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SEQUÊNCIA DE ENSINO INVESTIGATIVA E AÇÕES DO PROFESSOR: PROBLEMA DO BARQUINHO

Lucélia Letta, Lúcia Sasseron

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XV
Ano
2014
Data
30/10/2014
Linha de pesquisa
Ensino/Aprendizagem/Avaliação Em Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## SEQUÊNCIA DE ENSINO INVESTIGATIVA E AÇÕES DO PROFESSOR: PROBLEMA DO BARQUINHO

## INQUIRY TEACHING SEQUENCE AND TEACHER ACTIONS: PROBLEM OF BOAT.

## Lucélia Letta , Lúcia Sasseron 1 2

- 1 Universidade de São Paulo/Instituto de Física e Faculdade de Educação/USP, letta.lcn@usp.br
- 2 Universidade de São Paulo/Instituto de Física e Faculdade de Educação/USP, sasseron@usp.br

## Resumo

O presente trabalho apresenta as ações do professor de Ciências em uma aula sobre o fenômeno Físico 'flutuação'. A aula faz parte de uma Sequência de Ensino Investigativa e trata da leitura do texto 'Mantendo os Navios na Água' explicando porque as embarcações não afundam. Contudo, examinamos esta aula a partir das falas transcritas do professor e alunos, e verificamos quais foram às ações do professor para esta aula. Tanto a sequência de ensino quanto as falas transcritas, se encontram no corpus de Sasseron (2008). Os trechos transcritos foram observados e analisados pela autora cuidadosamente acerca de se verificar se houve ou não a presença do padrão de argumento segundo o modelo de Toulmin (2006). Nós, a partir desse trabalho, voltamos nosso olhar às falas do professor e suas ações. Para isso construímos categorias de análise que se aplicam para às ações do professor. Assim, pudemos considerar que as ações do professor conduziram o bom ensino desta aula.

Palavras-chave : Flutuação; Argumentação; Ensino Fundamental; Ensino de Ciências; Seqüências de Ensino Investigativo.

## Abstract

This paper presents the actions of the Science teacher in a class on the Physical phenomenon "floating". The lesson is part of a sequence of Investigative education deals with text reading "Keeping the Ship on Water" explaining why the boats do not sink. However, we examine this class from the transcribed speech of the teacher and students, and track which were the actions of the teacher for this class. Both the teaching sequence as the transcribed speeches are in the corpus Sasseron (2008). The transcript excerpts were observed and analyzed by the author carefully about check whether or not there was the presence of the standard argument Toulmin's model (2006). We, from this work, we turn our gaze to the words of the teacher and his actions, which led to good teaching this lesson.

Keywords : Float; Argumentation; Inquiry Teaching Sequence

## Argumentação

Iniciamos este trabalho explorando a importância do discurso argumentativo, pois segundo Jiménez-Aleixandre e Díaz de Bustamente (2003), em seu artigo publicado na revista Enseñanza de las Ciencias , apresenta a importância do discurso argumentativo em sala de aula como objeto de comunicação pertinente ao ensino e aprendizado. Essa situação de importância edifica a construção do discurso, que pode ser investigado a partir d e uma sequência didática colocada em prática e discutida. Referimos-nos a prática e a discussão no sentido de aplicabilidade e aproveitamento em que uma sequência ensino investigativo (SEI) traz para ajudar no entendimento do ensino e aprendizado das ciências. Segundo Sasseron e Carvalho (2011) diante de uma aula de Ciências ' entende-se por argumentação todo e qualquer discurso em que o aluno e professor apresentam suas opiniões em aula '; isso quer dizer que um conjunto de fatores como descrições de ideias, hipóteses, evidências, justificativas, ações e conclusões, que possibilitem edificar essas opiniões fornecendo meios que permitam explicar resultados alcançados do problema, espera-se a construção de um argumento. As autoras também se referem aos dois vieses que precisam ser igualmente considerados durante o trabalho em sala de aula: 'a estrutura do argumento e qualidade'. Para isso, buscamos olhar o trabalho do filósofo Stephen Toulmin (2006) que em seu livro 'O Uso dos Argumentos' (originalmente publicado em 1958), mostra que seu objetivo referente ao argumento era explicitar que nem todos os argumentos podem ser enquadrados na forma 'das premissas às conclusões'. Sua obra apresenta elementos constituintes básicos da argumentação e as relações entre eles. Essa estrutura de elementos constituintes compõe-se da seguinte maneira: dados (D) que apóiam uma alegação e dão suporte para chegar à conclusão; conclusão (C) que se busca apresentar; garantias (W) que permite saber como o argumento passou dos dados à conclusão ; qualificador modal (Q), um advérbio que dá 'força' para a conclusão; condições de exceção ou refutação (R), refuta a garantia e contesta as suposições por ela criadas; conhecimento básico (B), que apóia a garantia do argumento. (TOULMIN, 2006).

