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ENSINO DE ASTRONOMIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA PROPOSTA

Dária Lúcia Cunha De Jesus Borges, Roseline Beatriz Strieder

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XV
Ano
2014
Data
30/10/2014
Linha de pesquisa
Ensino/Aprendizagem/Avaliação Em Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ENSINO DE ASTRONOMIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: REFLEXÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DE UMA PROPOSTA

## TEACHING OF ASTRONOMY IN EARLY CHILDHOOD EDUCATION: REFLECTIONS ON THE IMPLEMENTATION OF A PROPOSAL

Dária Lúcia Cunha de Jesus Borges¹, Roseline Beatriz Strieder²

¹Universidade Católica de Brasília/ Curso de Física, darialucia346@gmail.com ²Universidade de Brasília/ Instituto de Física, roseline@unb.br

## Resumo

Nas últimas décadas tem crescido o interesse e a preocupação de educadores com a Educação Infantil e com o Ensino de Ciências/Física nesse contexto. O mesmo tem ocorrido com o Ensino de Astronomia, que, por exemplo, passou a receber uma ênfase maior dentro do Ensino de Física a partir da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Apesar disso, há poucas propostas e práticas relacionadas ao Ensino de Ciências/Física na Educação Infantil e ao Ensino de Astronomia, nos diferentes níveis da Educação Básica. Diante disso, este trabalho apresenta resultados da implementação de um conjunto de aulas desenvolvidas junto a crianças da Educação Infantil em uma escola da Rede Pública de Ensino localizada em Ceilândia, cidade satélite de Brasília/DF. Com o objetivo de levantar potencialidades e desafios encontrados por quem busca introduzir o Ensino de Astronomia na Educação Infantil, foram desenvolvidas atividades centradas em recursos lúdicos e materiais concretos. Tal proposta visa obter dados que ajudem a compreender quais parâmetros podem auxiliar no desenvolvimento de novas propostas que se preocupam em inserir conteúdos de Ciências no início da escolarização.

Palavras-chave: educação infantil, ensino de astronomia, séries iniciais, crianças.

## Abstract

In recent decades there has been an interest and concern to educators with the Early Childhood Education and Teaching Science / Physical in this context . The same has occurred with the Teaching of Astronomy , which , for example , began to receive greater emphasis within the School of Physics from the publication of the National Curriculum Guidelines . Nevertheless , there are few proposals and practices related to the Teaching of Science / Physics in Early Childhood Education and Teaching Astronomy at different levels of basic education. Thus, this paper presents the implementation of a set of classes developed with children from kindergarten in a school of Public School located in Ceilândia , satellite city of Brasilia / DF . With the goal of raising potential and challenges faced by those seeking to enter the Teaching of Astronomy in Early Childhood Education activities focused on recreational resources and concrete materials were developed. This proposal aims to obtain data to help understand which parameters can assist in developing new proposals that worry to insert contents of Sciences in early schooling .

Keywords: early childhood education, teaching of astronomy, early grades, children.

## Introdução

Com a reforma educacional iniciada nos últimos anos, por meio da LDB e dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, BRASIL, 1998), as novas diretrizes curriculares passaram a incluir conteúdos de Astronomia ao longo da grade curricular dos alunos. Contudo, como destaca o Plano Nacional de Astronomia (PNA, BRASIL, 2010), o ensino dessa temática é, ainda hoje, bastante precário no Brasil.

Cabe destacar que a Astronomia ocupa um local privilegiado no imaginário social; desperta a curiosidade nas pessoas e, principalmente, nas crianças e jovens. Por meio das aplicações decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico da Astronomia e áreas afins, temos acesso a inúmeros objetos que facilitam e fazem parte do nosso dia a dia, como os computadores pessoais, satélites, relógios e câmeras digitais, monitor cardíaco, painéis solares, GPS, scanners, teflon utilizado nas panelas e muitas outras aplicações para a medicina e engenharia de alimentos. Nossa organização por meio de calendários, as fases da lua, as estações do ano, o suceder dos dias e noites, também são fruto do estudo da Astronomia e estão incorporados ao nosso dia a dia. Tudo isto reforça a ideia de que ensinar Astronomia é importante, em especial, se o foco for a enculturação científica da sociedade.

