A compreensao dos estudantes sobre o papel da imaginaçao na produçao das ciências
Helder De Figueiredo E Paula, Antônio Tarciso Borges
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- IX
- Ano
- 2004
- Data
- 29/10/2004
- Linha de pesquisa
- Filosofia, História E Sociologia Das Ciências No Ensino De Física
- Tipo
- Comunicação
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Texto completo
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## A COMPREENSÃO DOS ESTUDANTES SOBRE O PAPEL DA IMAGINAÇÃO NA PRODUÇÃO DAS CIÊNCIAS
Helder de F. e Paula [helder100@uai.com.br] a Antônio Tarciso Borges [tarciso@coltec.ufmg.br] b
- a Aluno de Doutorado do Programa de pós-graduação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais
## RESUMO:
O uso da imaginação e a produção de modelos é uma das marcas distintivas da atividade científica. Ainda assim, na educação básica, as ciências são normalmente caracterizadas como mera coleção de fatos obtidos mediante a observação rigorosa e o uso de 'métodos objetivos' de investigação. Uma alternativa a esse tipo de caracterização é possível! Ao contrário do que muitos professores podem imaginar, não é tão difícil convencer os estudantes de que o uso da imaginação é regra e não exceção nas ciências. Na pesquisa que apresentamos neste artigo, mostramos a unanimidade alcançada entre os estudantes sobre a importância e a legitimidade do uso da imaginação na produção das ciências. Os estudantes pesquisados parecem ter sido paulatinamente convencidos durante os dois últimos do ensino fundamental em relação à idéia de que para explicar é preciso ir além do que se pode efetivamente observar. Nesse período, os estudantes tiveram a oportunidade de lidar com um professor de ciências especialmente comprometido e motivado em promover reflexões sobre a natureza da atividade científica. Como resultado do esforço dispensado por esse professor, os estudantes mostraram-se nitidamente convictos de que não se avalia a qualidade de uma explicação ou teoria levando-se em conta se ela contém mais ou menos elementos extraídos da imaginação. O critério para realizar tal avaliação passa a ser assim associado ao julgamento do quanto a teoria ou explicação está em acordo com as evidências disponíveis.
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