PRODUÇÕES SINTAGMÁTICAS E PARADIGMÁTICAS PARA APROPRIAÇÃO DA PRIMERIA LEI DE NEWTON
Carlos Eduardo Laburú, Osmar Henrique Moura Da Silva, Marcelo Alves Barros, Ana Claudia Força
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIV
- Ano
- 2012
- Data
- 08/11/2012
- Linha de pesquisa
- Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## PRODUÇÕES SINTAGMÁTICAS E PARADIGMÁTICAS PARA APROPRIAÇÃO DA PRIMERIA LEI DE NEWTON
## OWNERSHIP NEWTON'S FIRT LAW BY SYNTAGMATIC AND PARADIGMATIC PRODUCTIONS
## Carlos Eduardo Laburú 1 , Osmar Henrique Moura da Silva , Marcelo Alves 2 Barros 3 , Ana Claudia Força 4
- 1
- Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Física, laburu@uel.br 2 Universidade Estadual de Londrina/Departamento de Física, osmarh@uel.br 3 Universidade de São Paulo/Instituto de Física de São Carlos, mbarros@ifsc.usp.br 4 Universidade Estadual de Londrina/MECEM, ana5676@hotmail.com
## Resumo
O trabalho apresenta uma estratégia de ensino de ciências que emprega as relações linguísticas sintagmáticas e paradigmáticas com o objetivo de constatar a compreensão de conceitos de física de estudantes. As relações sintagmáticas e paradigmáticas são elementos teóricos originários da ciência semiótica que especificamente trata da linguagem. O eixo sintagmático é uma combinação de signos que tem por apoio a extensão. Na linguagem articulada, essa extensão de signos é linear e irreversível. Já o eixo paradigmático tem seu plano essencialmente voltado para relações associativas, em que unidades que têm entre si algo de comum associam-se na memória, formando grupos em que reinam diversas relações. O trabalho, porém, circunstancia essas relações sintagmáticas e paradigmáticas, assim como as justifica, dentro do programa de pesquisa de multimodos de representação e análise de discurso. O programa de pesquisa em multimodos de representação e análise de discurso vem sendo desenvolvido na área de educação científica e matemática e vem contribuindo efetivamente com os problemas de ensino e aprendizagem. Apesar do escopo central da proposta ser uma abordagem que auxilie a apropriação aprofundada dos conceitos científicos de física pelos estudantes, particularmente neste trabalho a intenção é mostrar a possibilidade de utilização frutífera da mesma para identificar a conceituação mantida pelo estudante em determinado momento de instrução que estava estudando a primeira lei de Newton ou lei da inércia. A estratégia de ensino que se deseja mostrar caracteriza-se essencialmente por empregar o modo de representação verbal escrito, e se vê abrangida pela estratégia pedagógica mais geral baseada nos multimodos de representação científica. Os resultados encontrados mostram que a proposta é adequada para averiguar se o significado do conceito ensinado ao estudante é o cientificamente desejado.
Palavras-chave : Semiótica, discurso, ensino médio, física, multimodos de representação.
- 1 Auxílio parcial CNPq e Fundação Araucária.
- 3 Auxílio parcial CNPq.
## Abstract
The paper presents a strategy for science teaching that employs the language syntagmatic and paradigmatic relations in order to verify the understanding concepts of physics students. Syntagmatic and paradigmatic relations are elements originating theoretically from semiotics science but specifically that deals with the language problems. However, the work circumstance as well as justified them within the multimode representation research program and discourse analysis. The research program multimode representation and discourse analysis has been developed in the area of science and math education and has contributed effectively to the problems of teaching and learning. Although the central scope of the proposal is to assist the depth of scientific concepts constructed by physics students, particularly in this paper the intention is to show the possibility of fruitful use of it to identify the concepts held by students at any given moment of instruction that was studying Newton's first law or law of inertia. The teaching strategy we wish to show is essentially characterized by employing the method of verbal representation in writing that finds itself covered by more general teaching strategy based on multimode scientific representation. The results of the investigation show that the proposal is appropriate to ascertain the meaning of the concepts taught to the students is the scientifically desired.
Keywords : Semiotics, discourse, high school, physics, multimodal representation.
