SABERES DA MEDIAÇÃO NA SALA ITINERANTE DE ASTRONOMIA INDÍGENA
Geide Rosa Coelho, Jonathan Pires Janjacomo
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2016
- Data
- 05/09/2016
- Linha de pesquisa
- Física E Comunicação Em Práticas Educativas Formais, Informais E Não-Formais / Didática, Currículo E Inovação Educacional No Ensino De Física / Linguagem E Cognição No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## SABERES DA MEDIAÇÃO NA SALA ITINERANTE DE ASTRONOMIA INDÍGENA
## KNOWLEDGE MEDIATION IN AN INDIGENOUS ASTRONOMY ITINERANT LAB
## Jonathan Pires Janjacomo¹, Geide Rosa Coelho²
1 Universidade Federal do Espírito Santo / PPGE, janjacomo1991@gmail.com
2 Universidade Federal do Espírito Santo / PPGE / PPGEnFis, geidecoelho@gmail.com
## Resumo
Neste trabalho buscamos analisar os saberes mobilizados pelos/as mediadores/as em uma atividade pedagógica que se caracteriza como uma prática não formal, sendo este o caso referente à Sala Itinerante de Astronomia Indígena (SIAI) e correspondente a uma ação do subprojeto de Física do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID/UFES. Consideramos para a análise de dados os saberes de mediação em museus a priori, que podem ser utilizados nas atividades desenvolvidas no contexto da SIAI, tais como: a relação dos saberes compartilhado com a escola; os saberes relacionados ao ensino de ciências; e os saberes mais específicos de centros e museus de ciências. Utilizando de entrevistas narrativas pudemos identificar estes saberes a partir da experiência de alguns mediadores/pibidianos que participaram do projeto SIAI. Como resultados, apontamos para o fato de que mediar vai além de apresentar uma atividade, esse processo se relaciona a inúmeros fatores e questionamentos de quem o fazem. Outra constatação diz respeito às dificuldades encontradas em tornar concreta uma atividade que aborda um conteúdo que, historicamente, vem sendo negligenciado nos currículos da educação básica.
Palavras-chave : astronomia indígena, educação não formal, saberes da mediação
## Abstract
In this work we analyze the variety of knowledge mobilized by the mediators an educational activity characterized as a non-formal practice, as the Indigenous Astronomy Itinerant Lab (SIAI). The SIAI is part of the Physics subproject action in the Institutional Program of Pre-service Teaching Grant- PIBID/UFES. A priori, it was considered for data analysis, the diversity of mediation knowledge in museums that can be used in the activities developed in the context of SIAI, such as: the variety of knowledge shared with the school; the variety of knowledge related to science education; and the more specific knowledge of museums and science centers. The use of narrative interviews allowed identifying these varieties of knowledge from the experience of some mediators who participated in the project SIAI. As some of the findings, we can state that mediation goes beyond presenting an activity; the whole process depends on several factors and questions of those who act as mediators. Another finding relates to the difficulties found in putting into practice an activity that
addresses content that has been historically neglected in the curriculum of basic education.
Keywords : indigenous astronomy, non-formal education, knowledge mediation
## Introdução
Neste texto apresentamos o resultado de um estudo acerca dos saberes mobilizados pelos/as mediadores/as em uma atividade pedagógica pelos/as mediadores/as em uma atividade característica da educação não formal, a Sala Itinerante de Astronomia Indígena (SIAI), um subprojeto criado no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da licenciatura em Física do campus de Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
A ideia de uma sala temática que trabalhasse com astronomia indígena emerge da necessidade de conhecer mais sobre a cultura dos ancestrais que habitavam o Brasil e o anseio por levar este conhecimento para a sociedade em geral. Os conhecimentos compartilhados nesta atividade são parte do campo de estudo denominado astronomia cultural (ou etnoastronomia) que estuda as percepções dos fenômenos celestes a partir do ponto de vista dos povos existentes atualmente, como é o caso das etnias indígenas brasileiras (LIMA; FIGUERÔA, 2010).
