FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS: O QUE DIZEM AS ESTATÍSTICAS
Renato Santos Araujo, Samira Cristina De Santana Pena
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XVI
- Ano
- 2016
- Data
- 05/09/2016
- Linha de pesquisa
- Ensino/ Políticas Públicas Em Educação E O Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS NATURAIS: O QUE DIZEM AS ESTATÍSTICAS 1
## NATURAL SCIENCE TEACHER EDUCATION: WHAT THEY SAY STATISTICS
## Renato Santos Araujo 1 , Samira Cristina de Santana Pena 2
1 Universidade Federal de Sergipe/Departamento de Física, raraujo.brasil@gmail.com Universidade Federal de Sergipe/Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática,
2 samiraspena@gmail.com
## Resumo
O presente artigo tem como foco discutir as estatísticas sobre formação de professores de ciências para o ensino fundamental. A discussão é iniciada a partir da apresentação da legislação e dos documentos oficiais, segue para os aspectos históricos da legislação dos cursos de Licenciatura em Física e discute os conhecimentos necessários para formar professores de ciências. O estudo fez uso da pesquisa documental dentro de uma abordagem quantitativa utilizando dados obtidos das Sinopses Estatísticas do Ensino Superior do INEP/MEC, que foram analisados por meio de estatística descritiva. Conclui-se o estudo indicando que há uma procura crescente pelo curso de Licenciatura em Ciências Naturais, mas o número de vagas tem se reduzido ao longo do tempo, indicando que o déficit de professores de ciências vai aumentar.
Palavras-chave : Formação de professores, ensino de ciências, ciências naturais
## Abstract
This article focuses on discussing statistics on training of science teachers for primary education. The discussion starts from the presentation of legislation and official documents, goes to the historical aspects of the laws of Degree courses in physics and discusses the skills to train teachers of science. The study made use of desk research within a quantitative approach using data obtained from Sinopses Estatísticas do Ensino Superior INEP/MEC, which were analyzed using descriptive statistics. We conclude the study indicating that there is a growing demand for the course of Natural Sciences Degree, but the number of vacancies has decreased over time, indicating that the deficit science teachers will increase.
Keywords : teacher training, science education, natural sciences
## Introdução
A implantação da Lei nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996) direcionou a educação brasileira para novos rumos. Mas a escola manteve seu ensino tradicional, enciclopédico e distante da realidade do aluno, enquanto que a formação de professores continua a perseguir uma solução para a carência crônica de professores de ciências, que é tão antiga quanto o próprio direito à educação no país.
Composta pela educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, a educação básica no Brasil é pública, gratuita e tem por finalidade 'desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores' (BRASIL, 1996). E para que isso ocorra, o professor tem a responsabilidade de participar da elaboração das atividades pedagógicas, elaborar planos de trabalho que sejam concernentes com as instituições da qual faça parte, cuidar da aprendizagem de seus alunos e promover atividades onde todos sejam contemplados. Sua formação deve ser em curso de licenciatura em graduação plena. E para isso, 'cursos formadores de profissionais para a educação básica, inclusive o curso normal superior, destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as primeiras séries do ensino fundamental' são fundamentais. (BRASIL, 1996).
Nesse contexto, esse trabalho pretende discutir a formação de professores a partir de uma perspectiva quantitativa apoiando-se nos dados estatísticos dos cursos presenciais de Licenciatura em Ciências Naturais.
## Formação de Professores
O Decreto nº 19.851/1931 (BRASIL, 1931) estabelece que a base universitária seria formada pelo tripé Direito-Engenharia-Medicina, tal que uma das faculdades poderia ser substituída pela Faculdade de Letras, Educação e Ciências, cujo objetivo era ampliar a cultura no domínio das ciências, promover e facilitar a prática de investigações e desenvolver a especialização de conhecimentos necessários ao exercício do magistério. Ou seja, a partir desse ano, observaram-se políticas voltadas para a formação de professores de ciências. O Decreto nº 1.190 (BRAIL, 1939) mudou a denominação dessa instituição para Faculdade Nacional de Filosofia. E a proposta formativa apresentada como modelo se constituía por três anos de formação em conteúdo específico e, após a conclusão do bacharelado, mais um ano de conteúdos pedagógicos - o chamado modelo 3+1 - o qual distanciava os conteúdos. A partir de 1950 a educação básica passou a aumentar o número de matrículas (ARAUJO, VIANNA; 2008). O que demandou mais professores e ampliou o problema da carência de professores. A Lei nº 4.024/1961 (BRASIL, 1961) modificou o esquema de formação 3+1, distribuindo as disciplinas pedagógicas ao longo do curso. Mas a Ditadura militar alterou os rumos do Brasil, da educação e da formação de professores. Os cursos de licenciatura se tornaram curtos/aligeirados, superficiais e passaram a formar professores polivalentes (uma formação para ensinar várias disciplinas). Em 1985 teve início o processo de redemocratização. E foi nesse contexto que a Lei nº 9.394 (BRASIL, 1996) foi
publicada, alterando a formação de professores e devolvendo a ela seu caráter pleno.
