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ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL: COMPREENSÕES DOS MEDIADORES

Camila Cardoso Moreira, Daniela De Andrade Santos, Thainá Alvim De Souza

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XV
Ano
2014
Data
28/10/2014
Linha de pesquisa
Formais
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA EM UM ESPAÇO DE EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL: COMPREENSÕES DOS MEDIADORES

## SCIENTIFIC AND TECHNOLOGIC LITERACY IN NON-FORMAL EDUCATIONAL SPACES: UNDERSTANDINGS OF THE MEDIATORS

Camila Cardoso Moreira 1 , Daniela de Andrade Santos , Thainá Alvim de Souza 2 3

1 Universidade Federal de Itajubá/ Mestrado Profissional em Ensino de Ciências/milacardoso@unifei.edu.br

2 Universidade Federal de Itajubá/ Mestrado Profissional em Ensino de Ciências/daniela.santosstz@yahoo.com.br

3 Universidade Federal de Itajubá/Mestrado Profissional em Ensino de Ciências/thaina\_as@hotmail.com

## Resumo

A busca pela Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) dos cidadãos têm se ampliado nas últimas décadas e alcançado espaços muito além do ambiente escolar. Espaços de educação não-formal são apontados com o potencial de contribuir para a ACT de um indivíduo à medida em que promovem uma aprendizagem estimulada pela vivência e curiosidade que as exposições oferecem. Além disso, muitos desses espaços contam com o trabalho de mediadores, que têm um papel educativo que vai além da orientação dos visitantes pelo espaço físico das exposições. Por esse motivo, muitos pesquisadores apontam a necessidade da formação específica desses mediadores a fim de que os espaços não-formais possam, de fato, contribuir do ponto de vista educativo para o ensino das Ciências e, ainda, para a ACT dos cidadãos. Dessa forma, entendemos relevante verificar quais as compreensões dos mediadores de um espaço não-formal acerca da ACT. Para isso, escolhemos o Espaço InterCiências como espaço não-formal a ser investigado, e selecionamos os mediadores com mais tempo de trabalho nesse espaço para responder um questionário sobre a ACT. Os resultados obtidos mostram que os mediadores têm certa clareza do que seja a ACT e da sua relação com o Ensino de Ciências, embora não tenham conseguido elaborar propostas concretas de atividades que promovam a ACT. Entendemos que essa dificuldade é justificada pelo fato, apontando por alguns autores, de que propostas bem sucedidas de ACT em espaços não-formais devem ser vinculadas com o trabalho que acontece na escola. Assim, não se deve esperar que os mediadores preparem, sozinhos, atividades que visem a ACT, e sim que se estabeleça uma parceria entre estes e os professores da escola regular. A partir de uma parceria dessa natureza, acreditamos ser possível que um espaço não-formal dê uma contribuição real para a promoção da ACT dos cidadãos.

Palavras-chave : Alfabetização Científica e Tecnológica, Educação nãoformal, Mediação.

## Abstract

The seeking for Scientific and Technologic Literacy (STL) by people has widened in the last decades and has reached spaces far beyond the scholar environment. Non-formal educational spaces may contribute to the STL of a person once they promote a learning stimulated by the experience and the curiosity offered by those spaces. Moreover, many spaces have mediators whose educating task goes beyond the orientation of people through the room. That is why many researchers pointed to the need of a specific formation for those mediators, expecting that the non-formal educational spaces could really contribute to Science teaching and to the STL. For these reason, we consider be important to verify what are the understandings of the mediators about the STL. To do so, we have investigated the Espaço InterCiências and we have chosen those mediators with larger experience in order to answer some questions related to STL. The results indicate that the mediators have some idea about STL and its relation with the Science teaching, though they were not able to propose any activity to promote STL. According to some authors, the difficulty is justified by the fact that successful activities in non-formal spaces aiming STL must be elaborated taking into consideration the work developed at school. Therefore, we should not expect that the mediators elaborated by their own those kind of activities. It is necessary to establish a partnership between them and the teachers. This way, we believe to be possible that non-formal spaces like Espaço InterCiências really contribute to promote STL among people.

Keywords : Scientific and Technologic Literacy, Non-formal education, Mediation.

