VIDEOGRAVAÇÃO NA PESQUISA EM FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA: O SOFTWARE DE ANÁLISE ELAN
Célio Da Paz Farroco, Glauco S F Da Silva
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVII
- Ano
- 2018
- Data
- 28/08/2018
- Linha de pesquisa
- Po-2 Formação De Professores
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## VIDEOGRAVAÇÃO NA PESQUISA EM FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FÍSICA: O SOFTWARE DE ANÁLISE ELAN
## USING VIDEO IN PHYSICS TEACHER EDUCATION RESEARCH: THE ELAN ANALYSIS SOFTWARE
Célio da Paz Farroco¹ , Glauco S. F. da Silva ²
- 1 Núcleo de Pesquisa e Atividades em Ensino de Física (NAPEF)/ PIBIC-CEFET/RJ -Campus Petrópolis, celiofarroco@gmail.com
## Resumo
A videogravação sempre esteve presente na pesquisa em ensino de física, abordando inúmeros temas, desde registros de experimentos, até filmagens de aulas para análise futura. Percebe-se, no entanto, um crescimento do uso desse instrumento, em parte, devido ao avanço da tecnologia, aliada a facilidade de acesso a ferramentas como câmeras e computadores. Assim, este trabalho tem como objetivo de discutir a videogravação e a videoanálise como técnicas de pesquisa na formação de professores. Em seguida, apresentaremos as possibilidades de vídeoanálise a partir de softwares de tratamento de dados qualitativos, neste caso vamos apresentar mais especificamente o EUDICO Linguistic Annotator (ELAN) que é um software voltado para análise de vídeo e imagens. Neste trabalho buscamos apresentar o funcionamento e discutir as suas vantagens e desvantagens, a partir de trabalhos realizados em nosso grupo de pesquisa.
Palavras-chave: Videogravação; Videoanálise; Ensino de Física; ELAN;
## Abstract
Using video record has always been present in research in physics teaching, addressing topics, experience records, and filming lessons for future analysis. However, the growth of the use of an instrument, in part, due to the advancement of technology, the ease of access to tools such as cameras and computers. Thus, this work aims to discuss a video recording and a videoanalysis as the research techniques in teacher training. Then, we will present as video analysis possibilities from qualitative data processing software, in this case we will present more specifically the EUDICO Linguistic Scorer (ELAN), which is a software focused on video and image analysis. In this work we seek to present performance and performance as its advantages and disadvantages, based on the work carried out in our research group.
Keywords: Videography; Videoanalysis; Physics Teaching; ELAN;
## Introdução
Entre as novas ferramentas na pesquisa uma que se destaca bastante é a videogravação. Apesar de já ser uma metodologia consolidada e utilizada a algumas décadas, apenas recentemente a videogravação e a videoanálise vêm se difundindo cada vez mais em inúmeros ambientes de pesquisa. Seja pela sua alta gama de possibilidade de implementação, ou pela facilidade de acesso às ferramentas de gravação, a videogravação está cada vez mais presente no cotidiano do pesquisador, sobre tudo do pesquisador em ensino de física.
Nesse sentido, Giordan (2006), afirma que o uso de "equipamentos de registro de áudio e vídeo pelos pesquisadores alterou a forma como se realiza pesquisa em sala de aula" (p.214). Além da precisão e qualidade do registro, o uso desses recursos tecnológicos possibilita o melhor armazenamento dos dados coletados bem como o compartilhamento com outros grupos de pesquisa. Além disso, uma das vantagens do registro em vídeo é o "engajamento prolongado do pesquisador sobre os dados, que pode revistar o cenário de investigação [sala de aula] diversas vezes e coligir as observações extraídas do meio audiovisual com outros registros obtidos na situação de investigação" (ibid, p.215).
Em nosso trabalho anterior, Farroco e Silva (2017), realizamos um estudo do tipo revisão bibliográfica em diversos periódicos brasileiros sobre as diferentes formas do uso da videoanálise e videogravação na pesquisa e no próprio ensino de física. Os dados foram organizados e catalogados em quatro categorias: (A) Uso de vídeos com fins experimentais; (B) uso de vídeos como ferramenta didática; (C) uso de vídeos como ferramenta de análise e reflexão; (D) vídeos como ferramenta secundária. Especificamente, nossos resultados indicam um crescimento significativo na categoria (C), na qual incluímos todos os trabalhos que citam o uso da videogravação para se fazer algum tipo de análise no âmbito do meio escolar, incluindo a relação professor/aluno, seus papéis e todos os trabalhos que visam utilizar a videogravação para a análise e/ou autoanálise do trabalho docente.