Diante disso, entende-se que é importante discutir esse assunto já na Educação Infantil, em especial, por ser este o momento em que as crianças constroem suas primeiras sensações e impressões do viver. Ao discutir Ciências nesse nível, permitir-se-á que a alfabetização não fique restrita ao campo da linguagem, mas avance no campo científico-tecnológico. Contudo, as iniciativas para o ensino de Astronomia, em geral, voltam-se para ao Ensino Fundamental e Médio, e não à Educação Infantil (BORGES, STRIEDER, 2013).

Nesse quadro surge a proposta do presente trabalho, que possui como objetivo: Analisar as potencialidades e os desafios encontrados por quem busca trabalhar a Astronomia na Educação Infantil. Em outras palavras, as questões de investigação são: 'Será possível ensinar este conteúdo nesse nível de ensino?' e 'Quais os desafios e quais as potencialidades encontradas nesse processo?'

## Pressupostos da proposta

O referencial teórico do presente trabalho constitui-se, por um lado, pelas orientações e diretrizes curriculares nacionais e do Distrito Federal, e, por outro lado, por trabalhos sobre Educação Infantil, apresentados em eventos nacionais de Ensino de Ciências.

Esses estudos apontam que as conquistas legais, somadas às pesquisas acerca dos processos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças (LOPES, 2005; ROCHA,1999), reconhecendo a criança como sujeito de direitos, com necessidades e interesses próprios, implicaram em mudanças significativas no contexto educacional no sentido de rever o papel das instituições educativas e do professor que atua com essas crianças, bem como a concepção de criança que se quer formar.

Particularmente no que se refere ao Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL,1996) instituiu a Educação Infantil como sendo a primeira etapa da Educação Básica. Momento em que a Educação Infantil passa a assumir a finalidade de desenvolver integralmente a criança de até

seis anos e, nesse sentido, a escola passa a ser a responsável pela ampliação dos conhecimentos e demais experiências vivenciadas pela criança nessa faixa etária.

Nesse contexto, o conteúdo de Ciências surge como uma oportunidade para proporcionar às crianças espaço para formular suas próprias questões, buscar respostas, imaginar soluções, formular explicações, expressar suas opiniões, interpretações e concepções de mundo, confrontando seu modo de pensar com o de outras crianças e adultos (MIRANDA, PIERSON, RUFFINO, 2005, p.09).

Por meio das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação infantil (BRASIL, 2010) vemos que as práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira. Isto porque a infância é a fase das brincadeiras e é por intermédio das atividades lúdicas que a criança tem oportunidade de vivenciar situações da vida adulta, assimilar a cultura do meio em que vive e a ela se integrar, adaptando e modificando as condições que o mundo lhe oferece e aprendendo a cooperar e conviver com seus semelhantes.

Sendo assim, dentre as experiências que devem compor as propostas pedagógicas estão as que incentivam a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza.

## Metodologia

Para alcançar o objetivo apresentado, relacionado à análise dos desafios e potencialidades encontrados por quem busca trabalhar a Astronomia na Educação Infantil, optou-se por elaborar e desenvolver uma proposta de ensino balizada pelos pressupostos anteriormente apresentados. A mesma foi desenvolvida em uma escola da Rede Pública de Ensino de Brasília, Escola Classe 64 de Ceilândia Sul, em uma turma da educação infantil de faixa etária entre quatro e cinco anos, pertencentes à comunidade carente local. Está organizada em aulas expositivas auxiliadas por recursos pedagógicos tais como: maquete do sistema solar, vídeos e desenhos animados infantis, dinâmicas, fotos de imagens reais contendo os elementos trabalhados e atividades artísticas. O uso de tais recursos visou criar uma situação simples na qual o conceito, ou sua parte essencial, fique evidente, respeitando a capacidade de raciocínio das crianças; de forma tal que a discussão dos conteúdos seja realizada da maneira mais concreta possível, isto em decorrência da faixa etária dos alunos.

