O FENÔMENO DE CODE-SWITCHING EM UMA ASSEMBLEIA PÚBLICA SIMULADA SOBRE O PLANO NUCLEAR BRASILEIRO
Maykell Júlio De Souza Figueira, Beatriz Salemme Corrêa Cortela, Roberto Nardi
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2016
- Data
- 07/09/2016
- Linha de pesquisa
- Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física/Políticas Públicas Em Educação E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O FENÔMENO DE CODE-SWITCHING EM UMA ASSEMBLEIA PÚBLICA SIMULADA SOBRE O PLANO NUCLEAR BRASILEIRO
## THE CODE-SWITCHING PHENOMENON IN A SIMULATED PUBLIC HEARING ABOUT THE BRAZILIAN NUCLEAR PLAN
## Maykell Júlio de Souza Figueira , Beatriz Salemme Corrêa Cortela , Roberto 1 2 Nardi 3
1 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, maykelljsf@gmail.com
- 2 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, biacortela@fc.unesp.br
## Resumo
A educação CTSA pretende incorporar ao ensino de Ciências (EdC) práticas interdisciplinares, construindo uma imagem mais externalista da Ciência e uma maior capacidade argumentativa sobre assuntos científicos em foco. Uma dessas práticas é a discussão de questões sociocientíficas (QSC). Além de ser uma metodologia para a condução de atividades na educação básica, o EdC por meio de QSC tem sido reconhecido como um caminho para a formação de professores em uma racionalidade crítico-comunicativa. Um dos formatos possíveis para a organização de uma discussão de QSC é o role-play educacional, onde os falantes interpretam personagens e solucionam um determinado problema em grupo. A presente pesquisa buscou analisar quais as possíveis contribuições das discussões de QSC para a formação inicial de professores de Física e foi conduzida como um estudo de caso cuja QSC elegida foi o plano nuclear brasileiro. Participaram como sujeitos da pesquisa sete licenciandos do último ano de graduação (seis do curso de Física e um do curso de Química). O debate ocorreu durante algumas aulas da disciplina de Didática das Ciências (DdC) e contou com a mediação da professora responsável e do pesquisador. As interações discursivas foram gravadas em vídeo, transcritas e analisadas segundo uma metodologia desenvolvida por Vieira (2011), que integra a Teoria da Atividade, a Sociolinguística e a Linguística Textual. Neste texto, concentramos nossa análise no fenômeno linguístico de code-switching ocorrido durante as interpretações de papeis, fenômeno que, segundo nossas análises, indica o grau de imersão dos estudantes em seus papeis ficcionais e a eficácia dos objetivos didáticos de alguns dos procedimentos discursivos do pesquisador/ professor.
Palavras-chave : Ensino de Ciências, argumentação, questões sociocientíficas, energia nuclear, role-play educacional.
## Abstract
The STS education as a development of the STS movement aims at incorporating teaching practices that promote interdisciplinarity, the construction of an externalist image of science and the argumentative capacity on current issues. One of these practices is the discussion of sociocientífic issues (SSI), because they may bring out the theoretical framework constructed by the students and put in check
the set of ethical, moral, cultural and religious values that comprise their voices. In addition to being a methodology for conducting activities in primary and secondary education, teaching through SSI has been recognized as a way for teacher's education in a critical-communicative rationality. One of the possible settings for a sociocientific discussion is assigning fictional roles to each of the members of the debate in a dynamic known as educational role-play, where participants are encouraged to interpret the characters and to solve a particular problem. This research consisted of a case study whose SSI elected was the Brazilian nuclear plan. Participants of the research were seven undergraduate in the last year of their major (six Physics students and on Chemistry student). The debate, organized as a simulated public hearing and with characteristics of an educational role-play, occurred during a few classes of the Science Didactics academic course, with the mediation by the professor and the researcher. The discursive interactions were recorded on video, transcribed and analyzed according to a methodology developed by Vieira (2011), which integrates the Activity Theory, Sociolinguistics and Textual Linguistics. In this text, we focus our analysis on the linguistic phenomenon called code-switching occurred during role playing, a phenomenon that appears to have been an indicative of the students' immersion in their fictional roles.
Keywords : Science teaching, argumentation, socioscientific issues, nuclear energy, educational role-play .