É importante salientar que ao a examinar uma transcrição de falas, ou um conjunto delas, há um sequência de 'perguntas' e 'respostas' pelos sujeitos participantes a qual os mesmos, inseridos dentro de uma linha de raciocínio, buscam uma visão compreensiva do que está sendo discutido, seja negativa ou positiva.

## O trabalho

O trabalho parte dos registros existente no corpus de Sasseron (2008) de uma Sequência de Ensino Investigativo (SEI) aplicada na escola de Aplicação da USP, onde a autora analisa os discursos ocorridos entre o professor(a) e seus alunos sobre o tema da sequencia 'Navegação e Meio-Ambiente: Mantendo Navios na Água', e observa se no discurso ocorrido existem argumentos que se encaixam no modelo de padrão de argumento de Toulmin (2006). A nossa pesquisa tem como objetivo, além de aproveitar esses registros existentes para análise, mostrar o papel do professor: o que ele faz; por que ele faz; qual a importância de suas ações; e, a partir desse registro, voltar nosso olhar às falas do professor, pois a interação entre professor e aluno infere na compreensão e entendimento dos estudantes.

Busca-se para este estudo observar não somente o diálogo ocorrido na aula, mas se os discursos presentes neles se encaixam no modelo de padrão de

argumento de Toulmin (2006) e, para que a análise tenha sentido, procuraremos as falas, ou um conjunto delas, que indiquem elementos constituintes da argumentação, assim, foram destacados alguns trechos dos diálogos presentes em episódios da aula seis, pertinentes para tal análise.

## A Sequência de Ensino

Para que haja a construção da argumentação nas aulas de ciências é necessário envolver professores e alunos de forma que se inicie um diálogo. A partir de um singelo diálogo teremos o início, possivelmente, de um discurso, onde através dele (do discurso) surgirão questões de argumentação.

Parece ser simples envolver esses personagens para iniciar um diálogo e através dele o discurso, mas na verdade não é. Para que isso aconteça dentro de uma aula de ciências, é função do professor expor em sua fala algo que desperte a curiosidade de seus alunos. Nesse sentido, o comportamento discursivo do professor é extremamente importante, pois ele deve estimular essa curiosidade através de perguntas. Tanto o professor como o aluno, devem se assumir como seres curiosos diante de um problema.

Conforme Machado (2012) o professor deve estimular a pergunta, a curiosidade contida nela e a reflexão crítica sobre a própria pergunta. Para que haja uma pergunta, deve haver antes uma problematização. Problematizar uma situação, seja ela qual for, é uma forma de levantar questões de argumentação. Pensando nas aulas de ciências e no fator imprescindível que é instigar a curiosidade, tanto do professor como do aluno, se organiza uma situação problematizadora através de atividades investigativas. Em sala de aula é interessante que o aluno se envolva na investigação para solucionar o problema proposto.

Teceremos uma breve explanação sobre o Ensino por Investigação, utilizaremos as siglas SEI ou SEI's para uma melhor fluência na leitura. A sigla se tornou notável no trabalho de Carvalho (2011) onde a autora expõe as formas em que o sujeito constrói o conhecimento científico e como esse conhecimento se constrói na escola.

O propósito de uma SEI no Ensino de Ciências é apresentar uma situação problematizadora e, a partir dela, criar um ambiente propício para que o aluno(s) construa(m) seu conhecimento. A participação do aluno em uma SEI, instiga-o a expor seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua vida em sala de aula numa linguagem informal, sem a presença de um vocabulário mais técnico. Por sua vez, uma SEI tem também essa função: inserir aos poucos na linguagem cotidiana do aluno, uma linguagem mais científica. O professor tem um papel fundamental para que esse avanço paulatino do vocabulário do aluno ocorra.

Machado (2012), tece comentários sobre as vantagens e as características que o Ensino por Investigação traz a partir do trabalho de Azevedo (2009): ' lidar com um problema; refletir a relevância dele; potencializar as análises qualitativas; elaborar hipóteses como forma de solução; analisar resultados; refutar hipóteses; ressaltar o papel da comunicação e do debate na construção científica; ' (Machado,2012 apud Azevedo 2009). Esses elementos aumentam a possibilidade da compreensão do aluno, pois o aproxima a praticar ciência como os cientistas na sua forma mais pura, não obstante, trabalha o discurso e a argumentação que se

construirá a partir desses elementos. A SEI é fundamental para promoção da argumentação no Ensino de Ciências.

