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OBRAS DIDÁTICAS DIRECIONADAS PARA O ENSINO DE FÍSICA E OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO

Tatiele Lamarque, Eduardo Adolfo Terrazzan

Evento
Encontro de Pesquisa em Ensino de Física ↗ (EPEF)
Edição
XIV
Ano
2012
Data
06/11/2012
Linha de pesquisa
Formais
Tipo
Comunicação

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Texto completo

## OBRAS DIDÁTICAS DIRECIONADAS PARA O ENSINO DE FÍSICA E OS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO

## WORKS DIRECTED FOR THE PHYSICS TEACHING AND PROCEDURES FOR THE LEARNING AND ASSESSMENT

## Tatiele Lamarque , Eduardo Adolfo Terrazzan 1 2

1 Universidade Federal de Santa Maria/Departamento de Metodologia do Ensino/tatiele\_lamarque@yahoo.com.br

2 Universidade Federal de Santa Maria/Departamento de Metodologia do Ensino/eduterrabr@yahoo.com.br

## Resumo

Neste trabalho realizamos uma discussão a respeito dos Processos de Aprendizagem e de Avaliação propostos em Obras Didáticas direcionadas para o Ensino de Física. Nesse contexto, buscamos Compreender as Relações Existentes entre os Processos de Aprendizagem e de Avaliação propostos nos Manuais do Professor e as formas de organização do Livro do Aluno . A fim de aprimorar nossa discussão, avaliamos as Obras Didáticas (OD) de Física sugeridas no Programa Nacional do Livro Didático 2012 Ensino Médio. Para isso, primeiramente caracterizamos os aspectos relacionados aos processos de Aprendizagem e de Avaliação propostos nos Manuais do Professor (MP) e, após buscamos identificar os aspectos principais que caracterizam os Livros do Aluno (LA). Em relação ao processo de Aprendizagem, podemos observar que cada Obra Didática possui características específicas, porém, todas parecem indicar o trabalho em sala de aula mediante uma metodologia mais ampla, saindo do tradicional. Entendemos que desta maneira é possível que os alunos busquem o próprio conhecimento e, consequentemente a Aprendizagem. Frente ao fato de que estarão envolvidos com atividades que problematizem com o cotidiano dos mesmos e, inseridas em um contexto interdisciplinar, abordando os diferentes tipos de conteúdos, tanto conceituais, quanto procedimentais e atitudinais. Observamos, assim que o processo de Avaliação precisa acompanhar a evolução do estudante. Neste contexto, o professor deve valorizar em sala de aula o processo de aprender a aprender, a formação das capacidades, bem como o desenvolvimento da criatividade pessoal. Compreendemos que existem relações possíveis entre os aspectos que compõem os Livros do Aluno e os processos de Aprendizagem e de Avaliação sugeridos nos Manuais do Professor, no entanto, o professor assume papel fundamental na utilização da Obra Didática minimizando os afastamentos presentes nos Livros do Aluno, de modo a implementar de fato as atividades propostas, a fim de alcançar as Aprendizagens Esperadas para os estudantes.

Palavras-chave : Aprendizagem, Avaliação Escolar, Obra Didática, PNLD, Ensino de Física

## Abstract

In this work we conducted a discussion of the Learning Processes and Evaluation proposed in Didactic Works directed to the physics teaching. In this

context, we seek understand the relationships between the processes of Learning and Assessment in Teacher's Manuals and forms of organization of the Student Book. In order to enhance our discussion, we evaluated the Didactic Works of Physics the National High School Textbook 2012. For this, first we seek characterize the aspects related to the processes of learning and assessment proposed in the Teacher's Manuals and after we tried to identify the main aspects that characterize the Student Books. Regarding the process of learning, we can observe that each Didactic Works has specific characteristics, but all seem to indicate the work in the classroom through a broader approach, leaving the traditional. We understand that this way is possible for students that seek their own knowledge and, a Learning. Given the fact that they will be involved with activities that the teacher should discuss with the routine of it, inserted in an interdisciplinary context, addressing the different types of content, both conceptual and procedural and attitudinal. Observed, so the evaluation process needs follow the evolution of student. In this context, the teacher in the classroom enhance the process of learning to learn, training capabilities, as well as the development of personal creativity. In this context, the teacher should value in the classroom the process of learning to learn, the capacity of training and development of personal creativity. We understand there are possible relationships between the aspects that make up the student books and student learning processes and evaluation suggested in the Teacher's Manuals, however, the teacher plays a critical role in the use of the Didactic Works, to minimize the deviations present Books of the students, actually implementing the proposed activities in order to achieve the expected learning for students.