## Introdução
Do ponto de vista do referencial teórico da multimodalidade representacional (Waldrip et al., 2010), a partir do qual este trabalho se circunscreve, a linguagem discursiva vem configurada por dois modos particulares de representação: o oral e o escrito. Independentemente da categorização que se queira enfatizar para tratar a questão do discurso, e ainda que, conforme Maingueneau (2004), seja problemático definir o que se quer dizer com gênero de discurso, a observação importante a comentar é a seguinte: os estudos alinhados a esse programa de pesquisa concentram-se basicamente na investigação do elemento discursivo em diferentes formas representacionais, com intuito de aprender ciências.
Junto ao viés representacional do modo escrito, em Nigro & Trivelatto (2010) há preocupação em avaliar a compreensão leitora de estudantes do ensino médio, comparando textos na forma de divulgação científica com a livresca. O estudo observa que a compreensão do texto é influenciada pela forma desses gêneros discursivos. Tomando parte dessa perspectiva, Fang (2006) descreve traços salientes usados na linguagem da ciência escolar, que se diferenciam da linguagem diária utilizada, e discute os desafios que esses diferentes traços apresentam para a leitura compreensiva de alunos do ensino médio. Com isso, propõe diversas estratégias para os professores promoverem o entendimento dos estudantes. Voltado ao livro didático de ciências, em Nascimento & Martins (2005) é feita uma análise de diversos desses materiais, tendo por base o referencial da análise retórica, com o objetivo de ressaltar as relações existentes entre o texto e seu contexto, a construção de sentidos pelos sujeitos e os discursos empregados.
Longe de pretender satisfazer um levantamento abrangente dos estudos em análise de discurso, a parcial seleção acima tem a finalidade de contextualizar a investigação aqui encaminhada, ao mesmo tempo em que faz perceber sua atualidade. Na sequência, relatamos o resultado de uma linha de investigação inovadora à temática análise de discurso que se apoia em referentes originários do campo de estudos da semiótica para promoção de instrução científica. Tendo como base esse campo de estudos, o trabalho reúne os conceitos de relações linguísticas sintagmáticas e paradigmáticas de Ferdinand de Saussure com o objetivo de oferecer uma estratégia didática diferenciada para o ensino das ciências.
Apesar do escopo central da proposta ser um mecanismo que auxilie a apropriação aprofundada dos conceitos científicos pelos estudantes, neste trabalho a intenção é particularmente mostrar a possibilidade de utilização frutífera da mesma para identificar a conceituação mantida pelo estudante em determinado momento de instrução. A estratégia de ensino que se deseja mostrar caracteriza-se essencialmente por empregar o modo de representação verbal escrito, e se vê abrangida pela estratégia pedagógica mais geral baseada nos multimodos de representação científica (TANG; MOJE, 2010). Sendo assim, a ideia por detrás da produção de relações sintagmáticas e paradigmáticas na modalidade verbal escrita realizada pelos estudantes complementa e integra estimulações firmadas em outras formas de representação, tais como as divulgadas representações esquemática e diagramática dos mapas conceituais e heurística V de Gowin, respectivamente.
