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CONFIGURAÇÃO ADAPTADA DO TRILHO DE AR PARA ALUNOS COM MOBILIDADE REDUZIDA DE MEMBROS INFERIORES

Leandro Pereira, Thiago Lacerda, Alberto Cid

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVII
Ano
2018
Data
29/08/2018
Linha de pesquisa
Po-4 Educação Inclusiva
Tipo
Pôster

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Texto completo

## CONFIGURAÇÃO ADAPTADA DO TRILHO DE AR PARA ALUNOS COM MOBILIDADE REDUZIDA DE MEMBROS INFERIORES CONFIGURATION ADAPTED OF AIR TRACK TO STUDENTS WITH REDUCED MOBILITY AT LOWER MEMBERS

## Leandro Pereira 1 , Thiago Lacerda 2 , Alberto Cid 3

1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro/Campus Duque de Caxias, leandroifrj@gmail.com

2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro/Campus Duque de Caxias, thiago.lacerda@ifrj.edu.br

3 Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ/ Campus Valença, alberto.cid@cefet-rj.br

Membros do grupo de pesquisa Ciência em Aplicações

## Resumo

A presença de pessoas com deficiência em universidades públicas apresentou um aumento significativo durante os últimos vinte anos, tendo início com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, nesse momento, passa a ser obrigatória a criação de espaços educativos que sejam inclusivos. É esperado que esse aumento torne-se mais significativo com a implementação da lei de cotas, em 2017, que garante o acesso dessa parcela da população em qualquer instituição de ensino federal sem que seja considerada a renda familiar. Entretanto, existem barreiras que dificultam a permanência de deficientes físicos no ensino superior, apesar das políticas públicas existentes. Entre tantas dificuldades que poderíamos citar, é notório a falta de acesso aos laboratórios vinculados aos cursos de graduação de Ciências Exatas e da Terra. É evidente também a falta de consciência e preparação adequada dos docentes e dos técnicos de laboratório, que podem não agir por mero preciosismo e receio de fazer alterações simples capazes de fazer toda a diferença. O presente trabalho é voltado para alunos cadeirantes ou com movimentos limitados em um ou dois membros inferiores dos cursos de graduação, os quais possuam uma disciplina com conteúdo de mecânica clássica básica. Nesse sentido, propomos discutir e indicar alterações simples que podem ser realizadas na configuração do trilho de ar, equipamento comumente solicitado para experimentos de Mecânica, e proporcionar autonomia com segurança para essas pessoas nos espaços de ensino experimental. Além das indicações, trazemos o resultado de um questionário feito com professores de Ciências abordando as alterações sugeridas para o trilho.

Palavras-chave : Mecânica, pessoa com deficiência, cadeirante, trilho de ar

## Abstract

The presence of disabled peoples in public universities showed a significant increase during the last twenty years. Beginning with the Law of Guidelines and Bases of 1996 (LDB 1996), at that moment, it becomes mandatory to create inclusive educational spaces. It is expected that this increase will become more significant with the implementation of the quota law in 2017, which guarantees access to disabled person in any federal education institution without regard to family income. However, there are additional barriers to physical deficients proceed in higher education, despite public policies. Among the many difficulties, we could mention the lack of access to laboratories linked to undergraduate courses in Exact Sciences. There is also a lack of awareness and proper preparation of professors and laboratory technicians, who do not work to make the ambient more inclusive. The present work is for students with limited mobility in one or both lower limbs of

undergraduate courses, who have a discipline with basic classical mechanics content. In this sense, we propose to discuss and indicate simple changes that can be made in the air track, commonly requested equipment for mechanics experiments, and to provide safe autonomy for these peoples in the experimental teaching spaces. In addition to the indications, we bring the result of a questionnaire made with science teachers addressing the suggested changes to the air track.

Keywords : Mechanics, disabled person, wheelchair user, air track

## 1. Introdução

Há algum tempo fala-se da importância da inclusão da pessoa com deficiência (PCD), porém ao longo da história percebe-se que essa inclusão nunca aconteceu de forma concreta. Assim, da Antiguidade ao século passado, era comum associar esse grupo de pessoas, consideradas fora dos padrões de normalidade, como vítimas de forças do mal e de castigos divinos, sendo excluída do convívio social (SILVA,1986). Com os avanços científicos e tecnológicos, a visão excludente cedeu lugar à um olhar mais humanizado e acolhedor, entretanto a PCD é, ainda na maioria das vezes, apenas sujeito de ações assistenciais.

