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Primeiros passos para uma arqueologia da pesquisa em ensino de física

Inez Barcellos De Andrade, Isabel Martins

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XV
Ano
2014
Data
28/10/2014
Linha de pesquisa
Metodológicas E Novas Demandas Na Pesquisa Em Ensino De Física
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## PRIMEIROS PASSOS PARA UMA ARQUEOLOGIA DA PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA

## FIRST STEPS TOWARD AN ARQUEOLGY OF PHYSICS EDUCATION RESEARCH

## Inez Barcellos de Andrade , Isabel Martins 1 2

1 Instituto Federal Fluminense e UFRJ/NUTES, e-mail: inezandrade8@gmail.com

2

UFRJ/NUTES, e-mail: isabelmartins@ufrj.br

## Resumo

Neste trabalho apresentamos os primeiros resultados de uma pesquisa de doutorado sobre como o ensino de física se constitui como um campo de conhecimento. A pesquisa dialoga com estudos recentes que têm realizado análises históricas e epistemológicas da produção bibliográfica e dos discursos de pesquisadores em Educação em Ciências e inspira-se na proposta dos estudos arqueológicos de Foucault. As análises mobilizam o conceito de intertextualidade e propõem como categorias empíricas: produtividade; tipos de documento; nacionalidade do autor e; influência ou impacto na área (autores mais citados, idioma das publicações e conteúdo do discurso). O material empírico consiste das referências bibliográficas presentes nas comunicações orais apresentadas na 14 a edição do EPEF. Os resultados mostram um elevado número de referências de documentos oficiais que tratam de orientações curriculares o que indica uma forte intertextualidade com os discursos normativos e legislativos. Além destes há destaque para artigos, livros, trabalhos apresentados em eventos, teses e dissertações, de autores das áreas de Ensino de Ciências (sobretudo de Física). Refletem ainda o amplo diálogo com autores das diversas áreas de ensino de ciências naturais bem como de campos tais como a Psicologia (construtivismo, sócio-interacionismo, representações sociais), Linguagem e Discurso, Epistemologia e História da Ciência. São necessárias análises mais minuciosas para estabelecer como estes constituem a pesquisa e como regulam ou controlam objetos do campo.

Palavras-chave : Pesquisa em ensino de física. Intertextualidade. Referências bibliográficas.

## Abstract

We present the first results of doctoral project about how the teaching of physics is constituted as a field of knowledge. The research reviews recent studies that have made historical and epistemological analysis of bibliographic production and discourses of researchers in Science Education and is inspired by Foucault's archaeological studies. Analyses mobilize the concept of intertextuality and propose the following empirical categories: productivity; document types; nationality of the author; influence or impact in the area (most cited authors, language of publication

and content of discourse). The empirical material consists of references of oral presentations at the 14th edition of the EPEF. The results show a high number of references to official curriculum guidelines, which indicates a strong intertextuality with regulatory and legislative discourses. Besides, there is an emphasis on articles, books, conference papers, theses and dissertations, written by authors in the field of Science/Physics Education. They also refer to authors from the different subareas of Science Education (Physics, Chemistry, Biology) as well as from Psychology (constructivism, socio-interactionist social representations), Discourse and Language, Epistemology and History of Science. Further analyses are needed in order to establish how these constitute the research and how they regulate or control objects field.

Keywords : Physics education research. Intertextuality. Bibliographic references.

## Contexto e objetivos

Neste trabalho apresentamos os primeiros resultados de uma pesquisa de doutorado realizada no programa de pós-graduação Educação em Ciências e Saúde sobre como o ensino de física se constitui e evolui como um campo de produção de conhecimento. Estudos correlatos, por Villani, Dias e Valadares (2010) argumentam que o crescimento da pesquisa em Educação em Ciências no Brasil, pode ser dividido em três fases: a primeira está relacionada com algumas das condições da sua iniciação tais como a criação de centros de ciências e o apoio à produção de projetos de ensino; a segunda é marcada pela adesão ao construtivismo como um grande guarda-chuva teórico que viabilizou a realização de pesquisas sobre concepções alternativas; a terceira caracteriza-se pelo enfrentamento de dificuldades do modelo de mudança conceitual a partir de uma multiplicidade de propostas e linhas de pesquisa. Já para autores como Cachapuz, Jorge e Praia (2004) o processo de evolução da pesquisa no campo foi se delineando a partir de apropriações de saberes pertinentes de outras áreas disciplinares, já que não existia uma teoria geral que unificasse e desse coerência a conceitos, fenômenos e circunstâncias relativas ao ensino, à aprendizagem e à formação. Percebe-se, assim, uma heterogeneidade constitutiva da própria área que tem despertado interesse de diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros. No Brasil, destacamos os trabalhos de Megid Neto (1998) que compilou e analisou informações a respeito de dissertações, teses na área de Ensino de Ciências, de Nardi (2005) que entrevistou pesquisadores considerados pioneiros na área e de Barros que fez analisou características da pesquisa em ensino de Física no Brasil e sugeriu caminhos de investigação que pudessem responder aos problemas educacionais brasileiros (BARROS, 2002). Chama atenção também a crescente quantidade de estudos que examina a produção da área nas últimas edições do ENPEC. No cenário internacional destacam-se as análises epistemológicas realizadas por Cachapuz et al. (2004) com base em questionários respondidos por pesquisadores europeus, o exaustivo estudo de Fensham (2004) que entrevistou pesquisadores mais citados na pesquisa sobre influências teóricas e sobre sua própria produção e os levantamentos de Lee, Wu e Tsai (2009) e Tsai e Wen's (2005) sobre os trabalhos mais citados em periódicos de grande circulação internacional.