## Eixo sintagmático e paradigmático da linguagem e a aprendizagem de ciências
A teoria semiótica saussuriana é uma reflexão acerca da linguagem, da sua natureza e regras de organização. A linguagem se impõe não só a cada um, mas a toda comunidade de falantes. Sua virtude de constância e obrigatoriedade é fruto de sua natureza institucional, apesar de cada falante se julgar livre no uso que dela faz. A não ser o fato de depender de uma convenção coletiva de um sistema de signos que atesta sua arbitrariedade, nada a fundamenta à realidade. Em contraste com as indeléveis figuras, a linguagem verbal desenvolve-se no tempo. Desdobra-se ao longo de uma cadeia e apresenta-se com dupla articulação de entidades que a constituem: a articulação de entidades dotadas de significação ou monemas e a articulação de entidades a-significantes ou fonemas, cujo valor é puramente distintivo (COELHO NETTO, 2003, p. 21). Devido ao seu caráter linear e devido à linguagem ser essencialmente uma rede de relações, em que palavras de um discurso se combinam umas com as outras e uma após as outras, fica impedido que dois signos sejam pronunciados ao mesmo tempo. Ademais, a liberdade de reunir palavras é limitada, pois há 'leis' de criação e de liberdade de combinação para essa reunião, que permanecem presas às pressões da sintaxe e de coerência mental (BARTHES, 1972, p. 74). Mais do que os elementos que demarcam a língua, como monemas, fonemas etc., o que interessa são as ligações entre eles. Os signos num texto não são lidos ou decodificados em si mesmos, mas da relação que mantêm com o texto que os enuncia. Isto equivale a dizer que o significado de cada um dos signos está contido no texto, de cujas fronteiras vêm esses mesmo signos formulados. É a partir do texto e dentro dos seus limites que o signo será lido, revelando o sistema responsável por sua construção e combinação com os outros signos (COELHO NETTO, 2003, p. 46). Como consequência da natureza relacional, vários tipos de relações se estabelecem, tais como da língua com a fala, do
significante com o significado, da denotação com a conotação entre outras (ibid., p. 26). Dentre estas, para este trabalho duas adquirem especial atenção na configuração da língua: as relações sintagmáticas e paradigmáticas.
Ao serem unidos e desenvolvidos, os termos linguísticos o fazem segundo o eixo sintagmático ou paradigmático. Cada eixo destes engendra seu próprio valor e forma de atividade mental, sendo ambas as formas mentais necessárias no discurso. O eixo sintagmático é uma combinação de signos que tem por apoio a extensão. Na linguagem articulada, essa extensão ou sequência de signos é linear e irreversível. Cada termo tira seu valor da oposição do que o precede e segue. A atividade analítica que se aplica ao sintagma é o recorte. Assim, na mensagem 'O sistema de eleição será aperfeiçoado', constitui uma totalidade que se define por uma extensão no espaço, formada por signos, em cuja presença no ato de enunciar a mensagem exclui outros signos. Para Coelho Netto (2003, p. 26), nesse encadeamento falado, ao se dizer 'sistema' não se pode dizer simultaneamente 'processo'; ao emitir 'eleição' não se pode transmitir 'competição'. Por outro lado, o eixo sintagmático permite que palavras de uma frase sejam permutadas de modo que a nova frase mantenha seu sentido original. Diferentemente do eixo sintagmático, o eixo paradigmático tem seu plano essencialmente voltado para relações associativas. Unidades que têm entre si algo de comum associam-se na memória, formando grupos em que reinam diversas relações (SAUSSURE apud. BARTHES, 1972, p. 63). A atividade analítica que se aplica aqui é a classificação. Mais especificamente, quando se formula uma dada mensagem, escolhe-se previamente um signo dentre um repertório de outros a ele associados. O conjunto dos signos constituintes do eixo paradigmático serve para construir o sintagma. Ambos os eixos, por conseguinte, não existem isoladamente, mas mantêm estreita relação e validação. Estão de tal forma ligados que, no entender de Barthes (1972, p. 64), o sintagma só avança por meio de sucessivos apelos a novas unidades fora do eixo associativo. O recorte sintagmático, então, é uma operação fundamental, pois oferece unidades paradigmáticas do sistema. O eixo sintagmático obedece a certa ordem de sucessão e um número determinado de signos, enquanto o paradigmático comporta condições mais flexíveis. Isto porque, em sua mais extensa acepção, as associações paradigmáticas podem ser estimuladas por uma série infindável de razões.
A estratégia sintagmática e paradigmática permite ser aproveitada pelo professor para acompanhar o nível de sucesso do estudante em conceituar determinado conteúdo. Na medida em que o estudante for solicitado a pronunciar enunciados científicos estudados, seguindo as normas sintagmáticas e paradigmáticas, é possível observar o desempenho que vem ocorrendo com ele durante o ensino.
Embora este trabalho tenha como propósito de estudo a identificação da conceituação científica apropriada pelo estudante, auxiliada pela produção de relações sintagmáticas e paradigmáticas, a linha demarcatória da proposta ultrapassa essa intenção. Seus limites se encontram na produção, pelo aluno, de autênticas paráfrases, legitimando, consequentemente, uma aprendizagem com significado ou, em termos bakhtinianos, uma compreensão genuína.
