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A LEITURA DE DIFERENTES TIPOS DE DISCURSOS COMO AUXILIAR NO ENSINO DE FÍSICA COM FOCO NO TEMA ESPELHOS

Érica Talita Brugliato, Maria José Pereira Monteiro De Almeida

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XV
Ano
2014
Data
28/10/2014
Linha de pesquisa
Linguagem E Cognição No Ensino De Física
Tipo
Pôster

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Texto completo

## A LEITURA DE DIFERENTES TIPOS DE DISCURSOS COMO AUXILIAR NO ENSINO DE FÍSICA COM FOCO NO TEMA ESPELHOS

## READING OF DIFFERENT KINDS OF DISCOURSES ASSISTS IN LEARNING PHYSICS WITH FOCUS ON MIRRORS

## Érica Talita Brugliato , Maria José P. M. de Almeida 1 2

1 Unicamp/ Faculdade de Educação/ grupo de estudo e pesquisa em Ciência e Ensino - gepCE ericabrugliato@hotmail.com

2 Unicamp/ Faculdade de Educação grupo de estudo e pesquisa em Ciência e Ensino -gepCE / mjpma@unicamp.br

## Resumo

Neste estudo, buscamos evidenciar a importância que o uso de diferentes tipos de discursos pode ter para o aprendizado da Física. São feitas considerações com base na análise de discurso iniciada na França por Michel Pêcheux e amplamente desenvolvida e divulgada no Brasil por Eni Orlandi. Com noções desse apoio teórico evidenciamos que a leitura de diferentes tipos de discursos pode gerar diferentes efeitos de sentidos. Ou seja, a leitura de um livro didático não é feita da mesma forma que uma história em quadrinhos ou um filme e essa diferença na leitura pode auxiliar na melhor interpretação de determinadas noções já que caso ele não interprete um discurso ele ainda terá outra oportunidade de se identificar com outros tipos. O trabalho com tipos de discurso diferentes pode auxiliar na formação dos estudantes, uma vez que a produção de sentidos pelo sujeito depende da sua história de vida e das condições imediatas em que ocorre a interpretação. Assim, as vivências vão sendo incorporadas na história do sujeito, permitindo que ele trabalhe a relação entre diferentes discursos, sendo essa uma possibilidade de aprendizado. Neste estudo é dada uma atenção especial para o aprendizado do tópico Espelhos sendo apresentadas algumas possibilidades de tipos discursivos.

Palavras-chave : Análise de discurso, Leitura, Tipos discursivos.

## Abstract

In this study, we seek to highlight the importance that the use of different types of discourses may have for learning of physics. Considerations are made on the basis of the analysis of discourse initiated in France by Michel Pêcheux and widely developed and disseminated in Brazil by Eni Orlandi. With notions of this theoretical support showed that the reading of different kinds of discourses can generate different effects of senses. That is, reading a textbook is not made in the same way that a comic book or a movie, and this difference in reading can assist in better interpretation of certain concepts that if he does not interpret a speech he will have yet another opportunity to identify with other types. Working with different speech types can assist in the training of students, since the production of senses by the subject depends on your life story and immediate conditions in which occurs the interpretation. Thus, the experiences are being incorporated in the history of the subject, allowing him to work the relationship between different discourses, being this

a possibility of learning. In this study, particular attention is given to the learning of the topic being presented Mirrors some possibilities of discursive types.

Keywords : discourse analysis, reading, discursive Types.

## Introdução

Neste estudo é apresentada uma possibilidade de se trabalhar a leitura na perspectiva da Análise de Discurso (AD). As noções de AD aqui apresentadas se pautam na vertente francesa iniciada com Michel Pêcheux. Essa corrente tem sido bastante desenvolvida no Brasil por Eni Orlandi. Temos como objetivo evidenciar diferentes leituras que podem ser feitas focalizando um tema de Física.

Na AD a linguagem não é considerada transparente e o discurso é compreendido como efeito de sentidos entre interlocutores. Orlandi (1983) refere-se ao discurso considerando seu produto e seu funcionamento e, refere-se ao produto como tipo e ao funcionamento como processo . A autora comenta que "[...] certas configurações se institucionalizam e se tornam típicas, constituindo, historicamente, modelos para o funcionamento de qualquer discurso." (ORLANDI, 1983, p. 22).

