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A AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO SUBSÍDIO DE REFLEXÃO DA PRÓPRIA PRÁTICA DE UMA PROFESSORA REGENTE

Gabriela Selingardi, Marcos Vinícius Marcondes Menezes

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XVI
Ano
2016
Data
04/09/2016
Linha de pesquisa
Ensino / Aprendizagem/Avaliação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A AVALIAÇÃO FORMATIVA COMO SUBSÍDIO DE REFLEXÃO DA PRÓPRIA PRÁTICA DE UMA PROFESSORA REGENTE

## THE FORMATIVE ASSESSMENT AS SUBSIDY OF REFLECTION OF TEACHER REGENT'S OWN PRACTICE

Gabriela Selingardi , Marcos Vinícius Marcondes Menezes 1 2

1 Mestranda em Educação para Ciência e a Matemática, Universidade Estadual de Maringá - UEM, câmpus de Maringá- PR. gabiselingardi@hotmail.com.

²Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Educação para e Ciência, Universidade Estadual Paulista 'Júlio de Mesquita Filho' - UNESP, câmpus de Bauru-SP.

marcosmenezes@professor.sp.gov.br

## Resumo

A convivência e frustrações com as práticas avaliativas dos meus professores, do ensino médio e da graduação, baseadas em provas escritas e realizadas somente ao desenvolvimento final do conteúdo, despertou o interesse em investigar outras formas de usar a avaliação como recurso no processo de ensino que repercutisse na melhoria da aprendizagem do aluno, oferecendo ao professor e ao aluno oportunidades e subsídios para superar as dificuldades de aprendizagem observadas durante o desenvolvimento das aulas. A presente pesquisa tem como 1 foco analisar a minha prática como professora regente em uma Escola Pública; em que tentei me apropriar da avaliação formativa como subsídio teórico para refletir sobre minha prática. Usamos neste trabalho, como aporte teórico, alguns pesquisadores como: Jussara Hoffmann, Paul Black e Dylan Wiliam, os quais debruçam sobre a temática da avaliação; e outros pesquisadores como Selma Garrido Pimenta e Donald A. Schön, que tratam sobre a atuação dos professores. A constituição de dados foi realizada por meio das narrativas confeccionadas pela própria professora regente, durante a disciplina de Estágio Supervisionado II. Por meio dessas narrativas, procuramos encontrar elementos que responda a problemática central da pesquisa, a saber: Como as ações pedagógicas de uma professora regente, contribuíram para se aproximar ou distanciar da perspectiva da avaliação formativa? Quais foram as contribuições para reflexão da própria prática? Por meio da pesquisa, compreendemos a importância da avaliação formativa no processo contínuo de ensino e aprendizagem. No entanto, apreendemos na análise algumas complexidades encontradas pela professora regente, o que resultou em poucos momentos de aproximação da prática em uma perspectiva de avaliação formativa.

Palavras-chave : Avaliação Formativa, Professor Reflexivo, Prática Docente.

## Abstract

Coexistence and frustration with the assessment practices of my teachers, high school and graduation based on written evidence and carried out only at the end content development, sparked interest in investigating other ways to use the assessment as a resource in the educational process repercussions on the improvement of student learning, providing the teacher and the student opportunities and subsidies to overcome learning difficulties observed during the development of the classes. This research focuses on analyzing my practice as a teacher in a public school regent; I tried appropriating me of formative assessment as a theoretical benefit to reflect on my practice. We use this work as theoretical support, some researchers as Jussara Hoffmann, Paul Black and Dylan Wiliam which look out over the evaluation of the subject; and other researchers as Selma Garrido Pimenta and Donald A. Schön, dealing on the work of teachers. The constitution of data was carried through narratives made by the regent teacher during the course of Supervised II. Through these stories, we try to find elements to answer the central question of research, namely: How the pedagogical actions of a conductor professor, contributed to approach or distance themselves from the perspective of formative assessment? What were the contributions of the practice reflection? Through research, we understand the importance of formative assessment in the ongoing process of teaching and learning. However, the analysis apprehend some complexities encountered by the regent teacher, which resulted in a few moments of practice approach in a formative evaluation perspective.

Keywords : formative assessment, Reflective teacher, Teaching practice.