Nos últimos 60 anos, houve um grande fortalecimento de movimentos sociais constituídos por PCDs.Esses movimentos influenciaram o pensamento político de diversos países de tal forma que conquistaram um leque de compromissos por partes dos governos junto aos órgãos internacionais a fim de romper barreiras e possibilitar a essas pessoas o acesso à educação, saúde, emprego e cultura.

No paradigma atual, o decreto de número 5.296 de 2 de dezembro de 2004 em seu artigo 5 define deficiência física como:

- '(...) a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções; (...)'

Vale comentar que a definição acima tem o cuidado em retirar qualquer preconceito capaz de ligar deficiência física a uma alteração cognitiva, responsável por reduzir ou incapacitar a produção do indivíduo em espaços de ensino-aprendizagem. Para reforçar a legalidade da inclusão do deficiente nas instituições de ensino, temos a constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996. A primeira afirma da obrigação dos poderes públicos em oferecer acesso e permanência a educação para todos em seu artigo 206 e a segunda, em vários artigos, trata da inclusão de alunos portadores de necessidades específicas na rede regular de ensino. Diante disso, uma série de políticas públicas vêm sendo implementadas para realizar de fato a inclusão de PCDs no sistema educacional de forma humanizada e respeitosa quanto às especificidades individuais.

No contexto do ensino superior, boa parte dos cursos de graduação, na área de Ciências Exatas e da Terra, possuem em sua grade curricular disciplinas de laboratório integradas em seus planos de curso. No campus Duque de Caxias, as disciplinas de Física

da licenciatura em Química são compostas por aulas teóricas e experimentais que acontecem juntas, onde as práticas têm como objetivo fortalecer conteúdo conceitos científicos trabalhados em sala de aula, oferecendo subsídios para que o aluno seja capaz de aplicar o conhecimento adquirido na resolução de problemas presentes em seu cotidiano profissional (LUNETTA,1991). Em suma, essas disciplinas não conseguem, atualmente, atender às necessidade de um PCD com dificuldade de se manter de pé, fato que impacta diretamente na formação dessa aluno e em caso extremos leva-os a evasão. Sassaki (2009), fala que a remoção de barreiras arquitetônicas e atitudinais por parte das instituições de ensino está diretamente relacionado com a permanência de PCDs nessas instituições, sendo, na maioria das vezes, as atitudinais que mais afetam.

Um dos cursos integrantes nas grades da maioria das graduações da área de Ciências Exatas e da Terra é Física Geral I ou outras nomenclaturas, cujo conteúdo é mecânica. Um dos aparatos mais usados nessa disciplina é o trilho de ar, constituído de chapas metálicas de perfil reto formando uma cunha com pequenos buracos convenientemente espaçados. Este equipamento é composto por um gerador de fluxo de ar, o trilho de ar em forma de cunha, um carrinho que se encaixa no trilho, uma fita termossensível e uma fonte elétrica ligada no trilho para gerar centelhamento sob a fita enquanto o carrinho se desloca. O ar injetado é comprimido por dentro da cunha e sai através dos buracos, produzindo um colchão de ar que diminui drasticamente o atrito entre as chapas e o carrinho, fato que permite mover-se sobre o trilho quase com o anulamento da resistência ao movimento, fato que possibilita trabalhar conceitos de cinemática e dinâmica com maior facilidade de visualização.

Diante da necessidade de acesso para todos e de transpor barreiras atitudinais, o presente trabalho propõe algumas adaptações simples do aparato experimental trilho de ar para as aulas práticas de Física sobre Mecânica. Os equipamentos, comumente, são armados em bancadas de 1 metro de altura e, por isso mesmo, torna-se inacessível às mãos de uma pessoa com uma deficiência física que a obrigue manter-se sentada. Além de apontar as adaptações, é apresentado o resultado de um questionário feito com docentes da grande área em questão sobre as mudanças no aparato e sua possibilidade de aplicação em práticas experimentais. O objetivo é mostrar que a não realização do experimento por um aluno com mobilidade reduzida de membros inferiores está muito mais ligado a uma barreira atitudinal que arquitetônica.

