O QUE PENSAM OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA SOBRE A DISCIPLINA FÍSICA.
Guilherme De Sousa Francisco, Felipe Correa Silvano, Pedro Henrique De Oliveira, Ana Rita Pereira
- Evento
- Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
- Edição
- XIV
- Ano
- 2012
- Data
- 06/11/2012
- Linha de pesquisa
- Ensino / Aprendizagem / Avaliação Em Física
- Tipo
- Pôster
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Texto completo
## O QUE PENSAM OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA SOBRE A DISCIPLINA FÍSICA.
## WHAT DO THE STUDENTS OF HIGH SCHOOL THINK ABOUT THE DISCIPLINE OF PHYSICS
## Guilherme de Sousa Francisco 1 , Felipe Correa Silvano , Pedro Henrique de 2 Oliveira , Ana Rita Pereira 3 4
1 Departameno de Física, Campus Catalão, Universidade Federal de Goiás,
guilhermesousa\_f@hotmail.com
2 Departamento de Física, Campus Catalão, Universidade Federal de Goiás,
felipe.fisicaufg@gmail.com
3 Departamento de Física, Campus Catalão, Universidade Federal de Goiás,
pedrohenriquefisicaufg@gmail.com
4 Departamento de Física, Campus Catalão, Universidade Federal de Goiás, anaritapr@gmail.com
## Resumo
Observa-se que para muitos estudantes o Ensino de Física não é significativo, e eles não conseguem associar a física aos fenômenos observados no dia-a-dia. Em geral a abordagem adotada pelo professor nas aulas de física não considera o conhecimento prévio dos alunos, e até mesmo a forma como estes apreendem os conceitos e teorias físicas. Considerando que a aprendizagem da física exige um alto grau de abstração, e que alguns conceitos apresentam elevado grau de complexidade, superior as habilidade e competências desenvolvidas pelos estudantes, isto pode provocar o fracasso na aprendizagem, e não raro causa um sentimento de rejeição e repulsa por parte de muitos alunos pela física, e o resultado é um grande desinteresse por uma carreira na área cientifica, provocando um esvaziamento dos cursos como a Licenciatura em Física. Conhecer previamente a visão do aluno sobre determinadas questões, compreender sua forma de pensar, além de analisar e respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um, são questões relevantes que um professor deve considerar na hora de programar suas atividades e estabelecer quais estratégias de ensino irá adotar. Visando saber como um estudante do ensino médio percebe as aulas de física, foi realizado um questionário com alunos de duas escolas publicas da Cidade de Catalão, Goiás. Pelas respostas obtidas junto aos alunos, percebe que existe um grande descompasso entre a Física apresentada na sala de aula e os conhecimentos prévios dos alunos, que estes apresentam grande dificuldade em entender a linguagem matemática, e não conseguem relacionar a física com o cotidiano, fatores estes que prejudicam a construção dos saberes e conhecimento dos fenômenos físicos.
Palavras-chave : Alunos, conhecimentos prévios, dificuldades de aprendizagem.
## Abstract
It should be noted that for many students the teaching of physics in not significant, and they do not are able to associate the physics to the everyday observed phenomena. In general, the approach adopted by the teacher into the classes of physics does not take into account the previous students' knowledge, and even the way of how they learn the concepts and theories related to physics. Considering that the learning of physics requires a high degree of abstraction, and that some concepts present a high level of complexity, superior to the skills and competencies developed by the students, this can cause failures in learning, and it is not rare it can cause a felling of rejection and repulsion from the side of many students of physics, and the result is a great disinterestedness in a scientific career, causing and emptying of courses as it is the degree course in physics. Prior knowledge about the students' point of view about determined questions, understanding their way of thinking, in addition to analyze and take respect of the learning time rhythm from each one, are relevant questions that a teacher must consider at time to program his activities and establish which strategies of teaching is going to adopt. Seeking to ascertain how one student of high school notice the physic classes, it was conducted a questionnaire with students from two public school at Catalão city, Goiás. Taking into account the students' responses, we realize that exist a large mismatch between the physics which is presented into the classroom and the previous students' knowledge, they have big difficulties in understanding the mathematics language, and they do not get to establish a relationship between the physics and the everyday, factors that in fact affect the construction of the knowledge of the physical phenomena.
Keywords : students, previous knowledge, learning difficulties.