Em decorrência dessa institucionalização histórica dos diferentes tipos discursivos, podemos admitir que os diferentes tipos de discursos podem produzir diferentes efeitos de sentidos para um mesmo indivíduo, mesmo que ele esteja lendo sobre um mesmo tema. Assim, ele não fará a mesma leitura, ou seja a mesma interpretação de um livro didático, de um texto de divulgação científica, de uma história em quadrinhos ou de um filme.

Os diferentes sentidos que um discurso pode suscitar para um indivíduo estão relacionados com o interdiscurso, ou seja, com a sua memória discursiva que se refere às relações que ele tem com outras leituras, e com acontecimentos da sua história de vida, mas também com as condições imediatas em que se realiza a leitura, e estas condições são diferentes para diferentes tipos textuais..

É importante destacar as destinações de cada produção. Assim, o livro didático é associado diretamente com o uso escolar, o texto científico remete a publicações exclusivas para os pares dos autores. O texto de divulgação científica visa grande parte da população, não sendo escrito em princípio, para utilização como recurso didático. Essas destinações, aparentemente pré-estabelecidas podem limitar e direcionar as formas de utilização desses tipos de textos, distanciando alguns deles da vida dos sujeitos.

Com base nessas considerações, acreditamos que a leitura de diferentes tipos discursivos pode auxiliar no desenvolvimento dos indivíduos, tanto com relação à cidadania como na apropriação de elementos da cultura científica. Nesta comunicação, é dada ênfase especial a determinado conteúdo usualmente estudado na disciplina de Física, mais precisamente a noções associadas ao espelho.

## Apoio teórico

Como já foi colocado, o apoio teórico utilizado no estudo é pautado na análise de discurso na vertente iniciada na França por Michel Pêcheux.

A linguagem é usualmente considerada como se ela fosse transparente. Ou seja como se a cada verbalização só se pudesse atribuir um sentido. Já a AD não a vê dessa forma. Nessa vertente, a linguagem possibilita múltiplos significados para um mesmo discurso. Este 'se apresenta como o lugar específico em que podemos observar a relação entre linguagem e ideologia' (ORLANDI, 1994, p. 53). Entretanto, os sentidos não podem ser quaisquer uns.

A ideologia como é aqui colocada se relaciona com as condições de produção do discurso. Essas condições são imediatas, e se configuram em relação ao contexto no qual o sujeito está imerso, mas também são de caráter sócio histórico, o que acarreta a influencia de todas as vivências desse sujeito, todas as leituras que ele já realizou todas as situações pelas quais ele já passou, de fato condições únicas para cada sujeito. Assim, ao efetuarem uma leitura os diferentes sujeitos, irão produzir diferentes efeitos de sentido, ainda que não possam produzir quaisquer sentidos.

Ainda com relação à influência das condições de produção destacamos que o mesmo discurso pode produzir diferentes efeitos de sentidos para uma mesma pessoa quando se modificam as condições imediatas, ou seja, em diferentes momentos, em diferentes situações suas interpretações podem ser diferentes. As leituras realizadas e outras vivências possibilitam olhares diferenciados para um discurso relacionando-o com o que já foi visto anteriormente e isso leva à produção de outros sentidos, a partir de sua memória discursiva. O que possibilita, portanto essa mudança nos efeitos de sentidos já produzidos. É o interdiscurso, que para a AD se relaciona a termos essa recuperação da história pela memória, consciente ou inconscientemente. Ou seja, 'para que nossas palavras façam sentido é preciso que já signifiquem, que se produzam em uma memória discursiva, que possam ser interpretadas' (ORLANDI, 2012, p. 171). Com isso se pode dizer que numa leitura o efeito de sentido produzido depende das condições de produção imediatas bem como da história dos sujeitos, por isso um discurso pode ter diferentes significados para diferentes pessoas e também para a mesma pessoa.

Uma outra noção da AD a que aqui nos referimos é a de formação discursiva. A formação discursiva se refere a enunciados que possuem uma mesma regularidade e regra de formação, ela também se relaciona diretamente com a formação ideológica. A formação discursiva define o que pode e deve ser dito partindo de um determinado local histórico e/ou social. Devido a essa possibilidade de se encontrar um assunto em diferentes formações discursivas é que temos a multiplicidade de sentidos. (BRANDÃO, 1991).