'Apenas a partir de 1971, com a Lei n. 5.692, Ciências Naturais passou a ter caráter obrigatório nas oito séries do primeiro grau.' (BRASIL, 1997, p.19). Ou seja, o ensino de ciências naturais ao longo do ensino fundamental é recente. E assim como as demais áreas do conhecimento, 'o ensino de Ciências Naturais, ao longo de sua curta história na escola fundamental, tem se orientado por diferentes tendências, que ainda hoje se expressam nas salas de aula.' (BRASIL, 1997, p.19) Ainda há salas de aula cuja prática docente e a organização do conteúdo encontram-se engessados, não possibilitando uma renovação e uma aplicação do conteúdo de forma significativa. Nesses ambientes, os alunos apenas reproduzem o livro didático e os professores, uma receita de bolo aprendida e praticada como modelo único de prática docente.
A pesquisa em ensino de ciências avançou, sob a influência de fatores intrínsecos e extrínsecos ao sistema educacional (KRASILCHIK, 2000). O que passou a exigir um currículo e materiais educacionais orientados para novos objetivos. Isso levou o Ministério de Educação a criar centros de ciências nas capitais brasileiras que estruturaram grupos de professores para elaborar esses materiais e desenvolver a pesquisa em ensino. E passou a se estabelecer uma educação escolar vinculada ao mundo do trabalho e à prática social.
Mais tarde, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (BRASIL, 1996), afirmaram que 'a educação de qualidade é um direito assegurado pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente'. Isso acontece porque ela é um 'alicerce indispensável e condição primeira para o exercício pleno da cidadania e o acesso aos direitos sociais, econômicos, civis e políticos'.
As mudanças na legislação e nos objetivos do papel da escola passaram a exigir dos professores novas práticas. O que levou a novas necessidades formativas. Gil Perez e Carvalho (1993) levantaram alguns pontos que devem ser priorizados no processo de formação. São conjuntos de conhecimentos e habilidades que os professores devem 'saber' e 'saber fazer' que vão muito além da receita simples e equivocada constituída por muito conhecimento específico, com um pouco de dom para a docência.
A proposta é aproximar a prática docente da prática da pesquisa, tal que os alunos passem a tratar cientificamente o conteúdo de sala de aula. E para isso é necessário superar o modelo 3+1 de formação de professores de ciências ainda vigente na prática de muitos cursos de Licenciatura no país. Isso permitiria uma compreensão integrada e interdisciplinar dos conteúdos das ciências naturais, possibilitando a interação das ciências com as diversas áreas do conhecimento.
## Percurso Metodológico
Este trabalho apoia-se no levantamento e análise de documentos já existentes para a realização de uma pesquisa documental dentro de uma abordagem quantitativa.
A fonte de dados utilizada foram as Sinopses Estatísticas do Ensino Superior, publicadas pelo INEP/MEC. O período analisado está compreendido entre 2000 e 2014. Outros dados foram obtidos a partir das Sinopses Estatísticas do Professor da Educação básica.
A análise de dados foi realizada por meio de estatística descritiva (MOTULSKY, 1995), procurando descrever e avaliar os dados representativos do objeto de estudo deste trabalho. Os dados serão apresentados por meio de tabelas, permitindo acesso aos dados com precisão e a reprodutibilidade dos raciocínios e cálculos, o que endossa estudos futuros.
As vagas ociosas foram calculadas a partir dos dados coletados. As taxas de evasão foram obtidas por meio de metodologias presentes na literatura (NUNES, 2013; SILVA FILHO, 2007) e não diferenciou as categorias administrativas. A seguir serão apresentadas as fórmulas usadas para encontrar essas informações:
Fórmula 1: Vagas Ociosas no ano 'n'.
Fórmula 2: Taxa de evasão: modelo adotado pelo Instituto Lobo.