Dessa forma, apresentamos este trabalho, que é parte de um projeto em andamento, com objetivo de discutir a videogravação e a videoanálise como técnicas de pesquisa na formação de professores. Em seguida, vamos abordar um software de análise de dados em vídeo e imagens, o EUDICO Linguistic Annotator (ELAN), como um exemplo da análise da prática da codocência no estágio supervisionado.
## Videogravação e videoanálise na pesquisa
Embora o uso da videogravação como coleta de dados parece uma metodologia em parte não problemática, a análise de dados de vídeo é mais dividida (KNOBLAUCH, 2012). Existem diversas formas de se trabalhar com os dados obtidos a partir da videogravação e, dependendo do objetivo da pesquisa, mais de uma forma de análise pode ser feita com a mesma coleção de dados.
Assim, de forma geral, a videogravação e a videoanálise, enquanto procedimentos metodológicos das pesquisas nas ciências sociais aplicadas, nas quais as pesquisas em ensino de física estão incluídas (DELIZOICOV, 2004), fornecem informações mais detalhadas das dinâmicas das ações dos sujeitos envolvidos no processo de investigação. Por exemplo, Meira (1994) já afirmava que a "videografia, ou registro em vídeo de atividades humanas, apresenta-se como uma
ferramenta ímpar para a investigação microgenética de processos psicológicos complexos, ao registrar a densidade de ações comunicativas e gestuais" (p. 61). Porém, por outro lado, Schubert (2012) afirma que "a videografia como um método é ainda recente e não tem regras fixas de como filmar e analisar situações da vida real. Como forma de observação, a videografia tem seu ancestral na tradição da pesquisa etnográfica, mas as gravações em vídeo são necessariamente diferentes em escopo e foco das observações feitas a olho nu" (p. 115).
De acordo com o nosso estudo anterior (FARROCO e SILVA, 2017), percebe-se o aumento de trabalhos em ensino de física que fazem uso das videogravações para investigar os eventos e situações ocorridas em sala de aula. A principal crítica, ao seu uso nessas condições é a interferência que a câmera pode causar durante a aula. No entanto, Carvalho (2006) discute essa questão da interferência e afirma que 'na prática a interferência é mínima, principalmente quando filmamos uma boa aula, na qual os alunos estão envolvidos intelectualmente pelo novo conhecimento que o professor está trazendo' (p.31). Além desse aspecto, há que se considerar que atualmente as câmeras estão bem menores do que antigamente, causando uma menor interferência. Por exemplo, Silva et al (2012) relata em seu trabalho de pesquisa o uso de câmeras portáteis que são do tamanho de um telefone celular. Da mesma forma, o vídeo que vamos utilizar neste trabalho para discutir o uso do ELAN foi gravado com uma filmadora desse mesmo porte.
A videogravação e videoanálise usada como uma ferramenta para coleta de dados em sala de aula é abordada ainda por outros autores, Dornfeld e Puntambekar (2016) utilizam a videogravação para analisar grupos de alunos e identificar como se dá a troca de informações entre eles enquanto Barth-Cohen e Wittmann (2016) fazem uso da videogravação para expandir a teoria do aprendizado para grupos de estudantes, analisando o aprendizado desses alunos em aulas de ciências. Liu et al (2016) e Malkiewich et al (2016) apresentam trabalhos semelhantes em que abordam a videogravação como uma ferramenta metodológica para filmagem de acontecimentos em sala de aula, os quais futuramente são analisados segundo seus próprios critérios.
Outra abordagem comum da videogravação na pesquisa pode ser caracterizada pela filmagem de reuniões, grupos de discussão e afins, com o intuito de obter dados precisos, que muitas vezes acabam não sendo percebidos ou anotados em um simples relatório ou ata. Tay et al (2016) apresentam uma abordagem interessante para a videogravação, na medida em que a utilizam como principal fonte de dados, tanto para a filmagem das reuniões, quanto para a gravação de aulas, neste aspecto a videogravação se torna um poderoso instrumento para a pesquisa.
Existem outras inúmeras possibilidades para utilização da videogravação, porém alguns aspectos devem ser considerados antes de se optar por tal metodologia. Derry et al (2010) apresenta um guia para a pesquisa com videogravação, definindo os principais aspectos do trabalho com tal metodologia, são elas:
- Seleção : Onde é abordado os pontos importantes a serem considerados ao se selecionar vídeos ou trechos para uma determinada pesquisa, assim como a definição de critérios;
- Análise : Onde os autores explicam as etapas da análise, como a definição de uma metodologia de análise adequada;
- Tecnologia : Aqui são dados exemplos de técnicas para se trabalhar com videogravação, como o uso de câmeras e microfones específicos, organização destes equipamentos no ambiente de gravação, etc;
- Ética : Por fim são abordados os aspectos éticos do trabalho com videogravação, como a importância do comitê de ética na pesquisa com pessoas;
Brophy (2004) organiza um livro com trabalhos sobre o uso de vídeos na formação docente. O autor diz que de forma geral, os pesquisadores e formadores de professores logo perceberam o potencial das tecnologias de videogravação para intensificar os seus trabalhos juntos às licenciaturas ou programas de formação continuada e desenvolvimento profissional. Da mesma forma, Brophy (2004) defende que o uso da videogravação e videoanálise tem imenso potencial na iniciação à docência, uma vez que essa técnica pode orientar os licenciandos para a riqueza e complexidade de um processo de ensino ao proporcionar uma análise bem detalhada dos vídeos, nos quais estejam suas próprias aulas, ou de professores mais experientes.