## 2. Metodologia

Em algumas graduações como a Licenciatura em Química do Campus Duque de Caxias, o curso de mecânica básica, ainda, é constituído de aulas teóricas e práticas na mesma disciplina. Com o objetivo de dar acesso às PCDs nas práticas experimentais, precisamos restringir nossa discussão ao público alvo desse trabalho que são pessoas com alguma mobilidade reduzida nos membros inferiores, devido a quadros clínicos como comprometimento motor, amputamento, atrofias e problemas na coluna, mas tenham movimentos que os permitam operar o trilho de ar sem auxílios manuais. Segundo o Instituto Pedagógico Brasileiro 1) , ( se enquadram no perfil de estudo às seguintes patologias: monoplegia, hemiplegia, paraplegia, poliomielite, lesão medular, amputação, distrofia muscular, artrite, osteomielite e paralisia cerebral.

- O estudo tem como cenário o laboratório de Física do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, campus Duque de Caxias (IFRJ-CDuC).

Essa instituição oferta o curso de Licenciatura em Química na modalidade presencial, tendo tempo de duração de 8 à 15 semestres e o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) como única forma de ingresso.

Ao analisarmos a grade do curso de Licenciatura em Química, verifica-se que são ofertadas disciplinas de Física e, especificamente, no quarto período existe a disciplina de Física Geral I. Em algumas das aulas práticas previstas na ementa, os licenciandos fazem uso do trilho de ar para aquisição de dados experimentais.

O objetivo da adaptação para a configuração do trilho de ar sobre uma mesa é facilitar o acesso e manuseio do equipamento para alguém sentado em uma cadeira comum ou mesmo em uma cadeira de rodas. Na Figura 1 ilustra o trilho de ar em cima da bancada utilizada no laboratório de Física do IFRJ Campus Duque de Caxias que, além de alta, não é vazada, impedindo, totalmente, a aproximação de uma pessoa que precise ficar sentada em uma cadeira com altura média entre 50 cm e 60 cm.

Figura 1. Bancada onde se coloca o trilho de ar no Campus Duque de Caxias do IFRJ.

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Para investigação de resultados da adaptação, faz-se necessário que esta seja condizente com as situações vivenciadas pelos alunos. Dessa forma, utilizaremos uma pesquisa de cunho qualitativo, visando atender múltiplas realidades (MINAYO,1994). Para coletar os dados foi aplicado um questionário para os profissionais da área do ensino de Ciências Exatas. Essa ferramenta é definida como:

'A técnica de definição composta por um conjunto de questões que são submetidas a pessoas com propósito de obter informações sobre conhecimentos, crenças, sentimentos, valores, interesses, expectativas, aspirações, temores, comportamento presente ou passado etc' (GIL, 1999).

O questionário foi respondido por docentes de Física, Química e Matemática para abranger a maior diversidade de opiniões. O instrumento aplicado objetiva levantar dados referentes às experiências vivenciadas em sua formação acadêmica e sua trajetória profissional. Para visualização e avaliação da adaptação foi realizado um experimento sobre movimento retilíneo uniforme e alguns dos professores propuseram-se a sentar em uma cadeira de rodas para sentir a dinâmica do aparato experimental antes de responder. As perguntas e seus respectivos objetivos estão na Tabela 1.

Tabela 1. Perguntas feitas aos docentes avaliadores.

## 3.Resultados e considerações finais

Aulas práticas com maior autonomia para as PCDs significa adaptação do laboratório e quebra de barreiras atitudinais. Apesar do docente do Ensino Superior ter clareza sobre a existência da diversidade, esse discurso, muitas vezes, não significa assumir a posição de espectador passivo e tolerante a admitir que cada indivíduo tem direito de combinar experiências pessoais com a coletividade e o tratamento individualizado na sua prática docente leva a pensar na desconsideração do princípio ético da igualdade no ato de ensinar e avaliar. O docente desse universo não acredita nas possibilidades do deficiente de contribuir com sua individualidade na vida coletiva, afastando-se do trabalho de alterar uma realidade comum, responsabilizando o deficiente pelo seu insucesso e negando a necessidade de adaptações/diferenciais aos alunos deficientes, perspectiva indicante de uma forma de não aceitação dos mesmos, sem, muitas vezes, ter tal consciência (ZANONI; NOGUEIRA, 2014).