Neste texto, desejamos contribuir para este debate acerca das influências teóricas que constituem o campo do Ensino de Física por meio (i) do diálogo com estudos de Michel Foucault sobre arqueologia do conhecimento para análise da emergência e consolidação do campo do ensino de Física e (ii) da apresentação de análises preliminares de citações encontradas nos trabalhos apresentados na última edição do EPEF.

## Apontamentos teóricos: primeiros passos para uma arqueologia da pesquisa em ensino de Física

Neste trabalho descrevemos nossas aproximações à proposta de Foucault, apresentada no livro 'Arqueologia do Saber' (1987), como um referencial teóricometodológico que permite a análise da evolução de campos de conhecimento. Uma arqueologia não é uma 'história' na medida em que opera com diferentes dimensões (filosófica, econômica, científica, política, etc.) a fim de obter as condições de emergência dos discursos de saber de uma dada época. Ao invés de estudar a história das ideias em sua evolução, ele se concentra em recortes históricos precisos, a fim de descrever não somente a maneira pela qual os diferentes saberes locais se determinam a partir da constituição de novos objetos que emergiram num certo momento, mas como eles de relacionam entre si e desenham de maneira horizontal uma configuração epistêmica coerente (REVEL, 2005, p. 16). Para Foucault, a delimitação de um campo discursivo deve considerar quatro aspectos básicos, relacionados, objetos, modalidades de enunciação, conceitos e escolhas temáticas. O discurso, para o autor, caracteriza-se pela maneira pela qual se formam seus objetos sendo caracterizado mais como um espaço de dispersão do que como um espaço de regularidades. Esta dispersão diz respeito às superfícies das quais o discurso emerge bem como a suas instâncias de delimitação. Neste processo, Foucault destaca a importância das relações entre trabalhos de um autor com os demais trabalhos de outros autores. O autor levanta questões pertinentes referentes à problemática da análise de citações e abre espaço para uma discussão acerca de aspectos da formação de um campo discursivo e sobre como 'em cada sociedade a produção do discurso é controlada, selecionada, organizada e redistribuída de acordo com certos procedimentos'. (FOUCAULT, 1987). No pensamento de Foucault encontra-se um destaque para as relações entre discursos, a intertextualidade. Segundo Coracini (1991) a intertextualidade é uma das normas impostas pela comunidade científica e, dentre os elementos que a caracterizam, encontram-se as citações e referências. Segundo a autora, os dados bibliográficos, presentes no discurso científico, teriam como finalidade básica: 'apoiar os próprios argumentos para [...] dar respaldo, no sentido de dividir as responsabilidades quanto à metodologia' (CORACINI, 1991, p. 63). Sendo assim, as citações seriam utilizadas para indicar as leituras necessárias à compreensão do próprio artigo ou como forma econômica de remeter o leitor a outras pesquisas (p.64). As citações e referências a outras pesquisas funcionariam também como argumentos a favor da pesquisa em questão (p. 126). Desta forma, e ainda com base em Coracini (1991, p. 148), consideramos que '[...] um texto qualquer resulta do entrecruzamento de uma série de outros textos, de outros autores, outros indivíduos, diferentes grupos ideológicos, enfim de diferentes discursos'.