A astronomia cultural não costuma ser abordada nos currículos prescritos das instituições escolares, raras são as vezes que aparecem nos livros didáticos propostos pelo Plano Nacional dos Livros Didáticos (PNLD). Dessa forma, acreditamos que a partir das diretrizes curriculares, este conteúdo não deveria ser abordado na educação básica. Entretanto, o Plano Nacional de Educação - PNE (BRASIL, 2014) sinaliza em uma de suas metas a necessidade de 'garantir nos currículos escolares conteúdos sobre a história e cultura afro-brasileira e indígena e implementar ações educacionais' (meta 7.25). Ainda visando atender as demandas sancionadas no PNE, a sala temática de astronomia indígena busca uma via de acesso à Lei nº 11.645 de 2008, que institui a obrigatoriedade do ensino de 'História e Cultura Afro-brasileira e Indígena' na educação de base. Desta maneira notamos que a lacuna na abordagem da temática se caracteriza como o descumprimento da legislação.
Para o cumprimento da lei, frente a essa lacuna encontrada no currículo praticado nas escolas, uma alternativa em curto prazo é a inserção de uma atividade diferenciada e com características próprias que se diferenciasse do contexto da educação formal, ou seja, uma atividade típica da educação não formal (MARANDINO, 2008). As características que visam definir a educação não formal serão vistas adiante, entretanto se faz necessário saber que esta atividade não é mediada pelo professor ou pela professora, mas por mediadores/as com formação especializada para o desenvolvimento da atividade.
## Referencial Teórico
## Astronomia Cultural e os índios brasileiros
Borges (2012) nos indica que os conhecimentos trazidos por diversos povos não eram matematizado e acadêmico como os que temos hoje, porém é possível entender que, diferente da visão acadêmica atual, em que os fins são voltados para si mesmo, as observações eram feitas com o intuito de dialogar os fenômenos celestes com as relações sociais, dessa forma os povos ancestrais e os povos tribais buscavam a harmonia entre o céu e a terra.
Ao compreendermos um pouco sobre a perspectiva em que se encontram estes sistemas de observação, inserimos os termos que são utilizados na literatura: Etnoastronomia e Astronomia Cultural. O primeiro surge em publicações a partir dos anos de 1970 que, de maneira interdisciplinar, (relacionando principalmente a antropologia, história e astronomia) são relacionados os saberes dos povos existentes atualmente (LIMA; FIGUERÔA, 2010), como é o caso dos indígenas brasileiros, aborígenes, navajos, chineses, dentre outros.
Com o avanço das tecnologias dentro do processo de globalização as realidades culturais adquirem outras maneiras de serem interpretadas e consequentemente outras linguagens, entretanto não perdem sua essência (IANNI, 2002). Dessa forma, a astronomia cultural se mostra presente e atual para a compreensão de fenômenos celestes observáveis. Esta contemporaneidade dos saberes astronômicos culturais
- [...] é reconhecida na organização social e nas condutas do cotidiano, servindo, por exemplo, para planejar seus rituais, para definir códigos morais, para ordenar as atividades anuais que são correlacionadas com os ciclos da fauna e flora do lugar, bem como para planejar a época de suas plantações e colheitas (FONSECA et al., 2007, p.4).
## Mediação e saberes na educação não formal
A Sala Itinerante de Astronomia Indígena se caracteriza como uma atividade de educação não formal, haja vista que Gohn (2006) nos orienta que a atividade envolva uma intencionalidade educativa, entretanto não busca a certificação dos indivíduos que por ali passam, mas intenciona ajudá-los a se transformarem em cidadãos do mundo, para o mundo.