Sasseron (2008) em sua tese destaca a argumentação como 'todo e qualquer discurso em que o aluno e professor apresentam suas opiniões em aula, descrevendo ideias, apresentado hipóteses e evidências, justificando ações ou conclusões a que tenham chegado, explicando resultados alcançados' (Sasseron, 2008, p. 53). Ainda esta mesma autora traz em seu trabalho a importância da Alfabetização Científica (AC) a partir de situações problematizadoras propostas pelo Ensino por Investigação nas aulas de Ciências, onde essas situações investigativas promovem a AC e através delas, a construção do argumento.

Um indivíduo deve ter a sua autonomia para expressar sua opinião. Paulo Freire defende a formação autônoma desse indivíduo (Freire, 2007). Freire não só defende essa autonomia para a formação consciente, mas também, a alfabetização, pois para ele, a alfabetização emprega uma postura do homem em seu contexto social. Para Freire:

'...a alfabetização é mais que o simples domínio psicológico e mecânico de técnicas de escrever e de ler. É o domínio destas técnicas em termos conscientes.(...)'

( Freire, P., 'Educação como prática da liberdade, São Paulo; ed Paz e Terra, 1980. pp 111 )

E retomando a relevância de um Ensino por Investigação, mas agora com um olhar mais esclarecido, procura-se entender a proposta da sequência de ensino aos alunos da disciplina de Ciência do Ensino Fundamental. A Seqüência de Ensino Investigativo: 'Navegação e Meio-Ambiente' tem por objetivo aproximar os alunos dos conhecimentos Físicos em relação ao conceito de: 'flutuação e equilíbrio' e a linguagem científica para tais conceitos, como também, mostrar suas relações dentro das ciências, da tecnologia e sociedade, promovendo discussões através de temas como: transporte aquático e problemas ambientais associados a eles, como também, o impacto causado por essa tecnologia e a reação da natureza e da sociedade. A seguir um pequeno excerto sobre a apresentação da Sequência de Ensino Investigativo: Navegação e Meio-Ambiente:

## Navegação e Meio-Ambiente

'Esta seqüência didática pretende tecer relações entre os meios de transportes aquáticos e problemas ambientais associados a eles. Para tanto, tratamos de temas que vão desde as condições necessárias para a flutuação de embarcações na água, passando pela apresentação do lastro como um material utilizado para este fim.'

(Sasseron, 2008. Tese de doutoramento, pg 80)

## A aula

A aula comporta a aplicação da seqüência didática iniciando com as falas da professora sobre as características de uma embarcação. Como a seqüência é contínua a professora relembra pontos importantes discutidos na aula anterior como estratégia para instigar os alunos a uma nova discussão (Sasseron, 2008.). No

decorrer do diálogo se dá seqüência as atividades com discussões sobre a importância da distribuição uniforme de massa em um corpo pra sua flutuação. Após isso, começam pesquisas sobre história da navegação e meios de transportes aquáticos. Também é apresentada aos alunos a ideia de água de lastro como forma de garantir estabilidade às embarcações no aspecto físico do lastro.

Para exemplificar como ocorreu nossa análise referentes às ações do professor, abaixo encontra-se um dos três episódios da aula seis onde o professor explica aos seus alunos como procederá a aula e a leitura do texto. Além disso, explora conceitos de possíveis variáveis encontradas no decorrer da leitura.

A professora distribui o texto 'Mantendo os Navios na Água' para todos os seus alunos. Enquanto distribui o texto ela continua a dizer para eles que o texto irá explicar com melhor clareza o porquê as embarcações se mantém na água e não afundam e tudo o que eles disseram até terá sentido.

Após distribuir uma cópia do texto para cada aluno, a professora incentiva a participação de seus alunos perguntando no turno 78: ' E aí? Podemos começar? . Essa ação não só incentiva os alunos, mas ajuda os alunos a perceberem a importância de complementar a discussão até o momento realizada. Observamos que a professora se esforça para que os alunos percebam essa importância ao explicar para eles como ela irá proceder em sua leitura. No turno 80 vemos essa ação dela ao apresentar a atividade aos seus alunos quando diz:

' Então... Este texto chama 'Mantendo os navios na água', e a gente vai descobrir agora o que que faz os navios se manterem na água, sejam eles de carga, sejam eles de passageiro e tudo o mais. '. Além de apresentar a atividade neste mesmo turno ela organiza a atividade seguindo sua fala no mesmo turno (80), observamos essa ação quando ela complementa em sua fala dizendo: ' Eu vou lendo e a gente vai discutindo, tá bom? E aí vocês vão me dizendo o que têm dúvida. Quem tiver vai levantando a mão e aí a gente pára e vai conversando sobre isso, tá? Então começa assim, no primeiro parágrafo: '. Esta ação é clara de sua parte, pois ao analisarmos entendemos que a professora tem uma preocupação em deixar claro aos seus alunos que há uma necessidade de ordem de fala para que eles se manifestem expondo seus entendimento sobre o que será lido, até mesmo uma possível dúvida.