## Apontamentos metodológicos

Neste trabalho consideramos que as citações denotam relações entre autores e trabalhos, conhecimento anterior e conhecimento recente, que formariam aquilo que Foucault caracteriza por uma rede, tecida por possíveis relações interdiscursivas, em um dado recorte de conhecimento. Trabalhamos com a hipótese de que a análise de citações possui o potencial para gerar elementos que nos permitiriam discutir aspectos da emergência e delimitação de discursos da pesquisa em ensino de física como campo de produção de conhecimento. Segundo Ducrot (1987) as citações e referências a outros pesquisadores, enunciadores, evidenciariam no discurso científico a heterogeneidade em seu sentido estrito, caracterizando a intertextualidade. Elas permitem analisar quem influencia quem e determinar quais são os autores que contribuem, efetivamente, para o curso evolutivo da ciência. Finalmente, no campo da Educação em Ciências, estudos como os de Lee, Wu e Tsai (2009) e Tsai e Wen (2005) afirmam que a análise dos artigos mais citados podem ajudar pesquisadores a reconhecerem os trabalhos que mais influenciam os estudos na área.

Nossa proposta de análise de dados busca consistência com o referencial proposto. Inicialmente analisamos os dados a partir de Categorias Empíricas, relacionadas ao que Foucault denomina superfície do discurso, para, em seguida, proceder à análise por meio de Categorias Gnosiológicas . As primeiras são aquelas 4 que se referem diretamente aos elementos constituintes do material em estudo. Neste trabalho apresentaremos esta fase inicial das análises, as seguintes categorias: Produtividade; Tipos de Documentos; Nacionalidade do autor e; Influência ou impacto. Como subcategorias dessa última foram consideradas: Autores mais citados, Idioma da publicação e Conteúdo do Discurso. Cada referência foi classificada considerando a área temática, autor, título, título do periódico ou evento (se fosse o caso), ano de publicação, tipo de documento (artigo, capítulo de livro, dissertação, disco, documento oficial, livro, programa de computador, site, tese e vídeo), origem do autor (brasileiro ou estrangeiro) e idioma do documento. Contabilizamos ainda os títulos e autores mais frequentemente citados.

Por seu histórico e representatividade junto à comunidade, elegemos as atas do EPEF como primeira aproximação ao conjunto de documentos relevantes para a pesquisa. Privilegiamos a edição mais recente do encontro para um primeiro ensaio de nossas análises. Para tanto, reunimos em uma planilha dados de todas as referências listadas nas comunicações orais apresentadas no XIV EPEF. Partimos do suposto que as citações no corpo do texto são listadas nas referências dos documentos.

## Intertextualidade nas comunicações orais apresentadas no XIV EPEF: uma análise das referências

Na análise da produtividade no período verificamos que foram apresentadas

96 comunicações orais e listadas 1306 referências. Os trabalhos em média apresentam 13,6 referências, sendo que os da área temática 08 (Ciências, Tecnologia, Sociedade e Ambiente e o ensino de Física) possuíram o maior número de referências (17), enquanto que os da área 09 (Política públicas em educação e o ensino de física) o menor (7,5). A maioria dos trabalhos das demais áreas apresentaram entre 12 e 14 referências.

Os tipos de trabalhos mais referenciados nas comunicações orais foram livro e artigo em periódico, como mostra a Figura 1 a seguir. Nele, podemos ver que capítulos de livro e livros constituem a maioria das fontes citadas, com aproximadamente 40% das referências. Em seguida, verifica-se que um terço dos trabalhos citados são artigos em periódicos. Trabalhos completos em eventos, documentos oficiais e teses/dissertações contabilizam pouco menos de 10%, cada.

Figura 1 - Tipos de documentos apresentados nas referências dos trabalhos do XIV EPEF Comunicações orais

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A análise da nacionalidade de origem dos 1282 autores citados mostrou que 55,2% (721) eram brasileiros e 43% (561) de estrangeiros.

As influências sobre o discurso foram exploradas por meio do levantamento dos autores mais citados, dos conteúdos do discurso e do idioma de publicação das citações.

Figura 2 - Autores brasileiros mais citados na referências dos trabalhos apresentados no XIV EPEF como Comunicações orais

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A análise dos autores brasileiros mais citados revela que documentos oficiais do MEC como os mais citados. Estes incluem os Parâmetros Curriculares Nacionais (19), as Diretrizes Curriculares Nacionais (12), as Guia do Livro didático (6), PISA de diferentes anos (6), Prova para os cursos de física (5), ENEM (3) entre outros com número de ocorrências entre 2 e 1 referenciações. Esta distribuição corrobora resultados de pesquisas realizadas por Rezende e Ostermann (2005), que chamavam atenção para o papel de referencial teórico que as políticas curriculares têm desempenhado nos trabalhos da área de ensino de física. É interessante notar

que entre os autores mais citados individualmente encontramos um pesquisador da área de Ensino de Química, Wildson Santos (10 citações), um educador - Paulo Freire (9 citações), além de um pesquisador do ensino de Física, Demétrio Delizoicov (9 citações). Estes foram seguidos por Roberto Martins, Rejane Mion e Eni Pucinelli Orlandi com 8 citações cada um e por Taís Forato, Luiz Orlando Peduzzi, Lucia Helena Sasseron e João Zanetic registraram 7 citações, cada. Percebemos que, no recorte temporal analisado, com exceção de Paulo Freire não há referências a autores identificados com o campo da Educação stricto sensu , em que pese o diálogo com este campo ser constitutivo do Ensino de Física (DELIZOICOV 2004).

