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ANÁLISE DOS ASPECTOS RELEVANTES APONTADOS POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE UMA EXPOSIÇÃO ITINERANTE

Rosa Maria Ambrózio, Graziely Ameixa Siqueira Dos Santos, Cleidson Venturini, Laércio Ferracioli

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIV
Ano
2012
Data
06/11/2012
Linha de pesquisa
Formais
Tipo
Pôster

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Texto completo

## ANÁLISE DOS ASPECTOS RELEVANTES APONTADOS POR ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO SOBRE UMA EXPOSIÇÃO ITINERANTE

## ANALYSIS OF RELEVANT ASPECTS FROM A TRAVELLING EXHIBITION POINTED OUT BY HIGH-SCHOOL STUDENTS

## Rosa Maria Ambrózio 1 , Graziely Ameixa Siqueira dos Santos , Cleidson 2 Venturini , Laércio Ferracioli 3 4

1 PPGEnFis/UFES/EEEM do Espírito Santo/SEDU - ES, rosa.fisica@gmail.com 2 PPGEnFis/UFES/EEEFM Luiz Manoel Vellozo/SEDU - ES, gameixa@yahoo.com.br 3 PPGEnFis/UFES/Instituto Federal do Espírito Santo, cleidson@ifes.edu.br 4 PPGEnFis/UFES/Departamento de Física, laercio.ufes@gmail.com

## Resumo

A possibilidade de exposições itinerantes, enquanto espaços não-formais de educação nas escolas, possibilita o acesso à atividades de divulgação científica e estas podem contribuir para a motivação dos estudantes e para a aprendizagem científica. Nesta perspectiva, este trabalho apresenta uma análise produzida a partir da avaliação feita pelos alunos de uma escola de Ensino Médio da Rede Pública Estadual do Espírito Santo, sob diferentes aspectos, da exposição itinerante 'A Química no cotidiano', tendo como objetivo: (i) expor a importância de exposições realizadas no interior das escolas, bem como a relevância da presença de monitores, e (ii) verificar a influência de eventos como desta natureza na mudança de atitude/ interesse dos alunos pela ciência. A exposição itinerante focalizada na investigação foi A Química no Cotidiano que era composta por 20 painéis divididos em quatro módulos, intitulados Energia e Sustentabilidade, Materiais, Alimentos e Saúde. A exposição foi avaliada por 12 grupos, escolhidos aleatoriamente, durante a sua passagem pela EEEM do Espírito Santo. Aqui se destaca que a vinda de uma exposição externa elaborada por especialistas e apresentada por monitores universitários parece ter revelado que um evento desse tipo atrai mais o interesse dos alunos que as exposições elaboradas em sua própria escola, como as Mostras Culturais ou feira de ciências, em que as apresentações são feitas pelos próprios alunos. Além disso, os resultados da pesquisa parecem comprovar a importância que a figura popular do cientista tem para a divulgação científica, bem como indicam que a presença dos monitores é imprescindível para eventos dessa natureza.

Palavras-chave : Divulgação Científica, Exposições Itinerantes, Espaço Não Formal de Educação.

## Abstract

The possibility of travelling exhibitions, as spaces non-formal education in schools, provides access to science communication activities and these may contribute to student motivation and learning science. In this perspective, this paper presents an analysis produced from the evaluation made by students of a High

school of the 'Espírito Santo' state, under different aspects of the exhibition "Chemistry in daily life", aiming to: (i) show the importance of exhibitions held within the schools, as well as the relevance of the presence of monitors, and (ii) verify the influence of events such as the change in attitude / student interest in science. The exhibition focused on the investigation was Chemistry in Everyday Life which was composed of 20 panels divided into four modules, entitled Energy and Sustainability, Materials, Food and Health. Exposure was assessed by 12 groups, randomly selected, during its passage through EEEM of the 'Espírito Santo'.Here it is stated that the coming of an exhibition prepared by external experts and monitors by university seems to have revealed that an event like this attracts the interest of the students who prepared the exhibits in his own school, such as the Cultural Shows or science fair, where presentations are made by the students themselves. In addition, the search results seem to demonstrate the importance that the popular figure of the scientist is to disseminate scientific and indicate that the presence of the monitors is essential for such events.