## Introdução e justificativa
Os primeiros anos da década de sessenta foram marcados por transformações sociais em diversos setores. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a reorganização do mundo em um cenário bipolarizado, a disputa por influências geopolíticas era sustentada, em grande parte, pela busca da supremacia científica, vista como trunfo de alçada ao poder e ferramenta de manutenção da segurança nacional. Neste ínterim, autores como Thomas Kuhn e Rachel Carlson contribuíram para compreender o papel ocupado pelas ciências nas transformações sociais vividas durante aqueles anos. Este movimento social que buscava entender como a ciência e a tecnologia influenciam e são influenciadas pela vida em sociedade ficou conhecido como movimento CTS. Era de se esperar que uma mudança na visão sobre a atividade científica tivesse implicações diretas sobre a forma como a ciência era ensinada nas escolas. Surgiram, então, as primeiras tentativas de integrar às matrizes curriculares da educação básica e às práticas correntes em sala de aula discussões que concectassem ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente em uma proposta que ficou conhecida como educação CTSA.
Ainda hoje, a educação CTSA é um projeto em via de concretização, visto que sua implantação integral exigiria 'novas referências de saberes e práticas' (RICARDO, 2007), ocasionando mudanças estruturais, didáticas, pedagógicas e políticas na forma como são geridas as instituições educacionais. Tais mudanças são reconhecidamente muito lentas e enfrentam diversos obstáculos (RICARDO, 2007). Todavia, mesmo diante de tais obstáculos, existem ações ou práticas didáticas norteadoras que conduziriam a um ensino dentro dos moldes da educação CTSA, tais como a problematização da realidade vivida pelos alunos, a contextualização dos conteúdos ensinados, a interdisciplinaridade curricular e a discussão de questões sociocientíficas em sala de aula. Trataremos, mais especificamente, desta última prática.
Questões sociocientífica (QSC) poderiam ser definidas como questões controversas que propiciam uma integração entre conhecimento científico e a discussão de valores morais e éticos e de crenças culturais e religiosas (CASTELLS, 2014). São alguns exemplos a escolha pela produção e/ou consumo (ou não) de alimentos transgênicos, as tendências de substituição de fontes energéticas nãorenováveis por renováveis e a descriminalização de substâncias químicas hoje consideradas como ilegais. Em um ensino de Ciências pautado por discussões sobre QSC, estas poderiam ser propostas pelos professores, por tratarem de temas relevantes para o desenvolvimento conceitual dos alunos, ou poderiam ser levantadas pelos próprios estudantes na busca de soluções para um problema da comunidade local (SANTOS e CARVALHO, 2012), (LOPES e CARVALHO, 2012). Todas estas questões suscitam opiniões divergentes e permitem a criação de espaços argumentativos nos quais os presentes possam buscar justificativas para seus pontos de vista de maneira dialógica e consensual.
Há uma lacuna considerável entre os resultados das pesquisas acadêmicas e a prática de sala de aula dos professores (MCINTYRE, 2005), principalmente no que concerne ao ensino superior. Não obstante o expressivo número pesquisas que apontam as contribuições de discussões sobre QSC em aulas de Ciências, a formação inicial docente ainda carece muito de dinâmicas que favoreçam a familiarização dos futuros professores com tal metodologia. É natural que os licenciandos que futuramente chegarão às salas de aula sintam-se despreparados para mediar discussões sociocientíficas e optem por não fazê-lo, uma vez que durante sua graduação nunca vivenciaram situações semelhantes. Além disso, grande parte dos projetos pedagógicos e das matrizes curriculares das licenciaturas no Brasil ainda configuram-se com base em um modelo de formação docente calcado na racionalidade técnica, modelo que enxerga o professor como
'[...] um técnico que, assessorado por outros técnicos e intermediado por recursos técnicos, transmite um conhecimento técnico e objetivo. Como é de se esperar, a relação entre professor e aluno exige distanciamento afetivo e não está voltada para a abertura de discussões e debates.' (ARANHA, 1996, p. 176)
Ao propor a introdução de práticas argumentativas na etapa de formação inicial docente, pretende-se, primeiramente, reorientar a forma como os licenciandos enxergam o estudo de seu campo específico, pois a argumentação
'[...] exige que o indivíduo reoriente sua atenção do objeto (fenômeno, situação) ao qual o ponto de vista se refere e focalize as bases em que apoia suas afirmações/cognições sobre aquele objeto.' (LEITÃO, 2007, p.457).
Em segundo lugar, essa introdução visa a gradual transição da racionalidade que fundamenta o modelo formativo em curso, passando da racionalidade técnica ou prática para uma racionalidade crítica (ZEICHNER, 2008) de caráter comunicativo. Neste novo modelo formativo, o professor é visto como um pesquisador de sua realidade escolar, um profissional que levanta problemas de pesquisa, que consulta a teoria para melhor compreender sua realidade, que dialoga com seus pares para a
negociação de pontos de vista e com eles forma grupos de pesquisa e que age com vistas na formação de indivíduos autônomos e conscientes.