Fórmula 3: Taxa de evasão: modelo adotado pelo Modelo PROUNI.
Fórmula 4: Taxa de evasão: modelo adotado pela OCDE/REUNI.
Onde: E = taxa de evasão; M = matrículas; I = ingressos; C = concluintes; n = ano.
Destaca-se que o ano de 2005 apresenta lacunas nos dados e, portanto, não será apresentado na análise.
## Resultados e Discussões
## Formação de professores de ciências na modalidade presencial
A seguir são apresentados os dados sobre os cursos presenciais de Licenciatura em Ciências da Natureza no período compreendido entre 2000 e 2014. Destaca-se que apesar de ser interessante conhecer o número de instituições de ensino superior que ofertam esse curso, os dados do INEP não permite esse tipo de análise.
A respeito do número de vagas, os dados oficiais mostram que o curso em estudo tem diminuído, mas não possibilita verificar quais as instituições que ofereciam esse curso no ano de 2000 e quais instituições deixaram de oferecê-lo durante o período investigado, os dados só confirmam que o curso está praticamente deixando de existir, e a disciplina acaba por ser ensinada por profissionais com outras formações, o que é de fato prejudicial para o ensino de Ciências naturais.
Ao longo do período estudado a oferta de vagas teve um comportamento decrescente, cerca de dois terços das vagas deixaram de ser oferecidas. O número de candidatos, por sua vez, apresentou dois comportamentos: antes de 2009 ele diminuiu e a partir desse ano passou a crescer. Em 2014, o número de candidatos
praticamente dobrou se comparado ao ano 2000. Uma hipótese para explicar isso seria a criação do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).
- O número de candidato/vaga cresceu consideravelmente, de 2,2 para 11,1, esse aumento demonstra que o interesse pelo curso de Ciências da Natureza tem aumentado e a concorrência para ingresso também.
Figura 1: Número de vagas, candidatos e ingressos nos cursos presenciais de Licenciatura em Ciências naturais (Fonte: INEP).
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No período analisado observou-se que o número de matriculas públicoprivado reduziu dois terços. Analisando separadamente, é possível verificar que nas instituições privadas o número de matrículas caiu consideravelmente, cerca de 96,87%. Nas instituições públicas a redução foi de 33,82%. O aumento de candidatos a partir de 2009 pode ser explicado pela implementação do Sistema de Seleção Unificado (SiSU). Outras políticas, como o financiando das matrículas dos alunos nas instituições privadas, já existiam e não conseguiram mudar o número de candidatos.
Figura 2: Número de matrículas nos cursos presenciais de Licenciatura em Ciências naturais (Fonte: INEP).Conforme os dados analisados, o número de concluintes tem caído consideravelmente. Se no ano de 2000 foram formados na modalidade presencial
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7.015, em 2013 apenas 1.471 foram diplomados. Apesar da redução ter sido maior na iniciativa privada, o setor público também reduziu sua atuação na formação de professores de Ciências nos últimos anos, consequência da redução do número de vagas ofertadas.
Figura 3: Número de concluintes nos cursos presenciais de Licenciatura em Ciências naturais (Fonte: INEP).
Figura 4: Números das taxas de evasão nos cursos presenciais de Licenciatura em Ciências naturais (Fonte: INEP).
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O cálculo das taxas de evasão seguiu os modelos matemáticos descritos no capítulo anterior. As lacunas existentes no ano de 2005 impedem a obtenção das taxas em alguns anos. Dados referente ao ano de 2009 que utilizou os modelos LOBO e PROUNI, foram retirados da análise por conter valores negativos, pois isso comprometeria à análise.
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A taxa de evasão apresenta valores que variam muito. As lacunas são provocadas pela ausência de dados no banco de dados do INEP que não toraram possível os cálculos para determinados anos. Os três modelos matemáticos indicam que houve aumento da evasão no curso de Licenciatura em ciências naturais. Uma justificativa seria o desprestígio da profissão, o que é fato já levantado pelos jornais e a pesquisa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Muitos autores buscam discutir a necessidade de um ensino de ciências que leve em consideração as necessidades formativas dos professores de ciências. Mas esses estudos não terão impacto no cenário educacional se são poucos os profissionais formados nos cursos de licenciatura. As novas demandas formativas solicitam do professor conhecimentos interdisciplinares que permitam que os alunos sejam capazes de tomar decisões enquanto seres atuantes na sociedade. E esses conhecimentos só serão aprendidos nos cursos de Licenciatura. Os quais estão ofertando um número de vagas cada vez menor.