A proposta avaliada pelos docentes é que os experimentos do trilho de ar sejam feitos em cima de duas mesas para cadeirantes, como mostrado nas fotos à cima agrupadas na Figura 2. Essas mesas tem como características o fato de possuir ajuste regulável de altura, como também não ter qualquer impedimento na parte inferior, facilitando o acesso e manuseio do equipamento para o usuário sentado em uma cadeira comum ou mesmo em uma cadeira de rodas. As fotos dos professores testando o equipamento adaptados na mesma figura deixa claro a diferença no acesso para PCDs que se mantêm sentadas, uma configuração simples de baixo custo que dá autonomia a esse grupo de alunos. Entretanto, as mesas não tem um nivelamento perfeitamente na horizontal, o que foi resolvido ajustando os parafusos de regulagem, presentes no próprio trilho e usados para inclinação da cunha onde o carro se move.

Figura 2. Trilho de ar sobre as mesas de cadeirante (à cima) e os professores simulando a realização do experimento em cadeira de rodas (à baixo).

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As perguntas foram respondidas por 4 docentes de Química, 4 de Física e 2 de Matemática, totalizando um universo de 10 entrevistados. Nesse público investigado, no que se refere à resposta da segunda pergunta, 90% dos professores responderam que a configuração adaptada não atrapalharia no desenvolvimento das aulas. Um professor de Química não quis responder essa pergunta por não ter feito o experimento durante a sua graduação. Outro professor de Química também relatou não ter realizado essa aula durante a sua graduação, porém o mesmo propõe sentar-se em uma cadeira de rodas para simular a realização do experimento (Os professores que aparecem na Figura 2 simulando a realização do experimento autorizaram a divulgação de suas respectivas imagens) e, no final, fez a seguinte afirmação '(...) ao testá-la no laboratório vi que ela não atrapalharia o desenvolvimento' . Um fato interessante nestes dois relatos é a falta de parte experimental nas nossas graduações, lógico que estamos diante de um universo reduzido, mas retrata, algo não muito longe da realidade, que é valorizar mais a teoria que a prática, o que nos leva a seguinte reflexão: Um professor no Ensino Superior que não valoriza a experimentação dos alunos em geral, dificilmente vai valorizar a adaptação para um aluno com deficiência.

Ainda sobre a segunda pergunta, um professor de Matemática afirmou que '(...) a configuração adaptada não atrapalha o experimento, muito menos o desenvolvimento da aula. O resultado seria o mesmo da adaptada' . Quanto a altura da bancada um professor de Física fez o seguinte relato '(...) a mesa que reduz a altura do experimento deve estar perfeitamente alinhada na posição horizontal assim como a bancada para garantir a veracidade dos dados obtidos pelo aluno com necessidades especiais' . Esses relatos mostram não existe nenhum tipo de prejuízo para o aluno que realize o experimento nas condições propostas, diferentes das utilizadas tradicionalmente, e como já citado o problema da horizontalidade das mesas foi, facilmente, resolvido com o ajuste de inclinação através dos parafusos.

Na terceira pergunta 100% dos entrevistados utilizariam essa configuração do trilho de ar. Um professor de Matemática fez a seguinte observação: '(...) o aluno poderia fazer as observações necessárias, bem como poderia ele mesmo fazer o experimento (...)' . Diante

dessa fala fica evidenciado que ao oferecer um mecanismo que permita o aluno ter autonomia, ele passa a ser mais que um simples observador, participando ativamente da execução do experimento.

- É interessante uma fala do professor de Física na terceira pergunta: Utilizaria ' apenas se o aluno sinalizasse para mim que essa modificação é suficiente para atendê-lo(...)'. Nem sempre um aluno com deficiência vai sentir-se confortável em expor tal demanda diretamente para o professor, por isso cabe ao professor o papel de ficar atento às possíveis demandas que surjam durante sua aula, estando o professor pronto para propôr alternativas que se adequem às necessidades do seu aluno.