A pesquisa aqui descrita seguiu uma orientação metodológica qualitativa (ALVES, 2001). A QSC elegida foi o plano nuclear brasileiro e seus desenvolvimentos futuros. A atividade foi organizada na forma de uma audiência pública simulada com características de um role-play educacional. Todas as interações discursivas foram gravadas em vídeo, transcritas e posteriormente analisadas. Para fins deste artigo, daremos especial ênfase à ocorrência de um fenômeno linguístico conhecido como code-switching (mudança de código) durante a sessão de debate. A ocorrência deste fenômeno pode indicar alguns dos efeitos do uso de estratégias de role-play em discussões sociocientíficas.
## O fenômeno de code-switching e os contextos de sua ocorrência
Por ser um termo citado em milhares de trabalhos publicados em periódicos científicos nas últimas décadas, não há ainda um consenso entre os acadêmicos que estudam o assunto sobre o que seria o code-switching . Portanto, ao invés de apresentar várias definições aqui, comparando-as e estabelecendo paralelos, será feita a apresentação de uma das mais conhecidas. Conversational code-switching
'[...] pode ser definido como a justaposição, em uma mesma troca discursiva, de passagens de discurso pertencentes a dois sistemas ou subsistemas gramaticais diferentes. Mais frequentemente, a alternância toma a forma de duas sentenças subsequentes, tal como ocorre quando um falante utiliza uma segunda língua para reiterar sua mensagem ou para responder à afirmação de alguém' tradução nossa (GUMPERZ, 1982, p.59).
A definição dada por Gumperz representa os casos em que, durante um discurso, falantes de mais de uma língua trocam entre uma língua e outra com determinados objetivos nesta troca. Esta definição também inclui casos em que utilizando-se de uma mesma língua, o falante alterna entre dialetos, registros, estilos etc. a fim de produzir determinados efeitos de significado. A seguir, são dados dois exemplos para ilustrar cada uma das situações comentadas.
'[...] Préndete, sácale chispas al estárter Préndete en fuego como un lighter Sacúdete el sudor como si fueras un wiper Que tu eres callejera, ' Street Fighter ''.
Trecho da canção Atrevete , do grupo Calle 13
'Hóspede: ¿Es la embajada de Cuba? ( É da embaixada cubana? ) Receptionista: Sí. Dígame. ( Sim, Como posso lhe ajudar? ) Hóspede: Es Rosa. ( É a Rosa. ) Receptionista: ¡Ah Rosa! ¿Cómo anda eso? (
Ah Rosa! Como é que vai? )'
Trecho de um diálogo extraído do livro The Ethnography of Communication: An Introduction (SAVILLE-TROIKE, 1982, p.48).
No primeiro exemplo, há a utilização de palavras da língua inglesa em meio a uma letra que é cantada em espanhol. Já no segundo exemplo, a recepcionista, ao perceber que a hóspede com quem fala é sua amiga Rosa, muda o estilo formal de sua fala para um pouco mais informal. No caso tratado neste trabalho, a análise dos trechos de fala dos licenciandos se aproximará mais do segundo exemplo, caso em que há uma
'[...] justaposição de formas culturais distintas: uma consciência de que [...] o estilo da comunicação afeta a interpretação do que o falante pretende comunicar e que há outras pessoas com convenções comunicativas diferentes que devem não apenas ser levadas em conta, mas que podem ser também imitadas para atingir determinados efeitos comunicativos.' t radução nossa (GUMPERZ, 1982, p. 65)
## Metodologia da pesquisa
A pesquisa aqui descrita seguiu uma orientação metodológica qualitativa (ALVES, 2001) e teve como objetivo principal obter impressões sobre as possíveis contribuições que práticas argumentativas sobre QSC poderiam exercer na formação inicial de futuros professores de Física. Para isso, foi conduzida uma atividade argumentativa com sete licenciandos do último ano dos cursos de Física e Química de uma universidade pública do estado de São Paulo (Brasil).
Os estudantes, cinco do sexo masculino e dois do sexo feminino, estavam matriculados na disciplina de Didática das Ciências (DdC). A professora responsável pela disciplina, docente com larga experiência no ensino de Matemática e Física na Educação Básica, cedeu algumas de suas aulas para que fossem realizadas atividades voltadas à discussão das pesquisas sobre Linguagem e Discurso no Ensino de Ciências e para a execução dos debates.