## Introdução

Ao ministrar suas aulas, o professor se depara com dificuldades, problemas e desafios de várias naturezas. Entre eles podemos citar a indisciplina escolar, as dificuldades de aprendizagem, a gestão do tempo e do currículo, a prática avaliativa e tantos outros. Como e qual recurso o professor irá fazer uso para tentar superar esses obstáculos, bem como o grau de autonomia para o enfrentamento dessas situações, é o que faz a diferença. Quando o professor está em sala de aula, ou fora dela, ele pode refletir sobre ou durante suas aulas. Ao refletir, ele tem a possibilidade de analisar a sua prática à luz das teorias pedagógicas e da pesquisa em educação, com a finalidade de melhorar sua forma de ensinar e compreender melhor o processo de aprendizagem de seus alunos, preocupando-se em atender à necessidade de cada um deles.

Para Schön (2000, p. 32), a análise da própria prática caracteriza-se por três instâncias de reflexão, sendo: 'reflexão na ação, reflexão sobre a ação e reflexão sobre a reflexão na ação'. No decorrer das ações, pode-se refletir sem interromper o planejamento, sendo que essas reflexões proporcionam subsídios para o professor aplicar um novo método em sala de aula durante a ação, diante desta situação temse a reflexão na ação (SHÖN, 2000). A reflexão na ação possibilita esse diálogo com a situação problemática, portanto '[...] o que distingue a reflexão na ação das outras reflexões é a imediata significação para a ação'. (SCHÖN, 2000, p. 34). Ainda, segundo Schön (2000), a reflexão sobre a ação acontece quando o professor

reformula mentalmente a ação para analisar retrospectivamente esse processo de olhar sobre a ação. Ela auxilia o professor a perceber o que aconteceu durante sua prática e como os inesperados acontecimentos foram resolvidos. E, por fim, a reflexão sobre a reflexão na ação leva o professor a aperfeiçoar novos raciocínios, novas formas de compreender e agir sobre os problemas. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento do conhecimento profissional do professor, permitindo que ele reflita sobre as ações passadas e projetando um futuro com novas práticas. Esses três conceitos de reflexão não ocorrem de forma isolada, mas se complementam.

Um dos aspectos que permeiam a prática do professor reflexivo e que é o interesse do nosso estudo é a avaliação escolar. Acreditamos que a avaliação é uma das dificuldades que o professor enfrenta em sala de aula. Neste interim, compreendemos que a postura do professor reflexivo pode ajudar o docente a melhorar sua prática avaliativa. A partir da avaliação o professor poderá manter-se nesse processo de reflexão sobre sua prática , pois 'a avaliação é a reflexão transformada em ação. Ação, essa, que nos impulsiona a novas reflexões'. (HOFFMANN, 2013, p.24). Muitos professores acreditam que avaliar significa apenas aplicar provas, testes, dar uma nota e classificar os alunos como aprovados ou reprovados. Sobre isso, Hoffmann (2013) comentou que a nota é entregue aos alunos sem nenhuma interpretação do significado dela. Esse medo e angústia dos alunos são provocados pela preocupação em tirar uma nota boa e ser aprovado na matéria. Professores e alunos consideram a avaliação como uma medida do que o aluno aprendeu ou deixou de aprender, pensamento esse que se encontra enraizado na mente de muitos professores e alunos.

Diante dessas situações desagradáveis, encontradas sobre a avaliação, paramos para analisar: será que só existe uma maneira de avaliar os alunos? Então, procuramos na literatura que tipos de avaliação os professores podem usar em sala de aula, dentre elas, citaremos: avaliação diagnóstica, avaliação somativa e avaliação formativa.

No primeiro caso temos a avaliação diagnóstica, o qual ocorre no início de uma atividade, para que o professor possa conhecer o nível de aprendizagem de seus alunos. Aplicamos a avaliação somativa, geralmente, no final de cada período de aprendizagem, com o objetivo de medir o conhecimento adquirido pelo educando. Percebemos, contudo, que a avaliação somativa é a que normalmente acontece nas escolas, pois é realizada ao final de cada conteúdo, apenas para verificar se os alunos aprenderam e se eles estão aptos para prosseguir seus estudos. Por fim, temos a avaliação formativa que, segundo Black e Wiliam (2009), é realizada com o propósito de informar o professor e o aluno sobre o resultado da aprendizagem, durante o desenvolvimento das atividades, que é feita de maneira contínua em sala de aula, ou seja, a partir do feedback dado pelos alunos ao professor, ele terá a oportunidade de reorganizar o seu trabalho.