A proposta foi desenvolvida em oito aulas de 02 horas cada, pela autora do presente trabalho em conjunto com a professora responsável pela turma. Os títulos, as discussões realizadas em cada aula e as atividades desenvolvidas estão descritos no quadro a seguir:

Quadro 1: Resumo das aulas

A coleta dos dados foi realizada a partir dos seguintes procedimentos:

- 1) Um diário contendo anotações sobre cada aula, elaborado a partir das experiências vividas em sala pela autora do projeto e utilizado para registrar o passo a passo das aulas e também refletir sobre as mesmas.
- 2) Grafismo (desenho) dos alunos sobre o céu, realizado no primeiro encontro. Esse instrumento foi utilizado como parâmetro inicial para o levantamento de compreensões dos alunos.
- 3) Grafismo - comentado em que cada aluno desenhou o que compreendeu das aulas e em seguida descreveu o que foi desenhado, realizado três meses após a conclusão do projeto.
- 4) Um questionário respondido pela professora regente da turma, com a intenção de obter seu ponto de vista sobre as aulas. O questionário era formado pelas seguintes perguntas: 1. Você considera que a proposta de inserção do conteúdo de astronomia na educação infantil é válida? 2. Em que sentido o projeto contribuiu para a formação dos alunos? 3. O que você

alteraria no projeto dentre os aspectos de conteúdo, metodologia e utilização de recursos? 4. Você já trabalhava com algum desses conteúdos? Se sim, como? Se não, por quê? 5. Participar desse projeto contribuiu para a tua formação enquanto professora?

A análise do conteúdo presente nesses dados, centrada nos desafios e potencialidades encontrados ao longo do processo de desenvolvimento da proposta, foi realizada com a intenção de mapear elementos que podem auxiliar no desenvolvimento de novas propostas que se preocupam em inserir conteúdos de Ciências no início da escolarização.

## Resultados

A partir da análise dos diários foi possível perceber a necessidade de redimensionar alguns aspectos, principalmente em função da faixa etária das crianças, como pode ser constatado no excerto a seguir, retirado do diário 3.

Nesta atividade pensei em trabalhar a habilidade das crianças de recortar estimulando sua coordenação motora, entretanto não tinha me dado conta do quão difícil seria para elas recortar o astronauta sozinhas, pois exigia delas uma habilidade além da que possuíam nessa faixa etária. Isso gerou um certo contratempo pois tive que recortar o astronauta de cada um dos alunos da sala, perdi muito tempo e a montagem do cartaz com cada um ficou um pouco corrida. Para a próxima implementação levarei os astronautas recortados ou escolherei um modelo viável de ser recortado pelas crianças. (Diário da Professora/Pesquisadora, n.3)

Os desenhos elaborados pelas crianças no primeiro dia de aula retratam o que viram no céu no momento da observação, portanto os elementos gráficos presentes nesses trabalhos fazem parte do cotidiano dos alunos. Os seguintes elementos foram representados nos grafismos: céu azul, nuvens, sol, luz do sol, avião, estrelas, borboletas e pássaros. A imagem a seguir representa alguns dos grafismos elaborados.

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A partir dos desenhos elaborados pelos alunos ao final do projeto, juntamente com suas explicações sobre os mesmos, foi possível perceber a presença de alguns elementos já representados graficamente na primeira aula e, além disso, novos elementos com os quais as crianças tiveram contato ao longo do projeto. Segue alguns exemplos e a discussão sobre os elementos gráficos encontrados nos desenhos dos alunos.