## Introdução

A busca pela Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) dos cidadãos têm se ampliado nas últimas décadas e alcançado espaços muito além do ambiente escolar. Espaços de educação não-formal são apontados com o potencial de contribuir para a ACT de um indivíduo à medida em que promovem uma aprendizagem estimulada pela vivência e curiosidade que as exposições oferecem.

Os espaços não-formais contam não somente com a ludicidade e a interatividade das exposições, mas também com o trabalho de mediadores, que tem um papel educativo que vai além da orientação dos visitantes pelo espaço físico. Por esse motivo, muitos pesquisadores apontam a necessidade da formação específica desses mediadores a fim de que os espaços não-formais possam, de fato, contribuir do ponto de vista educativo para o ensino das Ciências e, ainda, para a ACT dos cidadãos.

Marandino (2008) defende que o papel dos mediadores em um espaço nãoformal de educação é o de decodificar as informações contidas nas exposições, e que o planejamento das suas ações é o que determina as características das atividades realizadas nesses espaços. Dessa forma, entendemos que as escolhas de atuação dos mediadores são determinantes para denominar uma interação visitante-conhecimento como 'não-formal', indo além da classificação do espaço físico como tal.

Frente a esse quadro, entendemos relevante conhecer como os mediadores de um espaço não-formal compreendem a ACT. Ainda, buscamos verificar, a partir das ações dos mediadores, como um espaço não-formal pode contribuir para a ACT dos visitantes. A fim de delinear melhor nossa proposta, apresentamos a seguir um breve referencial acerca da ACT, espaços não-formais e a mediação nesses espaços.

## Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT)

Conviver em um mundo onde o avanço tecnológico e as descobertas da ciência se apresentam cada vez mais frequentes e sofisticados traz, dentre muitos benefícios, o conforto e a comodidade no dia-a-dia. No entanto, entender como ocorre esse avanço nas descobertas da ciência e tecnologia, bem como as consequências positivas ou negativas que elas podem apresentar para a sociedade e para a vida de quem as usufrui, é uma tarefa que tem como pré-requisito um mínimo de conhecimento sobre as ciências.

De acordo com Santos e Mortimer (2001), a ideia de que o desenvolvimento da ciência está ligado a aspectos sociais, ambientais, culturais, políticos e econômicos surgiu com o movimento CTS (Ciência-Tecnologia-Sociedade) e evidenciou a necessidade da participação, de maneira democrática, da população nas decisões sobre ciência e tecnologia.

Ainda neste contexto, Auler e Delizoicov (2006) relacionam a busca da participação democrática da população nos assuntos que envolvem ciência e tecnologia com as ideias de Paulo Freire sobre alfabetização. Os autores defendem que alfabetizar não deve ser como um processo mecânico de aprender a ler e escrever. Alfabetizar é proporcionar ao aluno a capacidade de 'leitura do mundo'.

Concepções desse tipo causaram uma mudança nos objetivos do ensino de Ciências, onde a principal finalidade passou a ser a preparação de cidadãos para atuarem criticamente nas ações sociais que envolvam ciência e tecnologia. Surge então a ideia de Alfabetização Científica, que passa a ser vista como objetivo principal do ensino de Ciências (SANTOS E MORTIMER, 2001).

Auler e Delizoicov (2001) apresentam ainda duas perspectivas de ACT. A perspectiva de ACT reducionista tem como característica a transmissão unidirecional de conhecimentos científicos, o que resulta em uma aprendizagem pouco crítica. Já a perspectiva de ACT ampliada tem fundamentação nas ideias de Paulo Freire (1987; 1996 apud AULER e DELIZOICOV), nas quais a educação deve objetivar o desenvolvimento de uma 'leitura crítica do mundo', para que o indivíduo abandone a postura ingênua e assuma papel participativo na sociedade.

Tendo em vista esses aspectos, entendemos a ACT como sendo uma perspectiva do Ensino de Ciências que tem o objetivo de proporcionar ao indivíduo a capacidade de utilizar em seu cotidiano os conhecimentos científicos adquiridos, sejam em situações simples do dia-a-dia ou até mesmo em debates, discussões e tomadas de decisões sobre assuntos que relacionem ciência, tecnologia e sociedade.