Keywords : Science Communication, Traveling Exhibitions, Space NonFormal Education.

## Introdução

A dinâmica escolar habitual preza pelo cumprimento de um currículo normatizado, distribuído em um número reduzido de aulas, não favorece as atividades que exigem o deslocamento dos alunos para espaços exteriores aos muros da escola e até mesmo dificulta o deslocamento dos estudantes em outros espaços que ultrapassam os limites da sala de aula dentro da própria escola. Sair com os alunos da escola significa, além da responsabilidade com suas vidas, também fazê-los perder aulas de outras disciplinas. A possibilidade de exposições itinerantes nas escolas facilita o acesso à divulgação científica, podendo contribuir para a aprendizagem científica dos estudantes.

Nesta perspectiva, este trabalho apresenta uma análise produzida, a partir da avaliação da exposição itinerante 'A Química no cotidiano' feita pelos alunos de uma escola de Ensino Médio da Rede Estadual do Espírito Santo, sob diferentes aspectos tendo como objetivo: (i) expor a importância de exposições realizadas no interior das escolas, bem como a relevância da presença de monitores, e (ii) verificar a influência de eventos como desta natureza na mudança de atitude/ interesse dos alunos pela ciência.

## Referenciais Teóricos

A produção de inovações em ciência e tecnologia iniciou o seu apogeu no século XVIII e desde então cresce continuamente. Contudo a comunicação das descobertas nessas áreas não acompanhou esse crescimento com eficiência. O momento atual apresenta um crescimento no interesse na divulgação científica, tanto pelos órgãos governamentais, como pelas instituições produtoras desse conhecimento. Nas últimas décadas tornou-se comum receber informações sobre os feitos científicos pela televisão, rádio, internet, pois esses são os meios que parecem atingir um maior contingente da população. (VOGT, 2006)

Museus e centros de ciência também são espaços abertos a todos os públicos, no entanto, a maioria dos seus visitantes é composta por estudantes,

levados por seus professores, muitas vezes buscando com mais interesse a saída do seu cotidiano escolar.

No ano de 2011 foram divulgadas as médias anuais de visitação aos museus de ciência mantidos pela Prefeitura Municipal de Vitória, que são: Escola da Ciência - Biologia e História, Escola da Ciência Física, Planetário de Vitória, e Praça da Ciência. Todos esses espaços são localizados na capital do estado, cuja população é de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes (IBGE, 2010). Esses espaços tem registro de atendimento de escolas dos sete municípios da região metropolitana da Grande Vitória e do interior do estado. A média de visitação anual atingiu 51 000 visitantes/ano/espaço (FERRACIOLI,2011). Fazendo uma comparação entre as médias anuais desses espaços com a média da exposição Fermata realizada no Museu Vale, que recebeu ao todo 23. 282 visitantes, dos quais apenas 7.463 foram estudantes, percebe-se o desinteresse por parte do público geral aos espaços cujo acervo se destina a comunicação científica. Essa associação se torna duvidosa, uma vez que, os resultados obtidos com uma pesquisa realizada em 2006 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT, sobre a Percepção Pública da Ciência e Tecnologia, com mais de dois mil entrevistados, pareceu revelar que os temas ligados à ciência e à tecnologia têm 41% da preferência ("muito interesse") do público, perdendo para medicina e saúde (60%), meio ambiente (58%), religião (57%), economia (51%) e esportes (47%). Mas a ciência ficou à frente da política, que não passou dos 20%. (CASTRO, 2007, p. 01).

A baixa frequência nas visitações aos espaços não formais de ciência não podem ser atribuídas exclusivamente ao desinteresse da população no assunto. Precisa-se ampliar a discussão sobre outras prováveis causas, como a falta de museólogos trabalhando juntamente com os técnicos de cada área, falta de treinamento para os monitores e principalmente, a falta de exposições itinerantes, ou seja, esses espaços contam apenas com acervos permanentes e tem alcance limitado no sentido geográfico, já que a maioria dos visitantes são moradores do entorno.