## Metodologia
A amostra original da pesquisada constituiu-se de vinte e cinco estudantes de uma sala de aula regular, contendo trinta e sete alunos do primeiro ano do ensino
médio, de um colégio público da região urbana da cidade de Londrina, PR, pertencentes à classe econômica preponderantemente média.
- A produção discursiva sintagmática e paradigmática passou por um planejamento antes da sua execução. Fez parte do planejamento a preparação do professor e da sua turma de alunos. Quanto ao primeiro, foi-lhe explicado o contexto teórico e a relevância pedagógica da proposta. O professor e a turma adquiriram experiência com a técnica, sendo que ambos tiveram oportunidade de aplicá-la em conteúdos de física anteriores ao daqui investigado. Para que os estudantes se habituassem a usá-la e dúvidas sobre sua utilização pudessem ser esclarecidas, o professor encaminhou as primeiras produções sintagmáticas e paradigmáticas coletivamente, depois em grupo de dois a três alunos, que, em seguida, eram discutidas com toda a classe. Produções individuais somente ocorreram após esses primeiros procedimentos. Dicionários de português em papel e via internet estiveram à disposição dos estudantes para consulta.
- O contexto de ensino teve como motivação inicial a problemática histórica da explicação dos antigos acerca do movimento dos corpos, objetivando encaminhar o estudo das três leis de Newton. Com o fim de observar a apropriação do conceito de inércia feita pelos estudantes em um momento dado da instrução, foi-lhes pedido que produzissem relações sintagmáticas e paradigmáticas a partir do enunciado referente à primeira lei de Newton ou lei da Inércia:
- ' Todo corpo persiste em seu estado de repouso ou movimento retilíneo uniforme a menos que seja compelido a modificar esse estado pela ação de forças impressas sobre ele '.
- Os alunos foram incentivados a organizar esquematicamente suas produções paradigmáticas e sintagmáticas do enunciado científico fornecido em meio a certas convenções. Em relação à primeira produção, solicitou-se que embaixo das palavras do enunciado escolhidas pelo estudante fosse indicado um feixe de traços, contendo as palavras substituídas. Cada traço de um feixe antecedente deveria, na ordem, corresponder ao traço posterior do feixe consequente, conforme os quadros 1 e 2 da análise. Um traço vazio significava que a palavra escolhida permanece inalterada. A orientação dada à produção sintagmática era para que se preservasse o número de total de monemas do enunciado.
- O enunciado foi entregue escrito em uma folha de papel na forma de cabeçalho, debaixo do qual deveriam ser escritas as combinações sintagmáticas e paradigmáticas, procurando obedecer as convenções colocadas. Os papéis foram recolhidos para posterior análise. A ordem de apresentação, se sintagmática ou paradigmática, e a escolha dos monemas para alteração foram de livre escolha dos estudantes.
Para analisar os dados seguiram-se os seguintes critérios. Primeiro, se as relações sintagmáticas e paradigmáticas produzidas preservavam o significado do enunciado estudado, mantendo-se fiéis a ele. Segundo, se a independência do enunciado original das produções foi mantida. Quer-se dizer com isso, quanto à relação paradigmática, que simples trocas centradas exclusivamente em monemas gramaticais (pronomes, conjunções, preposições, determinantes, desinências verbais e nominais) ou com objetivos de ajustes gramaticais junto aos monemas lexicais (nomes, verbos, adjetivos) foram consideradas aprendizado insuficiente, visto proporcionarem pouca demonstração de coerência semântica. Logo, o foco
analítico de interesse se localizou e concentrou nesses aspectos. Concomitantemente, considerou-se também a relevância dos monemas lexicais substituídos, agora quanto ao aspecto da preservação da fidedignidade lexical, isto é, do significado equivalente do vocábulo alterado. Outro critério voltou-se para o número relativo de monemas lexicais produzidos. Esta quantificação levou em conta, não só a abundância de unidades alteradas de monemas, mas o número de léxicos concebidos para cada unidade. Quanto às relações sintagmáticas, fixou-se atenção na complexidade das combinações e na preservação da coerência sintática, vinculada à manutenção semântica, das ordenações dos monemas. Por fim, uma comparação das produções dos sujeitos foi realizada. Por este exame, considerouse um aprendizado superior quando os aprendizes, comparativamente entre si, apresentavam, sob a ótica dos critérios, transformações mais elaboradas.