Num estudo em que buscam circunstanciar um dispositivo analítico de leituras, Almeida e Sorpreso (2011) afirmam que "[...] a textualização de determinado conteúdo num periódico científico ou num texto de divulgação científica evidencia formações discursivas bastante distintas, ainda que ambos se refiram ao mesmo tema." (ALMEIDA,SORPRESO, 2011, p. 88)

## E as autoras também alertam para o fato de que

[...] as interpretações possíveis, ou seja, as produções de significados dependem de interdiscursos associados ao envolvimento com certas formações discursivas, mas também do contexto sócio-histórico e da história de vida do leitor, sem que ele próprio tenha total acesso à constituição da sua memória discursiva. (ALMEIDA,SORPRESO, 2011, p. 94)

No que foi até aqui apresentado, podemos notar a importância do uso de diferentes discursos no aprendizado, uma vez que cada relação feita depende das anteriores, ampliando as possibilidades de interpretação. Orlandi (1984) evidencia a importância do papel do professor no desenvolvimento dos alunos.

[...] o professor pode modificar as condições de produção da leitura do aluno: de um lado, propiciando-lhe que construa sua história de leituras; de outro, estabelecendo, quando necessário, as relações intertextuais, resgatando a história dos sentidos do texto (ORLANDI,1984, p. 8).

Fica assim, evidente que o professor pode dar o suporte necessário para que seu aluno se desenvolva nesse âmbito, possibilitando a construção de novos significados.

É importante ainda, destacar a relação que a produção de sentidos tem com o imaginário. Esse imaginário se refere a como o sujeito está recebendo as informações contidas no discurso apresentado e deve ser considerado, uma vez que a linguagem não é transparente. Como para a AD, 'não há uma relação termo-atermo entre a linguagem, o pensamento e o mundo' (ORLANDI, 2012, p. 151).

## Alguns tipos de discurso

Como foi comentado anteriormente, a atribuição de sentidos depende dos contextos imediatos e sócio históricos, o mesmo acontece com os tipos de discursos, eles também dependem das condições de produção, só que nesse caso essas condições envolvem não apenas a história do autor, mas também quem ele supõe que irá ler seu discurso, a quem Orlandi (2003) classifica como leitor virtual. Assim, quando o autor está produzindo seu texto ele frequentemente dialoga com o leitor que ele idealiza, por isso os tipos de discurso apresentam algumas características próprias.

Assim, se considerarmos o livro didático utilizado pelos alunos do Ensino Médio e até o do Ensino Superior, temos que a condição de produção desses livros teve como leitor virtual o aluno, daí dizer-se que seu conteúdo é mais didático, com uma linguagem considerada mais simples, porém repleto de definições, a maioria descontextualizadas e que não levam o aluno a refletir, mas apenas a decora-las e aceitar como se o que está escrito no livro fosse a única verdade.

Considerando agora um texto de divulgação científica, o autor tem como leitor virtual um público leigo, ou seja, ele escreve considerando que quem busca esse discurso não é especialista no assunto, por isso usualmente busca descrever as condições de produção, o significado de termos e os caminhos que foram traçados para se obter o resultado apresentado. Também se utiliza frequentemente de imagens para facilitar a interpretação pelo leitor. Isso não acontece em um artigo

específico de determinada área, onde o autor pressupõe que apenas seus pares irão efetuar a leitura, dessa forma não há a necessidade de descrever todo o percurso e os significados, uma vez que o leitor, supostamente, partilha do mesmo conhecimento do autor. Nesse caso pode-se utiliza uma linguagem mais específica.

Outro tipo de discurso que temos é o da poesia, o autor também considera, que não há a necessidade de explicar o que ele quis dizer. Aparentemente faz o texto visando liberar emoções, e expressar sentimentos. É também característica desse tipo de discurso o fato dele ser escrito em primeira pessoa (KOCH e ELIAS, 2011). Temos ainda as histórias em quadrinho que têm características narrativas, porém o diálogo é feito em forma de 'balões'. Esse tipo de discurso conta ainda com uma forte influencia da linguagem não verbal, no caso as imagens, além disso, apresenta uma composição gráfica que busca entreter o leitor. Devido a essa característica de entretenimento, a história em quadrinho é comumente utilizada para divulgar informações.