## Espaços não-formais de educação

Nos dias atuais, o termo 'espaços não-formais' tem sido muito utilizado por profissionais da educação e o número de pesquisas sobre o tema também tem crescido, ainda que discretamente. Para uma melhor compreensão do que é um

espaço não-formal, é necessário conceituar o que é um espaço formal de educação. Quando nos referimos a espaço formal de educação, estamos falando do ambiente escolar em si, de instituições regulamentadas por leis e organizadas de acordo com uma padronização nacional.

Segundo Gohn (2006), na educação formal, entre outros objetivos, destacam-se os relativos ao ensino e aprendizagem de conteúdos historicamente sistematizados, normatizados por leis, dentre os quais se destacam o de formar o indivíduo como um cidadão ativo, desenvolver habilidades e competências várias, desenvolver a criatividade, percepção, motricidade, entre outros.

Posto que a educação formal seja aquela que ocorre dentro dos muros da escola, a educação não-formal é a que acontece além desses muros, ou seja, processa-se fora da esfera escolar, em museus, centros de ciências, parques ecológicos, planetários e outras instituições que realizam várias atividades educativas visando o ensino de Ciências para um público diversificado.

Diferentemente do espaço escolar, esses espaços, também educativos, exibem de forma interativa e lúdica situações do cotidiano. Dependendo do espaço, o público pode interagir de forma direta com os equipamentos, esculturas, pinturas, experimentos e outros elementos que, na sala de aula, estariam disponíveis apenas para visualização em livros didáticos ou virtualmente.

Esses espaços estimulam a aprendizagem, uma vez que o público participa de forma natural e descontraída. Por ser um ambiente cheio de novidades, a curiosidade é incessante. Indagações provocadas pela curiosidade são espontâneas, e as respostas obtidas através do professor ou dos monitores podem agregar a outros conhecimentos anteriormente adquiridos. O intuito desse tipo de educação é abrir possibilidades de conhecimento sobre o mundo em que vivemos, ou seja, é um comprometimento com a formação de cidadãos.

Seus objetivos se constroem a partir do processo interativo visitantemediador-exposição, que pode culminar em um processo educativo. Esses espaços permitem ainda a integração de várias áreas do conhecimento e de diferentes contextos culturais, apresentando a diversidade como uma de suas características.

## A mediação em espaços não-formais

Uma visita a um espaço não-formal pode significar, para muitos, uma experiência de contemplação de imagens e interação com aparatos científicos, desvinculada da figura de um orientador. Entretanto, como espaços que se propõem a divulgar Ciências e promover um aprendizado científico diferenciado, eles não se ocupam apenas em oferecer ao visitante as atrações do espaço físico, mas também a oportunidade de interagir com mediadores especificamente preparados para atuar em um processo educativo não-formal. De acordo com Marandino (2008),

O mediador deve, ao planejar suas ações e ao realizar a mediação com o público, considerar que este não deve ser exposto a longos períodos de exposição oral, não deve ser submetido à leitura de textos imensos, mas deve, sim, saber se localizar, se sentir à vontade para interagir, podendo dialogar com seus pares e com o mediador. Estes e outros elementos são decorrentes da especificidade que esses locais imprimem para ações educativas neles realizadas (MARANDINO, p.20, 2008).

Entendemos que os mediadores desempenham papel especial quando se busca compreender os processos educativos que se desenvolvem em um espaço

não-formal. A aprendizagem do indivíduo nesse espaço é facilitada não apenas pela interação com o ambiente e com os seus pares, mas também pelo diálogo estabelecido com o mediador. Portanto, como agente educativo, é essencial que ele receba formação específica para ter clareza do seu papel, que não se limita a orientar os visitantes pelo espaço físico. Antes, esse profissional deve '(...) se valer da sua abordagem pessoal para reformular conteúdos acessíveis a todos (...).' (GARCIA, p. 42, 2006).

Por conta desses fatores, o potencial educativo de um espaço não-formal não reside unicamente nas características das exposições, mas principalmente na ação dos mediadores. Se estes se mostrarem com uma formação pedagógica adequada, conscientes do potencial educativo do espaço em que atuam, então as atividades oferecidas por tal espaço terão condições de contribuir para a educação dos visitantes.