## INTRODUÇÃO
A disciplina Física sempre foi assinalada pela postura de desinteresse, sentimento de inutilidade e repulsa por um numero significativo de estudantes do ensino médio, sendo considerada uma ciência exata complicada e complexa que exige muita dedicação para seu aprendizado, ou seja, um problema a ser superado para a conclusão do ensino médio. E apesar da importância da Física no cotidiano das pessoas, isto nem sempre é colocado para os estudantes e o que se vê nas aulas de Física no ensino médio é uma realidade de aulas maçantes, onde predomina uma concepção tradicional de educação, que usa uma rotina excessiva de aulas expositivas e resolução de exercícios que, em geral, priorizam a memorização de fórmulas matemáticas. Por causa desse procedimento, os estudantes são levados a repetir as resoluções de questões similares feitas anteriormente pelo professor, ou seja, o modelo de ensino adotado por uma grande parcela de professores de física é aquele em que as lições são decoradas, e isso certamente não contribui para motivar os alunos em seu aprendizado.
Considerando que o objetivo do ensino formal de Ciências numa escola é fornecer aos alunos educação científica e tecnológica que permita aos mesmos uma maior compreensão do mundo contemporâneo (MENEZES, 1998), espera-se que as práticas pedagógicas mostrem a vivência, o desenvolvimento e o entendimento da
tecnologia conjuntamente com os fenômenos físicos intrínsecos ao seu funcionamento e desenvolvimento.
No entanto, o que se verifica, atualmente, no ensino de Física é a ênfase na expressão do conhecimento através da resolução de problemas e da linguagem matemática. No entanto, para o desenvolvimento das competências requeridas pelos PCN (Brasil, 2002), esses instrumentos são insuficientes e limitados, e que tornam a Física algo distante da realidade. Segundo Zanetic (2005, p.21) ' o cidadão comum costuma ver a Física como esotérica, desvinculada da vida cotidiana. Com exceção de experiências isoladas, que professores levam para suas salas de aula, decorrentes das pesquisas em Ensino de Física desenvolvidas no país, geralmente a Física é mal ensinada nas escolas '. Em geral, o que se observa no Ensino de Física é a mera memorização de fórmulas aplicadas na solução de exercícios sem qualquer conexão com o cotidiano dos alunos (ZANETIC, 2005).
Em qualquer nível da educação, até mesmo dentro das universidades, uma característica marcante do ensino de física, é trabalhar conceitos, leis e princípios, sendo priorizado somente o produto final da ciência. Esquecendo o processo de construção dos conceitos e teorias científicos, observa-se que o ensino é estruturado segundo critérios lógicos, ahistóricos e modernos, com a priorização do formalismo matemático e a resolução de problemas de lápis e papel, que são amplamente repetidos pelos estudantes. Dessa forma o processo de ensinoaprendizagem de física se torna enfadonho, levando professores e estudantes, a formarem ' uma imagem estereotipada, rígida e estéril do próprio conhecimento científico, na qual a associação cientista - método científico é sinônimo garantido de sucesso ' (PEDUZZI, 2008). E a imagem formada pelos estudantes é de que a física não é algo a ser aprendida pelos 'meros' mortais.
E foi buscando saber como os estudantes do ensino médio percebem a física, como estes se sentem nas aulas de físicas e a importância que os mesmos atribuem à física é que fizemos um questionário com alunos de duas escolas da cidade de Catalão-Go. Foi utilizado o questionário que foi instrumento da pesquisa realizada por Menegotto e Rocha Filho, com alunos de Santa Catarina em 2008, buscando verificar como estes veem o desenvolvimento da disciplina Física (MENEGOTTO E ROCHA FILHO, 2008).
Essa pesquisa faz parte do trabalho que um grupo de alunos e professores do Curso de Licenciatura em Física do Campus Catalão da Universidade Federal de Goiás (CAC-UFG) desenvolve, desde 2009 inicialmente com o PIBID e depois com o Programa de Bolsas da Licenciatura da UFG (PROLICEN-UFG), em duas escolas de Catalão - Goiás, o Colégio Estadual Abrahão André e Colégio Estadual João Neto de Campos. Neste trabalho busca-se dialogar com os gestores, professores e alunos da escola, pois entendemos que o dialogo é importante para se criar um ambiente de confiança entre os diferentes sujeitos presentes numa sala de aula, havendo dialogo estabelece-se uma relação de confiança que permite que o erro seja problematizado, o que contribuirá para um maior envolvimento dos alunos e professores no processo de ensino-aprendizagem. Uma das primeiras ações deste projeto foi verificar qual a percepção que os estudantes tinham em relação ao ensino de física. O objetivo é conhecer a visão da física apresentada pelos alunos e depois trabalhar visando a mudar as concepções errôneas que estes tiverem. Espera-se assim permitir que o aluno consiga refletir sobre a beleza do conhecimento e tenha condições de se expor, criar, pensar, questionar, falar, formando assim sua
consciência critica e formação científica (LOPES, 1996) e consequentemente sendo participante ativo da transformação da sua realidade social.