A quarta questão indagou dos docentes quanto a segurança do aluno que utilize o aparato durante a realização do experimento. Um professor de Matemática considerou a adaptação tão segura quanto quando o experimento é realizado na bancada, desde que seja observada a adaptação previamente. Tal cuidado faz todo sentido, uma vez que mesmo possuindo quadros clínicos semelhantes, cada indivíduo possui características específicas e isso pode influenciar na aplicação do experimento. Todos os professores de Química consideraram a configuração segura.

Apenas um professor de Física considerou que adaptação não é segura, por se tratar de uma mesa regulável na altura e na inclinação, logo ele conclui que: '(...) existem parafusos laterais nela, que mudam sua inclinação, que se não tiverem manutenção adequada podem permitir que todo o aparato caia no chão ou pior no aluno com necessidades (...)'. Ele (professor) finaliza com a seguinte sugestão '(...) Sugiro que a mesa em questão a ser utilizada seja fixa e não móvel'. Já para outro professor de Física a configuração é segura, porém faz-se necessário buscar mesas ou suportes que não apresentem instabilidade quanto ao piso, mas nosso ideia é adaptar com o que tínhamos a disposição e ter possibilidade de variar a altura. De qualquer forma, consideramos a observação dos parafusos da mesa pertinente e devem ser bem apertados antes do aluno utilizar, mas o aparato ficou em amostra 15 dias e não tivemos queda no trilho nem voltamos a apertar os parafusos.

Diante do todo exposto, concluímos que romper barreiras tem sido uma tônica na vida das PCDs, que em seu dia a dia se deparam com inúmeras situações desfavoráveis, mas que algumas vezes podem ser superadas de maneira bem simples. Vale ressaltar que não estamos colocando a responsabilidade de resolver na mão do professor que, muitas vezes, não teve a formação necessária para lidar com tal situação. Ao nosso ver, algumas situações podem ser ultrapassadas desde que haja uma relação de respeito e confiança entre professor e aluno, por isso apresentamos uma solução simples. Entretanto, esta pode não ser feita por barreiras atitudinais ainda muito presentes na academia, que impedem o professor a criar condições para melhor ensinar e aprender com o aluno.

## Referências

\_\_\_\_\_\_. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Brasília, 1996. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/leis/L9394.htm&gt;. Acesso em: 02/02/2018.

\_\_\_\_\_\_. Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012. Brasília, 2012. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm&gt;. Acesso em: 02/02/2018.

- \_\_\_\_\_\_. Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Brasília, 2004. Disponível em: &lt;http://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/\_ato2004-2006/2004/decreto/d5296.htm&gt;. Acesso em: 02/02/2018.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil . Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

- GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social . 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. Cap XII.

GOMES, R. Capítulo IV - 3. A análise de conteúdos. In: MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria método e criatividade. 17ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. 80 p.

- (1) INSTITUTO PEDAGOGICO BRASILEIRO. Atendimento educacional especializado para deficiência física e mobilidade reduzida. Disponível em:&lt;http://institutoipb.com.br/content/upload/material/2b6d65b9a9445c4271ab9076ead5605a.pdf&gt; Acessado em: 02/02/2018

LUNETTA, V. N. Actividades práticas no ensino da Ciência. Revista Portuguesa de Educação , v. 2, n. 1, p. 81-90, 1991

Organização Mundial da Saúde para a Família das Classificações Internacionais. Coordenação da tradução Cássia Maria Buchalla . São Paulo: EDUSP, 2003.

SASSAKI, R. K. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional de Reabilitação (Reação) , São Paulo, Ano XII, mar./abr. 2009, p. 10-16.

SILVA, O.M. A Epopéia Ignorada: a pessoa deficiente na história do mundo de ontem e de hoje. São Paulo: Ed. Cedas , 1986. 470p.

ZANONI, L. F. ; NOGUEIRA, E. J. . Inclusão das Pessoas com Deficiência no Ensino Superior: a realidade de Sorocaba pelo olhar dos docentes. In: Seminário Internacional de Educação Superior

- Formação e Conhecimento, 2014, Sorocaba. Seminário Internacional de Educação Superior -

- Formação e Conhecimento, 2014.

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