- O autor apresenta outras duas características do uso da videogravação na formação e prática docente: (i) o uso de vídeos apresenta-se de forma eficiente no tempo e no gasto financeiro na medida que é mais simples de usar, editar e utilizar em diferentes disciplinas; (ii) o uso de vídeos combina bem com a perspectiva de um aprendizado baseado em casos reais, podendo estabelecer uma melhor relação teoria e prática. O Video Mosaic Collaborative 1 (VMC) é um exemplo do uso da videogravação para formação de professores, na medida em que é um tipo de banco de dados com vídeos de aulas gravadas em situações concretas de ensino e aprendizado, os quais professores e pesquisadores podem usá-las em aulas como as de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado.
Alguns dos nossos trabalhos buscam incorporar o uso da videogravação e videoanálise como metodologia de ensino e de pesquisa em disciplinas de estágio supervisionado de nosso curso de licenciatura em física. Por exemplo, Correa e Silva (2014) relatam uma experiência com a videogravação de uma aula de física de dois estagiários em regime de codocência, isto é, ministraram uma aula em dupla sob a supervisão do professor da escola. O vídeo da aula foi usado como instrumento de reflexão para os estagiários, que perceberam, por exemplo, a maneira como um aprendeu formas de explicar o conteúdo. O trabalho de Silva e Correa (2017) apresenta o uso da videoanálise como uma forma de proporcionar a reflexão dos estagiários.
Porém, nesse caso, as aulas analisadas foram em regime de codocência com o supervisor, professor da escola. Os estagiários percebem e ressaltam o papel do supervisor na condução da aula. Essa prática vem sendo utilizada nas disciplinas de estágio supervisionado (SILVA e MATTOS, 2016), de tal forma que os vídeos possibilitam os 'estagiários observar retrospectivamente o seu trabalho e o do outro (supervisor) (...). Os vídeos não apenas serviram como desencadeadores da reflexão como proporcionaram aos estagiários a experiência de atuar como pesquisadores da própria prática' (SILVA e CORREA, 2017, p. 1931).
## EUDICO Linguistic Annotator (ELAN)
Apresentamos nesta seção o software de análise de dados e vídeos que estamos utilizando em nossos trabalhos de pesquisa atuais, o EUDICO Language Annatador (ELAN) . O EUDICO Linguistic Annotator (EAT) foi desenvolvido pelo Max 2 Planck Institute for Psycholinguistics in Nijmegen em 2000, e apenas em 2002 foi renomeado para ELAN, desde então são lançados anualmente pelo menos duas novas versões do software, buscando corrigir problemas e implementar novas ferramentas.
- O ELAN é um software profissional para criação de anotações complexas nas fontes dos vídeos e áudios, e tem uma grande variedade de instrumentos que possibilitam o pesquisador adicionar um número ilimitado de anotações, com até quatro vídeos abertos simultaneamente. Souza & Gediel (2015) afirmam que "embora, tenha sido criado para a análise de línguas e de línguas de sinais, ele [ELAN] pode ser utilizado por qualquer um que trabalhe com corpora de mídia, ou seja vídeos/áudio " (p.114).
Trata-se de uma ferramenta de anotação gratuita que permite criar, editar, visualizar e pesquisar anotações para dados de vídeo e áudio. Foi desenvolvido com o objetivo de fornecer uma base tecnológica sólida para a anotação e exploração de gravações multimídia. O software é projetado especificamente para a análise de linguagem, linguagem corporal e gestual, mas pode ser usado por todos que trabalham com dados de vídeo e/ou áudio, para fins de anotação, análise e documentação.
Este software apresenta um layout (Figura 1) bem simples e fácil de trabalhar, no qual podemos ao mesmo tempo criar várias anotações de tipos diferentes. Enquanto assistimos ao vídeo em questão, ele apresenta uma grande precisão, permitindo anotações em tempos bem precisos.
Dentre diversas outras funções que o ELAN possibilita, decidimos por utilizálo em nossa pesquisa voltada para o estágio supervisionado, o utilizamos para fazer transcrições de aulas filmadas e a partir dessas transcrições (Figura 2) fomos capazes de fazer nossa análise.