## METODOLOGIA
Conhecer o pensamento inicial do aluno sobre determinadas questões, compreender a forma de pensar, além de analisar e respeitar o ritmo do raciocínio de cada aluno são questões relevantes que um professor deve considerar na hora de programar suas atividades e estratégias de ensino. Buscando identificar o que os estudantes pensam sobre a física, foi utilizado o questionário (apresentado abaixo) desenvolvido por Menegotto e Rocha Filho (2008), que foi respondido por 33 alunos do Colégio Estadual João Netto de Campos e 43 alunos do Colégio Estadual Abrahão André, da cidade de Catalão, Goiás. Neste questionário buscou-se saber a opinião dos mesmos sobre o ensino de física. As respostas a esse questionário possibilitou uma avaliação, através de respostas objetivas e subjetivas, dos seguintes conteúdos envolvendo a física: a) a importância da Física na contemporaneidade; b) a utilidade do estudo da Física escolar; c) o prazer ou desprazer que o estudo da Física proporciona; d) o entendimento geral sobre o Ensino de Física, como processo; e) a dificuldade associada à aprendizagem em Física; f) o gosto ou desgosto que o estudo de Física proporciona e a g) a curiosidade despertada pela Física.
A primeira parte do questionário apresentava aos alunos 14 afirmações envolvendo o ensino de física, e os alunos assinalava o que pensava de cada uma delas, possibilitando a compreensão das manifestações dos estudantes cuja atitude expressa ' uma disposição ou tendência para responder positivamente ou negativamente em relação a alguma coisa ' (TALIM, 2004). Essa ação visa recolher dados sobre como os alunos pensam e constroem os saberes associados à física, e como percebem suas deficiências e dificuldades no processo de aprender física, com isso busca-se subsídios para ajudar na elaboração de estratégias de ensino, pois de acordo Lopes (2004), ' Conhecer as características dos alunos é uma tarefa essencial para preparar o Ensino-Aprendizagem de Física '. Abaixo é apresentada a 1ª parte do questionário e os números à direita corresponde ao numero de alunos que apontaram cada alternativa. Os alunos que responderam ao questionário foram orientados a não se identificarem.
- 1) O que você pensa das afirmações abaixo (Marque uma alternativa sendo que A -Concordo totalmente; B - Concordo parcialmente; C - Sem opinião; D Discordo parcialmente e E - Discordo totalmente ).
A segunda parte do questionário foi composta de quatro questões abertas, envolvendo os conteúdos que serviram de referencia para a realização do teste e neste caso somente os estudantes que quiseram as responderam.
- 2) Quais os assuntos que você considera que deveriam ser estudados na disciplina de Física?
- 3) Fale um pouco, sobre suas dificuldades em relação à aprendizagem da Física no Ensino Médio.
- 4) Você sempre compreende a linguagem da Física? Comente sobre a linguagem utilizada pelo seu professor.
- 5) Você sempre foi avaliado na disciplina de Física. Como acontece essa avaliação? É justa? Explique como você pensa que deveria ser a avaliação.
## ANÁLISE DAS RESPOSTAS
Através deste questionário verificou-se que apesar de a física ser considerada importante e despertar a curiosidade dos alunos, ainda existem alunos que consideram que estudar física é perda de tempo e para estes a física é um obstáculo a ser superado para ser aprovado. Cerca de 10 % dos alunos não percebem aplicação prática do que aprendem nas aulas de física, ou seja não conseguem associar a física com os fenômenos cotidianos. E em torno de 16 % dos alunos se sentem perdidos durante as aulas de física e tem dificuldade em aprender física, sendo que 12 % não gostam de estudar física.
