O caderno de Física como mediação para a aprendizagem
Helder De Figueiredo E Paula, Sérgio Luiz Talim, Pamella Miranda
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XV
- Ano
- 2014
- Data
- 28/10/2014
- Linha de pesquisa
- Ensino/Aprendizagem/Avaliação Em Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
## O caderno de Física como mediação para a aprendizagem Physics notebook as mediation for learning
## Helder de Figueiredo e Paula , Sérgio Luiz Talim , Pamella Miranda 1 2 3
1 Prof. do Coltec/UFMG, helder100@gmail.com
2
Prof. do Coltec/UFMG, sergiotalim@gmail.com
3 Aluna de Iniciação Científica do ICEX/UFMG, pamella.mm@gmail.com
## Resumo
Nesta pesquisa nós analisamos as respostas dadas por 195 estudantes do primeiro ano de uma escola de ensino técnico integrado de nível médio a um questionário de auto-avaliação e de avaliação do curso de Física vivenciado por esses sujeitos no primeiro trimestre de 2013. Nosso problema de pesquisa foi assim formulado: como professores nós incentivamos os estudantes a produzir registros no caderno das atividades que eles realizaram em sala de aula ou em casa, mas, será que esses sujeitos também valorizam o caderno de classe como uma mediação para aprender Física? Para a construção dos dados aqui apresentados, nós utilizamos métodos estatísticos, típicos das pesquisas quantitativas, mas também recorremos a uma análise das respostas dos alunos dadas no questionário. Com o instrumento de pesquisa que utilizamos, nós obtivemos informações sobre a frequência de realização de registros no caderno e sobre o interesse dos estudantes em relação a esse tipo de ação. Nossos dados mostram que há um percentual elevado de estudantes que declaram ter feito os registros com frequência e interesse. Concluímos também que a maioria dos alunos considera o caderno uma mediação importante para a sua aprendizagem.
Palavras-chave: escrever para aprender; recursos mediacionais; avaliação escolar.
## Abstract
In this paper, we analyzed the responses of 195 first-year students, in an integrated technical medium school, to a questionnaire for self-assessment and evaluation of the physics course experienced by these subjects in the first quarter of 2013. We formulated our research problem in these words: as teachers, we encourage students to produce records, in notebook, of activities that they performed in the classroom or at home, but do these students also value this notebook as a mediation to learn physics? To construct the data presented here, we use typical statistical analysis of quantitative research methods, but also realize an analysis of students' answers given in the questionnaire. With the questionnaire that we used, we obtained information about the frequency of record in notebook and on students' interest in relation to this type of action. Our data show that a high percentage of students claimed to have made records with frequency and interest. We also concluded that the most of students consider the notebook an important mediation for their learning.
Keywords : writing for learning; mediational means; evaluation.
## I. Introdução e marco teórico
Este trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla na qual estamos investigando algumas das estratégias e alguns dos recursos concebidos e utilizados para promover o ensino e a aprendizagem em um curso introdutório de Física de nível médio. Os resultados que agora apresentamos complementam aqueles divulgados em Autor 1 e Autor 2 (2012), quando investigamos a avaliação dos estudantes sobre o uso de um laboratório virtual como mediação para o ensino e a aprendizagem do tema circuitos elétricos. O presente artigo apresenta como objeto de pesquisa um contraste entre a nossa avaliação como professores e a avaliação dos estudantes acerca das contribuições para o ensino e a aprendizagem da Física de um caderno no qual os estudantes produzem registros de tarefas para casa, bem como de atividades feitas em sala de aula, nos três horários semanais nos quais toda a turma interage com um único professor.
A partir desse objeto, nosso problema de pesquisa foi assim formulado: nós professores incentivamos os estudantes a produzir registros no caderno das atividades que eles realizaram em sala de aula ou em casa, mas, será que esses sujeitos também valorizam o caderno de classe como uma mediação para aprender Física?