Keywords : Learning, School Assessment, Didactic Works, PNLD, Physics Teaching

## Introdução

Ao longo das últimas décadas temos presenciado em nossa sociedade um crescente desenvolvimento científico e tecnológico, os avanços decorrentes deste desenvolvimento propiciam condições para a melhoria da qualidade de vida da sociedade. Neste contexto, torna-se necessário preparar os alunos para enfrentar os desafios acarretados por este constante desenvolvimento, situa-se ai o importante papel da escola na necessidade de proporcionar a formação de cidadãos críticos e autônomos, para viverem de forma ativa na sociedade em que estão inseridos.

Em relação ao Ensino em Ciências, em particular, percebemos que este parece não proporcionar aos estudantes essa capacitação. Uma vez que, em geral, no Ensino de Ciências a prática escolar é caracterizada como 'tradicional', isto é, baseada principalmente em um modelo de transmissão e recepção de conteúdos, enfatizando na aprendizagem de conceitos, e afastando os alunos da aprendizagem de atitudes e procedimentos.

Em relação à concepção de aprendizagem, (Zabala, 1998) afirma que não é possível ensinarmos, sem nos determos nas referências de como os alunos aprendem, chamando a atenção para as particularidades dos processos de aprendizagem/ensino de cada aluno (diversidade).

Nesse contexto, a assimilação e apropriação pelo aluno dos conteúdos de ensino são consideradas essenciais para o seu desenvolvimento escolar, pois o

desenvolvimento dos seres humanos não ocorre nunca no vazio, mas sempre dentro de um contexto social e cultural determinado. Mediante os conteúdos de ensino, os significados são ampliados para além da questão do que ensinar, encontrando sentido na indagação sobre o porquê ensinar e para quem ensinar.

Neste sentido e, com a tentativa de romper com a prática habitual, de um ensino centrado na memorização mais ou menos repetidas de fatos e mais ou menos compreensiva de conceitos, consideramos que devem ser adicionados, formalmente os conteúdos atitudinais e procedimentais aos currículos escolares.

Os conteúdos conceituais constituem os currículos escolares vigentes nos últimos anos. Embora, atualmente já tenham ocorrido mudanças em alguns destes currículos de ciências, incorporando dois novos tipos de conteúdos, os procedimentais e os atitudinais, o eixo central continua sendo formado por conteúdos conceituais que posem ser classificados em dois tipos: os fatos/dados e os conceitos. Os conceitos, por sua vez, admitem outra distinção, qual seja entre conceitos específicos e conceitos estruturantes ou princípios (Pozo e Crespo, 1998). Um dado/fato é definido como uma informação que afirma ou declara algo sobre o mundo. Os conceitos específicos são aqueles normalmente encontrados nas listas habituais de conteúdos conceituais. Já, os conceitos estruturantes ou princípios são mais gerais, envolvendo alto grau de abstração.

Os conteúdos procedimentais 'expressam um saber fazer, que envolve tomada de decisões e realização de uma série de ações, de forma ordenada e não aleatória, para atingir uma meta' (Pozo et al, 1998; Coll et al, 2000).

Já, os conteúdos atitudinais, expressam as atitudes dos alunos diante de determinada situação. Assim como os conteúdos conceituais e procedimentais, os atitudinais devem ser incorporados nos currículos escolares como conteúdos educacionais concretos. Para tal, não há a necessidade de realizar a formulação de novas disciplinas, pois, estes conteúdos farão parte de todas as matérias previstas no currículo. Os conteúdos atitudinais podem ainda, ser divididos em três categorias: os juízos/atitudes, as normas e os valores. Os juízos referem-se às regras ou padrões de conduta. As normas dizem respeito às ideias e crenças. Os valores orientam as ações e possibilitam o juízo crítico sobre o que se toma como objeto de análise. As atitudes, como conteúdo de ensino, do mesmo modo que os procedimentos, não constituem uma disciplina separada, mas deve ser parte integrante de todas as matérias de aprendizagem.

No contexto escolar, a avaliação tem sido vista como um instrumento meramente seletivo e quantitativo, de modo que os alunos são selecionados como aprovados ou reprovados mediante o valor obtido na realização das avaliações.

