três vídeos nos moldes de reportagens e documentários produzidos por emissoras de televisão (dois produzidos por emissoras dos EUA e um produzido por uma emissora brasileira), sobre Física Nuclear. Esses vídeos abordavam questões sobre as Bombas Nucleares, o projeto Manhattan, a produção de energia nuclear e relacionam esses temas com o Brasil. A pesquisa concluiu que os licenciandos têm pouco conhecimento sobre os trabalhos da Ciência Nacional sobre o tema. Importante destacar que com esse trabalho os autores intentavam discutir questões relativas a aspectos de Natureza da Ciência (NdC) com os licenciandos, envolvendo os temas trabalhados nos vídeos. Mas ao analisarem as respostas ao questionário para verificar o olhar dos licenciandos sobre os vídeos, os autores perceberam que as questões relativas à NdC ficaram em segundo plano.
Os trabalhos N°7 e 8 analisam a presença de produção de Ciência Nacional em livros didáticos indicados no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Os trabalhos mostram que alguns cientistas e instituições brasileiras aparecem nos livros analisados, mas a referência sempre ocorre de maneira coadjuvante e muitas vezes de maneira isolada do contexto.
A análise dos trabalhos destaca alguns pontos importantes: o primeiro deles é que existem poucos trabalhos discutindo questões relativas à CN voltadas para o seu uso no ensino de Física. Outro ponto importante é que os argumentos utilizados pelos autores para defender o uso da CN não apresentam referências a trabalhos
anteriores que focaram em CN e ensino de Física para defender seus argumentos, o que reforça que as pesquisas destinadas a essa temática são ainda incipientes e que a área de pesquisa encontra-se em construção e que carece de maior atenção.
Além disso, todos os trabalhos analisados abordam temas de Física Moderna e Contemporânea ao fazer discussões a respeito da CN, o que mostra que há uma tendência de que a CN seja discutida através desses tópicos. Podemos considerar que tal tendência refere-se ao fato de todos os trabalhos buscarem introduzir discussões a respeito da CN a partir de exemplos concretos de CN, ou seja, naqueles em que há evidência da participação de cientistas brasileiros ou empreendedores brasileiros no episódio discutido. A temática da FM se dá quando essa escolha por exemplos concretos ocorre porque com a institucionalização da ciência brasileira através do CNPq e CBPF no século XX houve intensificação da produção brasileira de Física, na qual pesquisas relativas a Energia Nuclear entre outras referentes à física moderna eram os que tinham financiamento (Andrade, 1999).
Os resultados apresentados levam-nos a defender que, ao olharmos para a história das ciências, o Brasil historicamente teve papel reduzido no desenvolvimento científico mundial, o que pode explicar o fato de os exemplos trabalhando CN no ensino de física serem recorrentemente relacionados a um período em que a ciência começou a se institucionalizar de forma mais orgânica no Brasil. Sendo assim, é possível ampliar o escopo de exemplos históricos a serem trabalhados em sala de aula de forma a problematizar a CN, se não focarmos exclusivamente em exemplos concretos de CN. Defendemos, portanto, que a CN pode ser problematizada a partir de uma perspectiva histórica que nos permita discutir a ciência como cultura e que discuta como um conjunto de atividades foi ao longo da história reconhecida como ciência, quem foram os atores sociais que participaram dessa construção e porque alguns desses atores permaneceram na condição de invisibilidade (NYHART, 2016).
A abordagem histórica baseada na HCC, ao focar o trabalho no estudo histórico das práticas científicas, permitirá ao professor discutir a importância da prática laboratorial para a construção da ciência, o papel dos técnicos para o sucesso de um experimento. Além disso, essa abordagem permite discutir que atores sociais visibilizados ao longo da histórica como produtores de ciência participaram de redes de comunicação entre os cientistas, o que os possibilitou conhecer os resultados de pesquisas consideradas relevantes e divulgar o trabalho desenvolvido (MOURA; GUERRA, 2016). Fora isso, o estudo histórico das práticas científicas possibilita discussões sobre o financiamento de pesquisas, os espaços em que a ciência foi produzida, a importância do local de formação de um cientista para a visibilidade de seu trabalho.
Enfim, a abordagem da HCC pode possibilitar aos estudantes, mais do que prover exemplos de sucesso da CN, perceber as dificuldades para que a produção científica de uma colônia como o Brasil fosse visibilizada e, ainda, as condições necessárias para que a produção científica brasileira tenha protagonismo.
## Discussões Finais
A ausência de referências para a argumentação a favor do uso de Ciência Nacional corrobora para caracterizar na área uma carência de trabalhos que
consigam dar um melhor alicerce para as discussões que venham a surgir sobre o tema. Discussões essas que podem vir a ser tão frutíferas no sentido de despertar nos estudantes uma maior aproximação na escolha de carreiras científicas.
Reconhecemos a escolha de estudantes pela carreira científica como importante. No entanto, no cenário atual brasileiro, com cortes de verbas e falta de incentivo à ciência, torna-se fundamental pensar numa maior conscientização desses estudantes com relação a este panorama. É importante também problematizar a questão da localidade da ciência desenvolvida no Brasil (por exemplo, a falta de hegemonia em certas áreas, as matérias primas utilizadas em certas pesquisas), em relação à ciência em países mais desenvolvidos, como, por exemplo, os EUA, China, França, Alemanha, entre outros.
Apesar de alguns trabalhos encontrados já se utilizarem de episódios históricos, a abordagem histórica utilizada pauta-se em exemplos da CN no sentido de afirmar o Brasil como produtor de conhecimento científico em escala mundial. Conforme buscamos apontar, há um limite histórico para esse tipo de abordagem, visto que o Brasil, na condição de colônia, esteve muito tempo à margem da produção científica mundial, em uma primeira análise. Apontamos que uma possibilidade de ampliar essa discussão se daria através do estudo histórico das Práticas Científicas, que com uma perspectiva ampliada de produção científica e um olhar sensível aos apagamentos ocorridos na história poderia ajudar na discussão da CN em uma perspectiva mais ampla.
Considerando, portanto, que, conforme a revisão demonstrou, o campo de estudos sobre a CN ainda é incipiente, defendemos que a abordagem da CN através da HCC no sentido aqui explorado pode gerar bons frutos ao preencher uma lacuna no Ensino de Física, gerando debates que possam complexificar e enriquecer as aulas de Física da Educação Básica, potencialmente tornando os estudantes mais conscientes sobre o funcionamento da ciência e da realidade atual do Brasil.
## Referências
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