Marandino (2008) caracteriza a educação formal como aquela hierarquicamente estruturada e construída num processo evolutivo dos pensamentos, desde a escola primária até a universidade, incluindo programas de especialização e treinamentos profissionais e técnicos. Quanto a educação informal, esta se dá ao longo da vida nas mais diversas experiências cotidianas, podendo ser considerada como locais de aprendizagem: igreja, rua, condomínio, família, televisão, etc. A educação não formal é qualquer atividade fora dos padrões da educação formal, com sujeitos específicos de aprendizagem (MARANDINO, 2008).
Para melhor entendimento sobre a educação não formal nos apoiamos no trabalho de Gohn (2006) que nos ajuda a entender que os processos educativos são muito mais amplos do que podemos imaginar em um primeiro momento. A autora sinaliza que a educação não formal se encontra presente em diversos momentos da vida de cada sujeito, capacitando-o a participar crítica e construtivamente em
diversos meios sociais. Dessa maneira entendemos que uma das metas da educação não formal é a troca de informações e a formação política e sociocultural.
Uma atividade planejada, como uma visita guiada, tem como sujeito problematizador o mediador que terá de adequar a linguagem a diferentes públicos buscando aproximar o público da exposição, o público ao conteúdo e o público à instituição (RIBEIRO; FRUCCHI, 2007).
- O trabalho de mediar um espaço de socialização de conhecimentos científicos requer uma diversidade de conhecimentos, preparação e saberes específicos. Por isso, é importante identificar os saberes da mediação envolvidos nos diversos processos de interação, na maneira com que foi idealizada a atividade e seu processo de construção, na transposição do conteúdo para os diversos públicos cuja atividade pode vir a atender, nos conceitos relacionados a cada objeto exposto, dentre outros aspectos (QUEIRÓZ, et al., 2002).
## Metodologia
A Sala Itinerante de Astronomia Indígena faz parte do subprojeto do PIBID de Física da UFES e foi criada pelos/as alunos/as bolsistas que participavam do projeto. Com a intenção de socializar os conhecimentos sistematicamente construídos pelas populações indígenas que habitavam o solo onde hoje compreende o território brasileiro, desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica e, posteriormente, a construção de experimentos, painéis e modelos didáticos. Esta atividade foi posta em prática em quatro escolas estaduais na cidade de Vitória/ES e em eventos de divulgação científica, tendo como público aproximado cerca de oitocentos visitantes.
Figura 1: Sala Itinerante de Astronomia Indígena. Fonte: próprio autor.
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Neste trabalho buscamos analisar os saberes mobilizados pelo/as mediadores/as em seu envolvimento com a SIAI. Para tal, utilizamos entrevistas narrativas com três bolsistas , que atuaram como mediadores/as na SIAI entre os 1 anos de 2011 e 2015, como fonte de dados, pois, como apontam Jovchelovitch e Bauer (2002), a entrevista visa reconstruir acontecimentos sociais a partir da perspectiva dos informantes, tão diretamente possível. Dessa maneira, entendemos que a liberdade do entrevistado para contar suas experiências foi fundamental na composição da pesquisa. Além disso, como o primeiro autor desse trabalho participou como monitor dessa atividade, recorremos às suas memórias para compor a análise de dados . 2
A questão disparadora utilizada com os/as entrevistados/as da pesquisa foi: ' A partir de suas recordações, como você avalia as mediações que você e os outros monitores estabeleceram na Sala Itinerante de Astronomia Indígena? Fique a vontade para evidenciar pontos positivos e negativos, ou qualquer outra coisa que tenha lhe chamado à atenção nas apresentações. '.
Recorremos a Moraes (2003), por meio da Análise Textual Discursiva (ATD), para analisarmos os dados. Partindo do pressuposto que na ATD podemos partir de categorias a priori, nos apropriamos da classificação de saberes associados a museus de ciência trazidos por Queiróz et al. (2002, p.81):
I) saberes compartilhados com a escola - saber disciplinar, saber da transposição didática, saber do diálogo e saber da linguagem; II) saberes compartilhados com a escola no que dizem respeito à educação em ciência - saber da história da ciência, saber da visão de ciência, saber das concepções alternativas; III) saberes mais propriamente de museus - saber da história de instituição, saber da interação com professores, saber da conexão, saber da história da humanidade, saber da expressão corporal, saber da manipulação, saber da ambientação e saber da concepção da exposição.