## Metodologia

## Caracterizações da exposição

Em comemoração ao Ano Internacional da Química o Museu da Vida em parceria com a Sociedade Brasileira de Química - SBQ, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, elaboraram a exposição itinerante A Química no Cotidiano . Em uma ação local no estado do Espírito Santo o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Física - PPGEnFis, com a colaboração do Programa de Pós-Graduação em Química - PPGQui, do Programa de PósGraduação em Educação - PPGE e do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, trouxeram a exposição que esteve disposta em algumas escolas da Rede Estadual de Ensino e durante a XIII Mostra de Física da Universidade Federal do Espírito Santo.

A exposição é composta por 20 painéis divididos em quatro módulos ou seções da seguinte forma: (i) Energia mostra a contribuição da química para assuntos que vão desde a perfuração dos poços de petróleo até as viagens espaciais; (ii) Sustentabilidade - trata das formas de substituição de energias sujas pelas limpas; (iii) Materiais - mostra a importância da química para os avanços tecnológicos e sua contribuição em setores como esportes, moda e arte, além da

possibilidade do uso da nanotecnologia, que pode permitir o desenvolvimento de novos equipamentos médicos, e (iv) Saúde - mostra a criação da primeira vacina, o desenvolvimento de fármacos, tratamentos estéticos e o fornecimento de água potável. A exposição também apresentou a importância da química ao longo da história para o processo de produção e conservação dos alimentos.

Os painéis permaneceram na escola entre os dias 19 e 21 de setembro de 2011, expostos no auditório, possibilitando uma distribuição circular de acordo com a arquitetura do espaço. Além do material exposto, os monitores, graduandos dos cursos de Química e Física da UFES e integrantes do PIBID, orientados por seus coordenadores, montaram experimentos relacionados ao tema de cada seção.

A visitação tinha duração de até 50 minutos e foi organizada em grupos de aproximadamente 30 componentes. Os alunos eram acompanhados pelos professores que ministrariam aula naquele horário e conduzidos ao interior do auditório pelos monitores, estabelecendo o contato inicial com a exposição. Adotando a estratégia de fazer com que os alunos buscassem, primeiramente, aquilo que era mais interessante para eles, aos estudantes não foram impostas regras básicas para a sequência na visitação, ou seja, eles foram visitar primeiro o que mais lhes chamou atenção. Após esse contato, os alunos foram reunidos novamente na entrada em frente ao painel Sustentabilidade e a partir desse momento fizeram uma visita monitorada, recebendo explicações sobre cada seção, podendo fazer perguntas e considerações durante a apresentação dos monitores.

## Caracterizações dos participantes

Durante o período que a exposição ficou montada na EEEM do Espírito Santo, aproximadamente 20 grupos com média de 30 integrantes visitaram a exposição nos turnos matutino, vespertino e noturno. Entre os visitantes foram escolhidos aleatoriamente 12 grupos para responder o questionário, que foi utilizado como medidor da opinião dos visitantes, deste modo cerca de 370 pessoas responderam o instrumento de avaliação.

Não houve distinção entre turnos na realização da análise dos questionários, por acreditar que esse fator não seria uma variável relevante, uma vez que entre os 350 questionários válidos apenas aproximadamente 20 eram do turno noturno.

## Instrumento de Avaliação

Após visitar todas as seções da exposição, os alunos foram orientados pelos monitores a sentarem-se e responderem sinceramente um questionário composto por doze questões fechadas e uma questão aberta.

O instrumento de avaliação foi elaborado com base nos relatos da exposição 'A USP vai à sua escola' (PACHECO, 2009). Nele a maioria das questões fechadas foi disposta em escala do tipo Likert. As questões 1 a 4, 8 e 12 abordaram a impressão dos alunos sobre a exposição, as questões 5 e 6 abordaram a sua organização, na questão 9 os visitantes atribuíram uma nota para cada seção e na questão 10 a nota atribuída às seções se associava ao grau de interesse despertado no visitante. Na questão 11 o aluno deveria marcar uma única palavra, em uma lista com 10 opções, que expressasse o sentimento apreciado após a visitação. A questão 13 foi a única aberta e nela os visitantes deveriam informar algo que acreditavam ter aprendido com a exposição.