O incentivo à produção do caderno a que nos referimos envolve várias estratégias. Em primeiro lugar, o registro de tarefas para casa e de algumas das atividades feitas em sala é exigido pelos professores. Os professores recolhem os cadernos junto com testes e provas para, com base na avaliação da quantidade de registros, atribuírem notas ao caderno. Ao final de cada trimestre, essa nota corresponde a 20% dos pontos distribuídos. Além dos registros de atividades cuja presença no caderno de classe é considerada obrigatória, os professores também cobram a existência de um número mínimo de registros escolhidos pelos próprios estudantes, tais como anotações ou resumos pessoais realizadas a partir de textos didáticos, cuja leitura é recomendada, pesquisas na internet que respondem a curiosidades que os estudantes levantam em sala de aula ou registros de atividades complementares que podem ser acessadas no site mantido pelos professores. A última estratégia de valorização que merece destaque é a permissão de consulta exclusiva ao caderno de classe e ao caderno de laboratório nos testes de avaliação da aprendizagem, que compõem 20% dos pontos distribuídos em cada trimestre.
Devido ao espaço restrito disponível para a produção deste texto não detalharemos o referencial teórico em que apoiamos nosso trabalho. No entanto, esclarecemos que, em nossa opinião, o objeto de pesquisa do nosso trabalho, bem como o marco referencial teórico-metodológico no interior do qual ele foi concebido, insere nosso trabalho no contexto das pesquisas sobre a ação mediada e a mediação pedagógica em sala de aula (WERSTCH,1998; Autor 1 e Autor 2, idem), bem como daquelas que se preocupam em investigar a participação dos estudantes na avaliação da atividade escolar (Autor 1 e XXXX, 2014). Além disso, nosso trabalho também se inscreve no campo da pesquisa sobre as contribuições da escrita para os processos de ensino aprendizagem das ciências (HAND e PRAIN, 2002; BANGERT-DROWNS, HURLEY e WILKINSON, 2004; WALLACE e HAND, 2007), sob o viés da avaliação discente acerca da importância de registrar no caderno as atividades realizadas em uma sala de aula.
## II. Metodologia e questões de pesquisa
Os sujeitos desta pesquisa são constituídos por 198 alunos e por um grupo de professores formado por dois professores efetivos e um professor substituto. Um dos professores efetivos é doutor em Física e atua como professor da instituição desde 1993. O outro é licenciado em Física e doutor em Educação, tendo se tornado professor da mesma escola no ano de 2008. O professor substituto é doutorando em Física e teve em nossa instituição sua primeira experiência docente. Esses três professores reúnem-se semanalmente para conceber e avaliar os recursos mediacionais utilizados no curso vivenciado pelos estudantes.
Os dados apresentados e analisados neste trabalho provêm de um questionário destinado a orientar estudantes a avaliar um curso introdutório de Física e a auto-avaliar seu comportamento e suas atitudes ao longo desse curso. O questionário foi aplicado ao final do primeiro trimestre de 2013 a todos os estudantes que compuseram as seis turmas de primeiro ano pelas quais fomos responsáveis naquele ano. Na ocasião, os estudantes foram informados de que o preenchimento do questionário 'não valia pontos', bem como de que não havia nenhum campo onde eles pudessem se identificar ou serem por nós identificados, a posteriori. Os itens do questionário relacionados ao caderno de classe compunham a primeira e a terceira parte do questionário. A parte I, denominada 'Utilização dos recursos disponibilizados no curso de Física', continha itens nos quais os estudantes deveriam marcar uma dentre três opções relacionadas à frequência de uso e ao interesse/desinteresse por cada um dos oito recursos ou mediações usadas no curso.
Os itens de 'múltipla escolha' relacionados ao caderno receberam os números 17 e 18 e seguem reproduzidos abaixo.
[Item 17 da Parte I do questionário] Em relação à frequência com que você fez registros das atividades no caderno dedicado à produção de registros das atividades feitas em casa ou em sala de aula, na época em que as atividades foram propostas:
- ( ) Fiz poucos registros ( ) Fiz vários registros ( ) Fiz muitos registros
[Item 18 da Parte I do questionário] Em relação ao seu interesse por realizar registros no caderno de aula:
- ( ) Fiz todos ou a maioria dos registros com pouco interesse.