Figura 1 - Layout do software ELAN.
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- O processo de transcrição utilizando o ELAN se dá em três passos principais:
- Definir types e tiers : É preciso definir types , os tipos de anotações que serão inseridas, por exemplo, 'Fala' para fazer transcrições das falas de pessoas envolvidas na videogravação, ou 'Movimentação' para descrever como as pessoas se locomovem na gravação, os tipos são livres e definidos pelo anotador de acordo com o que se quer transcrever de forma a facilitar a análise. Os 'tiers' ou camadas são outro aspecto definido antes de se começar as anotações, eles ficam dentro dos tipos e são eles que vão ser associados às anotações, por exemplo, dentro do tipo 'Fala' pode-se inserir várias camadas para representar a fala de cada participante da videogravação, evitando que as falas se sobreponham, criando assim uma espécie de caixa de texto individual, onde serão colocadas as falas de cada indivíduo. Exemplo: Professor, Estagiário, Aluno, etc.
- Selecionar intervalos de tempo : Aqui são definidos os intervalos de tempo onde serão inseridas as anotações, cada intervalo de tempo será específico para uma anotação e será organizado de acordo com a camada que foi selecionada. Os intervalos podem ser criando selecionando-se uma parte do vídeo na caixa de reprodução, ou simplesmente utilizando uma tecla de comando no início e no fim do intervalo.
- Iniciando anotações : As anotações são feitas nos intervalos de tempo definidos, como cada camada é independente das demais é possível criar anotações sobrepostas, de fatores acontecendo simultaneamente, por exemplo, o anotador pode utilizar uma camada para transcrever a fala de uma pessoa e, em outra camada, descrever a movimentação dela, de forma que, mesmo sendo anotações acontecendo simultaneamente, um tipo de anotação não se misture com o outro, permitindo assim uma fácil localização de um evento específico.
Figura 2 - Exemplo de transcrição feita no ELAN.
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## Considerações finais
Este trabalho não contém nenhum resultado empírico, entretanto serve para apontar a videogravação como uma metodologia de pesquisa em crescimento, estando cada vez mais presente na pesquisa em ensino de ciências e no trabalho acadêmico.
Outro aspecto reside na utilidade do ELAN como uma ferramenta metodológica para a realização da pesquisa em ensino, ele acaba sendo uma ferramenta que auxilia na transcrição e principalmente na organização dessas transcrições. Vale a pena ressaltar que apesar da facilidade que o ELAN proporciona, ainda é necessário que o pesquisador faça as transcrições manualmente, enquanto o ELAN apenas as organiza. Desta forma o trabalho com a videoanálise ainda toma muito tempo do pesquisador, existem outros softwares mais avançados no mercado, que acabam facilitando ainda mais este processo, entretanto o fato de o ELAN ser um software gratuito o torna mais viável.
## Referências
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Brophy, J. Using video in teacher education . Advances Research on Teaching, v.10, 2004
CARVALHO, A. M. P. Uma metodologia de pesquisa para estudar os processos de ensino e aprendizagem em salas de aula. In: SANTOS, F. M. T.; GRECA, I (orgs). A pesquisa em ensino de ciências no Brasil e suas metodologias . Ijuí-RS: Unijuí, 2006. p. 13-48
CORREA, M. & SILVA, G. S. F. A perspectiva da codocência na prática de ensino de física e no estágio supervisionado. In: IV Congresso Internacional sobre Professorado Principiante e Inserção Profissional à Docência, 2014. Curitiba-PR. Atas Congreprinci, 2014, v4, p. 1-10, 2014.
DELIZOICOV, D. A pesquisa em Ensino de Ciências como Ciências Humanas Aplicadas. Caderno Brasileiro de Ensino de Física , v,21, n.2, p.145-175, 2004.
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GIORDAN, M. Algumas questões técnicas e metodológicas sobre o registro da ação na sala de aula: captação e armazenamento digitais. In: SANTOS, F. M. T.; GRECA, I (orgs). A pesquisa em ensino de ciências no Brasil e suas metodologias . IjuíRS: Unijuí, 2006. p. 213-237.
LIU, X. Understanding Middle School Teachers' Processing of Student-Generated Resources in Science Classrooms. In: 12th International Conference of the Learning Sciences , Singapore, 2016.
MALKIEWICH, L. J. et al. No Lives Left: How Common Game Features Can Undermine Persistence, Challenge-Seeking, and Learning to Program. In: 12th International Conference of the Learning Sciences , Singapore, 2016.
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SOUZA, I. L. & GEDIEL, A. L. Desafios do campo antropológico: o uso do ELAN e da teoria do embodiment na etnografia. Iluminuras , v. 16, n. 39, p. 104-120, jan./ago. 2015.
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