Assim, entendemos que um espaço não-formal poderá contribuir para a ACT dos cidadãos à medida que os mediadores que atuam neste espaço compreendam seu significado no ensino das Ciências e, ainda, conforme sejam capazes de elaborar atividades que objetivem essa contribuição.

## Procedimentos Metodológicos

Para os fins dessa pesquisa, investigamos sete mediadores que atuam no Espaço InterCiências (EIC), espaço não-formal localizado no campus da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). O EIC recebe visitantes de todos os níveis de ensino desde 2012. As práticas que ali ocorrem e todo o seu acervo têm características museológicas. Possui experimentos interativos de Física e Matemática e conta com a atuação de mediadores que são alunos das licenciaturas em Física (FLI) ou Matemática (MLI) da UNIFEI.

Aplicamos a esses mediadores um questionário contendo 5 perguntas abertas acerca da ACT. As respostas ao questionário foram posteriormente sistematizadas e analisadas à luz dos referenciais teóricos deste trabalho.

Além disso, para complementar nossa coleta de dados, ao docente responsável pelo Espaço InterCiências apresentamos a seguinte questão: 'o Espaço InterCiências tem potencial para contribuir para a ACT dos visitantes? De que maneira?' Sua resposta também foi analisada e configura nos resultados da investigação.

## Resultados: compreensões dos mediadores acerca da ACT

Os mediadores que participaram da pesquisa foram selecionados de acordo com o tempo de atuação no EIC. A tabela a seguir apresenta o perfil dos sujeitos selecionados.

Notamos que todos os sujeitos têm pelo menos um ano de experiência como mediador no InterCiências. Isso quer dizer que todos já participam do processo de formação pedagógica oferecido pelo docente responsável a um período de tempo equivalente. Nesse processo de formação, os mediadores estudam acerca do ensino não-formal das ciências, da importância da mediação em espaços nãoformais, dentre outros tópicos.

A primeira questão proposta os sujeitos foi 'O que você entende por ACT?'. Enquanto 2 mediadores mostraram uma compreensão mais reducionista acerca da ACT (AULER & DELIZOICOV, 2001), 5 deles apresentaram-na como um processo

vinculado ao desenvolvimento da criticidade do sujeito e sua participação no meio social. A fala do mediador 2 exemplifica essa visão mais ampla da ACT:

'Entendo que esteja relacionada à capacidade de compreensão de conhecimentos científicos e a interação com estes. Capacidade de avaliar situações, compreender fenômenos, articular situações em prol da ciência. A AC pode ser uma estratégia para colocar o cidadão dentro de uma perspectiva que faça com que ele se torne crítico' (M2).

Quando questionados sobre os recursos e espaços que selecionariam para elaborar uma atividade visando a ACT, todos os mediadores apresentaram propostas de atividades que ocorressem fora do ambiente escolar. Cinco deles mencionaram um espaço nos moldes do InterCiências (não-formal) como cenário da atividade. Entendemos que essa tendência de pensar a ACT em espaços nãoformais é um reflexo do seu processo de formação como mediadores do InterCiências.

Tabela 1: perfil dos sujeitos de pesquisa, mediadores do EIC

Um dos mediadores evidenciou a ideia de que espaços formais e nãoformais de educação se complementem para promover a ACT: 'A ACT pode se dar em ambientes de educação formal, não-formal e informal. Para desenvolver uma atividade visando a ACT deve-se articular recursos das três 'modalidades' de educação (M3).'

Esta fala vai ao encontro do que defendem Sasseron e Carvalho (2011) no que diz respeito à importância de que a escola busque outros espaços que ofereçam recursos intrigantes e interativos aos alunos. Dessa forma, um processo bem sucedido de ACT não ocorre unicamente no ambiente escolar, mas permeia os espaços não-formais e a vivência cotidiana dos indivíduos.

Os mediadores foram questionados se a ACT poderia contribuir para o desenvolvimento social. Todas as respostas associaram um indivíduo alfabetizado cientificamente a um sujeito crítico que é capaz de atuar no seu meio social e modifica-lo. A fala do Mediador 4 exemplifica essa visão:

'Sim, pois ao fornecer recursos para que os indivíduos discutam sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, por exemplo, eles poderão intervir em sua comunidade, criar soluções e alternativas para os problemas sociais e, dessa forma, contribuir para o seu desenvolvimento' (M4).