- ( ) Fiz alguns registros com interesse e outros com pouco interesse.
- ( ) Fiz todos ou a maioria dos registros com muito interesse.
Além dos itens 17 e 18, a Parte I também apresentava itens discursivos nos quais os estudantes deveriam 'explicar', por escrito, as razões de seu interesse ou desinteresse pelos recursos ou mediações usadas no curso. O item discursivo relacionado ao caderno de classe foi reproduzido a seguir.
[Item 19 da Parte I do questionário] No espaço disponível a seguir [de cinco linhas pautadas], diga o que poderia explicar o seu interesse ou o seu desinteresse pela realização de registros no caderno de sala de aula.
A Parte II do questionário, denominada 'Dificuldades e dedicação no uso dos recursos disponibilizados para o curso de Física', contém itens cujas respostas não foram analisadas para a construção desta pesquisa. A Parte III do questionário era
constituída por oito quadros, cada um deles dedicado à avaliação das eventuais contribuições de cada recurso mediacional usado no curso para uma lista fechada de processos ou resultados centrados no uso de outros recursos. O quadro utilizado para a avaliação das contribuições do caderno segue reproduzido abaixo.
O estudante foi orientado a marcar um X sobre o numeral 0 (zero), quando ele julgasse que o recurso sob avaliação não havia dado nenhuma contribuição efetiva para um dado processo ou resultado, como o desempenho em testes e provas, por exemplo. O numeral 1 (um) deveria ser marcado, caso o estudante entendesse que o recurso avaliado havia dado uma pequena contribuição para certo processo. O numeral 2 (dois) seria a opção para o estudante que considerasse o recurso avaliado como tendo dado uma contribuição média para um dos processos ou resultados mencionados no quadro. Finalmente, o numeral 3 (três) seria a escolha a ser feita pelo estudante que julgasse o recurso avaliado como tendo contribuído em grande medida para um processo ou resultado específico.
Os questionários foram numerados de 1 a 198. Desses, 3 foram eliminados das análises por conterem respostas em branco ou anuladas. As respostas dos demais estudantes aos itens objetivos 17 e 18 da Parte I do questionário, bem como ao item 5 da parte III, foram lançadas em um arquivo do software estatístico SPSS ( Statistical Package for the Social Sciences ). As respostas ao item dissertativo de número 19 foram digitadas em um arquivo do software Microsoft Excel. A primeira análise das respostas ao questionário relacionadas ao caderno de classe foi realizada por um gráfico formado por barras em cluster para reunir as respostas dos estudantes ao item 5 da Parte III do questionário. Um tratamento estatístico um pouco mais sofisticado partiu da hipótese da associação entre a declaração dos estudantes sobre a frequência com que produziam registros no caderno e seu interesse em realizar esse tipo de ação. Desse segundo tratamento estatístico surgiu uma tabela de contingência que nos permitiu conjecturar a existência de seis perfis de estudantes. Esses seis perfis deram origem a seis planilhas construídas no software Microsoft Excel onde as respostas dadas à questão discursiva 19 foram transcritas para cada aluno.
Após criar essas seis planilhas, nós parafraseamos, praticamente, todas as respostas dentro de cada uma das planilhas. Como passo seguinte, nós confrontamos, por diversas vezes, as respostas originais e as paráfrases que produzimos, e, assim, fomos, progressivamente, identificando modos de responder que pareciam ser característicos de um dado perfil de estudantes. Os dados assim coletados e trabalhados foram utilizados para responder às seguintes questões de pesquisa:
Questão 1: Existe uma relação entre a frequência com que os estudantes fazem os registros das atividades no caderno e o interesse manifestado por eles na realização desses registros?
Questão 2: Que funções o caderno desempenha, do ponto de vista dos estudantes?
Questão 3: As contribuições que atribuímos ao caderno ao formular a Parte III do questionário têm relação com as justificativas dadas, espontaneamente, pelos estudantes, nas respostas dadas ao item 19?