## Análise de Dados & Discussão

Em uma primeira análise os resultados parecem mostrar uma grande aceitação por parte dos alunos ao evento, uma vez que todos os quesitos levantados pela pesquisa foram avaliados positivamente por eles.

Quadro 01 : Resultados das Questões 01 e 03

A vinda de uma exposição externa elaborada por especialistas e apresentada por monitores universitários parece ter revelado que um evento dessa natureza atrai mais o interesse dos alunos que as exposições elaboradas em sua própria escola, em que as apresentações são feitas pelos próprios alunos. As questões 1 e 3, com resultados apresentados no quadro 1, parecem comprovar a importância da figura popular do cientista tem para a divulgação científica.

A questão 4 tinha como objetivo captar se o aluno reconhecia em seu cotidiano os temas apresentados em cada seção. O resultado foi positivo, pois apenas 1% dos entrevistados afirmou não reconhecer a Química em nenhuma situção das suas vidas.

Figura 01 : Gráfico apresenta dados referente à opinião dos alunos sobre a relação entre a exposição e seu cotidiano.

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A figura 02 expressa os resultados obtidos na questão 05. Em relação ao tempo de duração da visita, metade do público considerou-o suficiente e cerca de 30% considerou-o pouco, resultado que parece mostrar o interesse em obter mais informações durante a visitação. O tempo de permanência no auditório foi limitado à duração de uma aula.

Figura 02: Você acha que o tempo que vocês tiveram para visitar a exposição foi:

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No quadro 02 são apresentados os dados referentes às questões 06 e 07 nas quais os visitantes deveriam avaliar a estrutura da exposição assim como o atendimento dos monitores.

Quadro 02 : Resultados das Questões 06 e 07

Na questão 06, tratando da organização da exposição, houve predominância na avaliação dos estudantes que considerou positiva a distribuição dos experimentos nas salas atingindo uma média ponderada de 4,2, do máximo de 5,0 pontos, dado que parece mostrar um bom trabalho da equipe responsável pela montagem da exposição na EEEM do Espírito Santo por conseguir um arranjo adequado entre painéis e experimentos.

A presença dos monitores parece ser imprescindível em eventos dessa natureza, visto que, mesmo não recebendo um treinamento específico para esta exposição, tendo apenas algumas orientações dos coordenadores do PIBID na escola, ainda assim, como mostra a questão 07, receberam boa avaliação por parte dos alunos, obtendo média ponderada de 4,4, do máximo de 5,0. Esse dado consolida a hipótese levantada na discussão da questão 03, na qual 158 alunos visitantes atribuíram a validade da exposição à presença de monitores universitários.

A demanda da formação dos professores que levarão seus alunos às visitações em espaços não formais de ensino parece ter sido evidenciada na questão 12 representada no gráfico da figura 03. Quando perguntados se gostariam que os professores discutissem temas como os apresentados na exposição 34% dos estudantes responderam que sim, muito e 59% responderam que sim. Dessa forma

percebemos que o evento despertou a curiosidade dos alunos para o tema abordado, faltava apenas haver a continuidade das discussões na sala de aula.

Figura 03: gráfico apresenta dados referente à opinião dos alunos sobre a importância da discussão de assuntos como os abordados na exposição por seus professores.

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Captar a percepção dos alunos sobre o tema central da exposição foi função da questão 08, com dados expostos na figura 04. Todas as alternativas de respostas, com exceção de outros, trazia um dos intentos da divulgação científica. O fato de aproximadamente 50% dos estudantes que participaram da visitação terem atribuído o objetivo para a exposição ao incentivar à aproximação dos estudantes com a ciência, talvez seja justificado pelo impacto que um evento como este pode ter em escolas que não possuem um laboratório de ciências.

Figura 04: gráfico apresenta dados referente à opinião dos alunos sobre a função da exposição.

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Nas questões 09 e 10, os alunos deveriam atribuir nota a cada seção, na primeira questão a atribuição de valor expressa uma avaliação geral e na segunda questão a nota reflete o grau de interesse por cada uma das seções.