Novamente podemos retomar as ideias de Auler e Delizoicov (2001) e associar as compreensões dos mediadores a uma visão ampliada da ACT. Isso reflete uma formação satisfatória, do ponto de vista teórico, dos mediadores do InterCiências.

Por fim, pedimos aos mediadores que estruturassem, em linhas gerais, uma proposta de atividade que tivesse por objetivo promover a ACT. Embora tivessem demonstrado uma compreensão do que é a ACT em respostas anteriores, nenhum deles soube elaborar uma proposta factível. A esse respeito, entendemos que a compreensão dos mediadores acerca da ACT é teórica, acadêmica, e não oriunda da sua prática enquanto mediadores.

Essa interpretação se mostrou condizente com a fala do docente responsável pelo InterCiências, que declarou ser claro o potencial do espaço para a promoção da ACT, embora colocar isso em prática seja uma tarefa muito complexa. Ele afirmou que os mediadores têm a formação teórica que os habilita a desenvolver uma atividade com esse fim, mas lhes falta um elemento que é a colaboração dos professores que visitam o EIC. Nesse sentido, ele concluiu dizendo que a contribuição do InterCiências para a ACT dos visitantes só será real quando os mediadores tiverem o apoio dos professores das escolas, elaborando atividades em conjunto.

A declaração do docente é coerente com o que entendemos ser necessário para que o potencial de um espaço não-formal seja explorado de modo a contribuir para a ACT dos cidadãos. Conforme afirma Marandino (2008), é necessário que esses espaços atuem em parceria com a escola a fim de que as atividades educativas elaboradas por ambos atinjam seus objetivos.

## Considerações Finais

A partir dos dados obtidos, verificamos que os mediadores do EIC têm uma compreensão razoável acerca da ACT. Suas ideias de um cidadão alfabetizado cientificamente relacionam-se com o ideal de um sujeito crítico a atuante em sociedade. Entretanto, os mediadores mostraram dificuldades em propor atividades factíveis que visem a ACT. Essa limitação foi entendida como resultado de uma característica própria dos espaços não-formais que, embora tenham grande potencial para contribuir para a ACT, devem atuar em parceria com a escola regular. Isso se refletiu na formação que os mediadores receberam para atuar no EIC, que contemplou estudos somente teóricos sobre a ACT. Caberia aos professores oriundos das escolas, portanto, contribuir com sua experiência na prática docente para que as atividades fossem elaboradas e executadas.

Desse modo, concluímos que o EIC poderá contribuir para a ACT dos visitantes à medida que os professores que acompanham os visitantes dialoguem com os mediadores, trocando experiências e elaborando, em parceria, atividades educativas.

## Referências Bibliográficas

AULER, D.; DELIZOICOV, D. Alfabetização Científico-Tecnológica pra quê? Ensaio - Pesquisa em Educação em Ciências , v.3, n.1, 2001.

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CHASSOT, A. Alfabetização científica: Uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação , n.21, p.157-158, 2002.

GARCIA, V. A. um sobrevôo: o conceito de educação não-formal. In: PARL, M. B. & FERNANDES, R. S. Educação não-formal - contextos, percursos e sujeitos. Campinas, 2005.

GOHN, M. G. Educação não-formal, participação da sociedade civil e estruturas colegiadas nas escolas. Ensaio: aval. pol. públ. educ. , Rio de Janeiro, v. 14, n. 50, p. 27-38, jan./mar. 2006.

LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. Alfabetização científica no contexto das séries iniciais. Ensaio - Pesquisa em Educação em Ciências , v.3, n.1, p.37-50, 2001.

MARANDINO, M. (Org.). Educação em museus: a mediação em foco . FEUSP, São Paulo, 2008.

SASSERON, L.H.; CARVALHO, A.M.P. Alfabetização científica: Uma revisão bibliográfica. Investigações em ensino de ciências , v.16, n.1, p. 59-77, 2011.

SANTOS, W.L.P.; MORTIMER, E.F. Tomada de decisão para ação social responsável no ensino de ciências. Ciência & Educação , v.7, n.1, p.95-111, 2001.

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