A avaliação formativa '[...] valoriza o aluno e sua aprendizagem e o torne parceiro de todo o processo conduz a inclusão, e não a exclusão' (VILLAS BOAS, 2006, p. 77), está a favor da aprendizagem dos alunos, investigando os erros e dificuldades encontradas, ajudando-os realmente a aprender. Nessa perspectiva, a avaliação se torna de caráter formativo, sendo assim o professor terá suporte para refletir sobre sua prática, a fim de adaptá-la à necessidade de cada aluno.

Entretanto, a avaliação formativa exige dos professores uma reflexão a respeito dos seus conhecimentos teóricos, compreendendo as possibilidades de inovação sobre a avaliação escolar. Por esse motivo, teoria e prática precisam ser bases nesse processo, e a reflexão deve ser contínua no processo avaliativo. É interessante comentar que a avaliação formativa representa referencial importante para o estudo e a prática do professor, constituindo-se arsenal teórico que possibilita focalizar melhor o aluno, pois essa forma de avaliar observa cada momento vivido pelo aluno, já que cada indivíduo possui um ritmo de aprendizagem. Vale destacar que, para esse método de avaliação formativa, o professor terá que repensar/refletir em suas práticas e adequá-las à dificuldade de cada aluno. Os 'professores necessitam saber a respeito do progresso de seus alunos e das dificuldades de aprendizagem que eles possuem, de modo a poder adaptar seu trabalho às necessidades deles' (BLACK; WILIAM 2002, p. 2).

Percebemos a importância da avaliação formativa para a prática do professor, pois, a partir da avaliação, o professor terá suportes para refletir sobre sua prática (processo de teorização) e buscar teorias para compreender melhor o seu comportamento e, depois, planejar as próximas aulas para voltar para a sala de aula e confrontar sua teoria com a prática, sendo assim a avaliação formativa engloba a prática e reflexão do professor.

Desta forma, o problema central da pesquisa é: Como as ações pedagógicas de uma professora regente, contribuíram para se aproximar ou distanciar da perspectiva da avaliação formativa? Quais foram as contribuições para reflexão da própria prática?

## Metodologia

Este estudo foi desenvolvido durante as aulas de regência com o Primeiro Ano do Ensino Médio de uma escola pública, localizada no município de Ilha Solteira-SP. Esta pesquisa esteve ligada com a disciplina de Estágio Supervisionado II, ministrada no curso de Licenciatura em Física na Faculdade de Engenharia Júlio de Mesquita Filho, Campus de Ilha Solteira, na qual consistiu em cumprir 40horas/aula de regência em sala, no período de abril a outubro do ano de 2014. Os conteúdos trabalhados durante esse período de regência tiveram como base a proposta curricular do estado de São Paulo a saber: Velocidade Média, Movimento Retilíneo Uniforme, Movimento Uniformemente Variado, Queda Livre, Leis de Newton. Juntamente com esses conteúdos foram desenvolvidos exercícios, atividades experimentais, atividades em grupos, provas e seminários.

É importante esclarecer que os registros das aulas foram realizados utilizandose a perspectiva das narrativas autobiográficas. Assim, ao final de cada aula, a professora regente redigia uma narrativa que era, em seguida, enviada e discutidas com os orientadores, sendo a orientadora Profa. Dra. Adriana Bortoletto, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e o co-orientador Marcos Vinicius Marcondes Menezes, doutorando do programa de pós-graduação em educação para ciências da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, desta forma constituindo-se em dados da pesquisa. De acordo com Freitas e Galvão (2007), a professora refletirá sobre suas ações, a partir das narrativas, dispondo de subsídios para um futuro com práticas inovadoras.

Os dados constituídos por meio das narrativas foram analisados a partir da proposta de Análise de Conteúdo, de Laurence Bardin (2011), o qual é um instrumento de análise interpretativa. Nessa perspectiva, foram feitos recortes nas narrativas, separadas por unidades de análises e analisadas, ao término da análise dos dados, os resultados obtidos foram analisados sob a luz do o referencial do professor reflexivo e com a avaliação formativa, buscando entender elementos que respondam à problemática da pesquisa.

Para esta pesquisa, foram analisadas todas as narrativas, porém só foram apresentadas aquelas narrativas em que se encontraram indícios que contribuíssem para responder à questão de pesquisa. Sendo assim, apresentamos as análises de 24horas/aula, ou seja, 12 narrativas.