Quadro 03 : Resultados da Questão 09

Na avaliação geral, as médias ponderadas para cada seção estiveram distribuídas entre 3,9 e 4,1, a variação nas médias é muito pequena entre as seções mostrando que aparentemente todas as seções forem aprazíveis para os alunos.

Na avaliação quanto ao interesse pelas seções, expresso no quadro 04, também não ocorreu grandes variações nas médias ponderadas, que também variaram entre 3,9 e 4,2, revelando que não houve discrepância entre os temas abordados em cada seção, bem como entre os experimentos ilustrativos e a apresentação feita pelos monitores.

Quadro 04 : Resultados da Questão 10

A última questão solicitava aos estudantes que associassem seu sentimento em relação à exposição a uma única expressão ou palavra, e a maioria deles parece ter sido despertada a curiosidade e vontade de saber mais, como mostra o gráfico da figura 05.

Figura 05 : gráfico apresenta dados referente ao sentimento despertado nos alunos pela exposição

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A escolha predominante de expressões como estas parece revelar a importância da visitação aos espaços dedicados ao ensino não-formal, assim como a necessidade de continua discussão, em sala com professores, dos temas apresentados nas exposições.

As discussões sobre as questões 2 e 13 foram omitidas, pois ao serem perguntados se já havia acontecido uma exposição como esta na escola, a maioria dos alunos responderam que sim. Não houve o detalhamento necessário na questão para que os alunos não confundissem a exposição itinerante com as feiras que ocorrem anualmente. E a questão 13, que era aberta, mostrou flutuações de respostas que estavam associadas aos monitores que haviam atendido cada grupo.

## Considerações Finais

Este trabalho apresentou uma análise da avaliação feita pelos alunos após visitarem a exposição itinerante 'A Química no cotidiano' realizada na EEEM do Espírito Santo. Uma exposição desta natureza facilita o acesso de um grande número de alunos de uma mesma instituição sem causar grandes alterações na rotina escolar. Os resultados da pesquisa apontaram elevada aceitação pelos alunos uma vez que, sob todos os aspectos considerados, a exposição foi avaliada positivamente.

A relevância da exposição foi garantida uma vez que 98% dos entrevistados a consideraram válida. Essa atribuição foi dividida principalmente entre o fato de a exposição ter sido elaborada por especialistas e apresentada por monitores universitários. Esses dados estão de acordo com a literatura atual que afirma existir eficiência na imagem da autoridade especializada para atribuir valor a uma informação. (ALVES,2005, p.09).

No diagnóstico da exposição respondido pelos alunos, 93% acharam importante que os assuntos apresentados na exposição fossem retomados em sala de aula e quando questionados sobre o sentimento despertado após a visita 34% dos estudantes declararam que gostariam de saber mais, 39% deles ficaram curiosos e 15% se declararam interessados.

Longe de ser resposta para os problemas pedagógicos que permeiam o ambiente escolar, o trabalho aqui apresentado sugere uma nova perspectiva de utilização de espaços não-formais através de exposições itinerantes, podendo contribuir consideravelmente para popularização científica.

## Referências

ALVES, R. Filosofia da Ciência: Introdução ao jogo e a suas regras . São Paulo: Edições Loyola, 2000. (Leituras Filosóficas).

CASTRO, A. A. Brasileiros de olho na ciência . In. Agência Fapesp. Disponível em: &lt; http://agencia.fapesp.br/7065&gt; Acesso em: 31 out. 2011.

FERRACIOLI, L. Espaços não-formais de educação. Espírito Santo: Mandacaru Design, 2011.

IBGE 2010 . Censo Populacional 2010 . Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Disponível em http://www.ibge.gov.br/censo2010. Acessado em 20 de maio de 2012.

PACHECO, V. F. A exposição científica 'A USP vai à sua escola' como instrumento motivacional para a aprendizagem . Disponível em: &lt;http://www.geneticanaescola.com.br/ano4vol2/MS05\_004.pdf&gt;. Acesso em: 04 set. 2011.

VOGT, C. Ciência, Comunicação e Cultura Científica . Cultura Científica: Desafios, p. 19-26, Edusp 2006.

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