A sessão argumentativa foi desenvolvida na forma de uma audiência pública simulada com a temática perspectivas futuras para o Plano Nuclear Brasileiro . Todas as interações dialógicas foram gravadas em vídeo, com o consentimento prévio e a assinatura de um termo de consentimento livre e esclarecido. As identidades dos estudantes foram mantidas em sigilo com o uso de nomes fictícios. Durante a assembleia pública simulada, foram formados quatro grupos que representariam os moradores de Angra dos Reis, os empresários responsáveis pelo setor nuclear, os representantes governamentais ligados à questão nuclear e a diretoria da Sociedade Brasileira de Física. Em seus respectivos grupos, cada estudante ficou responsável por escolher um nome ficcional, coletar informações relacionadas ao papel de sua personagem na questão nuclear e interpretar a opinião da personagem definida.
As análises foram realizadas com base em uma metodológica desenvolvida por VIEIRA (2011) para a análise de discursos em aulas de Ciências, e que se utiliza da Teoria da Atividade, de conceitos da Sociolinguística (GUMPERZ, 1982) e das relações semânticas extraídas da Linguística Textual (ADAM, 2011). Para cada categoria de análise definida pelo autor, é criado um quadro onde as falas e ações são organizadas e preparadas para posterior análise do pesquisador. Como esta metodologia é razoavelmente complexa e não seria possível sintetizá-la satisfatoriamente aqui, sugerimos a consulta à dissertação original do autor para uma compreensão mais detalhada.
Tabela 01 - Trecho de quadro proposicional com falas da audiência pública simulada sobre o plano nuclear brasileiro
Tabela 02 - Trecho de quadro proposicional com falas dos licenciandos
Nos trechos destacados nas tabelas 01 e 02, os estudantes Thalita e Rogério emitem falas ligeiramente distintas daquelas observadas nos demais turnos de fala. Thalita, ao iniciar sua fala no turno 01, incorpora a função social da personagem escolhida e assume seu papel ficcional de Ministra da Ciência e Tecnologia. No entanto, ao ser questionada sobre uma questão reconhecidamente polêmica, ela não emite sua opinião de ministra, mas alega que falará de sua 'opinião particular a respeito'. Este movimento de afastamento da voz da personagem pode ter sido utilizado com a intenção de distinguir a fala da personagem da fala pessoal e assumir a responsabilidade pelas consequências da opinião que seria colocada em seguida. Uma outra interpretação possível que pôde ser observada em outros momentos da audiência pública simulada é que o afastamento das personagens ocorria quando os estudantes não haviam conseguido encontrar, em mídias impressas e/ou digitais, a opinião dos personagens que estavam a representar. Já na fala do licenciando Rogério, há um perceptível distanciamento da voz da personagem para expressar sua opinião pessoal sobre o papel do físico no que toca à representação em questões políticas diretamente ligadas à sua área de atuação. Este movimento discursivo também foi percebido quando o estudante alega que a Sociedade Brasileira de Física se manifestou quanto à parceria nuclear Brasil-Irã, mas nada foi levado em consideração por parte do governo.
## Conclusões
Nos momentos de distanciamento da voz da personagem nas tabelas 01 e 02, percebemos que o fenômeno de code-switching em assembleias públicas simuladas pode estar relacionado ao grau de imersão dos participantes na figura de suas personagens. A observação de relações de dependência entre tais fatores permite concluir que em momentos de distanciamento da voz da personagem, os estudantes evidenciam dificuldades formativas de conteúdo ou de interpretação dos papeis sociais que lhes foram
atribuídos. Isso possibilitaria aos professores formadores atuar nestes pontos específicos de sua formação em momentos posteriores de reflexão sobre as discussões de QSC. Tais momentos são também oportunidades para evidenciar interpretações dos estudantes sobre a natureza das ciências e a construção do conhecimento científico. Assim, conceitos da Linguística integrados às pesquisas em ensino de ciências têm se mostrado como potenciais aliados na explicitação de como são formados conceitos e representações científicas na forma de uma linguagem científica e como estudantes poderiam melhor se utilizar desta linguagem em espaços argumentativos de comunicação das ciências.
## Referências
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CASTELLS, M.; MEDEIROS, R. C.; KONSTANTINIDOU, A. Argumentation about socio-scientific issues (SSI): scientific knowledge, beliefs and values. In: 10th Conference of the European Science Education Research Association, Anais do 10º Conference of the European Science Education Research Association (ESERA), Cyprus, 2014.
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VIEIRA, R. D. Discurso em salas de aula de ciências: uma estrutura de análise baseada na teoria da atividade, sociolinguística e linguística textual. 2011. Tese (Doutorado em Educação) - Ensino de Ciências (Física, Química e Biologia), Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011. Disponível em: <http://tinyurl.com/zxz4epe>. Acesso em: 01/01/2016.
ZEICHNER, K. M. Uma análise crítica sobre a 'reflexão' como conceito estruturante na formação docente. Educação e Sociedade , v.29, n.103, p. 535-554, Campinas, 2008.
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