Quando falamos em avaliação, logo vem à ideia de 'Prova' como o principal instrumento de avaliação. Quando o professor fala então, na sala de aula, em avaliação mediante a utilização de 'Provas', muitos alunos ficam com medo e apreensivos quanto ao conteúdo que vai ser cobrado na 'Prova', esse se torna um momento muito tenso para os alunos.

Mediante nossos estudos e discussões, compreendemos que a avaliação deve ser um processo natural, que ocorre para que o professor tenha uma noção dos conhecimentos construídos pelos alunos, bem como saber se as metodologias de ensino adotadas por ele estão contribuindo para a Aprendizagem dos Alunos. O processo de Ensino/Aprendizagem/Avaliação não deve ser entendido, como um processo isolado e sim, como um processo contínuo e integrado em relação a esses três aspectos.

Entendemos que as atividades avaliativas deveriam auxiliar os alunos a compreender o seu processo de construção do conhecimento, de modo que, os alunos identificam suas dificuldades e a partir disso desenvolvam mecanismos e estratégias para superar essas dificuldades.

Neste contexto, o papel do professor é essencial, pois, cabe ao mesmo que conheça os seus alunos de modo que possa construir atividades especificas para os alunos, fazendo com que eles próprios avancem nos conhecimentos. Os professores devem buscar entender o porquê os alunos não estão compreendendo.

É necessário que o professor tente diversificar ao máximo, os instrumentos em que realiza as avaliações. Pois, somente desta forma, será possível atingir uma gama maior de alunos, visto que, cada aluno possui suas próprias características e culturas, de modo que, pode gostar mais de um determinado instrumento e se dar 'melhor' com ele do que com outros.

## Procedimentos Metodológicos

Neste trabalho, buscamos responder o seguinte problema de pesquisa:

Em que medida a organização dos Livros do Aluno expressa uma articulação com as Aprendizagens Esperadas para os Alunos e, os processos de avaliação propostos nos Manuais do Professor?

De modo a operacionalizar as ações de pesquisa, o problema central foi desdobrado em questões investigativas direcionadas, a saber:

- 1. Quais são os principais aspectos que caracterizam o processo de Aprendizagem dos Alunos, segundo os autores das OD?
- 2. Quais são os principais aspectos que caracterizam os processos de Avaliação propostos pelos autores das OD?
- 3. Quais são os principais aspectos que caracterizam o Livro do Aluno

Para responder as questões de pesquisa, utilizamos como fonte de informação, documentos, a saber, as Obras Didáticas de Física recomendadas no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático 2012 Ensino Médio.

Primeiramente, realizamos a leitura e o estudo dos Manuais do Professor (MP) e dos Livros dos Alunos (LA) que compõem as Obras Didáticas (OD) selecionadas para pesquisa. A partir disso, iniciamos a etapa de classificação e análise das informações obtidas. Para isso, utilizamos critérios que foram estabelecidos a priori, mas que, no entanto, foram sendo aprimorados/modificados à medida que foi dado prosseguimento à pesquisa.

## · Roteiro de Análise 01 - Caracterização e Análise do Livro do Aluno

A partir da elaboração desse primeiro instrumento de análise textual, podemos identificar, caracterizar e analisar os principais aspectos que compõem o Livro do Aluno.

## · Roteiro de Análise 02 - Caracterização e Análise dos Aspectos sobre Aprendizagem e Avaliação propostos nos Manuais do Professor

Mediante a elaboração deste segundo instrumento de análise podemos observar os principais aspectos que caracterizam os processos de Aprendizagem e de Avaliação propostos pelos autores das Obras Didáticas.

Neste contexto, avaliamos se as OD apresentaram em algum momento, no MP ou no LA considerações a cerca do processo de aprendizagem/avaliação, procurando compreender qual o principal aspecto que cada OD preconiza e/ou defende.

## Construindo os Resultados

## Caracterização do Processo de Aprendizagem dos Alunos propostos pelos autores das OD

Explicitando as constatações observadas em cada OD individualmente, podemos fazer as seguintes afirmações.

Mediante a análise da OD-F01, observamos que para essa OD, a Aprendizagem deve realizar-se pela participação ativa da cada aluno e, do coletivo educacional numa prática interdisciplinar de elaboração cultural. A OD considera que o Aprendizado da Ciência é um processo de transição intuitiva, de senso comum ou de autoelaboração, pela visão de caráter científico construído pelo aluno.