## III. Apresentação e análise dos dados
A Tabela 1 apresentada a seguir, nos mostra como estão associadas as declarações dos estudantes sobre a frequência com que realizavam registros no caderno de classe e seu interesse por esse tipo de ação, que são as respostas dadas pelos estudantes aos itens 17 e 18 do questionário. Dentro de cada célula da tabela há uma letra maiúscula usada para associar a célula a um suposto perfil de estudantes. Logo abaixo dessa letra temos o número absoluto de sujeitos que realizou aquela associação específica entre interesse (pelos) e frequência (dos) registros no caderno, além do número percentual, entre parênteses, resultante da divisão entre esse número absoluto e o total de 195 questionários com respostas aos itens 17 e 18.
Tabela 1: Tabela de contingência das escolhas às alternativas dos itens 17 e 18
Lendo a tabela vemos que a maioria absoluta dos estudantes (53,8%) disse, tanto ter produzido vários ou muitos registros das atividades, na época em elas eram propostas, quanto ter realizado todos ou a maioria desses registros com muito interesse. Esses estudantes foram reunidos no perfil F. Menos da metade do percentual dos estudantes reunidos no perfil F foram enquadrados no perfil E (24,6%) ao declararem ter produzido vários ou muitos registros, alguns deles com interesse e outros com pouco interesse. Os outros quatro perfis criados a partir das associações entre frequência de produção e interesse pelos registros não alcançaram percentuais na casa dos dois dígitos.
Fizemos uma análise estatística das associações encontradas na tabela de contingências (Tabela 1) por meio de um teste de Qui-Quadrado, que revelou os
seguintes valores: χ 2 = 40,1 e p < 0,001. Esse resultado mostra que há uma dependência ou associação significativa entre essas respostas para esse grupo de alunos. Essa associação não implica, necessariamente, em uma relação causal entre o interesse por realizar registros no caderno de classe e a frequência de produção desses registros, mas é uma condição necessária para a existência desse tipo de relação. Esses resultados mostram que, possivelmente, o interesse pelas atividades realizadas explicam o elevado índice de alunos (78,9 %, nos perfis E e F) que relataram fazer muitos registros com interesse grande ou médio. Com esses dados, respondemos à primeira questão de pesquisa apresentada na seção anterior.
Na primeira coluna da Tabela 2, mostrada a seguir, nós listamos as 7 funções mais frequentes mencionadas pelos estudantes que responderam à questão 19 do questionário. As 8 funções citadas a seguir tiveram frequência igual ou menor a 1%: acompanhar o andamento da matéria, tirar boa nota, me manter em atividade, separar os pontos principais da matéria, receber a nota atribuída ao caderno, fonte de consulta, registrar o que não foi compreendido de início, espaço para registrar fórmulas.
Da segunda à quinta coluna, nós registramos o número de vezes que cada uma dessas funções foi mencionada em cada um dos perfis F, E, B e C. Não consideramos os poucos alunos dos perfis A e D, que declararam ter feito poucos registros e terem tido pouco interesse em fazê-los, pois, nesses dois perfis nenhum estudante não atribuiu funções ao caderno. Quando olhamos as colunas, da esquerda para a direita, vemos perfis que contém um número cada vez menor de estudantes e, ademais, encontramos um número cada vez menor de referências às diversas funções citadas na Tabela. Esses resultados respondem à segunda questão de pesquisa apresenta na seção anterior.
Tabela 2: Frequência das funções atribuídas aos registros pelos estudantes (por perfil)
Por último mostramos abaixo os resultados que respondem à terceira questão de pesquisa: as contribuições que atribuímos ao caderno ao formular a Parte III do questionário têm relação com as justificativas dadas, espontaneamente, pelos estudantes, nas respostas dadas ao item 19?
A figura 1 apresentada a seguir mostra as avaliações dos estudantes para quatro ações que compõem as estratégias que usamos para ensinar Física aos sujeitos da pesquisa aqui relatada (item 5 da Parte III do questionário). Para cada uma delas há um conjunto de barras organizadas em cluster que mostra a distribuição percentual das avaliações sobre as contribuições do caderno que foram apresentadas pelas seguintes alternativas: grande, média, pequena ou nenhuma contribuição.