Sem concluintes nos cursos de licenciatura e professores nas escolas passa a ser impossível colocar em prática o que consta nos documentos legais (LDB, PCN, DCN, etc.). O que distancia a prática docente da educação libertadora e de qualidade que tanto se preconiza. Nesse sentido, é fundamental tornar público os dados sobre a formação de professores de Ciências Naturais no Brasil tanto quanto mudar a realidade educacional, tanto na educação básica como no ensino superior.
Os dados aqui apresentados tem como objetivo expor a realidade da formação de professores de Ciências naturais no Brasil. Observou-se aqui que, o número de pessoas interessadas em ingressar nesse curso tem aumentado, mas essas pessoas não estão conseguindo ingressar no curso devido à falta de vagas. Isso é um absurdo tendo em vista que o número de vagas ociosas tem aumentado ao longo dos anos. Essas vagas poderiam ser reabertas, dessa forma possibilitaria o ingresso desses alunos desejosos de ingressar na licenciatura em Ciências naturais.
É importante destacar que os cursos de Licenciatura em Química, Física e Biologia costumam orientar sua formação para o ensino médio. Isso pode ser observado nas disciplinas de didática onde o PCN discutido frequentemente não é o do ensino fundamental. Além disso, os cursos públicos para professores de ciências do ensino fundamental costumam excluir essas formações do rol de requisitos mínimos para a investidura no cargo. Principalmente para as licenciatura em Física e Química.
Conhecer a realidade da formação de professores é uma das formas de contribuir com a elaboração de propostas e de políticas públicas que fomentem a criação de novas vagas nas universidades e/ou o aproveitamento das vagas ociosas, bem como contribuir com a melhoria da qualidade da educação, pois não adianta formar mais, se não formar profissionais capazes de desempenhar uma boa prática profissional.
## Referências
ARAUJO, R.S.; VIANNA, D.M. A história da legislação dos cursos de Licenciatura em Física no Brasil: do colonial presencial ao digital a distância. Revista Brasileira de Ensino de Física (Impresso) , v. 32, p. 4403-1-4403-11, 2010.
ARAUJO, R.S.; VIANNA, D.M. Discussões sobre a remuneração dos professores de física na educação básica. Ciência em Tela. v. 1, nº 02, p. 1-9, 2008.
ARAUJO, Renato Santos; VIANNA, Deise Miranda. A carência de professores de ciências e matemática na Educação Básica e a ampliação das vagas no Ensino Superior. Ciência e Educação , v. 17, p. 807-822, 2011.
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http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=6444> Acesso em 11 de novembro de 2006.
BRASIL. Decreto nº 19.851 , de 11 de abril. Dispõe que, o ensino superior no Brasil obedecerá, de preferência, ao sistema universitário, podendo ainda ser ministrado em institutos isolados, e que a organização técnica e administrativa das universidades é instituída no presente decreto, regendo-se os institutos isolados pelos respectivos regulamentos, observados os dispositivos do seguinte Estatuto das Universidades Brasileiras. 1931b. Disponível em: <http://www.fis.ufba.br/dfes/PDI/financ/decreto%2019.851.doc> Acesso em 15 abr. 2010.
BRASIL. Lei n. 4.024 , de 20 de dezembro. Fixa as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Senado Federal. 1961. Disponível em: < http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=75529> Acesso em 15 abr. 2010.
BRASIL. Lei Nº 9.394 , de 20 de dezembro. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília: DF, v. 134, n. 248, dez. 1996. Seção I, p.27834-27841. 1996. Acesso em 21 de fev. 2015. Disponível em: < https://www.planalto.gov.br/ccivil\_03/Leis/L9394.htm >
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CEB nº 2 de 7 de abril de 1998.
KRASILCHIK, M. Reformas e realidade: o caso do ensino de Ciências. São Paulo em Perspectiva . São Paulo: Fundação SEADE. V.14, n.1, 85-93. 2000.
MOTULSKY. H. Intuitive Biostatistics . New York: Oxford University Press, 1995.
Nunes RC. Panorama geral da Evasão e Retenção no Ensino Superior no Brasil (IFES). In: XXVI Encontro Nacional de Pró-reitores de Graduação, Recife-PE, 2013. Acesso em: 12 Fev. 2014. Disponível em: <http://www.forgrad.com.br/apresentacoes/dia1/2013%20%20Painel%20Forgrad%20Agosto%20-%20Evasao.pdf>
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