Algumas das categorias citadas não apareceram nos resultados por não terem sido identificadas na análise das narrativas dos/as mediadores/as.
## Resultados e Discussões
## I) Saberes compartilhados com a escola
Saber da transposição didática : traz o conhecimento conceitual/pedagógico para os visitantes, buscando o diálogo entre o universo dos conhecimentos e o cotidiano escolar.
- (...) não sabia como era falar aquilo, como atrair os alunos, depois a gente foi evoluindo com o tempo, na sala mesmo em debate com o nosso grupo. (Raoni)
Neste momento, Raoni evidencia que parte do processo de aprimoramento conceitual os/as mediadores/as foi feita durante os momentos de visitação, onde a partir da reflexão na ação (SCHÖN, 2000) o grupo pode contornar as dificuldades ali geradas. Podemos fazer uma releitura entendendo que, o saber da transposição
didática na Sala Itinerante de Astronomia Indígena ocorreu num processo de formação continuada.
Nos preparamos muito bem pra lidar com aquele meio, as dificuldades vão ser geradas? Vão. Mas a gente vai aprender. Isso não impediu em nenhum momento de ocorrer a mediação, nem atrapalhou, só deu uma característica diferente. As dificuldades não são problemas, são as soluções! (Raoni)
Por se tratar de um conteúdo novo a ser levada ao público escolar, a maneira com que iriam ser dialogados estes conhecimentos se tornou um dos maiores desafios.
Saber do diálogo: trata de aproximar as ideias dos visitantes com o material exposto, de modo a criar questões geradoras de interação.
(...) a gente fazia algumas perguntas sobre o que eles estavam entendendo, por exemplo: como algum fenômeno astronômico poderia interferir no cotidiano deles e que tipo de influência isso tem no nosso modo de viver. (Anahí)
Estes questionamentos eram feitos aos visitantes após iniciadas as apresentações, pois os mediadores tinham a intenção relacionar o conteúdo apresentado com as práticas vivenciadas em seu dia a dia, tal como Gohn (2006) aponta como um dos objetivos da educação não formal. Também é importante ressaltar que a partir da recepção dos visitantes ao conteúdo exposto, temos um momento de refletir sobre a linguagem utilizada e decidir se ela está sendo construtiva ou deve ser modificada (SCHÖN, 2000).
Saber da linguagem : envolve fazer a leitura do público que está visitando a exposição e a adequação da linguagem.
O que ocorre na Sala Itinerante de Astronomia Indígena é uma mediação, que eu acho que é compatível com o material, com o espaço que a gente tem acessível, mas cabem algumas correções ao mediador, como por exemplo: o posicionamento da turma, a forma de diálogo, a dispersão dos alunos ali dentro da sala, deixá-los à vontade sem que eles confundam/esqueçam do foco/objetivo. (Ubirajara)
Ao trazer em sua fala 'a forma de diálogo' , Ubirajara evidencia que durante as apresentações o vocabulário utilizado se adequava a cada grupo, mudando a abordagem de determinados conceitos de acordo com o contexto sociocultural dos estudantes-visitantes. Para contribuir com essa discussão Nascimento e Costa (2002) referenciam, ao trazerem as contribuições de Vygotsky, no viés das ações estruturadas nas relações dos objetos, suas propriedades e os fenômenos indicados.
Como as informações que tinham na sala eram bem expositivas, a gente falava bastante, e se você não tenta por na linguagem dos alunos, dificilmente você vai ter o interesse deles. (Anahí)
## II) Saberes mais propriamente de museus.
Saber da conexão : trabalha com a coesão do espaço educativo.