Em relação às questões abertas verifica-se que entre os assuntos que os alunos gostariam de aprender, astronomia ainda é um assunto bastante citado, como vemos em algumas repostas: ' Assuntos que eu queria: estrelas, planetas, lua, sol ....', ' Os astros, estrelas, o estudo dos planetas, as formas deles, etc ...', ' O estudo do universo, como planetas, estrelas e astros ', ' Inércia, Lei de Newton, dentre outros...'. Observa-se que alguns alunos tem consciência de que nem todos os assuntos são abordados nas aulas, como foi citado: ' Deveria ser estudado tudo o
que está na grade que passaram para os professores, que são termologia, óptica, ondas, entre outros, porque na maioria das vezes tem material e professores adequados, mas não tem tempo suficiente para estudar tudo '.
Quanto às dificuldades encontradas foi citado de forma recorrente o uso das muitas fórmulas, ou seja, entender a linguagem matemática é um problema: ' O que mais complica são as fórmulas '; ' A minha dificuldade é nas contas de matemática'; 'Fórmulas para solução de questões são muito complexas '; ' Tenho dificuldade em decorar e usar as fórmulas. A matéria não é difícil mais eu faço uma bagunça na minha cabeça '; ' Tenho dificuldade em interpretar a pergunta, gráficos. Não me dou bem com números, cálculos, fórmulas '; ' Eu tenho dificuldade em aprender física para a vida, o que sei é responder problemas que são fictícios para provas e sem falar que são muitas fórmulas '; ' O problema é que eu custo entender quando eu devo usar tal fórmula na hora certa '. De forma que, em geral, a física ainda é vista como um conjunto de expressões matemáticas pela maioria dos alunos.
Outro ponto citado pelos alunos é a dificuldade em compreender a linguagem usada pela física, como podemos ver nas palavras de alguns alunos: ' As vezes entendo, mas o professor as vezes utiliza algumas palavras difíceis de compreender, palavras que não conheço '; ' Não muito. Pois eu acho que não tive uma boa base sobre o que é física e como é sua língua, cheia de fórmulas e nomes'; 'Não entendo muito. Porque são cálculos, números demais ...'; ' Não compreendo nada, mas a linguagem do meu professor é boa'; 'Não, Nem sempre consigo compreender a física '.
Porém os alunos gostam dos professores e da forma de avaliação a que são submetidos, que em geral, são provas bimestrais, e para ajudar são considerados os cadernos dos alunos, trabalhos, comportamento: ' Somos avaliados através do caderno, comportamento em sala, trabalho e provas. Eu acho justa essa avaliação. Não tenho nada a reclamar'; ' A avaliação é aplicada com o conteúdo que o professor passa nas aulas. A avaliação ela deveria ser em forma de trabalho grupal '; ' Acho justa, nota de caderno, trabalho e provas sempre tem que ter na matéria, independentemente '; ' Na minha opinião as provas deveriam ser fechadas e questões mais fácies de entender '.
Em relação a avaliação, no estado de Goiás existe recuperação paralela a cada bimestre e as avaliações devem incluir trabalhos e provas, e assim muitos professores para 'fugir' dessa recuperação atribuem nota por comportamento, caderno, trabalho para que os alunos fiquem na média 5,0. De forma que às vezes o que menos é avaliado é se os alunos aprenderam os conteúdos ministrados nas aulas.
Pelas respostas dos alunos, percebe-se que existe um descompasso entre a Física da sala de aula e os conhecimentos prévios dos alunos, o que pode prejudicar a construção dos saberes e conhecimento dos fenômenos físicos. E como educadores temos que buscar soluções para essas questões, e os professores devem buscar formas de relacionar os conteúdos curriculares com o cotidiano dos alunos, inclusive utilizando os meios de comunicação, sem isso ainda continua a ideia de que os conhecimentos físicos são coisas que ' nunca usaremos em nossa vida .', que ' são pura matemática ', e que ' não são aplicados no meio em que vivemos ', como foi colocado por alguns alunos.
E a consequência desse descompasso entre o que é ensinado e o que o aluno aprende acaba chegando aos bancos da universidade, pois alunos que
deixam o ensino médio com excelente histórico escolar fracassam nos cursos superiores. Num estudo realizado com os alunos ingressantes no curso de física do campus Catalão da UFG verificou-se que 30% dos alunos são excluídos por reprovarem 3 vezes nas disciplinas de Física I e Cálculo I (PEREIRA et. al., 2011), aumentando ainda mais o esvaziamento do curso que já não tem preenchido todas as vagas ofertadas no vestibular.
## CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando os resultados observa-se que os alunos muitas vezes não conseguem associar as formulas apresentadas pelo professor com as situações cotidianas, e nem mesmo conseguem compreender a linguagem usada por seus professores. Logo o que o professor apresenta em sala muitas vezes não encontra ressonância com o raciocínio do aluno, e este tem dificuldade em construir uma aprendizagem significativa.
Outra coisa verificada é que os cálculos exigidos na aprendizagem da física é um empecilho a mais a ser superado pelo estudante, sendo que estes não veem a matemática como linguagem que facilitam a compreensão da física. E a utilização de metodologias e avaliações tradicionais que apenas reproduz questões similares feitas pelo professor, leva a convicção de que aprender física é mera decoreba de várias fórmulas, necessárias para sair bem nas avaliações, o que depois será esquecido facilmente, por carece de significado. Com isso observa que a linguagem matemática tem tido prioridade aos conceitos, não sendo introduzida gradativamente, e o resultado é que para os alunos o aprendizado da física se torna destituído de sentido e eles ficam perdidos e não sabem quando e qual o modelo matemático deve ser aplicado.
Observou-se que a maioria dos alunos considera a física importante para a sua formação pessoal e profissional, sentem prazer nas atividades que demonstrem os conceitos dos fenômenos físicos, mas muitas vezes a linguagem utilizada pelo professor não torna esses conceitos claros, ou seja, os conteúdos não são abordados de forma a favorecer a reflexão e interação com o objeto de aprendizagem, o que pode provocar a rejeição de muitos pelo processo de aprendizagem de física.
É comum encontrar alunos que dizem estudar física apenas pra passar de ano ou para ser aprovado no vestibular. Provavelmente estes não conseguem acompanhar o ritmo do professor, ou não conseguem ver nenhuma relação entre as formulas matemáticas apresentadas e a física que é responsável por toda a tecnologia que facilitam nosso dia-a-dia, ou seja, são submetidos a aulas descontextualizadas, que não apresentam nenhuma relação entre a ciência, tecnologia e a evolução da sociedade moderna.
É fundamental que exista sintonia entre o aluno e o professor, e que a linguagem utilizada seja adequada, que se utilizem atividades que levem o aluno a refletir sobre os fenômenos físicos e a associa-los as atividades diárias. Aulas diferenciadas, que utilizam diferentes metodologias e estratégias de ensino, despertam o interesse e a curiosidade dos alunos, podendo facilitar o desenvolvimento das competências e habilidades necessárias para a aprendizagem da física. Mas para isso tem-se que ouvir os alunos, considerar suas concepções espontâneas, contextualizar os conteúdos, utilizar linguagem adequada ao nível do
aluno, refletir constantemente sobre o que ensinar e como ensinar, incentivar a autonomia do aluno na aprendizagem (autoaprendizagem) e sempre buscar a promoção das competências necessárias para aprender física. Esses fatores são importantes para garantir um ensino de qualidade.
## AGRADECIMENTOS:
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG) pelo apoio financeiro.
Ao Programa de Bolsas de Licenciatura da Universidade Federal de Goiás (PROGRAD/UFG) - Bolsa PROLICEN.
Ao Colégio Estadual Abrahão André - Catalão - GO.
Ao Colégio Estadual João Neto de Campos - Catalão - Go.
## REFERÊNCIAS:
LOPES, A. R. C., Bachelard: O filosofo da desilusão . Caderno Brasileiro do Ensino de Física (13) 3, 248 - 273 (1996)
LOPES, B. J., Aprender e Ensinar Física . Fundação Calouste Gulbenkian , (2004).
Pereira, A. R., Silva, W. M., Silva, M. T. O., A desistência na licenciatura em física do Campus Catalão - UFG: evasão ou exclusão? XIII Encontro de Pesquisa em Ensino de Física (2011).
TALIM, S. L., A atitude no Ensino de Física . Caderno Brasileiro do Ensino de Física (21) 3, 313-324. (2004).
MENEGOTTO, J. C., ROCHA FILHO, J. B., Atitudes de estudantes do ensino médio em relação à disciplina de Física. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias Vol. 7 Nº2 (2008).
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