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- -Planetas. Oito alunos desenharam planetas e os representaram de diversas cores e tamanhos; não se referiram a eles especificando nomes ou características. Cinco alunos desenharam outros planetas (não a Terra) e se referiram a eles citando características dos mesmos - por exemplo, 'Planeta anel' ou 'o anel', para se referir ao Planeta Saturno. Cinco alunos desenharam o Planeta Terra; dos quais três o representaram como uma circunferência colorida em meio a várias outras, ou seja, não especificaram características desse planeta; enquanto dois desenharam os oceanos e os continentes. Três alunos desenharam planetas e se referiram a eles mencionando seus nomes.
- - Sol, Estrelas, Nuvens e a Lua. O Sol é um elemento presente no cotidiano dos alunos e foi representado nos 15 trabalhos analisados. A representação convencional do sol (uma bolinha com raios) foi utilizada por 13 alunos; outros 02 alunos o representaram semelhante a uma bola de fogo, sendo que um desses utilizou a expressão sol de fogo ao se referir a ele. Dez alunos desenharam as nuvens e sete as estrelas, em ambos os casos, as cores e formas utilizadas na representação são variadas. A lua foi mencionada por oito alunos, dos quais seis a representaram em forma de meia lua enquanto dois a desenharam como uma circunferência.
- -Foguete e Astronauta. Onze alunos desenharam o foguete; representaram sua estrutura principal com janelinhas e a base propulsora de fogo. Cinco alunos desenharam o astronauta, dos quais quatro se atentaram para a mangueira que leva o ar do foguete ao astronauta, sendo que um utilizou a expressão 'cobrinha' para se referir a ela.
- - Sistema Solar: 03 alunos representaram o sistema solar em seus desenhos. Um utilizou a expressão 'os planetas se juntando' ao se referir a ele em seu desenho; já os outros 02 alunos utilizaram o próprio nome 'sistema solar'.
- - Outros elementos: Dois alunos desenharam uma escada em seus trabalhos, que pode ter sido utilizada como um elemento de ligação entre a realidade das crianças e o contexto espacial. Um aluno desenhou um avião, que representa um elemento já conhecido pelas crianças e um aluno desenhou a mãe que pode ter sido utilizada para tornar mais real o contexto representado.

Da análise das respostas dadas pela professora, destaca-se que a mesma considera que discutir temas de Astronomia é importante pois ' amplia a visão de mundo das crianças '.Ela destacou que o trabalho trouxe importantes contribuições com relação à participação e aprendizagem dos alunos, como comparece nos excertos a seguir:

(...) crianças passaram a observar o céu e com muita atenção, chegavam à escola com questionamentos diferentes e entusiasmadas em compartilhar o que viam em suas observações. Percebi, também, que eles levaram esse aprendizado para casa, pois os próprios familiares relataram o interesse dos pequenos alunos em relação ao novo tema estudado. As crianças participavam das atividades com perguntas instigantes e algumas vezes com respostas surpreendentes, mostrando seu potencial na aprendizagem sobre os astros do sistema solar. Elas aprenderam sobre como acontece o dia e a noite; a definição do sol como sendo uma grande estrela; características da lua, das estrelas e do Planeta Terra; a existência de diversos planetas e suas diferenças; os movimentos do Planeta Terra; a noção de que para se locomover até o espaço não pode ir de avião, mas sim de foguete ou nave espacial. (questão 2)

A professora também afirmou que não mudaria nada com relação às aulas e que já trabalhava alguns itens, como as diferenças entre o dia e a noite, mas com outra perspectiva, como mostra o excerto a seguir:

Em alguns anos trabalhei parte do conteúdo, como por exemplo, o dia e a noite que está previsto para ser trabalhado nestas séries. Entretanto, abordo este assunto priorizando as características de cada um, dia e noite, permitindo somente que as crianças saibam diferenciá-los e relacionar as ações que realizamos em cada um desses períodos, ou seja, quando dormimos? De noite, Quando vamos à escola? De dia. (questão 4)

Por fim, destaca-se que a professora afirmou que ao acompanhar o trabalho percebeu que é possível discutir assuntos relacionados à Astronomia com as crianças, também, que as atividades lúdicas facilitam a compreensão. Nas palavras da professora:

Posso citar como exemplo a atividade proposta para explicar aos alunos os conceitos de rotação e translação, que eram aparentemente difíceis de ser compreendidos pelos alunos e que tornaram-se fáceis quando foi realizada a atividade fora da sala, em que uma criança era o sol e a outra o Planeta Terra.(questão 5)

## Discussões e Considerações Finais

No desenvolvimento desse trabalho foram elaboradas e implementadas oito aulas em uma turma da Educação Infantil e com base nos resultados constatamos que é possível discutir Astronomia na Educação Infantil. Como indicam os grafismos houve um crescimento em relação aos elementos relacionados ao contexto espacial pelas crianças.

Devido à faixa etária dos alunos a inserção de aspectos lúdicos tornouse imprescindível, assim como a adequação da linguagem ao explicar os conteúdos. As atividades propostas foram elaboradas visando o perfil infantil da turma, mas ainda assim algumas delas tiveram que ser readaptadas, como foi o caso do recorte do astronauta que exigia das crianças uma habilidade de recorte que ainda não possuíam. A utilização de filmes longos, apesar de infantis, também foi uma experiência a ser repensada, pois os pequenos alunos se cansaram e dispersaram antes do filme terminar.

Dentre as limitações observadas, destaca-se a dificuldade das crianças em abstrair algumas informações como, por exemplo, se enxergarem na superfície do planeta Terra, que por sua vez está presente na 'família' que conheceram como sistema solar. Este fator exige um cuidado maior ao elaborar as aulas e as atividades para os pequenos alunos, apontando que elementos concretos são bons recursos didáticos para tentar facilitar a aprendizagem das crianças.

Segundo o questionário respondido pela professora o tema Astronomia instiga o imaginário das crianças e estimula sua vontade de saber mais sobre o assunto. Ao longo do projeto esta percebeu mudanças nas atitudes dos alunos, pois estes passaram a observar o céu com mais atenção e segundo familiares dos mesmos as crianças levaram a aprendizagem sobre a Astronomia para suas casas. A professora qualifica o conteúdo como de suma importância por ampliar a visão de mundo das crianças.

Já dentre as potencialidades notadas ao longo das aulas destaca-se o interesse e a curiosidade despertados nas crianças pelo tema, motivando a participação das mesmas. Além disso, partindo do tema Astronomia pode-se trabalhar conteúdos de outras áreas como: formas geométricas, meios de transporte, cores, relações de tamanho, relações de distância, quantidades, letra-som; além de habilidades como: coordenação motora, noção espacial, argumentação, observação e pintura.

Por fim, cabe destacar que se entende que o desenvolvimento de projetos dessa natureza são extremamente relevantes para a formação de cidadãos, já que por meio desse primeiro contato com o ensino de Astronomia, é possível promover o encantamento das crianças acerca do tema, despertar o gosto pela observação e o estímulo de sua curiosidade. Além disso, se tem a oportunidade de familiarizar as crianças com este conhecimento, facilitando a aprendizagem dos alunos na medida em que prossigam seus estudos ao se depararem com conteúdos relacionados aos já estudados. Nesse sentido, destaca-se a necessidade de ampliar as discussões sobre Ensino de Ciências/Física na Educação Infantil, discutindo, por exemplo, por que, para que, o que e como ensinar.

## Referências Bibliográficas

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . Lei n 9394 de 20 de dezembro de 1996, Brasília.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC, SEB, 2010.

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Plano Nacional de Astronomia . Brasília: MCT, 2010.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

DISTRITO FEDERAL. Secretaria de Estado de Educação. Subsecretaria de Educação Básica. Currículo da Educação Básica - Educação Infantil. Brasília: MEC, SEB, 2010.

BORGES, D. L. C de J.; STRIEDER, R.B. Ensino de Ciências na Educação Infantil: implementação de uma proposta sobre Astronomia. IX Encontro de Pesquisa em Ensino de Física - Águas de Lindóia - 2013.

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