Com base no fato de diferentes discursos apresentarem diferentes características, é feito neste estudo uma coletânea de trechos de alguns tipos de discursos com o objetivo de evidenciar a importância desse trabalho mais amplo para a compreensão dos conteúdos por parte dos sujeitos. O primeiro deles foi extraído do livro didático elaborado pelo Grupo de Reelaboração do Ensino de Física ( Gref ), esse grupo foi formado por professores da rede estadual de São Paulo e coordenado por docentes do Instituto de Física da USP. O livro tem como objetivo elaborar uma proposta de ensino que aproxime a física do cotidiano dos alunos. Nele pode-se ler:

Uma das características de um espelho plano, é que ele não "distorce" a imagem. Quando desejamos aumentar ou diminuir a imagem, invertê-la de ponta-cabeça ou direita-esquerda, usamos um espelho esférico. Por esta razão é que são usados espelhos esféricos nas salas de espelhos dos parques de diversão: sua função é tornar a pessoa maior/menor, mais gorda/magra,... (v.3, p. 73)

Já em um típico livro didático de Física esse mesmo conteúdo aparece de outra forma, como podemos ver no livro didático Física, ciência e tecnologia , volume 2 publicado em 2005 dos autores Penteado e Torres da Editora Moderna, aprovado no PNLEM 2009-2011, para uso dos alunos do Ensino Médio. Nele pode-se ler basicamente uma definição.

Um espelho plano comum é constituído de uma lâmina de vidro de faces paralelas, sendo que em uma das faces é depositada uma delgada camada de prata (parte refletora). A imagem de um objeto colocado na frente da face refletora de um espelho plano se forma 'atrás' do espelho, e a distância entre a imagem e o espelho é igual à distância entre o objeto e o espelho. (p. 157) Espelho esférico é uma calota esférica em que uma das superfícies é refletora. Os espelhos esféricos podem ser côncavos ou convexos. Nos espelhos esféricos côncavos, a superfície refletora é a interna , e nos convexos, externa. (p.163)

Outro tipo de discurso que pode ser apresentado relacionado ao tema espelho é o da poesia. A que segue, intitulada Espelho pode ser encontrada no site http://sitedepoesias.com/poesias/51753.

Queria não ter tanto pra escrever, ser sempre leve.

Mas tudo pra mim é vidro...

Vejo tudo através dele,

Não apenas o que está ao alcance,

Mas o que nele está contido.

É quase um dom, mas às vezes não,

Às vezes é só delírio.

Pois a imagem, quando atravessa,

Nem sempre permanece o que era.

Quase sempre quem vê ao espelho,

Vê ao inverso, ou do avesso.

Às vezes o avesso é o que mais se aproxima da realidade.

Mas, na maioria das vezes, o avesso, é só o avesso.

Nada tem de verdade. (GERMANO, 2009)

Também se pode trabalhar com a história em quadrinhos.

Imagem1: História em quadrinhos relacionada à Física

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Fonte: SOUZA, E.O.R; VIANNA, D. M. Usando quadrinhos para discutir ótica. In: XX Simpósio Nacional de Ensino de Física -SNEF, 2013, São Paulo-SP. Disponível em &lt; https://static.squarespace.com/static/5120537ce4b0cbd2cf2677c6/t/5132622be4b03c8ebed508ad/136 2256426999/UsandoQuadrinhosParaDiscutirOtica.pdf&gt;. Acessado em 22 março 2014.

A referência ao espelho pode ainda servir-se do conto, como no 'O espelho esboço de uma nova teoria da alma humana' de Machado de Assis, em que o autor coloca:

Convém dizer-lhes que, desde que ficara só, não olhara uma só vez para o espelho. Não era abstenção deliberada, não tinha motivo; era um impulso inconsciente, um receio de achar-me um e dois, ao mesmo tempo, naquela casa solitária; e se tal explicação é verdadeira, nada prova melhor a contradição humana, porque no fim de oito dias, deu-me na veneta olhar para o espelho com o fim justamente de achar-me dois. Olhei e recuei. O próprio vidro parecia conjurado com o resto do universo; não me estampou a figura nítida e inteira, mas vaga, esfumada, difusa, sombra de sombra. A realidade das leis físicas não permite negar que o espelho reproduziu-me textualmente, com os mesmos contornos e feições; assim devia ter sido. [...]

Outra imagem que é comum ser vista é a encontrada no livro didático que, ao contrário da história em quadrinho, aparentemente não atrai muito a atenção dos alunos e nem os motiva a aprender, como podemos observar na imagem a seguir.