## Resultados e Discussão

No Quadro 1, observamos cada dimensão juntamente com as categorias. As categorias foram criadas com base da leitura do referencial teórico.

Quadro 1: Esquema das dimensões com suas respectivas categorias

Após a elaboração do Quadro 1, foi analisada cada categoria, por meio das unidades de análise (UA) . Logo, realizamos recortes das narrativas da professora2 regente e inserimos em um quadro dentro de cada categoria estabelecida. Em cada quadro discutimos todas as unidades de análises escolhidas e, por fim, uma breve conclusão de cada categoria. Todas as discussões foram baseadas nos referenciais teóricos que fazem parte do estudo. No Quadro 2 está exposto um exemplo de como foi realizado as discussões das categorias.

Quadro 2: Unidade de análise - Reflexões da professora sobre como elaborar a nota

A unidade de análise 19.2 mostra a reflexão da professora após sua ação. Nesse momento, ela consegue refletir sobre tudo o que aconteceu em suas aulas, conseguindo, assim, fazer uma boa leitura do ocorrido, ou seja, identificando que não deveria avaliar os alunos por meio dos seus comportamentos, pois eles ficaram mais preocupados com isso do que com a própria aprendizagem em sala de aula.

Neste artigo iremos apresentar uma breve discussão das categorias apresentadas no Quadro 1.

## Análise geral das categorias

É importante observar que, do ponto de vista da avaliação com finalidade formativa, uma característica almejada é o diálogo em sala de aula, pois, por meio dele, é possível perceber as dificuldades e a evolução dos alunos. A análise da categoria: Alunos resistentes, revela o primeiro obstáculo que a professora teve que enfrentar, a criação de um ambiente que proporcionasse e fortalecesse o diálogo com os alunos. Essas análises possibilitam inferir que quando não ocorre o diálogo em sala de aula, o processo de ensino e aprendizagem torna-se algo mais dificultoso, considerando-se que é a partir do diálogo que o professor tem oportunidade de observar as dificuldades de cada aluno e também de observar se a aprendizagem se realiza para, a partir de então, buscar subsídios para adaptar sua prática à necessidade de cada aluno (BLACK; WILIAM, 2002).

As unidades de análises mostram a importância de fazer com que os alunos expliquem seus entendimentos com suas próprias palavras, assim o professor terá oportunidade de conhecer o que esse aluno está pensando ou como esse aluno entendeu determinado conceito (BLACK; WILIAM 2002). É preciso, portanto, criar

situações em sala de aula para que os alunos tenham oportunidade de explicar o seu entendimento. Portanto na categoria: Tentativa de explicação dos alunos mostrou o avanço dos alunos ante a categoria anterior, na qual eles estavam resistentes a aulas dialogadas. Por meio das unidades de análises, observamos que a professora se preocupava constantemente com a aprendizagem dos alunos. Isso fazia com que ela os questionasse para saber se estavam, de fato, aprendendo, o que oportunizava, também, entender quais as dificuldades de cada aluno.

Diante dos referenciais estudados, é a partir do feedback dos alunos que a professora teve oportunidade de reconhecer a ocorrência da aprendizagem dos alunos, o que a levou a buscar subsídios para mudar sua metodologia em sala de aula. Para se obter o feedback dos alunos, convém criar situações, que podem ser por meio do diálogo, exercícios, teste, entre outros, em que os próprios alunos reconheçam suas dificuldades de aprendizagens. Em uma das unidades de análise a professora considerou o feedback dos alunos somente por suas percepções durante as ações em sala de aula, evidenciando que não houve, na realidade, um entendimento do que seria, uma avaliação formativa. Isso faz com que a professora tenha que buscar, na teoria, uma compreensão que conduza a um feedback concreto dos alunos.

Em alguns momentos, a professora proporcionou o feedback para seus alunos e ofereceu oportunidades para realizarem a atividade novamente. Em contrapartida, houve momentos em que a professora somente forneceu o feedback sem a intenção de identificar a aprendizagem dos alunos, no qual se mostrou preocupada apenas com as notas.