O autor estrangeiro mais citado foi Vygotsky, por suas obras A Formação da mente (5), Pensamento e Linguagem (5) e A construção do pensamento (4). Em segundo lugar encontramos oito referências à teoria dos campos conceituais de Gérard Vergnaud. Glen Aikenhead (por diversos textos no campo CTS) e Laurence Bardin (por seu compêndio metodológico Análise de conteúdo ) figuraram sete vezes, cada um. Jay Lemke e Paul Pintrich foram citados seis vezes cada um enquanto Jiménez-Aleixandre, McComas, Hestenes, Moscovici e Wertsch figuraram cinco vezes cada um. As referências à Psicologia Cognitiva e à Psicologia Social indicam apropriações de saberes pertinentes de outras áreas disciplinares.

Figura 3 - Autores estrangeiros mais citados na referências dos trabalhos apresentados no XIV EPEF como Comunicações orais

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Contabilizamos a área de conhecimento dos principais textos citados e vimos que a maior parte dos trabalhos tem a própria pesquisa em ensino como principal referência, embora títulos de conteúdos específicos de Física e que discutem aspectos da história e filosofia da ciência também caracterizem-se como aportes importantes. Também encontramos títulos da área de metodologia de pesquisa e documentos que tratam de orientações e diretrizes curriculares, como mostra o Figura 4, a seguir.

Figura 4 - Conteúdo dos documentos referenciados nos trabalhos apresentados no XIV EPEF como Comunicações orais

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Finalmente, os autores brasileiros que foram referenciados, 16 dos seus trabalhos estão publicados no idioma inglês e 1 em espanhol. Em relação aos autores estrangeiros, os idiomas de publicação são: 339 em inglês, 157 em português e 49 em espanhol. Foram ainda referenciados documentos em outros idiomas como francês (14), alemão (1) e italiano (1). Se por um lado, esta distribuição indica a existência de vasta produção em língua portuguesa, por outro, sugere um caráter ainda incipiente para a internacionalização desta produção. É significativo que, a julgar pelo fato de que 60% destes textos encontrarem-se no idioma inglês, a comunidade tem realizado leitura de originais tanto quanto de obras traduzidas.

## Discussão e apontamentos preliminares

A análise realizada, embora circunscrita a um evento específico e, consequentemente, limitada no que diz respeito a possíveis generalizações de seus resultados, sinaliza para a pertinência do quadro teórico-metodológico e estimulam a continuidade do levantamento.

Os resultados sugerem o amadurecimento da comunidade de pesquisa que privilegia fontes da área na qual se insere, a pesquisa em ensino e baseia seus estudos em publicações que expõem conhecimentos consolidados na forma de argumentos estendidos, tais como livros, teses e dissertações. As referências a artigos também indicam a legitimidade atribuída a publicações que, via de regra, se caracterizam pela atualidade e por terem sido submetidas à avaliação de pares. Refletem ainda o amadurecimento e o reconhecimento da produção nacional pela comunidade bem como sugerem que esta está sintonizada com a literatura internacional, algo que segundo Villani Dias e Valadares (2004) pode ser identificado desde a fase de consolidação da área em meados dos anos 1980. Verificamos também, a partir das vinculações dos autores citados, um intenso diálogo com as diversas áreas de ensino de ciências naturais (ensino de química, ensino de biologia) bem como com distintos campos de conhecimento tais como a Psicologia (construtivismo, sócio-interacionismo, representações sociais), Linguagem e Discurso, Epistemologia e História da Ciência, que tradicionalmente forneceram aportes para a pesquisa (BARROS, 2002). Esta distribuição expressa o reconhecimento do conhecimento produzido pela área ao mesmo tempo que é tributária das contribuições de áreas específicas. Já o elevado número de referências de documentos oficiais que tratam de orientações curriculares indica uma forte intertextualidade com os discursos normativos e legislativos. São necessárias análises mais minuciosas para estabelecer como estes constituem a pesquisa e como regulam ou controlam objetos do campo, notadamente as questões de pesquisa privilegiadas, que serão objeto do desenvolvimento desta pesquisa.

## Referências

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