A OD-F02 propõe que o aluno seja convidado a considerar a natureza dos conhecimentos em geral, entendendo-os como feixes de relações entre os nós de uma extensa rede, sem limites definidos e em constante mudança. É importante, criar condições para que os estudantes, como cidadãos, reconheçam a via de mão dupla que se estabelece entre o saber cientifico ou abstrato e o saber técnico e prático.

Na OD-F03 a Aprendizagem é percebida como um processo pessoal, reflexivo e transformador no qual ideias, experiências e pontos de vista são

integrados e algo novo é criado, nesse contexto, a tarefa do professor é a de facilitar as habilidades dos indivíduos em construir o conhecimento.

Na OD-F04, a ideia é que os alunos compreendam os conceitos e, que o conhecimento seja construído mediante uma rede de significados formada pelos próprios alunos.

A OD-F05, parece centrar a ação pedagógica no aluno, e estabelece que o conhecimento seja uma construção e que não está acabado, há uma mudança na relação entre ensino e aprendizagem, o que, consequentemente, modifica as possibilidades e exigências da avaliação.

- A OD-F06 busca favorecer o desenvolvimento de competências e habilidades pelo aluno, exercitando a flexibilidade de raciocínio e o encadeamento sistemático de ideias. Visa motivar e instigar o aluno a compreender a Física por meio de situações contextuais, contemporâneas e reais.

Na OD-F07 OD há indicações de Aprendizagens Esperadas para os Alunos na forma de competências e habilidades dos PCN, não foi possível identificar aspectos que remetessem para teorizações do que seria o processo de Aprendizagem para os autores, mas, somente aspectos relacionados ao processo de Avaliação da Aprendizagem dos alunos.

Na OD-F08, reforça a ideia de que a aprendizagem é desenvolvida mediante processos, isto é, não é algo que ocorre de uma única vez, então precisamos adequar a avaliação a esse entendimento. Essa adequação pode ser alcançada se as formas e os instrumentos de avaliação forem diversificados, o que acarreta a correspondente diversificação na maneira de Ensinar Física.

- Já na OD-F09 a aprendizagem deve ser entendida em termos de competências e habilidades dos PCN.

Na OD-F10 OD não identificamos aspectos relacionados ao processo de Aprendizagem dos Alunos, mas, somente em relação aos processos de Avaliação das Aprendizagens dos Alunos.

## Caracterização do Processo de Avaliação da Aprendizagem, propostos pelos autores das OD

Em relação aos instrumentos de avaliação propostos pelas OD, podemos destacar a presença de instrumentos do tipo:

- · Elaboração de questões,
- · Questões e dúvidas,
- · Leitura e discussão de textos,
- · Troca de pontos de vista,
- · Provas individuais,
- · Autoavaliação,
- · Provas, com questões objetivas e questões dissertativas,
- · Trabalhos de pesquisa em livros, revistas, jornais e na internet sobre temas variados,

- · Realização e correção das atividades pedidas em sala de aula ou para casa,
- · Elaboração, construção e o manuseio de aparatos experimentais,
- · Leitura e discussão de artigos sobre Física e que a relacionem com o meio ambiente e a vida sustentável,
- · Acompanhamento e correção de escritas elaboradas pelos alunos sobre Física,
- · Apresentação de seminários pelos alunos e/ou debates sobre temas científicos,
- · Encenações sobre textos teatrais sobre a Física.

Foi possível observar que para os autores das OD, a avaliação é parcialmente subjetiva. O avaliar não se resume na medição do quanto o aluno aprendeu ou da profundidade do que aprendeu, mas na percepção do aprendizado do aluno com base em critérios previamente elaborados que levam em consideração aspectos como valores e outros objetivos formativos. Assim, a subjetividade da avaliação consiste na interpretação que é feita, usando-se critérios.

- A avaliação educacional deve também ter um caráter diagnostico da situação de aprendizagem, tendo em vista o avanço e o crescimento dos educandos. Ela envolve juízo de valores, baseados em critérios preestabelecidos e caracteres relevantes da realidade em que se insere, considerando também as diferenças étnicas, socioculturais e econômicas que podem inferir nas condições de desempenho de certas classes ou escolas, o que demanda uma tomada de posição sobre o objeto avaliado e decisões sobre o andamento do processo de ensino e aprendizagem.

A avaliação parece, neste sentido, estar inserida em um processo maior e, mais significativo que é o processo de ensino/aprendizagem e que deve sempre que necessário passar por reformulações, ultrapassando os processos comuns de mediação e classificação.