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Nesses mesmos quesitos, nota-se, ainda, que a declaração de que houve grande contribuição supera em muito aquela na qual se diz que houve uma contribuição mediana. A exceção fica a cargo do item compreensão dos textos didáticos. Uma possível explicação para essa diferença decorre do fato de que utilizamos textos provenientes de livros variados, bem como de que houve poucas atividades de leitura mediada desse tipo de textos durante o primeiro trimestre de 2013.
Comparando as quatro contribuições do caderno expostas à avaliação dos estudantes na Parte III do questionário com as funções citadas, espontaneamente, por eles, em resposta ao item 19 da Parte I (ver tabela 2 apresentada anteriormente neste trabalho), vemos semelhanças entre duas das quatro contribuições e duas das 15 diferentes funções. Assim, julgamos equivalentes a contribuição 'compreensão e realização das listas de exercícios' e a função 'fazer exercícios', bem como a contribuição 'desempenho em testes e provas' com as funções 'fazer testes e provas' e 'preparar para testes e provas'. Concluímos, assim, que a lista de funções espontaneamente atribuídas pelos estudantes na Parte I é complementar à lista de contribuições que nós mesmos sugerimos na Parte III e, com isso, respondemos à terceira questão de pesquisa apresentada na seção anterior deste trabalho.
## IV. Considerações finais
Nesta pesquisa nós analisamos as respostas dadas por 195 estudantes do primeiro ano de uma escola de ensino técnico integrado de nível médio a um questionário de auto-avaliação e de avaliação do curso de Física vivenciado por esses sujeitos no primeiro trimestre de 2013. Nossos dados mostram que há um percentual elevado de estudantes que declaram ter feito os registros com frequência e interesse.
No questionário, a questão que dizia respeito à contribuição dos registros para uma lista de quatro ações realizadas no curso mostra que, na avaliação dos estudantes, os registros contribuem de forma bastante significativa para essas ações. Ademais um número expressivo de estudantes atribuiu, espontaneamente, um total de 15 diferentes funções a esses registros. Logo, pela análise geral dos
dados, nós identificamos uma valorização significativa dos registros feitos no caderno por parte dos estudantes.
Com base no que apresentamos ao longo deste trabalho, podemos dizer que nossos dados sustentam a afirmação de que a maioria dos estudantes valoriza a prática de produzir registros das atividades feitas ao longo do curso como uma mediação para aprender Física, desde seja possível associar aprendizagem com: 1º- compreensão das aulas (de Física) e participação nas mesmas; 2º- compreensão e realização das listas de exercícios; 3º- compreensão dos textos didáticos. Como mostramos na figura 1, o caderno recebe boa avaliação como recurso mediacional em todas essas três ações, com destaque para as duas primeiras.
Do ponto de vista pedagógico, acreditamos que nossa pesquisa tem duas importantes implicações: (i) é importante instituir um sistema de atividades que envolva os estudantes em uma boa diversidade de ações mediadas por vários recursos mediacionais; (ii) a maioria dos estudantes valoriza a prática de produzir registros escritos dessas ações e consideram o caderno de classe como uma mediação adequada para instaurar essa prática.
## Referências
Autor 1; Autor 2. Artigo publicado em periódico qualis.
Autor 1; XXXX, 2014. Artigo publicado em periódico qualis.
BANGERT-DROWNS, R. L.; HURLEY, M. M; WILKINSON, B. The Effects of SchoolBased Writing-to-Learn Interventions on Academic Achievement: A Meta-Analysis. Review of Educational Research . V. 74, N. 1, p. 29-58, 2004.
GUNEL, M.; HAND, B.; PRAIN, V. Writing for learning in science: a secondary analysis of six studies. International Journal of Science and Mathematics Education. V.5. P. 615 - 637. 2007.
HAND, B.; PRAIN, V. Teachers Implementing Writing-To-Learn Strategies in Junior Secondary Science: A Case Study. Science Education , V. 86, p.737- 755, 2002.
WALLACE, C.S.; HAND, B. Writing and Learning in the Science Classroom . Holanda: Springer, 2007. 150 p.
WERSTCH, J. Mind as Action . NY, USA: Oxford University Press, 1998. 228 p.
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