Imagem 2: Imagem extraída do livro didático para ilustrar o conteúdo de espelhosFonte: Física, ciência e tecnologia. Volume 2, 2005, p.166 Penteado e Torres. Editora

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Moderna

Embora todos os discursos apresentados se refiram a espelhos, é possível notar as diferenças entre eles. Essa variedade pode proporcionar uma oportunidade para o aprendizado, uma vez que se um aluno que não se adapta à linguagem do livro didático, pode se sentir motivado a aprender por meio de uma poesia, ou da história em quadrinhos. Aqui é importante destacar que mesmo envolvendo a questão imagética, a história em quadrinhos diverge da imagem do livro didático, pois a última não conversa com os alunos da mesma forma. Assim, certamente a produção de significados por eles ao interpretarem as imagens será diferente.

## Considerações finais

Buscou-se com a apresentação do tema Espelho em diversos discursos, chamar a atenção para a diversidade de sentidos que podem ser produzidos sobre o tema, e como esses sentidos podem ajudar na compreensão do conteúdo, uma vez que se é trabalhado apenas com o livro didático, o aluno pode decorar a definição apresentada nele, mas pode acontecer de não compreender o que tal definição quer dizer.

Cabe ressaltar ainda que, ao se optar pelo trabalho com tipos de discursos deve-se estar ciente de que não haverá a produção de um único sentido, igual para todos, mas sim múltiplos sentidos.

Para finalizar, admitimos como Almeida e Sorpreso (2011, p. 84) que 'quando pensamos na difusão de conhecimentos associados às chamadas Ciências da Natureza, é fato que um livro didático, um texto de divulgação ou um original de cientista, embora comportem relações tanto com a Ciência quanto com a vida cotidiana dos indivíduos, não o fazem da mesma maneira nem em igual proporção'.

Também é importante chamar a atenção para o desenvolvimento do aluno nesse trabalho, ou seja, para a sua história, proporcionando-lhe uma bagagem para futuramente conseguir por conta própria ler diferentes tipos textuais.

## Referências

ALMEIDA, M. J. P. M; SORPRESO, T. P. Dispositivo analítico para compreensão da leitura de diferentes tipos textuais: exemplos referentes à Física. Pro-posições. Campinas, v.22, n.1, p. 83-95, jan/abr 2011.

ASSIS, M. O espelho - esboço de uma nova teoria da alma humana. Disponível em

&lt;http://www.germinaliteratura.com.br/2008/contosdemachado\_oespelho.htm&gt;. Acesso em 10/07/14.

BRANDÃO, H.H.N. Introdução à análise do discurso. Campinas: Editora da Unicamp, 1991.

GERMANO, L. Espelho. Disponível em &lt; http://sitedepoesias.com/poesias/51753&gt;. Acesso em 10/07/2014

KOCH, I. V; ELIAS, V. M. Ler e compreender os sentidos do texto. 3ª ed. São Paulo, Editora Contexto, 2011.

ORLANDI, E. P. Discurso em análise: Sujeito, Sentido e Ideologia. Campinas- Sp, Editora Pontes, 2012.

\_\_\_\_\_\_. A produção da leitura e suas condições. Leitura: Teoria e Prática , Campinas, v.2, n.1, p. 20-25. Abr, 1983.

\_\_\_\_\_\_. As histórias das leituras. Leitura: Teoria e Prática, Campinas, v. 3, n. 3, p. 7-9, jul. 1984

\_\_\_\_\_\_. Discurso, Imaginário social e Conhecimento. Em aberto . Brasília, ano 14, n. 61, p. 52-59, jan/mar. 1994.

\_\_\_\_\_\_. A linguagem e seu funcionamento. As formas do discurso. 4. ed. Campinas, SP: Editora Pontes. 2003

SOUZA, E.O.R; VIANNA, D. M. Usando quadrinhos para discutir ótica. In: XX SIMPÓSIO NACIONAL DE ENSINO DE FÍSICA -SNEF. Anais eletrônicos . São Paulo-SP 2013. Disponível em &lt; c8ebed508ad/1362256426999/UsandoQuadrinhosParaDiscutirOtica.pdf&gt;. Acessado

https://static.squarespace.com/static/5120537ce4b0cbd2cf2677c6/t/5132622be4b03 em 22 março 2014.

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