A professora inicia a leitura do texto. O inicio do texto trata das funções de transportes das embarcações, tanto para cargas quanto para passageiros. Isso faz com que a professora retome a ideia perguntando: ' Foi isso que a gente acabou de conversar, não foi?' . Esta ação de retomar a ideia implica que os alunos pensem sobre o que está sendo discutido até o momento. Observamos que a professora ao retomar a ideia por meio dessa pergunta, motiva os seus alunos a começarem a fazer relações do que foi discutido até e o texto que está sendo lido com informações sobre embarcações.

Ao continuar a leitura, ainda no turno 80, a professora acentua o seu tom de voz nas palavras ' excesso' e ' grande' , percebemos que essa ação de identificar informações no texto tem como principal intuito que seus alunos percebam que o excesso de carga, assim como o tamanho das embarcações e o grande peso dessas cargas, podem afundar as embarcações. Para garantir que seus alunos estavam atentos quando acentuou sua voz nessas duas palavras, ela solicita a avaliação de ideias ao interromper a leitura do texto para fazer-lhes a pergunta: ' Quando a gente coloca muita, mas muita carga num navio cargueiro, num navio de transporte, corre o risco desse navio afundar?' . Esta ação de solicitar a avaliação de ideias neste momento, nos mostra o seu empenho de avaliar a atenção de seus alunos para o assunto que está sendo estudado e investigado pela Sequência de Ensino Investigativa (SEI).

## Algumas considerações

Este trabalho apresenta uma breve análise sobre a as ações do professor em uma aula de ciências. Como suas ações contribuem para o processo de ensino e aprendizagem dos alunos. Essa situação promove oportunidades para que os alunos apresentem suas ideias para tentar resolver o problema argumentando a partir de suas opiniões e conforme a orientação do professor em sala de aula. Assim, de acordo com as ações expressadas verbalmente, temos indícios da construção de argumentos feitos pelos alunos para o entendimento de um fenômeno físico e, com essas ideias, uma retomada de informações anteriores onde os alunos utilizam para explicar o fenômeno.

Apesar do professor(a) sistematizar a sequência abordando diferentes ideias, os estudantes, por estarem construindo aos poucos conhecimento, mostramse iniciantes e apenas conversa com o professor(a) sobre o assunto em pauta. A relevância de se trabalhar uma sequência de ensino investigativa, aplicá-la e discuti-

om seus alunos, promove uma construção de conhecimento positiva aos estudantes porque os mesmos estão, além de aprender, fazendo parte do contexto investigativo e tornando-se auxiliares na investigação a partir do quadro onde são inseridos. Assim, reconhecem de maneira simples, mas aprofundada, os conceitos científicos.

## REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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FREIRE,P., ' Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa .' São Paulo: Paz e Terra, 2007.

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JIMÉNEZ-ALEIXANDRE, M.P.; DÍAS DE BUSTAMENTE, J., 'Discurso de aula y Argumentación em La Clase de Ciências: Cuestiones Teóricas y Metodológicas', Enseñanza de lãs Ciencias , v. 21,n.3, 359-370,2003.

MACHADO, V.F., 'A importância da Pergunta na promoção da Alfabetização Científica dos alunos em aulas investigativas de Física', dissertação de mestrado apresentada ao Instituto de Física, Instituto de Química, Instituto de Biologia e Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo - USP, 2012.

SASSERON, L.H., Alfabetização Científica no ensino Fundamental - Estrutura e Indicadores deste processo em sala de aula , tese apresentada à Faculdade de Educação da USP, 2008.

SASSERON, L.H; CARVALHO, A.M.P., 'Almejando a alfabetização cient'fica no ensino fundamenta: a proposição e a procura de indicadores do processo', Investigações em Encino de Ciências, V.13 n.3 pp. 333-353, 2008.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Construindo argumentação na sala de aula: a presença do ciclo argumentativo, os indicadores de Alfabetização Científica e o padrão de Toulmin. Ciência e Educação , v. 17, n. 1, p. 97 - 114, 2011.

TOULMIN, S. E. Os usos do argumento. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

Texto extraído automaticamente do PDF: podem existir erros de conversão, especialmente em fórmulas, tabelas e figuras.