Sob esta perspectiva, avaliar significa dinamizar as oportunidades de reflexão e ação, com o acompanhamento permanente do professor, que deve trabalhar o conteúdo de forma que leve o aluno a fazer reflexões acerca da realidade em que vivemos, formando assim cidadãos críticos e participativos na sociedade.

- O professor deve valorizar em sala de aula o processo de aprender a aprender, a formação das capacidades, o desenvolvimento da criatividade pessoal e do reconhecimento do outro como sujeito, bem como, a criação de atividades que privilegiem o conhecimento.
- A avaliação deve ser o mais abrangente possível, a fim de considerar sempre o maior número de habilidades e competências desenvolvidas por cada estudante. Entendemos que um aluno deve ter oportunidade de ver suas melhores potencialidades valorizadas, lembrando sempre que a presença efetiva delas e, seu grau de desenvolvimento variam de individuo pra individuo.

Aspectos que Caracterizam os Livros dos Alunos, propostos pelos autores das OD

Em sua maioria, os autores das OD propõem que os LA desenvolvam os assuntos trabalhados iniciando com figuras e/ou questionamentos que procuram problematizar o conteúdo com aspectos relacionados ao dia a dia dos alunos e, com o contexto histórico, tecnológico e, científico.

No desenvolvimento dos capítulos os autores propõem que os LA apresentem os conceitos, leis e teorias físicas a partir da abordagem de imagens e/ou textos complementares, apresentando após, as equações matemáticas.

Em sequencia são apresentados exercícios resolvidos e questões na forma de exercício para os alunos resolver.

Ao final do desenvolvimento dos capítulos, geralmente são apresentadas propostas de atividades experimentais para o professor trabalhar e/ou para os alunos desenvolverem em casa. São apresentadas também, questões de exames vestibulares e, sugestões de sites e artigos, livros para pesquisas complementares.

Observamos que os autores das OD, não apresentam no LA do aluno indicações em relação às Aprendizagens Esperadas para os Alunos, no entanto, no MP os autores indicam habilidades e competências baseadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), que devem ser trabalhados com os alunos.

## Conclusões

De modo resumido, as informações coletadas permitem afirmar que:

- · Os alunos não ficam sabendo das aprendizagens esperadas, os LA não expõe isso para os alunos.
- · No geral, poucas OD trazem indicadores para as Aprendizagens dos Alunos.
- · Em sua maioria, as OD que apresentam indicadores para as Aprendizagens dos Alunos, se restringem as indicações de habilidades e competências dos PCN.
- · A efetividade das Aprendizagens Esperadas para os Alunos sugeridas na OD fica sujeita ao trabalho do professor, somente podemos ter bons indicadores quanto a esse aspecto, se acompanharmos efetivamente o trabalho do professor em sala, buscando compreender como ele desenvolve a questão das Aprendizagens Esperadas para os Alunos.

Consideramos que existem relações possíveis entre as Aprendizagens Esperadas para os Alunos e, os processos de avaliação que são propostos pelos autores das OD, no entanto, esse processo parece ficar bastante restrito ao trabalho que o professor desenvolve em sala de aula.

As indicações sobre avaliação estão na maioria, bem embasadas teoricamente nos MP, agora fica subjetiva a ação do professor, será que o professor realiza uma leitura e um estudo dessas orientações. Fica as orientações para o professor realizar, só falta-nos saber se essas orientações são efetivadas.

- É importante que os professores entendam a OD como um apoio para o desenvolvimento das aulas, o que permite aos mesmos que se façam reformulações nas atividades e que se acrescentem os aspectos necessários, como, por exemplo, as indicações para a aprendizagem dos alunos e, atividades didáticas inseridas em um contexto mais aberto, pois, compreendemos que este é um dos aspectos

importantes para se desenvolver no aluno a capacidade de enfrentar problemas cotidianos e, de fazê-los cidadãos críticos e autônomos diante da sociedade em que vivem o que condiz com os objetivos educacionais apresentados nos Projetos Pedagógicos da maioria das escolas.

Entendemos que existem relações possíveis entre os Manuais do Professor e o Livro do Aluno em relação ao processo de Aprendizagem e Avaliação, no entanto, o professor assume papel fundamental na utilização da OD minimizando os afastamentos presentes nos LA de modo a implementar de fato as atividades propostas, a fim de alcançar as Aprendizagens Esperadas para os Alunos.

## Bibliografias

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