Na seção abaixo, são apresentados e comparados dois estudantes de uma amostra maior de dados para exemplificar a aplicação da técnica.
## Análise e discussão dos dados
O que apresentamos neste trabalho é um recorte de uma quantidade significativa de informações e resultados possibilitados por esta investigação. Examinamos simultaneamente as produções paradigmáticas e sintagmáticas de dois estudantes 1 e 2 dão indicação positiva de seus entendimentos a respeito da lei da inércia. Os quadros abaixo mostram, os monemas substituídos e rearranjos, relativos à primeira e segunda produção respectivamente, mantêm o significado original da lei. Indistintamente, ambos os estudantes especificam monemas relevantes e os vocábulos de cada monena se mantêm com equivalência de significados. Apesar do número de monemas selecionados ser o mesmo, comparativamente o estudante 1 apresenta vocábulos em maior número.
Quadro 1 - Relação Paradigmática e Sintagmática do ESTUDANTE 1
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Quadro 2 - Relação Paradigmática e Sintagmática do ESTUDANTE 2
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Os quadros permitem outra constatação. Como as convenções que subsidiam as relações paradigmáticas e sintagmáticas fornecem, tão somente, uma orientação para suas construções, em última instância a preservação das convenções não é condição essencial, mas a permanência do sentido da expressão. Dentro desta consideração, nota-se que a retirada pelo estudante 2 do monema 'impressas' e a substituição pelo estudante 1 dos quatro monenas 'a menos que seja', ações respectivamente indicadas pelo traço com a palavra tachada e o feixe unitário com a palavra sublinhada, apesar de não respeitarem as convenções, mantêm o significado inalterado, e isto é o que realmente importa para a observação da apropriação do conteúdo.
## Conclusões
O princípio educacional que balizou o trabalho é o de que a organização intelectual dos aprendizes caminha para qualidade radicalmente diferente sempre que oportunidades forem fornecidas para significar os conceitos científicos em distintas representações, existir espaço para debater e refletir questões representacionais resultantes das transformações de re-representar o mesmo conceito, e houver incentivo à integração dessas representações num discurso coerente. Daí vem que os significados, em via de compreensão pelo sujeito, vão sendo construídos pela confluência e intermediação de variadas ações pedagógicas, dentre as quais a aqui tratada. Encorajar e explorar narrativas textuais em formas diversificadas contribui, por consequência, uma atividade intelectual proveitosa para auxiliar aprendizes no aperfeiçoamento de equivocados entendimentos dos conceitos científicos e gerar explanações ricas em ações cognitivas de maior nível intelectual.
## Referências
BARTHES, R. Elementos de semiologia , Editora Cultrix, SP, 116 p. 1972.
COELHO NETTO, J. T. Semiótica, informação e comunicação , Editora Perspectiva, 6ª edição, São Paulo, Brasil, 2003.
FANG, Z. The language demands of science reading in middle school, International Journal of Science Education , 28, 5, 491-520, 2006.
MAINGUENEAU, D. Diversidade de gêneros de discurso. In: MACHADO, I, L. & MELLO, R. (org.) Gêneros: reflexões em análise do discurso, Belo Horizonte, UFMG, 2004.
NASCIMENTO, T. C.; MARTINS, I. O texto de genética no livro didático de ciênais : uma análise retorica crítica. Investigações em Ensino de Ciências , 10, 2, 255278, 2005.
NIGRO, R. G.; TRIVELATO, S. L. F. Leitura de textos de ciências de diferentes gêneros: um olhar cognitivo-processual, Investigações em Ensino de Ciências , 15, 3, 553-573, 2010.
TANG, K. S.; MOJE, E. B. Relating Multimodal Representations to the Literacies of Science, Research Science Education , 40, 81-85, 2010.
WALDRIP, B., PRAIN, V.; CAROLAN, J. Using multi-modal representations to improve learning in junior secondary science, Research in Science Education , 40, 65-80, 2010.
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