Diante das unidades de análise, identificamos que a professora nem sempre refletiu sobre sua prática, mas, por outro lado, notou a evolução da professora, que se mostrou preocupada com os alunos, tentando melhorar sua prática em sala de aula. Segundo os referenciais estudados, a avaliação formativa é significativa quando o professor reflete sobre sua prática, a fim de mudar sua metodologia considerando as necessidades dos alunos. Portanto, quando o professor reflete, ele pensa em outras formas de solucionar esses problemas e (re)direcionar a sua prática.

Em duas unidades de análise a professora se mostrou preocupada com a nota dos alunos e não com aprendizagem. Outro fator importante, que verificamos foi que, ao colocar todos os critérios na lousa, a professora acreditava que já está realizando uma avaliação formativa, pois oferece vários métodos para os alunos tirarem nota, no entanto acaba se esquecendo da parte principal, a aprendizagem.

Os referenciais teóricos ressaltam que, na avaliação formativa, o professor deve avaliar a aprendizagem e não ficar somente presos em aplicar uma nota. Assim, em cada aula, o professor deve mostrar para os alunos qual é o objetivo daquela aula, o que se espera do aluno naquela aula, avaliando os alunos de forma constante. Se a professora tivesse agido dessa maneira, o qual diz a teoria, ela não teria ficado o tempo todo preocupada com a nota.

Durante as aulas a professora cobrava que os alunos expressassem seus entendimentos sobre o conteúdo ali estudado e no momento da prova era cobrado equações matemática, não dando oportunidade para os alunos expõem seus entendimentos. Diante dessa situação os alunos não conseguiam realizar a prova, portanto a professora deverá mudar sua prática em sala de aula.

## Considerações

Encontramos na avaliação formativa, principalmente embasado em Black e Wiliam (2002), referencial importante para analisar a prática do professor, constituindo em um arsenal teórico que possibilita compreender as individualidades dos alunos. Desse modo, a avaliação formativa é importante para o professor, manter-se nesse processo de reflexão sobre sua prática, assim, ele terá subsídios para refletir sua prática em sala de aula. Por meio das análises das dimensões, encontramos pontos importantes, sobre a prática da professora em sala, verificando se ela aproximou-se ou distanciou-se de uma avaliação formativa.

Portanto, pudemos analisar, por meio das análises das categorias, a reflexão que a professora realiza não se aproxima muito da reflexão baseada na avaliação formativa, pois ela não utiliza a teoria nas suas reflexões, o que evidencia que ela caminhou pelo terreno da racionalidade técnica. Essa racionalidade técnica, pode ser comprovada na aplicação de provas com exercícios matemáticos, sendo contrário a aula, baseada em discussões de teorias.

Em alguns momentos a professora se aproximou da avaliação formativa, mostrando a importância da reflexão, quando conseguiu refletir sobre sua prática, quando percebeu que deveria mudar sua prática em sala de aula. Por outro lado, temos que a maior parte de suas reflexões, tentava mudar sua prática metodológica, o qual era realizada sem embasamentos teóricos, neste caso, essa reflexão se distanciou da avaliação formativa.

Todos esses aspectos contribuíram para as reflexões da professora que, ao final do processo, pode perceber as limitações de sua prática e a sua falta de compreensão teórica na utilização da avaliação formativa. Percebemos que a professora tinha embasamento teórico, mas não conseguiu aplicar em sala de aula. Essas limitações, evidenciam que, a prática da professora mais se distanciou do que se aproximou da avaliação formativa.

## Referências

BARDIN, L. Análise de conteúdo . Tradução: Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições 70, 2011.

BLACK, P.; WILIAM, D. Dentro da caixa preta : elevando padrões através da avaliação em sala de aula. 2002, p.1-19.

FREITAS, D.; GALVÃO, C. O uso de narrativas autobiográficas no desenvolvimento profissional de professores. Ciências & Cognição , v. 12, p. 219-233, 2007.

HOFFMANN, J. Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtivista. Porto Alegre: Mediação, 2013.

MORAES, R. Análise de conteúdo. Revista Educação , Porto Alegre, v. 22, n. 37, p. 7-32, 1999.

SHÖN, D. A. Formar professores como profissionais reflexivos . In: NÓVOA, A. (Coord.). Os professores e sua formação . Lisboa: Dom Quixote, 1992.

VILLAS BOAS, B.M.F. Avaliação formativa e formação de professores: ainda um desafio . Brasília, Linha Críticas, v.12, n.22, p.75-90, jan./jun. 2006.

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