Tinha um processo definido em etapas, em temas a princípio expositivos pra concluir o objetivo. Então contava com materiais como banners e um aparato muito interessante que era um observatório solar. (Ubirajara)
Ubirajara sinaliza para um circuito preestabelecido nas apresentações, entretanto com o decorrer das visitas a ordem com que era feita a apresentação se
modificava. Esta mudança não causava interferências nos diálogos, uma vez que estas mudanças indicavam maior liberdade, descartando a necessidade de um roteiro engessado. Além disso, 'os mediadores não são personagens adestrados para cumprir um ritual e/ou repetir explicações' (RIBEIRO; FRUCCHI, 2007).
Saber da manipulação : manuseio dos experimentos pelos visitantes com indicações dos sujeitos da mediação quando necessário.
Até que no final, quando manuseavam os constelários, eles se sentiam mais motivados, por ser uma coisa mais interativa. Talvez antes por termos começado com uma explicação eles tenham ficado mais distantes. (Anahi)
Anahí indica que o fato dos visitantes manusearem os constelarios potencializava uma maior participação por não terem sido indicados inicialmente ao funcionamento do dispositivo. Também ocorria a manipulação do equipamento quando se tratava da discussão do movimento aparente do Sol com o observatório solar, porém os alunos eram convidados a serem apenas coadjuvantes na manipulação, mas de maneira reflexiva (NASCIMENTO; COSTA, 2002). Isto porque faziam o que lhes era solicitado para a observação fenomenológica e esperavam que o monitor indicasse a próxima ação para que continuassem a desenvolver o raciocínio (DA COSTA, 2007).
Saber da concepção da exposição : faz a leitura dos objetivos do espaço educativo, desde quando foi idealizado até o que se espera dos professores que conduzem seus alunos à visita.
A Sala Itinerante de Astronomia Indígena tinha um objetivo que era socializar aquelas informações da cultura indígena tupi-guarani. (Ubirajara)
Em sua fala, Ubirajara traz um dos objetivos da sala, o de divulgar a astronomia indígena e sua relação com os hábitos que temos hoje em nosso cotidiano. Outros objetivos estão relacionados em demonstrar a importância da preservação de diferentes culturas de observação do céu, compreender ludicamente os movimentos que a Terra faz, sendo estes percebidos pelo movimento aparente do Sol e sua relação com as estações do ano em diferentes pontos do planeta e a questão da poluição luminosa e suas consequências.
## Considerações Finais
Durante a composição deste trabalho, pudemos entender que mediar uma atividade característica da educação não formal vai muito além dos momentos de visitação, a começar pela concepção da exposição . Cada material que compõe a atividade, os conhecimentos envolvidos e os sujeitos que irão visitar são alguns dos fatores que devem ser pensados para dar início aos trabalhos. Após este passo inicial, percebemos que não devemos deixar este conjunto de saberes descontextualizados, a cada instante em que uma turma de alunos/as estiver presente na Sala Itinerante de Astronomia Indígena, se caracteriza como um desafio, e quando pensadas as diferentes possibilidades de se direcionar as problematizações, a conexão dentro da atividade deve estar bem elaborada pelos/as monitores/as.
Quando falamos dos materiais e modelos didáticos que foram utilizados, conseguimos entender que a ambientação é um ponto marcante na idealização do projeto. Cada visita necessitou de um momento de elaboração entre os/as mediadores/as, de modo que pode ser adequada às linguagens e assim a atividade
mediada discorra sem dificuldades de interpretações técnicas entre quem a visita e quem realiza a mediação. Podemos considerar que esta adaptação seja a transposição didática necessária para uma saudável troca de conhecimentos, um diálogo prazeroso para visitantes, mediadores e professores responsáveis pelos grupos de alunos/as, e no decorrer de um ambiente bem estruturado para a visitação, no qual os processos interativos se aproximam de uma dimensão lúdica, reforçando a ideia de Gohn (2006) para uma atividade característica de educação não formal.
## Referências
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